30/06/2012

Caixa de Correio #6

Olá leitores! Era pra esse post ter saído na quarta, mas acabou que o youtube não colaborou comigo e eu não consegui colocar os vídeos no ar a tempo. Sim, serão dois vídeos porque chegaram muitos livros e eu não quis fazer um vídeo enorme. Vamos lá? 


Música: Time To Go - Keane

  • O Maravilhoso Mágico de Oz - L. Frank Baum
  • O Encontro - Richard Paul Evans
  • A Sociedade Secreta da Bola de Cristal Cor-de-Rosa - Risa Green
  • Sirensong - Jenna Black
  • Fallen Angels - Cobiça - J. R. Ward


Música: Wish You Were Here - Avril Lavigne

  • A Mulher V - Moderna À Moda Antiga - Cristiane Cardoso
  • Visão do Além - Charlaine Harris
  • Um Homem de Sorte - Nicholas Sparks
  • Do Seu Lado - Fernanda Saads
  • O Amor nos Tempos do Blog - Vinícius Campos
  • Cosmópolis - Don DeLillo
  • Tudo Pode Mudar - Jonathan Tropper
Pessoas Citadas: Kimy, Vanessa e Luana.

Sorteio: Férias & Livros NC

Olá galera! Prontos para mais um super sorteio? Esse sorteio será feito em parceria com os blogs De Livro em Livro e Overshock. Espero que vocês curtam e participem muuuuuito, ok? :) E boa sorte a todos os participantes!




28/06/2012

Biografias #7: Charlaine Harris

Oi gente! Hoje eu ia postar mais uma Caixa do Correio, que era para ter saído ontem. Só que o youtube não quer colaborar de jeito nenhum! Então, resolvi colocar essa coluna que várias pessoas gostam. Vamos lá?


Charlaine Harris nasceu no dia 25 de novembro de 1951, no Mississipi. Casada e tem 3 filhos e atualmente mora no sul do Arkansas.
Com seus livros sempre seguindo a linha do mistério, ela é autora da aclamada série The Southern Vampire Mysteries ou As Crônicas de Sookie Stackhouse, como é conhecida no Brasil e também da série Harper Connelly, que já conta com os dois primeiros volumes (Visão do Além e Surpresa do Além) publicados no Brasil.
Com  várias séries e contos publicados, Harris tem ganhado cada vez mais leitores.
Além de escritora, Charlaine é a última diretora sênior da Igreja St. James, membro da diretoria da Mistery Writers of America, membro do último conselho Sisters in Crime e membro da American Crime Writers League.

  • Adaptação da série The Southern Vampire Mysteries
Desde 2008, uma série de TV baseada nos livros de Harris vem sido exibida nos Estados Unidos, produzida pelo canal HBO, sob o título de True Blood. A série foi criada por Allan Ball e tem como protagonistas Anna Paquin como Sookie Stackhouse e Stephen Moyer como Bill Compton.

Vejam a propaganda da HBO para a primeira temporada da série:

25/06/2012

Resenha: O Encontro

Título: O Encontro
Autor: Richard Paul Evans
Série: The Walk #1
Editora: Lua de Papel
Páginas: 240
Alan Christoffersen é um jovem publicitário bem-sucedido, comanda sua própria empresa, ao lado do sócio, e é loucamente apaixonado por sua esposa, McKale. Sua vida parece perfeita até que ocorre um terrível acidente enquanto ela montava à cavalo. Alan larga tudo para acompanhar o tratamento da esposa, momento em que Kyle, seu sócio, aproveita para roubar todo o dinheiro da empresa. Então McKale morre. Arrasado, sem a mulher que amava e traído pelo sócio ele se vê sufocado naquele lugar. Então sai de casa sem rumo, com uma mochila nas costas, e inicia uma longa caminhada em direção ao sul. Era uma busca por respostas e um tempo para tentar pensar o que fazer. Durante o caminho ele faz descobertas impressionantes sobre seus sentimentos, conhece pessoas incríveis e vislumbra novamente um sentido para a sua vida. Ele encontra dentro dele algo que jamais lhe poderia ser tirado novamente.

Do mesmo autor do livro A Promessa e com um enredo que a primeira vista parece ser comum e já conhecido por todos, O Encontro é um drama surpreendente, daqueles que, ao final, conseguem te surpreender e fazer com que você reflita sobre vários aspectos da sua vida.

Alan Christoffersen é um empresário de publicidade, casado com a mulher que ele mais ama no mundo e tudo vai muito bem em sua vida. Certo dia sua esposa sofre um acidente e vem a falecer. Quando ele achava que nada mais podia dar errado, seu sócio o rouba e leva sua empresa à falência. É aí que Alan resolve colocar em prática um sonho muito antigo: ele coloca uma mochila nas costas e começa uma caminhada em direção ao sul do país para tentar superar essa fase difícil de sua vida.

Não sou importante, nem famoso. Não importa. É melhor ser amado por uma pessoa que conhece sua alma do que por milhões que nem têm o número de seu telefone. Eu amei e fui amado com a profundidade que um homem pode esperar, o que me torna uma pessoa de sorte. Isso também significa que sofri. A vida me ensinou que para voar você precisa primeiro aceitar a possibilidade de cair. p. 9/10
Com a medida certa de drama, o enredo nos faz sentir todas as perdas do personagem e isso faz com que você se envolva com o momento ruim dele e, durante os capítulos em que ele está fazendo a caminhada, compartilhamos sua superação, pois nós também sentimos a necessidade desta diante do sofrimento dele.
Isso já nos mostra que o personagem é envolvente. Como temos um enredo em que lidamos 95% do tempo com um único personagem, isso é indispensável. E eu posso garantir: o autor não errou na criação da empatia desse personagem.

Em primeira pessoa, a narrativa é um dos pontos altos da obra. Alan nos conta a história dele de uma maneira muito sensível, e, apesar dos ápices dramáticos da vida dele, contamos com uma tentativa constante de superação das coisas ruins que passaram em sua vida.
Ao longo de todos os capítulos do livro, contamos com uma citação dos diários do personagem, o que eu achei uma maneira bem legal de explorar ainda mais os sentimentos do personagem sem tornar a narrativa carregada demais.

Os capítulos pequenos foi outro ponto que me chamou atenção. Por mais que para algumas pessoas isso possa fazer com o enredo passe rápido demais, já que vemos o personagem tomando decisões de uma hora para a outra e passamos pelos fatos ocorridos de uma maneira bem ágil, eu achei isso um ponto muito positivo. Como o enredo de uma forma geral é dramático, isso fez com que o livro não ficasse maçante ou com uma carga exagerada de emoções.

A apropriação do tempo é uma das maiores tolices do ser humano. Dizemos a nós mesmos que sempre há um amanhã, quando não podemos prever o amanhã mais do que podemos prever o tempo. A procrastinação é o ladrão dos sonhos. p. 29
A diagramação do livro é simples, porém é muito bonita. A arte feita em cima da enumeração dos capítulos é belíssima. Como eu já disse por aqui, detalhes sempre acabam chamando a minha atenção. É por isso que eu tenho que comentar: na enumeração das páginas, temos um pequeno desenho embaixo dos números. Achei isso uma graça e um ótimo detalhe para se acrescentar quando queremos fazer alguma coisa simples, porém bonita.

A única coisa que eu não gostei foi a escolha do nome em português. O nome original é The Walk, o que, na tradução literal, seria A Caminhada. A meu ver, esse nome faria muito mais sentido do que O Encontro, apesar de também haver explicações para ele.

Fica a dica de leitura para quem está procurando um livro mais emotivo, querendo fugir daqueles mesmos temas de sempre. Com certeza a história do Alan vai emocionar todos que a forem ler.

Obs.: Esse é o primeiro livro da série Caminhos. 

24/06/2012

Resultado do Sorteio: Clube das Mulheres Contra o Crime

Oi pessoal, tudo bem? Chegamos ao fim da promoção em parceria com a Editora Arqueiro, e os blogs Lendo Ao Luar e My Book Lit. Obrigada a todos que participaram!
Vamos ao resultado?


Parabéns Marília Maciel! Você receberá um email e tem até 7 dias para responder, caso não receba entre em contato conosco, caso contrário outro sorteio será realizado. 

Se você não ganhou não fique triste, em breve virão novas promoções.

23/06/2012

Lançamentos #11

Olá leitores! Mais uma vez venho trazer várias novidades que algumas editoras estão trazendo. Vamos conferir? Para saber mais sobre o livro é só clicar em cima da capa*, ok?

Editora Novo Conceito

   

21/06/2012

Resenha: Os Gêmeos

Título: Os Gêmeos
Autora: Pauline Alphen
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 368
Série: Crônicas de Salicanda #1
Claris e Jad são irmãos gêmeos tão inversos quanto idênticos. Eles vivem em uma aldeia chamada Salicanda, em um castelo cravado num vale isolado por uma cadeia de montanhas e encharcado por uma chuva fina e incessante, com o pai, Eben; um preceptor, Blaise; e a ama, Chandra. A mãe, Sierra, desapareceu em uma noite de temporal, no dia em que os gêmeos completavam três anos, deixando a família despedaçada e muitas perguntas no ar. À procura de respostas para os mistérios que envolvem o sumiço da mãe, a história de Salicanda e os dons sobrenaturais que parecem ter herdado de Sierra, os gêmeos vão ultrapassar as fronteiras do castelo onde vivem e também do seu mundo: aquele da infância dos dois, o de um passado que eles desconhecem.

Os Gêmeos é uma nova distopia com uma proposta de enredo daquelas que parece que a gente já viu em algum lugar, mas que, no contexto geral, acaba nos chamando atenção. O problema é que o livro dificilmente passa do nível “bom”.

Jad e Claris são dois irmãos gêmeos que vivem em Salicanda, um vilarejo onde qualquer tipo de tecnologia é proibido – afinal, foi esta que destruiu grande parte da humanidade. A vida deles muda da água para o vinho quando sua mãe, Sierra, os abandona sem nenhum motivo certa noite. A partir desse dia, o pai deles se isola e passa a ter pouco – beirando a nenhum – contato com os filhos. O que ele não poderia prever é que, dali a dez anos, certos poderes iriam aflorar em seus filhos...

Tomada por uma emoção agridoce, Claris contemplava a paisagem. Ela a reconhecia: estavam na Crista do Dragão, e a granja era a mesma em que os gêmeos tinham passado a noite de seu terceiro aniversário em companhia dos pais. Ali é que Eben abraçara Sierra, mostrando o oceano distante. Ali é que ele falara o nome dos cimos. Ali, os gêmeos tinham dormido junto dos pais pela última vez, aninhados no perfume da mãe e no cheiro do pai, nos cabelos de Sierra e nos braços de Eben. p. 181
Para aqueles que gostam de conhecer todos os personagens secundários de um livro, essas pessoas com certeza vão gostar desse. Todos os personagens ganham um espaço na trama, o que, em minha opinião, faz com que o enredo central se desenrole em um ritmo lento e essa foi uma das coisas que eu não gostei, já que eu achei que havia muitas coisas, que, embora sejam interessantes de saber, eram desnecessárias.

É uma narrativa muito detalhista e com isso, ela se torna carregada. Tanto que eu acabei demorando mais do que eu costumo para ler um livro desse tamanho exatamente por causa disso, uma vez que eu sou adepta aos livros mais dinâmicos. A autora tentou quebrar um pouco isso colocando capítulos com várias subdivisões, mas no meu ponto de vista, isso não adiantou muito.

Vejam bem: não foi o enredo que falhou e sim a narrativa. O enredo, apesar de ser um pouco parecido com aqueles filmes da Sessão da Tarde, tem sim seu lado bom. O mundo distópico criado pela Pauline Alphen é muito interessante, contando com o desaparecimento de toda uma população de adolescentes e até com um novo calendário. Mas infelizmente a narrativa não colaborou.

Em pé sob o céu cintilante, em meio ao silêncio noturno, o menino tentava digerir as estranhas informações. O passado era tão surpreendente, incompreensível às vezes. Inspirou uma talagada de ar. Aquilo tudo teria realmente acontecido? Liquidas as florestas, esvaziar os oceanos – teriam mesmo os homens mutilado o planeta daquele jeito? p. 237
E eu preciso comentar: que capa linda é essa, gente? E sim, levando em consideração todo o enredo, ela é super adequada! Um ótimo trabalho da editora.
A diagramação é simples, contado com as nossas amadas páginas amarelas.

Então gente, como eu já disse, se vocês gostam de conhecer todos os personagens e estão preparados para uma narrativa lenta, esse livro é recomendado. Mas se vocês, como eu, gostam de um livro mais dinâmico, eu não diria que vai ser uma leitura prazerosa, apesar de o enredo ser interessante. 


Obs.: Esse livro faz parte de uma série, chamada Crônicas de Salicanda.

19/06/2012

Resenha: Branca de Neve - Os Contos Clássicos

Título: Branca de Neve - Os Contos Clássicos
Autor: Vários Autores
Editora: Generale
Páginas: 224
Branca de Neve e os sete anões não é uma história criada pela Disney, que adaptou o conto de fadas dos irmãos Grimm e produziu o longa-metragem infantil de maior sucesso da história. Originalmente um conto adulto do folclore oral europeu, Branca de Neve remonta a séculos de tradição, mesmo antes de os irmãos Grimm a registrarem pela primeira vez. Versões magníficas da história, que impressionam pela inventividade, lirismo e crueza, nos trazem o modo de pensar de diferentes povos e épocas, correndo a Europa desde o século XVI. Fugindo ocasionalmente das formas livres às quais pertenciam, apareceram na literatura em diversas ocasiões. Seis dessas versões, inéditas em português, são neste livro traduzidas e comentadas pelo prof. Alexandre Callari, também autor de Mundo dos espelhos: lobos, sangue e neve, conto escrito especialmente para esta publicação. Branca de Neve: os contos clássicos traz ainda um rico caderno ilustrado, contando em detalhes a trajetória da personagem na cultura contemporânea, com destaque para adaptações cinematográficas, animações e pastiches.

Se você, como eu, está na onda da volta dos contos de fadas, esse livro é super indicado para você.
Composto por seis contos diferentes com relação à Branca de Neve, um encarte cheio de curiosidades e informações sobre filme, peças, HQs e um conto inédito, o livro atende a todos os fãs desse conto maravilhoso.

Já falei isso pra muita gente e repito: eu sou super fã do conto da Branca de Neve e estava muito ansiosa para ler este livro. Eu sabia que eu iria encontrar versões do conto bem diferentes da que eu tinha escutado – e visto no filme da Disney - quando era criança e isso era uma grande novidade. E eu tenho que dizer para vocês que o livro não me decepcionou em nenhum momento.

A maçã tinha sido tão habilmente preparada, que somente a parte vermelha estava envenenada. Branca de Neve ansiava pela bela maçã, e, ao ver que a camponesa estava comendo sua parte, não conseguiu resistir, e estendeu a mão, apanhando a metade envenenada. Ela mal havia dado a primeira mordida e caiu no chão, morta.Pequena Branca de Neve – Irmãos Grimm, p. 9
Todos os contos são acompanhados por um comentário feito pelo Alexandre Callari e esse foi um grande diferencial, uma vez que a qualidade técnica dos comentários no faz enxergar um mundo totalmente diferente por trás de contos que à primeira vista pareciam inocentes. E com esses comentários podemos nos situar no tempo e em como era a mentalidade das pessoas em cada lugar e época em que eles se passam.

Os contos são bem diferentes entre si, apesar do enredo de todos terem o mesmo contexto de fundo. Em um conto, a narrativa é feita em verso e em outro, a própria mãe assume o papel da madrasta malvada. Ou seja, não fiquem achando que vocês vão encontrar a mesma história em todos os contos, pois isso não acontece e no final, eles acabam te surpreendendo.

Além dos contos, contamos com um super encarte com todas as produções feitas em cima de Branca de Neve, como filmes – desde o primeiro registro, em 1902 até o filme que está entre os mais vistos do mês, Branca de Neve e o Caçador. Vemos também peças de teatro produzidas, HQs, pastiches e até músicas que foram feitas com a temática! Legal, não?

Branca fez uma pausa e olhou ao seu redor. O mundo que vivera até então, aquele conto de fadas de uma menina rica que tudo tinha, tão vívido, suntuoso e brilhante, sofrera uma brutal transformação. A realidade à sua volta parecia agora um buraco negro tentando abocanhá-la, tentando arrastá-la para o núcleo onde a luz não consegue penetrar. Ela está no Cócito, o rio de gelo, no Nono Círculo do Inferno, ao lado dos traidores. - Mundo dos espelhos: lobos, sangue e neve – Alexandre Callari, p. 124/125
E o conto inédito também feito pelo Alexandre é maravilhoso. Com um enredo bem construído e original, com certeza o conto poderia se estender e formar um ótimo livro com a temática.

A diagramação do livro é muito bem feita. A divisão dos capítulos é feita com uma página diferente das demais com uma estampa que se repete na borda de todas as outras páginas e isso deixa o visual do livro muito mais bonito. E nem preciso falar da capa, não é mesmo? Linda demais!

Para aqueles que gostam de um bom conto de fadas, esse é um livro mais do recomendado para conhecer a fundo a história da Branca de Neve. Para aqueles que não gostam ou não ainda não se aventuraram nessa temática, essa é uma ótima oportunidade de dar chance a eles. Fica a dica! 

17/06/2012

Espaço do Autor: Samanta Holtz

Olá leitores! Hoje tenho um post mais do que especial para vocês. O Espaço do Autor é um projeto que eu tenho há algum tempo mas só agora consegui colocar em prática. Nele, a cada quinzena um autor falará sobre um tema diferente.
Hoje temos como convidada especial Samanta Holtz, autora do livro O Pássaro. Ela está falando sobre A importância do hábito da leitura e da escrita nos dias de hoje.
Vamos conferir?



Uma história romântica e surpreendente que irá prender sua atenção desde a primeira página. Você está preparado?

Caroline Mondevieu é filha de um poderoso Barão e tem tudo o que uma dama da época poderia querer: status, riqueza e um ótimo partido para se casar. Seus sonhos, no entanto, vão muito além de vestidos caros ou um bom marido; ela quer ser dona do próprio destino.
Sua vida muda completamente quando encontra Bernardo, um charmoso domador de cavalos que parece ter o dom de irritá-la. Eles não conseguem se entender até quando percebem que, para alcançar o sonho em comum da liberdade, terão que passar por cima das suas diferenças e se unirem num arriscado plano que promete transformar suas vidas para sempre.
Grandes emoções os aguardam em sua jornada; perseguição, mistérios, ciganos e o despertar de um sentimento que insiste em se manter escondido. Mas o que parece tão simples envolve muito mais magia e coincidências que eles podem imaginar, além da descoberta de segredos, até então, muito bem guardados.  

14/06/2012

Resenha: A Arte da Imperfeição

Título: A Arte da Imperfeição
Autora: Brené Brown
Editora: Novo Conceito
Páginas: 184
Este importante livro é sobre a jornada de uma vida, deixando de se preocupar com "O que os outros vão pensar?" e acreditando que "Eu sou suficiente". A habilidade ímpar da autora em misturar pesquisa original com relatos faz com que a leitura de A Arte da Imperfeição pareça uma longa e animadora conversa com uma amiga muito sábia que oferece compaixão, sabedoria e ótimos conselhos. A cada dia nos deparamos com uma enxurrada de imagens e mensagens da sociedade e da mídia nos dizendo quem, o que e como devemos ser. Somos levados a acreditar que, se pudéssemos ter um olhar perfeito e levar uma vida perfeita, já não nos sentiríamos inadequados. E se eu não posso manter todas essas bolas no ar? Por que não é todo mundo que trabalha duro e vive às minhas expectativas? O que as pessoas vão pensar se eu falhar ou desistir? Quando posso parar de provar a mim mesmo? Em A Arte da Imperfeição, Brené Brown, Ph.D, é uma especialista em vergonha, autenticidade e compartilha a coragem que aprendeu em uma década de pesquisas sobre o poder de viver sinceramente.

Li A Arte da Imperfeição já faz um tempinho e só agora tive coragem de fazer uma resenha para vocês. Essa demora se deve ao fato de que eu estava (e ainda estou) colocando em prática as conclusões que eu tirei do livro e depois desse período eu posso dizer: o livro é muito bom.

Sei que muitas pessoas têm certo preconceito quando o livro é rotulado como auto-ajuda. Eu até posso me incluir nesse contingente, já que detesto aquelas promessas de Como emagrecer 10kg em 2 semanas ou Sinta-se bela em 10 passos. Para mim, a maioria desses livros é infundada.
E foi com esse pensamento que eu fui ler A Arte da Imperfeição, já tendo em vista que eu poderia me decepcionar com o que eu encontraria. Mas definitivamente isso não foi o que aconteceu.

Viver plenamente é encarar a vida a partir de uma afirmação de valor. Significa cultivar a coragem, a compaixão e a sintonia necessárias para acordar pela manhã e pensar: “Não importa o que eu faça ou deixe de fazer, eu sou suficiente.” É ir para a cama à noite pensando: “Sim, sou imperfeito e vulnerável e, às vezes, tenho medo, mas isso não muda o fato de que sou corajoso e digno de amor e pertencimento.” – p. 19 
Brené Brown – autora do livro – é uma pesquisadora da vergonha. Ela estudou o assunto a fundo durante muitos anos e foi nessa pesquisa que ela conheceu o termo Vida Plena. Mas o que isso significava? Querendo saber a resposta para esta pergunta, embarcamos em uma descoberta junto com a autora até chegarmos a uma conclusão.

Esse não é um daqueles livros que te ditam regras e te fazem acreditar que, seguindo tais padrões de vida, você vai ser feliz. Acho que essa foi a característica que mais me chamou atenção, fazendo com que eu tirasse o livro da categoria auto-ajuda. A meu ver, o livro é mais um daqueles em que o autor conta a sua história de vida com a intenção de mudar a vida de alguém, mas acaba aí. Sem promessas.

Os pontos abordados pela autora para alcançarmos uma Vida Plena – pontos que a própria vivenciou – fazem com que a gente tome a iniciativa de olharmos para nós mesmos e vermos o que estamos fazendo de errado. Mesmo que a gente não queira fazer isso, o livro é tão bem escrito que acabamos fazendo isso inconscientemente.

A verdade é que uma mudança significativa é sempre um processo. Ela pode ser desconfortável e geralmente é arriscada, principalmente quando estamos falando sobre aceitar nossas imperfeições, cultivar autenticidade e encarar o mundo para dizer: “Eu sou suficiente”. – p. 169 
Mas já vou logo avisando: não vale a pena pegar o livro para ler se você não está em um bom momento para encarar o que você vai encontrar. Como a autora é uma pesquisadora e ela está contando sobre a sua pesquisa e sobre as mudanças que esta causou em sua vida, é uma leitura que em alguns pontos pode parecer técnica. Então fiquem preparados para uma leitura totalmente diferente daqueles livros de ficção que vocês estão acostumados, ok?

Uma boa indicação para quem está procurando um tipo de literatura diferente ou que está querendo um motivo para colocar prática uma mudança na vida – e claro, ter uma Vida Plena. 

12/06/2012

Dia dos Namorados: Minha Paixão Literária é...

Olá leitores? Hoje é o dia dos namorados, aquele dia em que o amor está no ar, aquele dia que os casais escolhem para trocar suas juras de amor... 
"Mas Luara, eu não tenho um(a) namorado(a), e agora?" É aqui que eu resolvo seus problemas. Quatro pessoas (especificamente mulheres - meninos, não fiquem tristes! Não é minha culpa que nenhum menino se candidatou! :/) toparam o desafio que eu lancei ontem no twitter: Quem é sua paixão literária?
Vamos conferir?

Paixão Literária: Luke
Por: Luana - Lendo Ao Luar
A Luara me colocou numa situação realmente dificil quando ela me pediu para dar esse 'depoimento', afinal são tantas paixões literárias, tem o John, o jornalista  que finje ser outro cara, ou o Mitch, advogado que usa gravatas de desenhos animados, ou o Cal, jornalista que não assiste TV. Eu poderia citar tantos outros, casados, solteiros, viuvos ricos ou pobres, mas eu tive que escolher um, e eu escolhi o Luke de Deslembrança, um livro que li recentemente. Eu sou diferente da maioria das meninas que gosta dos fortões e sedutores, eu gosto dos fofos e nerds e o Luke é tudo isso, ele não é perfeito, ele é como qualquer garoto, mas ele é gentil e com pequenos gestos nos faz nos apaixonar! 

Paixão Literária: Dimitri Belikov
Por: Maria - Jardim de Borboletas
Durante toda a minha vida de leitora reuni um grande arsenal de paixões literárias. Em praticamente todos os livros que eu lia, para ser franca, e não foram poucos. Harry Potter foi meu primeiro amor, mas minha lista de amantes foi aumentando a cada dia. Mas, atualmente – e por atualmente eu digo há uns dois anos – meu coração foi ocupado por um cara alto, de cabelos castanhos e olhos tão escuros quanto a noite, que é um exímio lutador e adora dar ‘lições zen’. Descrito como deus por uma Academia inteira. Refiro-me, é claro, a Dimitri Belikov, o mentor sexy, sedutor, lindo e incrivelmente hot da série Academia de Vampiros, escrita pela autora Richelle Mead. Quem não gostaria de ter ao seu lado alguém romântico, intenso, porém discreto? É o meu sonho de consumo!

Paixão Literária: Wrath
Por: Daiane - No Universo da Literatura
É difícil escolher só um personagem dentre tantos livros que leio. Entretanto, há pouco tempo descobri os livros de IAN (Irmandade da Adaga Negra) e o primeiro irmão que conheci foi o Wrath, o vampiro puro sangue. O que me atrai no personagem são suas características físicas, alto, bonito, cabelo na altura do ombro, sempre está vestido de couro, usa óculos escuros e emana poder. Essa sua autoridade e jeito de ser pode às vezes parecer meio arrogante, mas em Amante Sombrio e em outros livros da série vemos que esse ele tem um coração bom. É um vampiro diferente de todos os outros que já conheci, Wrath me fez suspirar, imaginar e ficar com saudades, mesmo ele aparecendo em outros livros sempre que posso volto ao primeiro e releio. Esse é um personagem inesquecível, e que com certeza arrebata o coração das leitoras. Wrath é minha paixão literária do momento!

 Paixão Literária: Sam Roth
Por: Kim - Último Romance
Você imagina todo o tipo de garoto perfeito e até tem um fraco por bad boys, mas então se rende aos encantos de um garoto com olhos amarelos e tristes e que se transforma em lobo no inverno. Sam Roth é doce, carinhoso, sensível e romântico. Claro, não acaba por aí, mas eu me pergunto se você tem tempo para ficar lendo minha enorme lista de motivos para amar esse lobo cavalheiro que possui a incrível habilidade de: a)fazer seu coração inchar a ponto de explodir; b) fazer o órgão anteriormente citado diminuir até caber na palma de suas mãos.  Ler a trilogia Os Lobos de Mercy Falls e encontrar as músicas e os poemas de Sam é certeza de acabar se derretendo. Ele e Grace têm uma história linda, iniciada anos atrás, com Sam ainda em sua forma lupina. Os dois têm uma conexão muito forte e seu relacionamento parece tão certo, tão natural, que nem mesmo eu sendo tão apaixonada tenho coragem de dizer que a Grace não é a garota certa para ele. O que, obviamente, não me impede de afastar qualquer outra que se aproxime. Uma coisa é admitir a Grace, outra é deixar certas abusadas tentarem se apossar do meu queridinho. Samuel K. Roth: um garoto com um passado trágico, um amor forte e incondicional, um violão poderoso, excelente gosto para poesias e uma pele humana que pode não ser uma certeza para o próximo verão. Onde será que posso encontrar um desses pra mim?

Paixão Literária: Damon
Por: Luara - Estante Vertical
Foi difícil escolher só uma paixão literária, e quando eu consegui ficar só com duas opções, foi muito difícil fazer uma escolha para citar aqui. Dei preferência ao Damon, já que estou em um momento onde uma paixão arrebatadora é tudo o que eu poderia querer. É é exatamente nisso que o Damon se encaixa. Ele é um daqueles personagens que nos fazem enlouquecer com aquele jeito sedutor, egoísta, cruel. Mas que garota nunca se apaixonou por aqueles caras com pinta de mau? Quando o vemos fazendo alguma boa ação - principalmente com seu irmão, Stefan - a gente fica ainda mais apaixonada por esse mau caráter - que é muito fofo, aliás.
Sei que minha paixão é compartilhada com muitas garotas - afinal, quem não se sente atraída por esse ar sombrio? Então o meu desejo de dia dos namorados é todas encontremos uma paixão exatamente desse jeito: arrebatadora.

E vocês? Quais são suas paixões literárias?

10/06/2012

Resenha: Festa no Covil

Título: Festa no Covil
Autor: Juan Pablo Villalobos
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 96
Tochtli é um pequeno príncipe herdeiro do narcotráfico mexicano. Fechado numa fortaleza no meio do nada, engana a solidão colecionando chapéus e palavras exóticas. Yolcault é o rei. Ele pode tudo e lhe dá tudo. Só não deixa que o garoto o chame de pai nem que entre em certos quartos proibidos. Mas Tochtli tem uma inteligência fulminante e três chapéus de detetive, e com eles investiga noite e dia os enigmas desse reino. Ele também tem uma ideia fixa: completar seu minizoológico com hipopótamos anões da Libéria. E é bem capaz de conseguir que o rei atenda seu desejo. Involuntariamente assustador e hilário em sua cândida crueldade, Tochtli relata sua própria educação sentimental, mostrando o coração do crime para além do bem e do mal. Nas ingênuas e disparatadas especulações desse improvisado detetive-antropólogo, atravessadas por suas fantasias e caprichos infantis, revela-se um quadro sinistro e doce como uma caveira de açúcar.

Eu sempre fico receosa quando o livro é pequeno demais. Fico pensando: mas será que ele vai conseguir atingir seu objetivo? O tamanho não vai fazer com o enredo passe rápido demais e eu não consiga ter prazer com a leitura?
Mas esse livro fez com que todos os meus pré-julgamentos fossem por água abaixo. Ele é fantástico!

Tochtli é filho do chefe do narcotráfico vive em uma mansão em um lugar isolado no México. Ele conhece treze ou catorze pessoas e é considerado um menino precoce pela maioria delas. Isso porque ele conhece palavras como sórdido, nefasto, pulcro, patético e fulminante.
O grande objetivo dele durante as poucas páginas é conseguir um hipopótamo anão da Libéria, mas não é só isso que ele nos mostra durante o livro. Tochtli nos mostra o mundo do narcotráfico através do seu olhar inocente, onde seus chapéus e o hipopótamo são suas maiores preocupações.

Antes de dormir procurei no dicionário a palavra prestígio. Entendi que o prestígio se trata das pessoas terem uma ideia boa de você, de acharem que você é o máximo. Nesse caso, você tem prestígio. Patético. p. 28
Se eu posso destacar um ponto no livro, esse ponto é a narrativa. Em primeira pessoa, conseguimos ver tudo na perspectiva de Tochtli, o que faz com que o enredo fique mais leve, uma vez que o menino mistura realidade com fantasia.
A comicidade é outra característica presente na narrativa. Não é um humor escancarado, mas aquele que você lê nas entrelinhas e que tem uma alta dose de ironia e sátira.

Os personagens são muito bem estruturados. Tochtli é um garoto que podemos dizer que é um produto do meio em que ele vive. Desde sempre, ele é ensinado a não chorar, ou vai se passar por um maricas na frente das pessoas que ele conhece.
Vemos também o quanto o seu pai – o Yolcaut - é poderoso e como faz todas as vontades do filho – afinal, se o filho quer um hipopótamo anão da Libéria, ele vai fazer de tudo para providenciar um.

Olhou um segundo para o Mazatzin e aí o Yolcaut gritou para ele que era do rancho da puta que pariu. O rancho da puta que pariu fica perto de San Juan, na beira da estrada. Em cima do portão tem um cartaz que diz: PUTA QUE PARIU. p. 25
A editora conseguiu fazer um trabalho lindo na capa. Para quem viu a minha Caixa de Correio #5, onde eu mostro o livro, dá para perceber que a coloração da capa é bem diferente da imagem disponibilizada no começo da resenha. É muito mais bonita! E, além disso, ela tem uma textura meio aveludada, o que faz com que esta fique ainda mais bonita.

Esse é um livro mais do que recomendado. É uma leitura muito prazerosa e rápida, super indicada para aqueles dias em que o tédio nos consome ou para encarar aquele engarrafamento quando se está no ônibus indo para o trabalho/escola. 

08/06/2012

Hora da Pipoca #8: Diamante de Sangue


Oi galera do EV, preparados para mais uma indicação? Então vamos lá!
O filme de hoje é mega especial pra mim, digo especial não só pelo ator que sou fã incondicional, mas por ser um filme que me cativou muito, tanto pela história, como pela intensidade dela.

Já faz um tempinho que queria indicar este filme pra vocês, mas fiquei bem relutante, até assisti-lo pela 12ª vez e ter a certeza de que eu queria escrever sobre ele. Por isso peço que vocês apreciem a indicação de hoje já sabendo que o filme em questão é um dos meus pupilos. Aquele tipo de filme que eu tenho em minha coleção e que não importa a quantidade de vezes que já tenha visto, sempre curto, choro e me emociono como se fosse a primeira vez.

Título: Diamante de Sangue
Ano: 2006
Duração: 143 min.
Direção: Edward Zwick
Elenco: Leonardo DiCaprio, Djimon Hounsou, Jennifer Conelly
Gênero: Drama, Aventura
Serra Leoa, final da década de 90. O país está em plena guerra civil, com conflitos constantes entre o governo e a Força Unida Revolucionária (FUR). Quando uma tropa da FUR invade uma aldeia da etnia Mende, o pescador Solomon Vandy (Djimon Hounson) é separado de sua família, que consegue fugir. Solomon é levado a um campo de mineração de diamantes, onde é obrigado a trabalhar. Lá ele encontra um diamante cor-de-rosa, que tem cerca de 100 quilates. Solomon consegue escondê-lo em um pedaço de pano e o enterra, mas é descoberto por um integrante da FUR. Neste exato momento ocorre um ataque do governo, que faz com que Solomon e vários dos presentes sejam presos. Ao chegar na cadeia lá está Danny Archer (Leonardo DiCaprio), um ex-mercenário nascido no Zimbábue que se dedica a contrabandear diamantes para a Libéria, de onde são vendidos a grandes corporações. Danny ouve um integrante da FUR acusar Solomon de ter escondido o diamante e se interessa pela história. Ao deixar a prisão Danny faz com que Solomon também saia, propondo-lhe um trato: que ele mostre onde o diamante está escondido, em troca de ajuda para que possa encontrar sua família. Solomon não acredita em Danny mas, sem saída, aceita o acordo. 

Sempre gostei dos filmes que tem como plano de fundo o continente africano. Não sei se por ser um continente muito carente, repleto de histórias tristes e chocantes que este interesse se mantém vivo até hoje, mas o fato é que todos os filmes relacionados à África, de um modo geral, são bem proveitosos. Isso, por que trazem uma bagagem histórica imensa em seus roteiros e nos ajudam a conhecer, mesmo que pela perspectiva de um diretor cinematográfico, as muitas histórias deste lugar.
Diamante de Sangue conta uma história intensa e envolvente, passada em Serra Leoa (África) em meio ao caos e a guerra civil que dominou o país nos anos 90. Através de Danny Archer (Leonardo DiCaprio) e Solomon Vandy (Djimon Hounson), vamos conhecer como os diamantes de sangue, vindos das áreas de conflito, eram usados para financiar a compra de armas utilizadas na guerra, fazendo com que a mesma nunca tivesse fim.

A produção do diretor Edward Zwick é repleta de ação e momentos dramáticos, além de cenas muito fortes que deixam os nervos à flor da pele. Por isso é bem difícil conseguir chegar ao fim do filme sem sentir uma sensação estranha, um frio na barriga ou um embrulho no estômago.  Então já vão se preparando, por que o impacto é garantido.
Não posso deixar de comentar a magnífica atuação de Leonardo DiCaprio como Danny Archer, que na minha opinião, foi uma das melhores de sua carreira. Posso dizer isso com propriedade, pois desde adolescente acompanho o trabalho do ator e apesar de ser muito fã dele, sei que DiCaprio não é só um rostinho bonito na telinha do cinema, seu trabalho é realmente muito bom e deve ser valorizado com o potencial que ele merece. 
O ator deu vida ao personagem de maneira indescritível, tanto que não consegui segurar a emoção ao saber o final de Danny, que por sinal foi brilhante. E claro que o trabalho perfeito de DiCaprio não passou despercebido e ele foi indicado em vários prêmios do ramo cinematográfico, na categoria de melhor ator, pela excelente atuação em Diamante de Sangue.

Com tantos pontos a favor, não resta dúvida que a dica de hoje é perfeita para aqueles fins de semana, em que só nos resta sentar em frente à TV com um balde de pipocas e apreciar um bom filme.

Espero que tenham curtido galera, um beijo grande até a próxima indicação!



Gilciany, colunista cinematográfica Mãe de um menino lindo, apaixonada por livros, escrita e literatura. Neurótica pra caramba, viciada em net, filmes, músicas e fotos. Extremamente careta, medrosa e incorrigivelmente romântica.

04/06/2012

Entrevista: Beth Fantaskey

Olá leitores! Hoje venho trazer uma entrevista super especial de uma autora que foi muito simpática e adorável ao responder todos os meus e-mails: Beth Fantaskey, autora de Como se livrar de um vampiro apaixonado. Espero que vocês gostem!

  • Quem é Beth Fantaskey? 

Sou uma pessoa muito tímida e quieta, mãe de três meninas que sempre me apoiaram. Fui repórter para jornais e revistas e fui também escrevi discursos antes de começar a escrever ficção cerca de 10 anos atrás. Eu moro em uma cidade pequena na Pensilvânia, que está localizado na parte nordeste dos Estados Unidos.

  • Quando você percebeu que queria ser escritora?

Eu fui escritora toda a minha vida. Eu nunca quis ser nada além disso!

  • Quais foram as coisas mais difíceis em escrever e publicar Como se livrar de um vampiro apaixonado?

Para mim foi difícil ser paciente. Eu queria que o livro fosse publicado assim que a editora o comprou, mas isso demorou quase um ano. É uma indústria lenta e eu sou uma pessoa que gosta de fazer as coisas rápido.

  • Como você se sentiu quando soube que o seu livro iria ser lançado no Brasil?

Eu fiquei muito empolgada! O livro recebeu um grande suporte dos leitores brasileiros. Eu fiz muitos “amigos” no Brasil, o que é ótimo!

  • Você tem algum conselho para aqueles que estão tentando publicar um livro ou querem escrever um?

 Meu conselho é que você trate a escrita como qualquer coisa que você quer ser bom – o que significa que tem quer ser praticado todo dia. Eu sinto que as pessoas acham que escrever é como um talento que você tem ou não. Mas é um talento que você pode desenvolver com trabalho duro e prática. Então eu sempre encorajo os novos escritores a se sentarem e trabalharem, assim como você praticaria piano se você quisesse ser o pianista de um concerto, ou treinar as jogadas se você quer ser uma estrela do futebol.
Como eu já falei, eu trabalhei como escritora profissional por quase vinte anos antes de tentar escrever um livro e eu aprendi uma coisa em todos os dias que eu trabalhei.

  • Dragomir ou Vladescu?  Eu estou inclinada ao poder dos Vladescu.
  • Autor favorito? Charles Dickens.
  • Livro favorito? O conde de Monte Cristo.
  • Frase favorita? “Se você quer ser feliz, seja.” – Tolstoy
  • Frase favorita de Como se livrar de um vampiro apaixonado.

"Apesar do prega o feminismo, o cavalheirismo não sugere que as mulheres sejam impotentes. Ao contrário: ele é uma admissão da superioridade das mulheres. Um reconhecimento do poder que vocês tem sobre nós."
Mensagem para os fãs:

"Eu queria dizer para os leitores brasileiros que eu sou muito agradecida por apoiarem o meu livro e por me mandarem tantas mensagens ao lerem. Eu sinto como se tivesse feito muitos novos amigos – e essa é realmente a melhor parte de escrever um livro. Obrigada!"

02/06/2012

Resenha: A Menina Que Não Sabia Ler

Título: A Menina Que Não Sabia Ler
Autor: John Harding
Editora: Leya Brasil
Páginas: 288

1891. Nova Inglaterra. Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante. Até que um dia Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. E passa a devorar os livros em segredo. Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Quem eram seus pais? Por que Florence sonha sempre com uma misteriosa mulher ameaçando Giles, seu irmão caçula? O que esconde a Srta. Taylor? E por que o tio a proibiu de ler? Florence precisa reunir todas as pistas possíveis e encontrar respostas que ajudem a defender seu irmão e preservar sua paixão secreta pelos livros - únicos companheiros e confidentes - antes que alguém descubra quem ousou abrir as portas do mundo literário. Ou será que tudo isso não seria somente delírios de uma jovem com muita imaginação?

Se existe um livro que conseguiu me surpreender esse ano, esse foi o livro. Já tinha lido diversas resenhas, mas sinceramente? Nenhuma chegou aos pés da surpresa que foi o livro.

É uma história curiosa a que tenho de contar, uma história de difícil absorção e entendimento, por isso é uma sorte que eu tenha as palavras para cumprir a tarefa. (…) Tal dissimulação transformou-se em hábito e foi motivada pelo medo, pelo grande medo de que, se falasse como penso, ficaria evidente meu contato com os livros e eu seria banida da biblioteca. E, como expliquei para a pobre Sra. Whitaker (pouco antes de sua trágica morte no lago), isso é algo que não acredito que possa suportar.
Florence e Giles são duas crianças que vivem no século 19 na Inglaterra e são sustentados pelo seu misterioso e ausente tio.
Durante uma de suas brincadeiras, Florence acaba encontrando a biblioteca da casa. Como ela é proibida pelo tio de aprender a ler, ela acaba encontrando uma maneira de aprender a ler sozinha e faz da leitura uma grande aventura.

É quando certo dia, aparece uma nova preceptora na casa, que veio para substituir a antiga – que morreu em um trágico acidente no lago da casa.
Desde o primeiro contato, Florence vê nela uma ameaça. Ela não consegue explicar o motivo para isso, mas ela transmite uma energia maligna, como se ela quisesse acabar com sua vida... E a situação fica ainda pior quando Florence vê que seu querido e amado irmão está ficando apegado demais a essa preceptora.

Eu não consigo explicar o quanto esse livro foi impactante para mim. Eu não esperava que autor conseguisse transmitir o estilo gótico de uma forma tão excitante. Tinha horas que eu sentia o medo da personagem, eu tinha aquele sentimento de perseguição e devo confessar que isso acabou deixando o meu sono agitado durante algumas noites.

Quanto aos personagens, eu senti uma profundidade neles. Eu estava sentindo falta de personagens que conseguissem transmitir tanto os seus sentimentos assim. Como eu já disse, eu conseguia sentir o que eles estavam sentindo e isso fez com que eu me encantasse.

Quem narra o livro é a própria Florence e nas primeiras páginas ela já explica que ela é muito mais inteligente do que as meninas da idade dela, então vemos uma narrativa muito mais dinâmica e adulta do que veríamos se ela fosse uma menina de 12 anos “normal”.

E quanto mais andava e pensava, mais parecia haver apenas uma explicação, apesar de parecer impossível, exceto por mecanismos sobrenaturais, e era isto: eu tivera uma premonição. Tinha me avisado nesse sonho a respeito dessa mulher que um dia entraria em nossa vida, e meu sonho tinha um objetivo: salvar meu irmão de qualquer que fosse a maldade que ela havia planejado. 
Não se deixem enganar pela capa: o enredo vai muito além dessa capa fofinha. E o título também engana e muito. Para os que não sabem, o título original do livro é Florence and Giles (nome dos irmãos). Acho que a escolha do nome em português, foi uma tentativa muito bem sucedida de marketing já que o nome é parecido com o de outro livro que foi um sucesso de vendas.

Esse livro está com o troféu de livro surpreendente do ano nas mãos. Mas ainda temos muito tempo até o final do ano, vamos ver o que acontece.
Mas deixo a minha dica: esse livro é super recomendado para todos aqueles que gostam de se surpreender!