31/05/2012

Biografias #6: Harlan Coben


Harlan Coben nasceu no dia 4 de janeiro de 1962 em Nova Jersey, Estados Unidos. Formado em ciência política, trabalhou na indústria de viagens. É casado com uma pediatra e tem quatro filhos.

Escreve livros do gênero de "mistério", onde muitas vezes, há situações de eventos não resolvidos no passado, como homicídios e acidentes fatais.
Ele já escreveu mais de 15 livros e estes foram publicados em mais de 41 línguas ao redor do mundo e já foram #1 em mais de uma dúzia de países.


Seu livro Não Conte a Ninguém foi adaptado para os cinemas e ganhou diversos prêmios. O filme ainda não foi lançado no Brasil, mas fiquem com o trailer do filme:


Harlan já ganhou diversos prêmios, entre eles o Shamus, Anthony e o Edgar Allan Poe.

28/05/2012

Relatos de uma leitora #1

Tive minha primeira aula de português do ano esses dias. Sim, considero um descaso com a educação deixar uma turma sem um professor de uma matéria importante durante mais de um mês do ano letivo. Mas não quero entrar em problemas administrativos do lugar aonde eu estudo.

Sou uma daquelas pessoas que sempre espera pela primeira aula de qualquer coisa. Sinto certa ansiedade em relação ao professor – mesmo que eu já tenha tido alguma aula com ele no passado -, em relação à aula... Enfim, são muitas dúvidas para o começo de uma aula.


Quando a professora entrou, não consegui nem respirar. Ela já foi passando dois clássicos para lermos em duas semanas. Isso mesmo leitor. Duas semanas. Eu só consegui olhar ao meu redor e me deparar com cinco ou seis pessoas já dormindo e as outras olhando boquiabertas. Que professor em sã consciência entra em uma sala e já assusta tantas pessoas assim?

Sim, digo assustar porque foi exatamente isso o que aconteceu. Um professor, principalmente o de português, deveria incentivar a leitura e não afastar as pessoas dela. Como já disse por aqui, acho que essa forma de ensino, onde a obrigatoriedade da leitura é aplicada, não dá certo. Acredito que pelo menos uma pequena porcentagem das pessoas assustadas teria gostado da leitura do livro sugerido – afinal, eu já o li, então posso dizer isso com propriedade.

Em minha opinião, para você ser considerado um leitor, você tem que ter paixão pelo o que você lê. E ninguém se apaixona se for obrigado a ter tal sentimento. Isso acaba fazendo justamente o contrário: acaba afastando leitores em potencial.

Então eu acho que deveria haver uma reformulação na forma de ensino, para que os livros obrigatórios se tornem, de alguma forma, uma leitura prazerosa. Daquelas que o aluno – ou quem for – tenha vontade de ir atrás de mais informações, ou que o faça ler nas entrelinhas e acabar descobrindo além do que o autor quis nos dizer.

E vocês leitores? Concordam comigo? 

26/05/2012

Resenha: Amigas da Ioga

Título: Amigas da Ioga
Autora: Rain Mitchell
Editora: Lua de Papel
Páginas: 256
A história de cinco mulheres no momento mais decisivo de suas vidas. Amigas da ioga é um romance sobre desafios e conquistas de cinco mulheres absolutamente diferentes, mas que aceitam reaprender com suas novas experiências e constroem, pouco a pouco, um novo horizonte para suas vidas. É na ioga que as preocupações diárias são deixadas de lado, os colchonetes são abertos e o esforço físico promove bem-estar, renovação e cumplicidade. Enquanto, em Los Angeles, os professores de ioga se tornaram verdadeiras celebridades, algumas alunas ainda preferem o discreto estúdio Endedale Yoga, no afastado bairro de Silver Lake. É lá que Lee usa suas habilidades extraordinárias e sua empatia incomum para ajudar seus alunos a tomarem consciência de seus corpos, o que produz efeitos em suas vidas. Aqui estão cinco amigas incríveis que você jamais esquecerá. Katherine, a massagista do estúdio, está se esforçando para não sabotar o que pode vir a ser um relacionamento perfeito. Graciela, uma excelente dançarina, precisa vencer uma séria lesão para conquistar o trabalho que será sua grande chance. Imani, uma atriz bem casada e bem-sucedida, luta para superar a grande perda de sua vida. Stephanie, talentosa autora e produtora, tenta evitar que uma crise possa pôr o esforço dos últimos anos a perder. Mas será que as alunas de Lee aprenderam o suficiente com a professora, que tem de enfrentar problemas financeiros e sua própria crise conjugal? 

Sabe quando você sente uma necessidade de ler um livro tranquilo? Daqueles que não há nada forçado, aonde você simplesmente vai deslizando junto com as linhas? Pois é. Eu estava assim. Estava vindo de uma série de livros pesados ou então que me decepcionaram e, com isso, eu precisava de algum que fizesse com que eu me sentisse leve... e bom, nada podia ser melhor do que Amigas da Ioga, não é mesmo?

A sinopse do livro já fala bastante coisa, então não vou me prender muito à explicação do enredo.
O livro é sobre cinco mulheres que são unidas por uma única coisa: o fato de praticarem ioga.  Ao longo da leitura, acompanhamos essas mulheres, cada uma com seus problemas e superações.

“Vocês não podem controlar as outras pessoas em suas vidas. Mas podem controlar suas reações em relação a elas. Não podem prever que diabos elas subitamente podem fazer, do nada, sem qualquer alerta, justo quando vocês pensavam que estava tudo bem e perfeito, então... Êpa. Tenham uma ótima tarde, pessoal. Não saiam da linha. Namastê.” – p. 9
Muita gente – eu me incluo – colocou esse livro na lista de chick-lits clichês assim que o livro foi lançado. Mas eu preciso dizer: eu me surpreendi e muito com a leitura. Ele tem uma mistura ideal de diversão, romance, drama... tudo na medida certa para fazer você se apaixonar pela narrativa.

A narrativa, em terceira pessoa, ao contrário do que muitas pessoas possam pensar, não torna o livro impessoal de jeito nenhum! Você acaba se apegando tanto aos personagens – e aos problemas deles também – que, no final, ter que se despedir foi um triste pesar.

O livro é disposto em três partes e conta com capítulos curtos, o que como eu já disse aqui, sempre me conquista. E acho que esse foi um ponto crucial para que o livro não se tornasse cansativo, já que nele encontramos várias partes relativas a pratica da ioga – e tenho certeza que a maioria das pessoas que irão lê-lo não tem nenhum conhecimento na área – então, os capítulos curtos fizeram com que o livro fosse dinâmico o suficiente para que isso não acontecesse.

“Qualquer sensação que lhe venha, quando estiver nessas posições, tente ignorar. Talvez ansiedade? Talvez tristeza? Raiva? São apenas pensamentos. Deixe-os ir. Eles só te controlam, te dominam, se você deixar. São parasitas – não têm vida própria.” – p. 66
A diagramação é simples, mas é muito convidativa. As páginas amarelas – amor da vida de muitos leitores, isso eu posso garantir – e as letras em tamanho agradável tornam a leitura muito mais confortável.
E eu gostaria de destacar dois detalhes: adorei a divisão das partes do livro, pois, a cada parte, aparece um boneco em uma posição de ioga. E nas divisões dos capítulos, tem uma flor muito delicada - acredito que seja a flor de lótus. Sim, esses detalhes me conquistaram!

Enfim, essa é uma leitura indicada para todos aqueles que querem fugir um pouco das leituras pesadas, ou simplesmente para aqueles que gostem de uma leitura mais leve e divertida. E para aqueles que não sabem, a autora já lançou uma continuação, chamada Head Over Heels, ainda sem previsão de lançamento no Brasil. Mas não se preocupem: Amigas da Ioga tem um final definido. É só um livro que conta com os mesmos personagens – e devo dizer que adorei saber disso, já estava sentindo falta das minhas amigas.

Observação: depois de ler o livro, fiquei com muita vontade de começar a praticar ioga. Alguém pratica ou já praticou? Preciso de dicas e incentivos – positivos ou não. 


23/05/2012

Caixa de Correio #5

Oi gente! Trouxe uma Caixa de Correio super atrasada (e coloca super nisso) pra vocês. Espero que gostem!


Livros citados:

22/05/2012

Sorteio: Clube das Mulheres Contra O Crime

Os blogs Estante Vertical, My Book Lit e Lendo Ao Luar se juntaram para sortear os 3 livros da série o Cube das Mulheres contra o crime lançados pela Arqueiro. E o melhor serão os 3 livros para um ganhador!





Você já pode conferir as resenhas dos livros:



Regras:

20/05/2012

Resultado do sorteio: Os Três Mosqueteiros

Olá leitores! Venho aqui para anunciar mais um ganhador aqui do blog! A pessoa sortuda da vez leva pra casa um exemplar de Os Três Mosqueteiros.

a Rafflecopter giveaway

Parabéns Karen! Você tem 2 dias para responder ao e-mail. Caso não responda, um novo sorteio será feito.

18/05/2012

Hora da Pipoca #7: A Invenção de Hugo Cabret

Oi galerinha do EV, cá eu estou com mais uma super indicação de filme pra vocês! E finalmente vou sugerir um filme novo, que estreou neste início de ano aqui no Brasil e levou cinco estatuetas do Oscar 2012 das onze categorias ao qual o filme foi indicado. 
Deu pra sentir como a indicação de hoje é poderosa né? Então vamos conferir o post completo e já ir preparando a pipoca?

Título: A Invenção de Hugo Cabret
Ano: 2011
Duração: 127 min.
Direção: Martin Scorsece
ElencoAsa Butterfield, Chloe Moretz, Jude Law, Ben Kingstey e Sacha Baron Cohen
Gênero: Aventura, Fantasia
Hugo é um garoto de 12 anos que vive em uma estação de trem em Paris no começo do século 20. Seu pai, um relojoeiro que trabalhava em um museu, morre momentos depois de mostrar a Hugo a sua última descoberta: um androide, sentado numa escrivaninha, com uma caneta na mão, aguardando para escrever uma importante mensagem. O problema é que o menino não consegue ligar o robô, nem resolver o mistério.

Conheci a história de Hugo Cabret através do livro de Brian Selznick no ano passado, quando tive que trabalhá-lo com as minhas turmas de sétimas séries.
Achei a história encantadora, mas nem tinha ideia de que brevemente seria lançada uma adaptação do livro nos cinemas. 
E claro que fiquei maravilhada com a possibilidade de ver mais um livro que li ganhando vida nas telonas. Então não poderia deixar a oportunidade passar despercebida e logo que o filme ficou disponível em DVD, eu comprei. 
A adaptação foi feita de uma maneira grandiosa, na minha opinião, e não foi à toa que o filme ganhou vários prêmios importantes no Oscar, Golden Globe Awards e BAFTA. Mas já era de se esperar tanto reconhecimento pela impecável produção de Martin Scorsese, que não poupou detalhes e efeitos especiais, dando uma realidade indiscutível à trama através da tecnologia 3D.
Como eu assisti ao filme recentemente, fiquei super ansiosa para contar as minhas impressões a vocês, que por sinal foram todas muito boas. Eu adoro filmes de aventura com um leve teor de fantasia, então vocês já devem imaginar como fiquei deslumbrada ao assistir A Invenção de Hugo Cabret.
A história contada é uma mistura de aventura, mistério, drama, fantasia e prende a atenção desde a primeira cena, não nos permitindo desgrudar os olhos da tela um só minuto. 

Um filme magnífico, que conta com a belíssima atuação de Asa Butterfield, como Hugo Cabret, e nos faz ficar ainda mais apaixonados por essa história mágica e emocionante. Vale a pena se aventurar e curtir um ótimo filme com toda a família.
Espero que vocês tenham gostado, um beijão e até a próxima indicação! 

Gilciany, colunista quinzenal Mãe de um menino lindo, apaixonada por livros, escrita e literatura. Neurótica pra caramba, viciada em net, filmes, músicas e fotos. Extremamente careta, medrosa e incorrigivelmente romântica.

15/05/2012

Resenha: 4 de Julho

Título: 4 de Julho
Autor: James Patterson e Maxine Paetro
Editora: Arqueiro
Páginas: 224
Uma policial exemplar
A tenente Lindsay Boxer não podia vacilar: era matar ou morrer. Ela estava na mira de uma arma. Se não puxasse o gatilho da sua pistola, a Polícia de São Francisco perderia um dos seus melhores oficiais. Lindsay não teve dúvida, afinal era legítima defesa. O resultado: uma adolescente morta, uma cidade dividida e a tenente no banco dos réus.

O julgamento que pode mudar uma vida

Antes de ser levada a júri, Lindsay resolve descansar na pitoresca Half Moon Bay. Mas não é exatamente descanso o que ela encontra. Uma série de crimes vem assustando a pequena cidade. Não há pistas nem testemunhas. Porém um detalhe intriga a tenente e pode ter ligação com um caso jamais resolvido.
As cartas já estão na mesa
Com a ajuda das amigas Claire e Cindy nas investigações, Lindsay corre contra o relógio para deter a onda de assassinatos. Enquanto isso, conta com o auxílio da advogada Yuki Castellano para provar que é inocente da acusação que pesa sobre seus ombros.

Primeiro livro policial que leio do autor James Patterson e eu posso dizer: o livro superou totalmente as minhas expectativas. Já tinha lido o romance Diário de Suzana Para Nicolas e me apaixonei pelo estilo de narrativa. E depois de 4 de Julho entendi o motivo do autor ser tão aclamado.

O livro conta a história da policial Lindsay. Ela está sendo acusada de má conduta policial depois de ter atirado em dois adolescentes – tendo um deles morrido – e está tentando provar que tal atitude foi em legítima defesa.
Ao mesmo tempo, crimes têm assolado a vizinha de sua irmã e isso acabada envolvendo Lindsay de uma forma que ela nem poderia imaginar...

Eu não sentia dor, apenas raiva. Raciocinava calmamente como faria em qualquer outra situação. Eles haviam se esquecido de mim. Apalpei a Glock nove milímetros que trazia à cintura, fechei os dedos sobre a coronha e me sentei. – p. 16
Esse livro tem tantos pontos positivos que eu simplesmente não sei por onde começar.
Acho que a narrativa do James é o que mais me chama a atenção. É uma narrativa que consegue ser rápida, envolvente e que consegue se adaptar a qualquer situação. Não importa se uma situação precisa de um apelo feminino ou de um suspense maior, o autor consegue se adaptar e narrar sem dar voltas e voltas.

 Como eu sou fã de livros que tenham capítulos curtos – que sejam suficientes, é lógico –, essa é uma parte que eu tenho que destacar também. Os capítulos menores dão a impressão de uma narrativa mais dinâmica, o que no meu ponto de vista é essencial para um livro policial.

O enredo te leva a sentir diversas emoções. Você sente raiva, compaixão, desespero, curiosidade. Mas acho que nada se compara com o final do livro. Que final. Ainda fico impressionada com a forma como o enredo foi desenvolvido até chegar ao final. Foi uma ótima sacada do autor.

A ação do livro fica por conta dos crimes que ainda não foram solucionados. Ficamos tentando descobrir quem está por trás de tudo o que acontece e dificilmente conseguimos acertar o que está acontecendo.

Eu podia sentir o suor em minhas axilas. Desci do banco das testemunhas esquecendo-me da dor na perna. Até que uma pontada a trouxe de volta à lembrança. Voltei mancando ao meu lugar, sentindo-me ainda pior do que antes. – p. 37
Como eu disse no começo da resenha, já tinha lido Diário de Suzana Para Nicolas e eu me apaixonei por aquele livro. Ainda o considero como um dos meus favoritos. Logo, como eu já tinha noção de como James Patterson escrevia romances, fiquei impressionada com sua habilidade em outros focos textuais.

Enfim, esse é um livro que conseguiu me surpreender em todos os aspectos. Com certeza vai entrar na minha lista de livros que eu vou reler assim que tiver algum tempo sobrando. Fica a dica para vocês que estão a procura de um ótimo livro policial.


Observação: O livro faz parte de uma série, chamada Clube das Mulheres Contra o Crime. Cada livro é independente, ou seja, não depende do anterior ou do próximo para fazer sentido. O que é comum em todos é o fato de todos terem os mesmos personagens e acaba por aí. 

12/05/2012

Lançamentos #10: Companhia das Letras

Olá pessoal! Hoje venho trazer para vocês alguns dos lançamentos da Companhia das Letras. Espero que vocês curtam tanto quanto eu!

Título: O amor nos tempos do blog
Autor: Vinicius Campos
Páginas: 96
Ariza tem treze anos, acabou de chegar à nova escola e já está perdidamente apaixonado. Para expressar o seu amor, além de tudo o que vive e sente, ele decide escrever um blog, “porque escrever [...] é a única maneira que encontrou para fazer com que os outros o escutem”. Lá, ele pode falar livremente sobre a garota de sorriso encantador que encontrou na biblioteca da escola, quando ia devolver O amor nos tempos do cólera, sua leitura de férias de que tanto gostou.Assim começa a trama de O amor nos tempos do blog, um romance que se constrói de blog em blog, em que, depois de muitos desencontros, três histórias se cruzam, culminando em um final surpreendente. Além do blog de Ariza, há também o da Deusa Cibernética, uma garota que, segundo sua própria descrição, é divina, divertida e popular, gosta de frequentar o shopping com as amigas e está sempre de olho no menino mais gato do momento, e o de Cinderela Virtual, “uma adolescente que acredita no amor”, não liga para a aparência e espera encontrar o seu príncipe encantado.É a linguagem rápida e dinâmica da internet que une os três personagens desta história e vai aos poucos revelando semelhanças e ligações inesperadas entre estes três adolescentes aparentemente tão diferentes, com características muitas vezes opostas e particularidades que se revelarão só ao fim da narrativa.

 Título: Scarpetta
Autora: Patricia Cornwell
Páginas: 384
Deixando temporariamente o seu laboratório de patologia forense, em Boston, Kay Scarpetta aceita examinar um paciente internado no Centro Psiquiátrico de Bellevue a pedido da polícia de Nova York. O paciente, Oscar Bane, é o principal suspeito do assassinato da anã Terri Bridges e só irá colaborar com as investigações caso sua avaliação seja feita pela brilhante médica-legista. Quando, finalmente, Scarpetta chega à cidade de Nova York e Bane resolve falar, a história que ele conta acaba por ser das mais bizarras que ela já ouviu.
Ele afirma estar sendo perseguido, espionado e sujeito a uma espécie de assédio eletrônico em que a CIA pode estar envolvida. Terri Bridges, segundo ele, teria sido assassinada pelas mesmas pessoas que ainda o perseguem.
Complicando ainda mais a trama, a médica-legista, que se tornou uma celebridade nos Estados Unidos depois de investigar crimes de repercussão nacional, vê sua privacidade invadida por um misterioso colunista virtual que relata detalhes de sua vida pessoal em um site de fofocas.
Em meio à paranoia que reina em Manhattan após os ataques de Onze de Setembro, Scarpetta terá que lidar com um assassino em série que precisa ser urgentemente capturado, com espiões que usam a tecnologia para assediar um homem e com alguns dos piores fantasmas de seu passado.

Título: Por Isso a Gente Acabou
Autor: Daniel Handler
Páginas: 368
Por isso a gente acabou trata, com a comicidade típica de Daniel Handler, nome verdadeiro de Lemony Snicket, de uma situação difícil pela qual todos um dia irão passar: o fim de uma relação amorosa e toda a angústia, tristeza e incerteza que essa vivência pode gerar. Min Green e Ed Slaterton estudam na mesma escola e, depois de apenas algumas semanas de convívio intenso e apaixonado, acabam o namoro. Depois de sofrer muito, Min resolve, como marco da ruptura definitiva, entregar ao garoto uma caixa repleta de objetos significativos para o casal junto com uma carta falando sobre cada um desses objetos e do episódio que ele representou, sempre acrescentando, ao final, uma nova razão para o rompimento. Essa carta é o texto dePor isso a gente acabou, que é, assim, carregado de um tom informal e tragicômico - características da personagem - e traduz com um misto de simplicidade e profundidade a história de uma separação.Imerso neste universo adolescente, o leitor conhecerá a divertida personalidade de Min, uma garota apaixonada por filmes cujo sonho é ser diretora de cinema, e as idas e vindas desse romance, desde o dia em que os dois conversaram pela primeira vez até o instante em que tudo acabou.A artista Maira Kalman, autora de diversas capas da revista The New Yorker, ilustrou cada um dos objetos da narrativa, trazendo cor e descontração a esta história dolorida.

10/05/2012

Biografias #5: Jenna Black


Muitos de vocês não devem conhecer a autora pelo nome, mas essa é a autora da série Faeriewalker. Essa série é uma trilogia que composta por Glimmerglass, Shadowspell, Sirensong
Capas americanas dos livros da série Glimmerglass. Retirado do blog Minha Estante.
Jenna Black é uma escritora americana de romances policiais, fantasia urbana e young adult. É formada em Francês e antropologia física.
Seu primeiro romance Watchers in the Night foi publicado em 2006.
Sua série Faeriewalker está sendo publicada pela Universo dos Livros, que lançou recentemente o segundo livro da série, Shadowspell.
Ainda não há nenhum outro livro da autora publicado no Brasil, mas ela é autora de mais de 10 livros.

Então leitores, vamos torcer para que os outros livros da Jenna sejam publicados no Brasil o mais rápido possível! Curtam as fan pages da série, divulguem a autora para seus amigos... esse é o único jeito de trazermos seus livros pra cá!

Acompanhe a autora: Site - Facebook - Twitter

07/05/2012

Resenha: Xadrez

Título: Xadrez
Autora: Fabiane Ribeiro
Editora: Multifoco
Páginas: 384

Inglaterra, 1947. A Europa encontra-se devastada pela Segunda Guerra Mundial, assim como o coração de Anny. A garota de oito anos vê seu mundo desmoronar ao receber a notícia de que não poderá mais viver com os pais e terá que se mudar de casa levando pouco mais que seu tabuleiro de xadrez. Tudo parecia um pesadelo, até que surge Pepeu, um jovem misterioso que mudará para sempre a vida de Anny, levando-a a aprender sobre o mundo e a viver momentos emocionantes sem sair dos canteiros de seu pequeno jardim. Ao lado de anjos que são colocados em sua jornada, a doce menina aprende a enfrentar as dificuldades através de lições de abnegação, fé e amor verdadeiro.

Depois de ter lido diversas críticas positivas e de ter esperado alguns meses no booktour, finalmente consegui ler Xadrez.
Apesar de não ter criado muitas expectativas, posso dizer que eu me decepcionei com algumas partes.

Anny é uma menina de 8 anos que é sozinha. Seus pais vivem trabalhando e só vão visitá-la em alguns sábados durante o ano. Mas é quando ela recebe a notícia que ela vai ter que se mudar e a passar a ver seus pais somente uma vez por ano que a história começa a se desenrolar.

Logo no começo da leitura, achei o livro extremamente infantil. Eu estava vindo de algumas leituras mais “pesadas” e senti essa característica muito aguçada, o que acabou fazendo com que eu me decepcionasse logo de cara com o livro e tivesse um obstáculo para seguir com a leitura.

A diferença entre os adultos e as crianças é que, quando crescemos, aprendemos a usar palavras difíceis, achamos que entendemos tudo, aprendemos a nos distanciar dos sonhos e fingimos, fingimos muito. Porque sempre nos preocupamos em manter as aparências, e não em fazer coisas que nos deixam realmente felizes. p. 81
Mas, apesar dessa infantilidade, senti que a Anny era muito madura para ter 8 anos. Parecia que ela tinha 12 anos ou mais.  E, quando o tempo passou e ela apareceu com 18 anos, parecia que ela tinha 10 porque a mentalidade dela não muda e com isso, você não percebe que se trata de uma Anny diferente, com outra idade.

Apesar de o livro passar uma mensagem muito legal, parecia que eu estava relendo o livro Pollyana da autora Eleanor H. Porter. E, mesmo com muitas pessoas amando essa obra, eu fui uma das poucas pessoas que não gostou. Com isso, o enredo Xadrez não me agradou completamente.

Da metade para o final, o livro começou a me prender. Acho que acabei me acostumando com a infantilidade que envolve o livro e, aos poucos, os personagens começaram a me conquistar – alguns bem mais do que a própria Anny.
Porém a combinação entre capítulos grandes – aproximadamente 30 páginas cada um – e essa infantilidade que eu já citei durante a resenha, fizeram com que ele se tornasse cansativo.

Ela sabia que na existência de qualquer pessoa há espinhos e flores pelo caminho. No entanto, ela escolheu ver somente as flores, sem importar-se com os espinhos. Aí residia toda a diferença do mundo. p. 379
A diagramação é bem simples, mas eu tenho um ponto para destacar. Nas divisões dos capítulos, vem uma página só com o número do capítulo e uma citação do mesmo. Gostei bastante disso. As páginas são brancas e as letras são um pouco pequenas, mas com a leitura, elas se tornam confortáveis de serem lidas.

Enfim, esse é um livro indicado para quem quer um livro leve, regado a sonhos e fé. Mas não recomendo para aqueles que não gostam de livros que envolvam personagens infantis e certa perfeição de caráter dos personagens. 

03/05/2012

Hora da Pipoca #6: Professora Sem Classe

Olá galera do EV, quanto tempo né gente! Fiquei um mês de reclusão, ou melhor, dizendo, sem computador e depois que o mesmo finalmente foi consertado, aconteceu inúmeras coisas que acabaram me impossibilitando de escrever o “Hora da Pipoca”. Mas agora voltei cheia de saudade e com muitas dicas bacanas pra vocês. Espero que gostem!

Bem pessoal, notei que na última edição da coluna o filme em questão deu muito que falar. Isso é bom, pois mostra o quanto vocês estão ligados no EV e principalmente no que eu escrevo. =)
Adoro vir aqui e ler todos os comentários que vocês deixam, afinal me dá uma dimensão se vocês estão curtindo ou não às dicas cinematográficas que compartilho aqui.

Hoje, quando iniciei este post, fiquei tentando imaginar qual filme vocês curtiriam mais, e após muito pensar e analisar todas as dicas dadas por mim anteriormente, achei viável dar chance a um gênero bem bacana e que a maioria gosta.
Só espero que minha aposta não seja furada!

Título Original: Bad Teacher
Ano: 2011
Duração: 92min.
Direção: Jake Kasdan
Elenco: Cameron Diaz, Eric Stonestreet, Lucy Punch, Justin Timberlake
Gênero: Comédia
Alguns professores simplesmente não estão nem aí. Por exemplo, há Elizabeth (Cameron Diaz). Desbocada, cruel e inapropriada; ela bebe, fica alta e mal consegue esperar para receber seu vale refeição e dar o fora do seu trabalho entediante. Quando ela é abandonada por seu noivo, logo traça um plano para conquistar um professor substituto rico e bonito (Justin Timberlake) -- mas que tem a atenção disputada por uma colega excessivamente enérgica, Amy (Lucy Punch). Quando Elizabeth também se vê lutando contra os avanços de um sarcástico e irreverente professor de educação física (Jason Segel), as consequências de seus esquemas selvagens e exóticos dão aos seus alunos, colegas de trabalho e até para ela mesma uma lição como nenhuma outra.

Eu lembro que a primeira vez que vi este filme, logo fiquei com vontade de assisti-lo, pois além de gostar da atriz principal, no caso a Cameron Diaz, achei o título do filme um tanto curioso, afinal, também sou professora e fiquei bem ansiosa pra conhecer essa tal professora sem classe.
Devo confessar que não curto muito as comédias, só assisto quando esta tem um enredo inteligente, por que perder tempo com filmes sem nexo não é bem o meu forte. Mas sempre que assisto a uma comédia em que a Cameron Dias está no elenco, geralmente gosto. Portanto, esperei o filme ir para as lojas e logo fui à caça do DVD. 

Como imaginado, o filme conseguiu arrancar altas risadas minhas, só não previ que seriam tantas a ponto de me fazer vê-lo mais de uma vez, mas não há como negar que a trama realmente foi engraçada, valendo cada risada dada. O enredo bem criado, as cenas muito bem montadas e a atuação magnífica da Cameron ao dar vida a uma professora gostosona e sem ética nenhuma, fizeram jus ao título e ao gênero. 

O filme foi bem recebido pelos telespectadores e arrecadou alguns bilhões na sua semana de estreia, além do segundo lugar nas bilheterias da América do Norte. E mesmo tendo dividido a crítica sobre seu teor humorístico, não deixou de ganhar o prêmio de melhor filme de comédia do ano no 2011 Teen Choice Awards.

Entretanto, antes de sair correndo pra frente da TV com seu baldão de pipocas, devo alertá-los que o filme contém algumas cenas fortes, além da utilização de palavra de baixo calão. Portanto galerinha, nada de vê-lo com os pimpolhos menores de 14 aninhos ok?!

Imagino que vocês devam ter ficado curiosos para saberem que “cenas fortes” são essas. Mas deixarei este tópico em aberto, assim vocês ficam mais animados para assistirem ao filme!
Bem galerinha, se vocês querem garantir altas risadas com uma comédia bacana, fica a dica. Beijão pessoal e até a próxima indicação! =^_^=


Gilciany, colunista quinzenal Mãe de um menino lindo, apaixonada por livros, escrita e literatura. Neurótica pra caramba, viciada em net, filmes, músicas e fotos. Extremamente careta, medrosa e incorrigivelmente romântica.

01/05/2012

Dia da Literatura Brasileira


O dia 1º de maio é conhecido como o dia do trabalho. Aliás, parabéns a todos os trabalhadores! Aqueles que trabalham o dia inteiro, chegam em casa, cuidam dos filhos e ainda tem tempo para cuidar do blog. É, eu admiro muito vocês! E claro, a nós, estudantes, que perdemos a matéria, mas não deixamos o blog sem atualizar. Pois é.

Deixando de lado o papo furado, vamos ao que interessa. Além de comemorarmos esse dia, também comemoramos o Dia da Literatura Brasileira. As comemorações se dão nesse dia pois foi nele em que José de Alencar, grande autor do Romantismo Brasileiro com obras como Lucíola e O Guarani, nasceu.



Sim, aquele autor que fez tanta gente se descabelar na escola ou correr atrás de algum livro correndo porque era preciso para o vestibular.
Seria essa obrigatoriedade a causa de várias pessoas terem se afastado da leitura?

Em minha opinião, essa é uma das grandes causas sim! Para um adolescente, em uma época considerada a “rebelde” de todos nós, um livro clássico, cheio de paradigmas e com uma linguagem rebuscada de se ler, não vai agradar. Desde pequenos somos acostumados a ler livros com um entendimento fácil – afinal, que pai leria um livro cheio de palavras difíceis para seu filho? Então esse “choque cultural” com certeza vai afetar um futuro leitor.

Literatura nacional é um assunto que há algum tempo eu não podia nem ouvir falar, tinha um ódio mortal, mas isso se deve principalmente ao trauma do vestibular, aqueles livro um tanto complicados de se ler para uma menina que só gostava de chick-lit não eram exatamente o ideal, tanto que digo que não são livros para se incentivar a leitura, fazem parte de uma história, mas não dão o gosto da leitura para a maioria dos jovens. Agora já gosto. O primeiro livro que li e gostei foi O Filho Eterno, do Chistovão Tezza, que eu posso dizer que foi o primeiro livro a tirar o meu receio. E depois disso eventualmente vieram outros livros, não sou uma conhecedora dessa literatura, mas já a aceito, tanto que uma das minhas melhores leituras desse ano foi de autor nacional, Dragões de Éter, do Raphael Draccon. - Luana, Lendo ao Luar. 
Mas nós deveríamos parar de estudar os marcos em nossa história literária? Não! De forma alguma. Eu só considero que, se de alguma forma fosse implantando um novo jeito de ensinar a literatura brasileira, de uma maneira que fosse interessante de aprender, isso com certeza faria com que o brasileiro lesse mais.

Deixando de lado as questões polêmicas de ensino, considero a literatura brasileira riquíssima. Há tanto para descobrir! E estamos caminhando para um futuro em que teremos muito mais leitores do que temos hoje! É claro que a nossa literatura tem que ser muito mais valorizada do que já é, mas se compararmos com alguns anos atrás,  veremos que temos muitos mais leitores hoje em dia.

Então, que tal fazer sua parte e colaborar com o crescimento do número de leitores de livros nacionais? Dê um livro nacional de sua preferência de presente. Conte sobre algum livro nacional que você leu, quem sabe outra pessoa não se interesse?

Ajude na difusão da literatura brasileira!