26/10/2012

Lançamentos #18: Arqueiro

Título: 7º Céu
Autor: James Patterson
Páginas: 208

O sumiço do filho de um político.
O desaparecimento do filho do ex-governador da Califórnia comove o país. A vida de Michael Campion sempre foi assunto de interesse nacional por causa de seu grave problema cardíaco. Depois de três meses de investigação, a polícia de São Francisco descobre que o rapaz foi visto pela última vez entrando na casa de uma prostituta.
Uma descoberta surpreendente
Enquanto trabalha no caso de Michael Campion, a sargento Lindsay Boxer e seu colega Richard Conklin começam a investigar uma onda de incêndios criminosos em mansões da cidade. Quando Lindsay convoca o Clube das Mulheres contra o Crime para ajudá-la, é a vez de sua casa ser consumida pelo fogo.
A hora da verdade
Diante de dois dos casos mais difíceis de sua carreira, Lindsay se aproxima perigosamente de Richard, colocando em risco seu namoro com Joe Molinari. Ao mesmo tempo, ela participa do julgamento que coloca uma ardilosa advogada no caminho da assistente de promotoria Yuki Castellano.

 Título: À Primeira Vista
Autor: Nicholas Sparks
Páginas: 256
Jeremy Marsh tinha três certezas: jamais se mudaria de Nova York, não se apaixonaria novamente e nunca teria filhos. Mas agora ele está prestes a se casar com Lexie Darnell e aguarda a chegada da primeira filha, enquanto conduz a reforma de sua nova casa na pequena cidade de Boone Creek, na Carolina do Norte.
Em meio a tantas mudanças, Jeremy luta para reencontrar o equilíbrio pessoal e profissional ao lado da mulher que o fez mudar todos os seus planos. Quando tudo parece estar entrando nos eixos, Jeremy recebe um misterioso e-mail que dá início a uma série de acontecimentos que irão testar a força dessa paixão.
Atormentado pela ideia de estar sendo traído, vivendo uma crise criativa que o impede de trabalhar e angustiado com a gestação complicada de Lexie, ele não poderia imaginar que o pior – e o melhor – ainda estava por vir.
À primeira vista captura toda a incerteza, a tensão e a angústia da vida desse jovem casal, mas também retrata o romantismo, o companheirismo, a descoberta e o amadurecimento que só o verdadeiro amor pode proporcionar.


23/10/2012

Sorteio: Meu Hamster é um Gênio

Olá pessoal! Há alguns dias anunciei uma super parceria que o blog fez: a editora Valentina. E agora temos um super sorteio do lançamento da editora: o livro Meu Hamster É Um Gênio. E vem junto com um mousepad bem legal. :)
Vamos participar? Boa sorte!

21/10/2012

Resenha: Lolita

Título: Lolita
Autor: Vladimir Nabokov
Editora: Biblioteca Folha
Páginas: 320

Irreverente e refinado, este é um dos romances mais célebres de todos os tempos. É também uma aventura intelectual que não deixa ninguém indiferente, um relato apaixonado de uma sensualidade alucinada, uma autópsia implacável do modo de vida americano. De um lado, um homem de meia-idade, obsessivo e cínico. De outro, uma garota de doze anos, perversamente ingênua. A química se faz e dá origem a uma obra-prima da literatura do nosso século. 'Lolita' é chocante, desafia tabus, escandaliza. O livro foi incorporado ao imaginário coletivo da modernidade, e até o nome da personagem tornou-se um substantivo corrente, provas do alcance e da genialidade do autor. 

Mente aberta. Essa é uma característica fundamental que você tem que ter antes de pensar em ler Lolita. Um livro pesado que eu quis queimar diversas vezes, que me fez sentir nojo e repulsa, mas que, no fim das contas, é um trabalho genial do autor Vladimir Nabokov.

Humbert tem um sério problema: ele sente atração por garotas de pouca idade. Sua pedofilia é algo que ele não pode controlar. Certo dia, por circunstâncias adversas, ele acaba se hospedando na casa de Charlotte Haze, e é lá que ele conhece sua filha Dolores, ou simplesmente Lolita.

Lolita, luz da minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo o céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li.Ta.
Se eu não soubesse o que eu ia encontrar no livro, provavelmente eu o teria abandonado nas primeiras páginas. É complicado você lidar com alguém que fica tendo devaneios sexuais sobre crianças. Imaginem a minha repulsa a cada vez que ele chamava as meninas de ninfetas! A cada vez que eu lia isso, tinha vontade de jogar o livro no lixo.

O linguajar usado foi outra coisa que acabou comigo. Além de o livro utilizar uma linguagem bem pesada no sentido da pedofilia, ele é bem padrão e isso com certeza o torna mais cansativo ainda. Eu mesma não agüentava ler mais do que trinta páginas por dia – motivo de eu ter demorado mais de duas semanas para lê-lo.

Mas não posso negar que o livro tem sim seu lado positivo: o autor conseguiu explorar muito bem essa temática. Poucos autores conseguiriam lidar de uma forma tão natural com um tema tão denso com tanta naturalidade. Tanto que por vezes eu pensava que o cara era louco, pois imaginem só: o livro foi lançado em meados da década de 50, então tentem pensar em como um livro desse foi recebido pela crítica.

O que me leva à loucura é a natureza dupla desta ninfeta - talvez de todas as ninfetas; essa mistura, em minha Lolita, de uma infantilidade terna e sonhadora com uma espécie de estranha vulgaridade, derivada dos rostinhos atrevidos que aparecem nos anúncios e nas fotos de revista, das rosadas imagens de criadinhas adolescentes.
Não consigo dizer se eu gostei ou não do livro. Como eu já disse, ele foi repulsivo durante toda a leitura. Porém, a maneira como o autor utilizou esse tema, humanizando-o até o ponto que você consegue se envolver com o enredo mesmo querendo queimar o livro me conquistou. Então eu poderia dizer que fiquei mais encantada pelo autor do que pela própria história.

Talvez se vocês quiserem ler um livro bem diferente mesmo, esse livro é mais do que ideal. Mas já vou avisando: ele me deu uma baita ressaca literária de tanto que ele me afetou. É um livro que vale a pena sim ser lido pela bagagem cultural que ele carrega e pela marca que deixa na gente. Fica por conta e risco de vocês. 

20/10/2012

Lançamentos #17: Novo Conceito

Título: Lola e o garoto da casa ao lado
Autora: Stephanie Perkins
Páginas: 288

A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda... ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro.
Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado.

 Título: A luz através da janela
Autora: Lucinda Riley
Páginas: 544
A Segunda Guerra Mundial deixou muitos destroços e segredos familiares principalmente na família de Emilie, os De La Martinières. Quando sua mãe faleceu, deixando o legado do château da família para ela, a única herdeira, Emilie fica devastada e quer vender tudo para que possa voltar à sua rotina comum de veterinária. Entretanto, Sebastian Carruthers aparece em sua vida para ajudá-la a cuidar de toda a documentação e a consola nos momentos mais difíceis. Emilie se apaixona pela sua gentileza e decide se casar com ele. Assim, ela se muda para a casa do marido, Blackmoor Hall, em Yorkshire. Contudo, a vida que ela, ingenuamente, pensa estar começando bem, trará a ela muitas surpresas e revelações do presente e do passado de toda uma geração.


15/10/2012

Resenha: Morto Até o Anoitecer

Título: Morto até o anoitecer
Autora: Charlaine Harris
Editora: Ediouro
Páginas: 316

Esqueça tudo o você já ouviu sobre vampiros. Os mortos-vivos ganharam o direito de existir legalmente. O vampiro Bill Compton está disposto a tudo para se estabelecer em sua cidade natal. O que ele não contava era com uma série de assassinatos inexplicáveis, a desconfiança dos moradores locais e o envolvimento com uma bela - e teimosa - garçonete telepata.

Antes de qualquer coisa: eu não assisto a série True Blood. Até tentei, mas os primeiros episódios não conseguiram me prender. Então li Morto até o anoitecer sem nenhuma referência a série, ok?
Mas de qualquer forma, isso não importa muito, já que eu tive uma decepção bem grande com o livro.

O livro conta a história de Sookie Stackhouse, uma garçonete da cidade de Bon Temps, no interior dos EUA. Tudo ia normalmente até que uma notícia abala a todos: os vampiros sempre existiram e andam no meio de nós. Agora toda a população é obrigada a aceitá-los como iguais. Isso não é grande problema para Sookie, que sempre teve uma atração por esses seres. Só que, com a chegada de um vampiro misterioso, uma série de assassinatos começa a rondar a cidade e todos estão vivendo uma grande tensão.

Desde que os vampiros começaram a “sair do caixão” (como se dizia, por gozação) quatro anos atrás, eu tinha a esperança de que algum deles aparecesse em Bon Temps. Tínhamos todas as minorias em nossa cidadezinha ― por que não teríamos a mais nova, os mortos-vivos agora legalmente reconhecidos?
Vamos encarar os fatos: eu não consegui lidar com a Sookie. Fazia muito tempo que eu não lidava com personagens tão chatos e acho que acabei perdendo a prática de ignorar essas manias irritantes que eles têm. Além de ser totalmente neurótica com tudo, a Sookie só pensa em uma coisa: o Bill. Pra que tudo isso gente? E só para piorar um pouco mais, o Bill também só pensa nela. Ou seja, os dois são super possessivos! Isso acabou gerando uma tensão no livro desnecessária e essa mesma tensão acabou me dando nos nervos de voltar a leitura do livro sempre que eu parava.

E parar era uma coisa difícil viu? Não porque o livro era bom ou coisa assim, mas porque os capítulos são enormes! Eu sou daquelas que só interrompem a leitura no final de um capítulo, então era uma luta já que como eu disse anteriormente, os personagens não colaboraram para que a leitura fosse prazerosa.

Outra coisa: estou cansada de vampiros sem sal. Eu não gostei dos vampiros da Charlaine, pra mim eles deveriam ter algo mais envolvente. Mas eles são caretas, não tem características especiais que os definam como vampiros que vão ficar marcados, que nem os vampiros da série IAN. Sei que muita gente não vai concordar, mas essa é a minha impressão ao ler este primeiro livro da série.

Eu sempre fora informada de que o sangue sintético que os japoneses tinham criado mantinha os vampiros satisfatoriamente nutridos, mas não satisfazia realmente a sua fome, motivo pelo qual aconteciam alguns “Incidentes Lamentáveis” de vez em quando. 
Provavelmente minhas altas expectativas também fizeram com que a experiência de ler esse livro fosse ruim. Não faltam pessoas fãs dessa série, tanto a de livros quanto a da TV. A da TV então, é só chegar no domingo que a minha timeline do twitter fica cheia, com muita gente se declarando para o Bill. Bom, agora mesmo que eu não entendo vocês.

Como o livro faz parte de uma série, já deixo bem claro aqui que não vou ler os próximos volumes. Se ela não conseguiu me ganhar no primeiro, bom, as chances de me ganhar no segundo são mínimas. É uma pena, mas o que eu posso fazer? 

13/10/2012

5 filmes que não consigo parar de assistir

Olha o post que voltou, galerinha! Como muita gente adorou o último post, resolvi trazer de volta esse queridinho. Então aqui estão mais alguns filmes que sempre me chamam e eu não consigo resistir.
Em breve farei de outros temas que me pediram, como músicas e séries. Se alguém quiser deixar alguma dica de tema, pode deixar também.
Vamos lá?

  • 500 dias com ela

(500) days of Summer - sim, eu prefiro o nome em inglês - é um dos meus filmes preferidos de todos os tempos. EU AMO ESSE FILME. Vocês não tem noção do tamanho do meu amor por ele. <3
Além de mostrar uma história de amor diferente e de uma forma muito legal - optando pela não linearidade dos fatos, dando saltos no tempo e mostrando um resumo dos fatos -, acho que esse é o filme com a melhor trilha sonora de todos os tempos. Tá, também existe Submarine (filme que eu falarei melhor em outro post), mas gente, tem de Regina Spektor a The Smiths! Ok, muita gente pode não gostar, mas eu sou apaixonada. Então, à primeira vista o que me ganhou foi a trilha sonora. 
Após mais algumas sessões desse filme, o enredo me ganhou. É tudo perfeitamente fofo! Por mais que, como o narrador diz logo no comecinho do filme, isso não é uma história de amor, o casal encanta demais. 
Nem preciso falar que virei super fã desse casal depois desse filme, não é?  O Joseph Gordon-Levitt eu já conhecia de outros filmes, mas não era super fã, mas depois desse filme, qualquer um que ele participe eu vou ver (Looper, me aguarde!). A Zooey Deschanel eu também já conhecia e sempre achei super linda. Mas depois de (500) days of Summer ela virou praticamente uma referência para mim. Foi aí que eu conheci a banda dela - She & Him - e comecei a ter um senso de moda mais vintage e romântico. Tudo bem que não fica tão bem em mim quanto fica nela, mas...

12/10/2012

Parceria: Editora Valentina

Olá leitores! É com muito prazer que venho anunciar para vocês a mais nova editora parceira do blog: a Editora Valentina.


Para a VALENTINA, leitura é, acima de tudo, entretenimento.
Olho vivo e faro fino. Esse é, na verdade, o lema de todo grande editor. E a nossa pincher encarna esse lema como ninguém. A busca por livros inesquecíveis e entretenimento de alta qualidade, nos leva a prazerosamente garimpar pelo mundo, todos os dias, o melhor da literatura de entretenimento, sem preconceitos. 
Quer
emos fazer parte do universo único onde habitam leitores vorazes e antenados, personagens inesquecíveis e obras premiadas, eternas e transformadoras; afinal, como dizem por aí, todo baixinho é folgado, e a doce Valentina se acha o doberman do pedaço. 
E, para não ficar ninguém de fora, procuramos um mundo de temas: urban fantasy, distopia, paranormal, romances femininos, thriller, chick-lit, pets, religiosidade, biografia, bem-estar, steampunk... Sem esquecer, logicamente, os nossos xodós: romances que abordam a juventude contemporânea e ganham vida fora do livro -- muitas vezes vão parar nas salas de aulas – com discussões fundamentais sobre os adolescentes, seus sonhos, seus medos, seus dramas e, principalmente, suas paixões.
É verdade, já deu para perceber, que a gente ama de paixão a literatura juvenil, mas nosso catálogo é eclético e moderno: tem diversão e cultura para quem está começando, aos 6 anos de idade, e também para quem já passou dos 100. Ah, e tem para quem quer chegar lá, certo? Tem tudo que, de alguma forma, faz da leitura um momento único e insubstituível.
A pergunta: Como pode um ser tão pequenino fazer tanto barulho? A resposta: Latindo com paixão, entusiasmo e um imenso tesão pelo que se faz. A gente adora latir, ops, quer dizer, a gente adora falar sobre livros. Venha visitar mais a VALENTINA aqui no site (face etc...) e contar pra gente como foi a sua experiência com os nossos livros? Esperamos você, já estamos abanando o rabinho e com a as orelhas em pé. Obrigado.
Au-au, rrrrr, au-au-au, ou melhor, muito prazer, somos a VALENTINA.

09/10/2012

Resenha: A Escada dos Anos

Título: A Escada dos Anos
Autora: Anne Tyler
Editora: Record
Páginas: 446

A polícia do estado de Delaware emitiu hoje pela manhã um comunicado. Cordelia Grinstead desapareceu. Ela é uma mulher de compleição miúda e cabelos castanhos. O informe policial só não soube precisar a cor dos olhos da desaparecida, que se confunde entre verde e azul. Na verdade, a polícia errou também ao afirmar que a vítima simplesmente desaparecera. Cordelia resolveu colocar a vida debaixo do braço e recomeçá-la em outro lugar, longe da família que a atormentava.

Não consigo pensar em forma melhor de começar essa resenha do que me declarando para a autora desse livro. Estou apaixonada por você, Anne Tyler! Sinto como se tivesse perdido um tempo precioso em que poderia estar lendo outros livros seus.

Delia é uma mãe de família, que já está casada há mais de vinte anos e sua vida segue uma rotina sem fim. Seu marido já não a olha com os mesmos olhos e seus filhos não lhe dão a mínima atenção.
Certo dia, sua vida muda quando ela se encontra com um jovem no supermercado e se dá conta do que está perdendo em sua vida: grandes emoções, aventuras, novas sensações. Então, durante as férias da família, ela pega uma carona e vai parar em outra cidade, onde vai recomeçar a sua vida e reavaliar o que fez com que ela chegasse ao ponto que chegou.

Em todas as brigas que tinham ele sempre se afastava antes de solucionar o problema. Deixava-a exasperada e saía, dando a impressão de que pelo menos ele podia comportar-se como um adulto. Adulto? Velho seria melhor. Quem mais entraria na água com tênis? Quem mais jogaria água no peito e nos braços antes de mergulhar na água? Para Delia parecia que ele estava calculando as ondas, envolvido em algum ritual de precisão que a deixava irritada. p. 103
Se eu pudesse definir A Escada dos Anos em uma frase, seria: um livro para se ler entrelinhas. E, infelizmente, poucas pessoas o conseguem fazer. Os livros da Anne Tyler são para aqueles que têm a sensibilidade suficiente para ver o que não está exposto, para ir além dos seus padrões do que é certo ou errado. Só que somente quem já teve experiências com livros com uma temática mais densa terá essa capacidade de gostar daquilo que provavelmente não vai ser o que você quer, mas aquilo que é certo para o enredo.

Por esse motivo, muita gente vai detestar o livro. Talvez o achem parado demais, como se não tivesse um rumo a seguir. Mas é aí que está a magia do enredo: ele não é de jeito nenhum esperado e ao mesmo tempo, ele soa tão natural! Tyler nos conduz pela vida de uma mulher sem nada especial e, ao criarmos uma intimidade com ela, vemos que ao mesmo tempo em que pareça errado ela deixar os filhos e o marido para trás, ela está fazendo o que é certo para ela e isso acaba refletindo um aspecto na vida de muita gente: colocar o bem dos outros acima do seu.

A relação que estabelecemos com Delia é fascinante. Talvez por ela não ser algo inatingível ou inimaginável. Existem várias Delias por aí, só que nem todas tem coragem de fazer o que a personagem fez. É isso que me encantou no livro: ser tão real e com aquela pegada de ficção que é o que nos atrai em um livro.

O que é mais legal é o livro ser escrito em terceira pessoa. É difícil eu encontrar um livro com esse estilo de narrativa e que consiga nos atrelar tanto ao protagonista como aconteceu em A Escada dos Anos.

Sempre imaginei a vida como uma dessas escadas que existem nos escorregas dos playgrounds, uma espécie de escada dos anos, onde você sobe cada vez mais alto e de repente cai e outros tomam o seu lugar. p. 265
Não é um livro que eu recomendaria para qualquer pessoa. Muitos não vão entender ou não vão aceitar os rumos que o livro tomou. Na verdade, logo assim que eu o terminei de ler, o primeiro pensamento que me ocorreu foi: Não era isso que tinha que acontecer. Mas com o passar dos dias, percebi que era exatamente o que era certo acontecer, o que a autora queria mostrar desde o início.

Fica uma excelente dica para quem está procurando algo mais sensível, algo que foge dos sobrenaturais ou dos romances água com açúcar de sempre. Anne Tyler consegue surpreender a todos que se arriscam e conseguem compreender suas histórias. 

07/10/2012

Resenha: Os 13 Porquês

Título: Os 13 Porquês
Autor: Jay Asher
Editora: Ática
Páginas: 256

Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker - uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.

Eu queria ler esse livro há muito tempo. Estava entre os livros que leria assim que tivesse uma brecha entre os livros de parceria. E foi isso que aconteceu: assim que eu tive um tempinho sobrando, o peguei para ler. E ainda bem que eu posso dizer que não me decepcionei em nenhum momento.

Como a sinopse já diz tudo o que eu iria contar sobre o enredo – até um pouco mais – não vou me concentrar nisso e sim nas minhas impressões sobre o livro, que é o que mais importa aqui.

Olá, meninos e meninas. Quem fala aqui é Hannah Baker. Ao vivo e em estéreo.
Não acredito.

Sem promessa de retorno. Sem bis. E, desta vez, sem atender aos pedidos da platéia.

Não posso acreditar. Hannah Baker se matou.
Os 13 Porquês ao mesmo tempo em que é algo diferente, é bem estranho. Imaginem a situação: quem conta a maior parte da história é uma pessoa que já morreu, logo, por mais que você a sinta viva, como se ela de alguma forma não tivesse se matado e estivesse só esperando o final do livro para aparecer e dizer: Oi! Eu não morri!, não é bem assim que as coisas acontecem. É bem estranha essa sensação.

Outra sensação que cerca o livro é uma angústia tremenda. A cada nova razão para que a Hannah cometesse o suicídio, comecei a me dar conta de certas atitudes que a maioria das pessoas toma e nem percebe. São coisas tão simples, mas que, em situações extremas como chegou a situação da nossa protagonista, tomam proporções enormes.

É complicado um livro que nos traz tantos sentimentos que podem ser considerados ruins conseguir nos ganhar. Isso se deve ao fato de que o livro não é tão pesado quanto parece. Inclusive a Hannah tem um senso de humor daqueles bem sarcásticos e por vezes a gente acaba rindo dos devaneios dela – por mais que isso seja um pouco mórbido.

Peguei uma simpatia enorme pelo Clay. Para quem não leu a sinopse, é o garoto que está ouvindo as fitas com os motivos para o suicídio da Hannah. Apesar de ele também ser um desses motivos, era tão ruim vê-lo passando por essa experiência de ter que conviver com a culpa! Sei que eu entro em contradição aqui, afinal, como posso ter simpatizado com alguém que foi uma das causas da morte de alguém? Mas é que ao longo do enredo, vemos um arrependimento tão grande nele que chega a dar pena e com isso gera um sentimento de compaixão, entendem?

Repito suas palavras dentro da minha cabeça. O que tá pegando? O que tá pegando? Ah, já que você perguntou, recebi um pacote de fitas cassete pelo correio hoje, de uma garota que se matou. Parece que eu tive alguma coisa a ver com isso. Não tenho certeza que coisa é essa, por isso fiquei imaginando se poderia pegar seu walkman emprestado para descobrir.
Acho que esse foi o primeiro livro que li em que se fala sobre suicídio, pelo menos que me recordo agora. Foi uma experiência muito boa e com certeza uma ótima recomendação para vocês.

Uma novidade legal: uma adaptação do livro já está sendo encaminhada. Ainda não há data certa para que as gravações sejam iniciadas, mas é bem provável que comecem no começo do ano que vem com a Selena Gomez no elenco. 

05/10/2012

Lançamentos #16: Leya

Título: Luxo & Crime
Autora: Angela Klinke
Páginas: 192
Brigite Campos de Orleans, dona da Loja, butique referência no mercado de luxo, é presa por sonegação fiscal, numa operação cinematográfica com direito até a algemas e helicóptero. O escândalo, banquete para a mídia, acaba por reunir pessoas de universos distintos na investigação do caso: uma blogueira e aspirante a it girl, um jornalista experiente e preconceituoso, um milionário culpado, uma rica sem culpa, um ambicioso fiscal da Receita, um eletricista com um Monza pifado, uma vendedora de bolsas falsas, um advogado criterioso, um senador delivery. Mas esse não é o único crime que vai envolvê-los nos bastidores do blindado mundo do glamour. À medida que a "caixa-preta" da Loja vai sendo desvendada, novas conspirações se revelam, tradições são maculadas e a festa da exclusividade termina em tragédia. Ambientado no universo do luxo e com referências a fatos, pessoas e lugares reais, o romance de estreia da jornalista Angela Klinke transpõe a caricatura costumeira da elite e da mídia nacionais. Com mais de uma década acompanhando as transformações desse mercado da sofisticação, a autora converteu sua experiência numa ficção deliciosa e, ao mesmo tempo, provocante.

 Título: O Caminho
Autor: Richard Paul Evans
Páginas: 296
Alan Christoffersen, uma vez um bem-sucedido executivo de publicidade, acorda certa manhã ferido, sozinho, e confinado à uma cama de hospital em Spokane, Washington. Dezesseis dias antes, sofrendo com a perda repentina de sua esposa, casa e negócio, Alan deixou tudo o que conhecia para trás e partiu em uma extraordinaria viagem pelo país. Carregando apenas uma mochila, ele planejava ir à Key West. Mas uma tragédia tira sua capacidade de andar. Sem teto e com meses de recuperação pela frente, Alan não tem para onde ir—até uma misteriosa mulher entrar em sua vida e convidá-lo a viver em sua casa. Generosa e boa, Angel parece boa demais para ser verdade, mas nem tudo é o que parece. Alan logo percebe que antes de voltar à sua própria jornada, ele deve ajudar Angel a completar a sua.

Título: Enigmas de Londres
Autor: Ben Aaronovitch
Páginas: 368
Uma aventura incrível, para inglês ver. E morrer de medo. O jovem policial Peter Grant está prestes a descobrir que quem manda de verdade em Londres não vive em palácios. Nem são humanos. Após investigar um crime em que a principal testemunha é um fantasma, Grant é transferido para uma unidade secreta da polícia londrina, onde aprende magia, feitiços e conhece seres que nunca imaginou encontrar em Londres. Este é o primeiro livro da trilogia “Enigmas de Londres”, onde acompanhamos o jovem detetive Peter Grant investigar o mundo oculto de Londres na unidade secreta da polícia londrina que trata de casos sobrenaturais e de magias. Aventuras com muito mistério, um pouco de humor e seres como trolls, vampiros, ninfas e muito mais.

02/10/2012

Resenha: Viciada em Feng Shui

Título: Viciada em Feng Shui
Autor: Brian Gallagher
Editora: Globo
Páginas: 520
O romance de estréia de Brian Gallagher trata, numa escrita irônica, de um triângulo amoroso. A trama se passa em Dublin. Julie volta mais cedo de um spa e encontra o marido, Ronan, com outra mulher em sua própria casa. Nicole, a amante, é apaixonada por Feng Shui. A mulher traída fará tudo para se vingar do casal.

Há muito tempo não lia um livro que me tirava altas gargalhadas quanto esse. Não tinha noção da existência dele até que o pedi emprestado porque achei a capa diferente e interessante. Quando li a sinopse então, fui totalmente conquistada.

Certo dia, Julie chega em casa após as férias e encontra várias roupas espalhadas pelo apartamento. Olha pela varanda e a cena a deixa chocada: seu marido e outra mulher estão na piscina do condomínio, mostrando para quem quiser ver a felicidade dos dois. Uma onda de raiva se abate em Julie e ela vai fazer de tudo para se vingar dos dois.

Ninguém é perfeito. Há exceções. Como quando volto das férias, dois dias antes do previsto, e encontro o sutiã amarelo-limão de uma outra mulher pendurado na maçaneta da porta de frente e a casa fedendo como um banheiro do Cantão – ignore se começar a perder a compostura, meus princípios, a dignidade, e o sangue-frio. Tudo. p. 8
Qualquer pessoa que já teve ciúme ou já foi traído na vida vai se identificar com o livro. Tudo o que uma pessoa que já passou por isso pensou em fazer com alguém, a nossa personagem faz. Desde quebrar a casa inteira da amante até se tornar amiga dela para que o gran finalle seja perfeito. Acho que pelo menos a maioria das pessoas já pensou em fazer isso (não estou dizendo que a gente faria, mas pensar é permitido!) e ver alguém fazendo é muito engraçado, gente!

A Julie, além de vingativa, tem um senso de humor maravilhoso. É incrível como ela vira outra pessoa para fazer com que a Nicole – a amante – vire sua amiga. Cada divagação e plano dela são hilários! Juro pra vocês que eu não conseguia parar de ler só para me divertir com ela. Acho que fazia tempo que eu não mantinha uma relação tão intensa com algum personagem quanto tive com a Julie. Ela é uma mulher de fibra e ao mesmo tempo muito neurótica. Será que eu sou assim também? Não precisa responder.

Apesar de o livro ser hilário, é claro que ele tem suas partes baixas. Por vezes a Julie fica se culpando pela traição do marido e isso acaba sendo esgotante, sabe? São aquelas páginas que se tornam pesadas, porque são tantos lamentos que chega a enjoar. Além disso, ela faz cada burrice. Chega a irritar. Mas, felizmente, isso não se sobressai tanto porque o livro é realmente envolvente e você acaba deixando essas partes de lado.

Meus olhos se enchem com uma nova onda de lágrimas.
O que fiz de errado?
Foi o sexo?
A personalidade? Sou muito chata? Sufocante?
Será que eu o aborreço? Que o deprecio, por causa de toda aquela vaidade excessivamente cultivada, e seu intelecto menor?
Será que tem algo a ver com a porcaria da minha pele?
Ou com o fato de eu já estar com quase trinta anos? p. 49
O que me deixou boquiaberta foi: o livro é escrito por um homem. Por ser em primeira pessoa, com a Julie narrando todos os fatos, chega a ser surpreendente já ele coloca todos os pensamentos femininos de uma forma muito exata! Será que finalmente encontramos um homem que entende as mulheres?

Adoro trazer livros para cá que pouca gente conhece. Esse foi um deles e sei que a maioria de vocês não vai conhecer e vai se guiar pela minha opinião. A questão é: se vocês estão procurando um livro divertido, é esse. Além de ser altamente sarcástico, Viciada em Feng Shui te coloca na história. Ele pode ser um pouco grande, mas vocês nem notam as páginas passarem.

Para quem quiser aproveitar, o livro está quase sempre em promoção nas Americanas e o preço normalmente chega a R$9,90. Então é ficar ligado lá no site e correr para comprar o livro.