31/07/2012

Sorteio: Tudo Pode Mudar

Olá leitores! Mais uma promoção quentinha para vocês. Dessa vez é do livro Tudo Pode Mudar. Como vocês viram na resenha, o livro não me agradou muito. Mas vai que vocês gostam, não é mesmo?
Então aqui está o sorteio. Participem muito e boa sorte!


Todas as regras estão nos Terms & Conditions do formulário, ok? 
Se você não sabe usar o formulário, veja esse post do ItCultGen. Lá tem tudo explicadinho! :)

29/07/2012

Biografias #9: Markus Zusak


Markus Zusak nasceu no dia 23 de junho de 1975 em Sidney, na Austrália. Filho de um austríaco com uma alemã, cresceu ouvindo histórias sobre a época da Alemanha nazista, motivo pelo qual ele sempre quis escrever sobre isso.
Autor de A Menina Que Roubava Livros, livro que em 2005 já havia sido traduzido para mais de 30 línguas e sido best seller no Amazon.com, New York Times, Brasil, Irlanda e Taiwan. Por causa desse livro, ele é considerado um "fenômeno literário" por críticos australianos e norte-americanos.
Outro best seller do autor lançado no Brasil é Eu Sou o Mensageiro (resenha).
Infelizmente, só essas duas obras foram lançadas em solo nacional. Mas, vamos esperar que em um futuro próximo outros títulos sejam lançados.

Achei esse vídeo no youtube. É uma animação feita em cima do enredo de A Menina Que Roubava Livros. Eu achei muito criativo mesmo! Fica a dica para quem quiser assistir. O vídeo é em inglês.

27/07/2012

Resenha: Para Sempre

Título: Para Sempre
Autores: Kim e Krickitt Carpenter
Editora: Novo Conceito
Páginas: 144
A vida que Kim e Krickitt Carpenter conheciam mudou completamente no dia 24 de novembro de 1993, dois meses após o seu casamento, quando a traseira do seu carro foi atingida por uma caminhonete que transitava em alta velocidade. Um ferimento sério na cabeça deixou Krickitt em coma por várias semanas. Quando finalmente despertou, parte da sua memória estava comprometida e ela não conseguia se lembrar de seu marido. Ela não fazia a menor ideia de quem ele era. Essencialmente, a "Krickitt" com quem Kim havia se casado morreu no acidente, e naquele momento ele precisava reconquistar a mulher que amava.

Eu não esperava muito desse livro. Talvez seja por isso que acabei me surpreendendo. Como dizem: “quem não espera, não se decepciona”. E esse livro é um exemplo disso.
Uma história verdadeira de esperança, fé, de um amor que conseguiu superar os obstáculos que a vida impôs.

Kim e Krickitt se conheceram através da linha telefônica de uma loja de artigos esportivos. Após algum tempo de muita conversa e alguns encontros, os dois se apaixonam e decidem se casar. Porém, pouco tempo depois do casamento, eles sofrem um acidente e Krickitt acaba perdendo sua memória recente, esquecendo até de ter conhecido Kim.
Então o casal tenta reconstruir sua relação através da fé, da esperança, e é claro, do amor.

Nossa conversa terminou, mas eu não parava de pensar naquela garota chamada Krickitt. Havia algo diferente e especial naquela voz e na personalidade dela que eu não conseguia realmente explicar. p. 12
Antes de ler, vi muita gente dizendo que o romance em si não tinha sido muito destacado. Eu notei a ausência de paixão, daquela que arranca suspiros, sabe? Mas não posso negar que o livro conseguiu retratar exatamente o que eu penso sobre o amor: união, compreensão, confiança. Todos esses aspectos tiveram grande importância na história do casal, e eu acho que muita gente não conseguiu reconhecer o romance aí. Porém, a meu ver, o enredo conseguiu transmitir uma emoção enorme ao mostrar um amor verdadeiro.

É uma narrativa mais técnica, não temos muitos detalhes e às vezes tive a sensação que os eventos aconteceram rápido demais. Porém eu achei que foi uma narrativa satisfatória, fazendo com que eu não me cansasse ao longo do enredo. Afinal, é uma história de superação, então já dá para notar que eles passaram por muito sofrimento, então, pra mim, foi uma narrativa que conseguiu fazer o que propôs.

Particularmente, eu me afeiçoei muito ao casal. Como é o Kim quem narra todos os eventos, dava para sentir que foi uma época muito difícil para os dois, principalmente para ele. Então eu acabei criando uma conexão com eles. E fazia um tempo já que eu não me identificava assim.

Independentemente dos sentimentos que minha esposa tivesse por mim, eu ainda a amava. E estava determinado a manter o juramento que havia feito, de ser fiel e me devotar a qualquer necessidade que ela tivesse. p. 95
Depois de ler o livro, fui ver o filme para fazer uma pequena comparação. E vou dizer a verdade: os dois são totalmente diferentes! O filme pega a base do livro, mas só. Mudaram totalmente o enredo e os sentimentos principais do livro – fé, esperança – foram coisas que eu senti muita falta no filme. Mas vale a pena assistir sim, só que fiquem sabendo que ele é bem diferente.

Acho que depois dessa resenha, deu para perceber o quanto eu gostei do livro, não é mesmo? Eu recomendo para aqueles que gostam de romance e que querem conhecer uma história de superação regada de amor e fé. Mas já aviso: não esperem demais. Isso vai surpreender vocês. 

25/07/2012

25 de Julho: Dia do Escritor

Hoje, dia 25 de julho, é comemorado o Dia do Escritor. Essa data foi definida por decreto governamental, em 1960, após o grande sucesso do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado pela União Brasileira de Escritores por iniciativa de seu presidente, João Peregrino Júnior, e de seu vice-presidente, Jorge Amado.



Mas o que essa data tem de tão especial?  Acho que não preciso dizer muita coisa, já que estamos entre leitores assíduos, não é mesmo?
Um escritor é aquele que consegue, através das suas palavras, nos fazer sentir diversas coisas. Quem nunca riu de uma crônica que citava uma situação que você já passou? Ou teve raiva de um personagem a ponto de querer matá-lo?

Além disso, um escritor é um grande formador de opinião. Existe uma atribuição maior do que essa? Com certeza muitos autores já fizerem muitas pessoas repensarem ou mudarem de ideia. E isso só com as palavras!

Como diz Paulo Coelho:

De todas as poderosas armas de destruição que o homem foi capaz de inventar, a mais terrível – e a mais covarde – é a palavra.
Punhais e armas de fogo deixam vestígios de sangue. Bombas abalam edifícios e ruas. Venenos terminam sendo detectados.
Diz o mestre:
A palavra consegue destruir sem pistas. Crianças são condicionadas durante anos pelos pais, homens são impiedosamente criticados, mulheres são sistematicamente massacradas por comentários de seus maridos. Fiéis são mantidos longe da religião por aqueles que se julgam capazes de interpretar a voz de Deus.
Procure ver se você está utilizando esta arma. Procure ver se estão utilizando esta arma contra você. E não permita nenhuma destas duas coisas.
Meus mais sinceros parabéns a todos os escritores! Continuem nos fazendo rir, chorar e acreditar que as palavras podem sim mudar uma vida.

23/07/2012

Resenha: Tudo Pode Mudar

Título: Tudo Pode Mudar
Autor: Jonathan Tropper
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Aos 32 anos, Zachary King é um homem que parece ter a sorte a seu favor. Possui um emprego estável, divide um apartamento luxuoso com um amigo milionário e está noivo de Hope, uma jovem inteligente, sensual e muito acima de seu nível social. Mas tudo começa a mudar quando ele encontra sangue em sua urina. Preocupado, procura imediatamente um médico, que o aconselha a investigar a causa do sangramento. Obcecado pela ideia de que se trata de um câncer, Zack começa a refletir sobre sua vida e as escolhas que fez até então. Nada parece satisfazê-lo de verdade. Seu trabalho é estressante demais e ele não tem certeza se ama Hope da forma como deveria. À medida que o casamento se aproxima, Zack é assombrado pela lembrança de Rael, seu melhor amigo, morto em um acidente dois anos antes, e por seus sentimentos cada vez mais complicados por Tamara, a bela viúva de Rael. Como se tudo isso não fosse ruim o bastante, seu pai, um homem inconsequente e viciado em Viagra, reaparece após 20 anos de ausência tentando reparar os erros do passado. Mesmo relutando em aceitar a presença do pai, Zack vai aos poucos se deixando influenciar pelo seu comportamento irresponsável e acaba tomando atitudes extremas, com resultados desastrosos. Em pouco tempo, sua vida amorosa se torna caótica e sua existência, antes tão bem estruturada, entra em um redemoinho que foge ao seu controle.

Confesso que estava na expectativa para ler esse livro desde que o lançamento foi anunciado para o final de janeiro deste ano. Desde então eu venho tentando lê-lo, mas só agora consegui. Mas depois de tanta expectativa, o que eu tive foi mais uma decepção literária.

Zack tem 32 anos, é noivo de Hope, divide o apartamento com seu amigo milionário e seu emprego é consideravelmente estável. Para quem vê a vida de Zack nesse ângulo, ela pode ser considerada boa. Mas nada é como parece. Ele pensa em outra mulher, que é viúva de seu melhor amigo, detesta seu emprego e sua família está dividida porque seu pai os abandonou.
Só que para piorar as coisas, ele percebe que há sangue na urina dele. Com a possibilidade de estar com câncer, tudo fica ainda mais complicado quando seu pai resolve aparecer e tentar uma reaproximação com a família.

Enquanto esvazio a bexiga, observo algo perturbador. Meu xixi matinal, sempre num tom vibrante de amarelo-canário, está sem cor, exceto por um ocasional jato escuro, um fio de Coca-Cola misturado ao fluxo. Olhando para dentro do vaso, vejo que as cores se separam e noto um pequeno fragmento que flutua e assume um tom inconfudivelmente vermelho. p. 15
Eu achei que toda essa confusão na vida do Zack ia acabar me tirando boas risadas. Inclusive encontrei algumas pessoas classificando esse livro como um chick-lit masculino. Mas tudo o que eu encontrei foi um cara reclamando da vida dele o tempo todo e não tomando nenhuma atitude para que as coisas melhorassem, esperando que as soluções fossem cair do céu. Ou seja, o que era para ser uma leitura agradável acabou se tornando um grande fardo, já que foi uma leitura lenta por causa do personagem.

A leitura ficou bem carregada porque quem narra é o Zack. Ele me irritou com sua pseudo-depressão e, ver todo o enredo através dele, fez com que tudo ficasse mais carregado, mais dramático. Mas a narrativa tem lá seus pontos positivos, já que, como é um homem narrando, dá para perceber que eles relacionam tudo com sexo.

Ouso dizer que quem contribuiu para que o livro ficasse um pouco melhor foram os personagens secundários. Seu amigo milionário Jed, com sua falta de vontade e preguiça constante é um ótimo amigo e seu pai, Norm, participa das cenas que eu achei mais engraçadas no livro. Então vale dizer que foram estes quem me incentivaram a continuar com a leitura até o fim.

É isso que acontece. Seu pai destrói a família com suas repetidas traições e depois vai embora ninguém sabe para onde, deixando você e seus irmãos perdidos, tentando se ajustar a uma nova filosofia de vida. p. 24
O grande problema desse livro é que eu esperava uma coisa totalmente diferente dele e o que eu encontrei não correspondeu com as minhas expectativas e nem me surpreendeu de uma maneira positiva, como às vezes acontece. Talvez seja por isso que quem não espera nada dele possa ter uma opinião totalmente diferente da minha. Isso acontece. Mas não vou indicar um livro para vocês que eu não gostei.

Então, se você leu até aqui e mesmo assim está com vontade de ler esse livro, leia. A vontade deve mesmo ser grande. Mas se esse não é aquele livro daqueles que você coloca como prioridade e está naquela lista de um dia eu vou ler..., então já posso dizer que, por mim, você deveria ler outro no lugar. 

21/07/2012

Caixa de Correio #7

Olá leitores! Peço que me desculpem a demora para sair esse post, mas acabei ficando sem internet. Mas já consegui resolver e aqui estou para mostrar o que chegou pra mim nessas últimas semanas.
Decidi mostrar em fotos dessa vez porque eu não estava com muita vontade nem com tempo de fazer um vídeo. :/ Mas espero que gostem!

Clube da Insônia - Tico Santa Cruz: recebi esse livro em parceria com a editora Belas Letras e estou super ansiosa para ler. A diagramação é linda demais e como ele é bem fino, vai ser o próximo livro que lerei.

O Jardim das Rosas Negras - Selène Dáquitaine: fiz uma parceria com a autora do livro e o recebi ontem. Estou bem curiosa para ler. :)


Sábado à Noite - Babi Dewet: esse livro a editora Generale me mandou com um kit lindo (bottons + porta recado com post-it) e terminei de lê-lo ontem! Em breve vocês verão a resenha por aqui.

O Casamento - Nicholas Sparks: essa é a famosa sequência de Diário de Uma Paixão e por este ser meu favorito no Nicholas, não podia perder a sequência, não é mesmo? A editora Arqueito também enviou um botton e um bem-casado delicioso. 

O Poder dos Quietos - Susan Cain: ganhei de presente da Luana no blog Lendo ao Luar e estou super curiosa para começar a ler pois já vi diversas críticas positivas a respeito dele.

Desejo - Fallen Angels #2 - J. R. Ward: recebi esse livro em parceria com a editora Universo dos Livros. Como gostei muito do primeiro livro, Cobiça, já fui logo atrás da continuação e é a leitura do momento! 




Serena - Ian McEwan: Vou confessar: estava SUPER ansiosa para ler esse livro. Desde que soube que o livro iria ser lançado na FLIP fiquei super curiosa. Então, assim que tive a oportunidade, o pedi, a editora Companhia das Letras enviou e ele chegou ontem! Estou tão empolgada! :D




Belle - Lesley Pearse: Fiquei bem interessada nesse livro desde que soube que a editora Novo Conceito iria lançar. O livro tem uma proposta bem diferente. Só não esperava que fosse ser tão grande. 

Um Lugar Para Ficar - Deb Caletti: Já vi algumas pessoas falarem que o livro é ótimo. Não tinha muita fé nele, mas fiquei curiosa. Só não consigo aceitar o quanto as pernas da mulher da capa são finas. O QUE É ISSO? :O

Bem Mais Perto - Susane Colasanti: Não coloquei esse livro como prioridade de leitura agora, mas mesmo assim ele parece ser legal. Vamos ver...

Starters - Lissa Price: Muita gente super curiosa para ler esse livro, um nível de ansiedade que chega a dar medo. Vou esperar essa ansiedade passar para começar a lê-lo, não quero que minha leitura seja afetada. Mas a capa é linda, com vários detalhes e super espelhada, como dá para notar na foto.


A lombada de todos os livros e para matar a saudade de vocês, o Poliéster!

18/07/2012

Resenha: O Maravilhoso Mágico de Oz

Título: O Maravilhoso Mágico de Oz
Autor: L. Frank Baum
Editora: Martin Claret
Páginas: 163
A obra nos conta a encantadora história da garota Dorothy, que é levada por um ciclone à fantástica Terra de Oz, onde entra em contato com o Homem de Lata, o Espantalho, o velho mágico e uma série de outros personagens fabulosos, em uma jornada de pura magia e beleza.

Seguindo na onda dos livros de contos de fadas, trouxe para vocês um livro daqueles que merecem ganhar o prêmio de lindinho do ano: O Maravilhoso Mágico de Oz.

Acho que a maioria de vocês já deve conhecer o enredo, mas não custa relembrar, não é mesmo?
Após ser levada por um ciclone, Dorothy acaba parando na cidade de Oz. Para voltar para casa, a única saída é ir ao encontro de Oz, um grande mago que pode fazer feitos inacreditáveis. Só que ela não está sozinha nessa jornada: o Homem de Lata, o Espantalho, o Leão Covarde e o Totó serão seus grandes companheiros.

Em pouco tempo ela caminhava rapidamente na direção da Cidade das Esmeraldas, os sapatos de prata retinindo alegremente sobre o pavimento duro e amarelo. O sol brilhava e os pássaros cantavam alegremente, e Dorothy não se sentia tão mal quanto se poderia pensar que uma garotinha se sentisse por ter sido arrancada de seu país e aterrissado no meio de uma terra estranha. p. 28
Já vou logo avisando: para aqueles que não gostam de um livro daqueles bem inocentes, onde tudo pode acontecer e carregado de magia “infantil”, esse livro não é recomendado, já que todos esses componentes são a base do livro. Mas para aqueles que não veem problemas em ler livros nesse estilo, tenho certeza que vocês vão amar.

Como toda narrativa de contos de fadas clássicos, a deste livro é em terceira pessoa, infantil e muito doce, e isso acabou me lembrando das histórias que me contavam quando era criança e foi por causa disso que ela me ganhou. Apesar de eu me irritar fácil com esse tipo de narrativa e ter demorado um pouquinho para pegar o ritmo de leitura em O Maravilhoso Mágico de Oz, esse livro me deu vontade de pegar outros contos clássicos para ler porque eu me encantei muito com ele.

Quanto ao enredo eu poderia dizer que ele não é aquele enredo que te arranque suspiros e te faça pensar: “Oh!”, mas é satisfatório. Tudo bem que eu não gostei das coisas acontecerem muito facilmente para a Dorothy, mas a gente tem que levar em consideração que esse não é um desses dramas do John Boyne e que ele é destinado ao público infantil, então ele precisa ser de fácil entendimento.

Então encontraram um lugar acolhedor entre as árvores, onde dormiram muito bem até a manhã; e Dorothy sonhou com a Cidade das Esmeraldas e o bom Mago de Oz, que logo a mandaria de volta para casa. p. 59
Os personagens são os melhores! Se formos fazer uma análise mais profunda, dá para perceber que todos trazem uma característica dos seres humanos, uma vez que cada um está em uma busca de uma coisa que eles querem muito: o Homem de Lata quer um coração, o Espantalho quer um cérebro e o Leão quer coragem. Quem não procura amor, inteligência e coragem nessa vida? E claro, ter sua família por perto (no caso da Dorothy)?

Um livro altamente recomendado para quem gosta de histórias encantadoras e de fácil leitura.
Estão preparados para visitar a Terra de Oz?

P.S.: Em março do ano que vem será lançado o filme Oz – The Great and Powerful. Até onde eu sei, não é um remake do filme de 1939, e sim um filme retratando a história do próprio Mágico de Oz. E adivinhem quem vai interpretá-lo? O James Lindo Franco! 

15/07/2012

Verticalizando na música: Coeur de Pirate

Olá leitores! Essa é uma nova coluna aqui do blog chamada Verticalizando, onde eu vou dar dicas de músicas, séries e outras coisas que eu queira indicar para vocês além dos nossos amados livros, ok? Espero que vocês gostem.



Coeur de Pirate é o nome artístico de Béatrice Martin, que é uma cantora e compositora canadense. Nasceu no dia 22 de setembro de 1989 e aprendeu a tocar piano aos 3 anos de idade. Estudou letras, artes e comunicação em Montreal. 
Começou a escrever canções em 2007 e em 2008 lançou seu primeiro disco, o Coeur de Pirate. Ao lançar seu álbum na França, em 2009, ganhou o prêmio Félix de revelação do ano.
Sua música Comme des Enfants ganhou um prêmio em uma votação popular da 25ª edição do Victoires de la Musique, na França.
Além do Coeur de Pirate, ela lançou o álbum Blonde em 2011.

13/07/2012

Resenha: Por Isso a Gente Acabou

Título: Por Isso a Gente Acabou
Autor: Daniel Handler
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 368
Min Green e Ed Slaterton estudam na mesma escola e, depois de apenas algumas semanas de convívio intenso e apaixonado, acabam o namoro. Depois de sofrer muito, Min resolve, como marco da ruptura definitiva, entregar ao garoto uma caixa repleta de objetos significativos para o casal junto com uma carta falando sobre cada um desses objetos e do episódio que ele representou, sempre acrescentando, ao final, uma nova razão para o rompimento. Essa carta é o texto de Por isso a gente acabou, que é, assim, carregado de um tom informal e tragicômico - características da personagem - e traduz com um misto de simplicidade e profundidade a história de uma separação.


Esse era um livro que muita gente estava esperando, inclusive eu. Do mesmo autor de Desventuras em Série, que escreve esse livro sob o nome de Daniel Handler, esse era um livro muito aguardado por fãs e também por aqueles que queriam conhecer outra face do autor. Mas preciso dizer: que decepção!

Min e Ed formam um casal improvável: uma cinéfila e o jogador de basquete mais popular da escola. Só que, por diversos motivos, o romance entre eles acaba. Então Min coloca todos os objetos que marcaram o namoro em uma caixa junto com uma carta enorme que explica o motivo desses objetos terem marcado e ajudado no fim da relação. E o livro é essa carta que a Min escreve.

Estou contando por que a gente acabou, Ed. Estou escrevendo, nesta carta, toda a verdade sobre o que aconteceu. E a verdade é que, porra, eu te amei demais. p. 9
Vou direto ao ponto: que personagens chatos! Gente, não sei como eu aguentei lidar com a Min e com o Ed até o final do livro. A Min tem uma mania obsessiva de guardar todos os objetos de uma determinada cena. Até a tampa da garrafa de cerveja que o Ed bebeu ela guarda. Não conseguia aceitar isso. Além disso, ela tem uma mania irritante de comparar todo fato com algum filme. O problema é que o autor ainda utilizou filmes que não existem, deixando isso ainda mais chato, já que não reconhecíamos nenhum. O Ed é uma lesma morta, sem nenhum sal.

Vamos falar sobre a parte boa: a narrativa. Em primeira pessoa, Daniel Handler conseguiu mostrar o que aconteceu sob o ponto de vista de uma adolescente de uma maneira espetacular. Apesar de que algumas vezes a narrativa fica monótona, com alguns parágrafos que chegam a ocupar mais de uma página com divagações chatas da Min, a narrativa é ótima, fazendo com que sintamos a raiva e a decepção da Min ao contar o motivo do namoro ter acabado.

A gente tinha que ter os dias também, os belos e impacientes dias que estragavam tudo com os cronogramas inevitáveis, os horários obrigatórios que não se cruzavam, os amigos leais que não se gostavam, os absurdos imperdoáveis rasgados da parede independentemente das promessas feitas depois da meia-noite, e foi por isso que a gente acabou. p. 94
O que eu mais gostei no livro foi a parte gráfica. Há imagens de todos os objetos mostrados pela Min e isso deixou o livro lindo e até melhor, já que com isso, temos uma melhor visualização de todos esses objetos que acabaram marcando, positiva ou negativamente, essa relação.

O enredo não me ganhou e eu sabia desde o primeiro objeto que ele não ia ser aquilo tudo. O legal do livro é ver como tudo, cada detalhe, foi decisivo para que tudo acabasse. Mas é só isso, nada que acabasse nos surpreendendo. É só uma história de como tudo acabou, nada além.

Devido a minha experiência com o livro, eu não o recomendo. Mas eu sei que muitos de vocês já conhecem o trabalho do autor e podem acabar se surpreendendo com essa nova face dele, então pode ser legal ler. Então, fica a conta e risco de vocês.


11/07/2012

Biografias #8: John Boyne


John Boyne nasceu no dia 30 de abril de 1971 na Irlanda. Estudou literatura inglesa e escrita criativa. Trabalhou em uma livraria dos 25 aos 32 anos de idade.
Começou a escrever contos aos 19 anos de idade mas seu primeiro romance só foi publicado dez anos depois.
É conhecido pelo seu best-seller O Menino do Pijama Listrado, que virou filme em 2008 e ganhou diversos prêmios, como a Seleção Popular do Livro do Ano em 2007, vendendo mais de 5 milhões de cópias.
Sua última obra lançada no Brasil foi O Palácio de Inverno, e tem resenha aqui no blog.
Seus livros já foram traduzidos para mais 45 línguas.

Abaixo, o trailer de O Menino do Pijama Listrado.

09/07/2012

Resenha: Cobiça

Título: Cobiça
Autora: J. R. Ward
Série: Fallen Angels, livro 1
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 496
Redenção não é uma palavra que Jim Heron conhece muito bem – a especialidade dele, pessoal e profissional, é vingança, e para ele, pecado é bem relativo. Mas tudo muda quando ele se torna um anjo caído e é incumbido de salvar as almas de sete pessoas dos sete pecados capitais. Sua arma: o poder do amor. Seu inimigo: o mais sombrio mal. E falhar não é uma opção. Vincent Di Pietro se entregou ao seu trabalho – até que o destino intervém na forma de um muito convincente, dono de uma Harley, salvador declarado, e uma mulher que o fará questionar seu destino. Com um mau antigo pronto para reclamá-lo, Vin tem que trabalhar com um anjo caído não apenas para salvar sua pele… mas para salvar sua alma. 

Mais uma série da aclamada autora de a Irmandade da Adaga Negra, J. R. Ward. Sei que já disse para muitos de vocês que estou fugindo de séries por enquanto – e realmente estou – mas não consegui resistir. Agora sim eu posso dizer: estou apaixonada pela narrativa dessa autora.

Jim Heron é um militar do exército e sua vida é baseada em vingança e pecados. Sempre gostou de ser solitário, mesmo agora com 40 anos. Em certo momento, Jim encontra um grupo de anjos caídos e ele é escolhido para uma missão: tem que salvar sete almas de sete pecados mortais. Só que, nesta missão, ele não pode falhar ou então o outro lado vence.

Os Demônios não suportam perder. Simplesmente, isso não era uma opção. Sete oportunidades não eram muita coisa, e o Time Visitante tinha ganhado o cara ou coroa metafísico – então, digamos que eles tinham que investir no zagueiro que iria conduzir as sete “bolas”. p. 11
Muitos de vocês já devem ter lido algum livro da série IAN, ou pelo menos sabem que o foco da série são os vampiros. Exatamente por já ter lido e gostado tanto da forma como a J. R. Ward consegue dar originalidade a um assunto tão falado atualmente como os vampiros é que eu resolvi dar uma chance também a outros seres: os anjos e demônios. E posso dizer que foi uma grande surpresa boa.

Vou contar para vocês: depois de me deparar com uma narrativa que te prende desde o começo do livro e mesmo quando você acha que já não tem mais nada para acontecer, ela acaba te surpreendo, eu percebi que a autora me conquistou com essa narrativa.
Em terceira pessoa, a narrativa consegue ser detalhista, mas não a ponto de nos deixar cansados com a leitura. E, como temos o foco em três personagens principais, conseguimos conhecê-los como se os próprios estivessem nos narrando os fatos e temos uma visão bem mais ampla de todo o enredo.
Para aqueles que, como eu, prezam muito a narrativa, fica uma excelente dica.

Os personagens criados pela autora é outro ponto que eu tenho que destacar. Como o enredo tem o foco em anjos e demônios, é bem previsível a gente pensar que os anjos vão ser as melhores pessoas do mundo enquanto os demônios são os piores. Mas a autora conseguiu com que cada personagem tivesse um equilíbrio de personalidade, fazendo com que, mesmo sabendo que tal pessoa é considerada a “boazinha” da história, ela também tem seus defeitos e comete erros. Essa é uma característica dos personagens que eu achei muito legal.

Sei que muita gente já descartou a possibilidade de ler esse livro porque faz parte de uma série. É, eu entendo vocês. Mas posso dizer que essa série vale a pena. O bom é que o livro não pede uma continuação urgente, daquelas que você precisa saber o que vai acontecer já que cada livro fala de uma pessoa diferente, e o Jim a ajuda com um pecado diferente. É claro que não dá para ler os livros aleatoriamente, mas já é um alívio para o bolso não precisar comprar o próximo livro na mesma hora, não é? Mas garanto que muita gente não vai resistir e já vai querer  saber o que acontece nos próximos volumes.

Vin forçou os olhos para encarar o outro homem. E, uma vez que sua boca evidentemente ainda não tinha perdido aquela dose de independência, ele se ouviu dizendo:
- Você acredita em demônios, Jim? p. 152
Aqui no Brasil, a editora Universo dos Livros só lançou Cobiça e Desejo, o primeiro e segundo livro respectivamente. Envy (Inveja na tradução literal) foi lançado nos Estados Unidos em outubro de 2011 e está para ser lançado no Brasil entre setembro e outubro deste ano. E a ansiedade, como fica?

Então fica a dica de um excelente livro para aqueles que curtem a temática sobrenatural e com direito a uma narrativa excelente.

07/07/2012

Relatos de Uma Leitora #2

Esses dias eu estava discutindo no meu clube de leitura – para aqueles que não sabem, sou presidente de um na minha escola e vice do grupo de escritores – sobre a preferência de leitura das pessoas. A pergunta foi: na hora de escolher um livro, você leva mais em conta a proposta de enredo da sinopse ou um livro de um autor que você já conhece e gosta da narrativa?

Por mais que uma experiência boa com um autor sempre nos chame atenção, a maioria das pessoas acaba escolhendo o enredo. E a questão é: por quê?



Em minha opinião, isso acontece porque nós leitores sempre queremos vivenciar algo novo, algo que ainda não tivemos contato. O desconhecido sempre acaba atraindo a nossa curiosidade.

Mas pra mim, autor e enredo se entrelaçam, fica muito difícil a gente escolher só um lado. É claro que o autor é totalmente responsável pelo enredo, mas a forma que ele nos conta esse enredo é o ponto que eu quero chegar.

Como já disse por aqui, não adianta o enredo ter uma proposta maravilhosa se o autor não sabe conduzi-lo. Então, às vezes, é mais fácil escolher a narrativa de um autor que você sabe que vai conduzir a história de um jeito legal e que te prenda a atenção, do que se arriscar e comprar um livro só pelo enredo.

E você leitor, qual das duas vertentes você escolhe?

05/07/2012

Resenha: Sirensong - O Perigoso Chamado da Rainha

Título: Sirensong - O Perigoso Chamado da Rainha
Autora: Jenna Black
Série: Faeriewalker, livro 3 (final)
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 344
Sirensong é o terceiro livro da série Faeriewalker. Neste volume, Dana é convidada a ir a Faerie para ser oficialmente apresentada à Corte Seelie. Porém, Titânia, a rainha, a quer morta. O convite não pode ser recusado e Dana, seu pai e seus amigos rumam a uma viagem cercada de perigos, ataques, ameaça e medo. Será que ela conseguirá vencer esses desafios? Uma saga surpreendente, recheada de aventuras e romance.

Essa resenha pode conter spoilers dos primeiros volumes da série Faeriewalker.
Leia a resenha de Glimmerglass aqui e a de Shadowspell aqui.

É sempre muito difícil fazer uma resenha de um livro que encerra uma série. A resenha sempre fica emocional ou crítica demais. Mas vamos tentar.
Normalmente, estamos com uma expectativa tão grande que isso chega a atrapalhar a leitura. E bom... acho que foi isso o que aconteceu comigo.

Nesse volume, vemos Dana sendo convidada pela rainha seelie para ir à Faerie para uma apresentação formal na corte. Só que, como todos sabemos, Dana é considerada uma ameaça para todos que a cercam devido aos seus poderes de faeriewalker. É a partir dessa viagem para Faerie que o enredo se desenvolve.

Sim, você adivinhou: sou uma faeriewalker. Uma criatura rara, visto que o último antes de mim morreu cerca de 100 anos atrás. E por causa dessas minhas habilidades singulares, tornei-me uma vantagem política, motivo que fez meu pai me arrastar para esse evento quando o que eu queria era ficar em casa e comer alguma coisa da geladeira. p. 10 
Como eu disse, excesso de expectativa atrapalha. Como eu gostei muito de Shadowspell, eu esperava um final daqueles que a gente precisa saber o que vai acontecer de qualquer jeito, que deixasse aquela ansiedade a ponto de me fazer segurar a respiração até a última página... mas não foi isso o que aconteceu.
Eu me deparei com um enredo parado e às vezes previsível demais. Só a partir da página 110 é que eu vi alguma ação de verdade e o pior de tudo é que, depois de poucas páginas de ação, acabamos caindo em mais páginas de pura monotonia. E o pior ainda: depois, no grande final, já sabemos exatamente o que vai acontecer.

Previsível e parado, essas duas palavras definem bem o enredo do livro, mas, apesar disso, foi um final agradável. Bem aquele final que podemos definir como bom, apesar de esperarmos algo totalmente diferente. A autora conseguiu fazer com que o final fosse um pouco mais humano e realístico em algumas partes.

Mas falando da série de um modo geral, foi uma série que me agradou bastante. Fazia tempo que eu não lia nada relacionado a fadas – apesar da série Faeriewalker tratar do assunto de uma forma bem diferente, nos fazendo esquecer essa relação e criando uma imagem totalmente diferente dos feéricos.

Os personagens são cativantes. Vou sentir falta das trapalhas da Dana, da super amiga que é a Kimber, do super protetor Keane e é claro, do Erlking, o vilão sedutor. Não vou sentir falta do Ethan, esse foi um personagem muito “mole” que não conseguiu me cativar depois de três livros.

A magia não era visível – eu nem saberia que ela estava ali se não fosse percepção de magia feérica que, para início de conversa, eu nem deveria ter -, mas eu quase conseguia enxergá-la quando ela se curvou em perseguição às criaturas, arremessando-as para trás até que desaparecessem na nuvem de poeira, por isso eu não saberia dizer se estavam ou não machucadas. p. 118 
Não sei se fui só eu que vi isso, mas achei que a autora deixou várias coisas em aberto. Não vou falar quais foram para não soltar algum spoiler, mas a meu ver, ela deixou uma brecha considerável para que possa vir outro livro da série... ou não.

O que importa é que a série é muito boa e vai deixar muitas saudades. Se você ainda não leu nenhum livro, vale mesmo a pena ler e conhecer todos os personagens e toda a trama por trás deles.
Para você que já leu a série ou está esperando para ler este último volume, deixem sua opinião e/ou expectativas! 

04/07/2012

Sorteio: Branca de Neve - Os Contos Clássicos

Olá leitores! Tenho uma super novidade para vocês: depois de ver o interesse de vocês no livro Branca de Neve - Os Contos Clássicos (resenha), a Editora Generale gentilmente cedeu um exemplar para sorteio aqui no blog!


Todas as regras estão nos Terms & Conditions, então não esqueçam de ler, ok? 
Boa sorte para todos!

02/07/2012

Resenha: A Sociedade Secreta da Bola de Cristal Cor-de-Rosa

Título: A Sociedade Secreta da Bola de Cristal Cor-de-Rosa
Autora: Risa Green
Editora: Jangada
Páginas: 264
Erin vive feliz. Quer dizer, não completamente, porque acha sua vida totalmente sem graça. Para que fique mais interessante, ela faria qualquer coisa para ganhar um concurso cujo prêmio é uma viagem à Itália. Mas para isso precisa escrever uma dissertação explicando por que ela deveria ser escolhida. Mas escrever o quê? Se nada nunca acontece em sua vida. Bem, quase nada. Quando sua tia favorita morre, Erin recebe de herança uma misteriosa bola de cristal cor-de-rosa. Quando viva, tia Kiki (também conhecida como titia Eskikisita) sempre pareceu ser meio doidona. Mas agora Erin e suas duas melhores amigas estão convencidas de que a bola de cristal cor-de-rosa é a chave do futuro das três - ou pelo menos a chave para arranjarem um namorado e viverem incríveis aventuras. No início elas encaram tudo como uma grande brincadeira e não levam a sério os pedidos mirabolantes que fazem à bola, até que as coisas que queriam começam realmente a acontecer. Mas e quando os pedidos não saem do jeito que você esperava?


Erin leva uma vida normal. Só que, a seu ver, sua vida é normal demais. Nada de importante acontece, nenhuma reviravolta nos fatos... Ela vive sua rotina todos os dias.
Quando ela menos espera, sua tia falece e, de herança, a deixa uma bola de cristal cor-de-rosa. Cética, ela não poderia imaginar os tipos de poderes que uma bola de cristal pode ter...

Quando peguei esse livro para ler, estava realmente precisando de uma leitura mais leve, daquelas que não te cobram nenhum esforço para virar as páginas, afinal, estas viram sozinhas. E eu posso dizer para vocês que esse livro foi uma escolha fantástica: conseguiu me arrancar risos, me envolvi com o enredo e é claro, fiquei torcendo para os romances darem certo.

“Uma bola de plástico cor-de-rosa. Bem, tecnicamente, era uma Bola de Cristal Cor-de-Rosa, bem o tipo de brinquedinho retrokitsch que nunca cansava de divertir minha tia Kiki.” p. 49
Sempre que eu leio um chick-lit, sempre acabo ficando com raiva do personagem principal por alguma coisa estúpida que, convenhamos, eles sempre fazem. Mas uma das coisas que mais me agradaram nesse livro foi que eu não senti raiva da protagonista em nenhum momento, já que todas as ações dela – mesmo as que iriam acabar com todo o “plano” – tinham alguma justificativa, e, de certa forma, eu me via fazendo as mesmas coisas caso estivesse no lugar da Erin.
Claro que não podemos esquecer os personagens secundários. Samantha e Lindsay, as duas melhores amigas de Erin garantem um lugar especial na trama, cada uma nos conquistando por ser exatamente o oposto uma da outra. E é claro o simpático Jesse (suspiros).

Em primeira pessoa, a narrativa é muito envolvente. Ultimamente, esse é um ponto que eu tenho prezado muito, afinal, de que adianta a gente ter um enredo maravilhoso se o autor não consegue nos envolver com a narrativa? Então, eu posso garantir: a narrativa consegue prender o leitor até as últimas páginas e, até lermos a última linha, ficamos imaginando como tudo vai acabar.

“Entenda, eu não sou o tipo que acredita nessas coisas. Simplesmente não sou. É assim que eu me defino. A garota racional. Lógica. Aquela que acredita em matemática e física, não em magia e paranormalidade. Mas, ao mesmo tempo, eu não conseguia explicar aquilo. Quer dizer, as coincidências não paravam de acontecer.” p. 94
Tenho que confessar: o que mais me atraiu nesse livro foi a capa. Por mais que a sinopse também tenha chamado minha atenção, nada se compara a capa. Certo dia, no final do ano passado, eu estava olhando os lançamentos da editora e me deparei com esse livro. Foi amor à primeira vista. E desde então, venho querendo lê-lo.
A diagramação do livro é bem simples, como eu já mostrei na Caixa de Correio #6, mas não decepciona. A revisão foi muito bem feita também, já que não encontrei nenhum erro em todo o livro.

Não sei se ele vai fazer tanto sucesso com os garotos quanto ele fará com as garotas, mas isso já era esperado quando falamos de chick-lit, não é mesmo?
Mas mesmo assim, A Sociedade Secreta da Bola de Cristal Cor-de-Rosa é um livro super indicado para quem quer um livro mais leve e divertido e está procurando uma leitura bem prazerosa.