28/11/2012

Promoção: Despertar

Oi pessoal! Na resenha de Despertar vi que muitos de vocês estão interessados nesse livro. Então, a editora Planeta gentilmente cedeu um exemplar para sorteio! 


Todas as regras se encontram no final do formulário.
E para quem ainda não sabe utilizá-lo, saiba como participar de sorteios utilizando-o clicando aqui.

25/11/2012

Resenha: O Caminho

Título: O Caminho
Autor: Richard Paul Evans
Série: The Walk #2
Editora: Lua de Papel
Páginas: 292
Alan Christoffersen, um publicitário bem-sucedido, acorda uma manhã e encontra-se ferido, sozinho e preso a uma cama de hospital em uma pequena cidade de Washington. Ele já havia passado por situações extremas quando decidiu atravessar o estado de Washington. Em busca de respostas, essa longa caminhada poderia ser um recomeço para sua vida. Mas, quando encontra-se imobilizado, ele percebe o quanto a vida ainda tem a lhe mostrar e ensinar. A segunda jornada da série Walk traz ainda mais lições para um homem que busca incansavelmente por esperança e que está disposto a retomar a sua vida de onde parou. Um romance inspirador sobre a esperança e o significado da vida.

ESSA RESENHA CONTÉM SPOILERS DO LIVRO ANTERIOR – O ENCONTRO

Quem não gosta de sentir que um livro está mudando nossa vida? Era isso o que eu sentia a cada linha de O Caminho. A caminhada de Alan Christoffersen mais uma vez me fez refletir sobre o meu próprio caminho e me botou em uma tremenda encruzilhada: não vou conseguir transmitir a vocês o quanto esse livro me marcou.

Após ser esfaqueado na saída da cidade de Spokane, em Washington, Alan foi parar em um hospital de tratamento intensivo. É lá que ele encontra Angel, uma mulher que ele ajudou durante a primeira parte de sua caminhada. A relação entre os dois começa a ficar cada vez mais forte, uma vez que cada um carrega uma história de sofrimento e perda. E essa amizade será muito importante nessa parte da caminhada de Alan.

Conforme um amigo recentemente me disse, não importa o que eu faça, McKale sempre será parte de mim. A questão é que parte: uma fonte de gratidão ou de amargura? Algum dia terei de decidir. Algum dia o sol voltará a levantar. A única incerteza é se me levantarei para saudá-lo.
Enquanto isso, o que mais espero é ter esperança. Caminhar ajuda. p. 10

Se existe um autor que conseguiu me ganhar completamente nos últimos meses, esse foi o Richard Paul Evans. Colocando uma carga grande de sensibilidade em seus livros, ele consegue fazer isso sem deixá-los dramáticos demais. Ao ler, a leveza que preenche as páginas acaba te atingindo e, sem ao menos perceber, você já foi tocado pela história de Alan.

E esse é um dos pontos altos dos dois livros: você tem um grande envolvimento com o personagem. Não importa se você ache que as atitudes dele são impensadas ou impulsivas demais, ou se você nunca passou pelas situações que o próprio enfrentou; no final das contas, sempre haverá um grande sentimento de compaixão em relação ao Alan e isso faz com que você se sinta íntimo dos seus sentimentos.

A caminhada do Alan para atravessar o continente se transformou tanto em uma busca do autoconhecimento para o personagem quanto para o leitor. Qualquer pessoa que for ler a história do Alan irá tomar certos conceitos de superação e do que é a vida para si. Não tem como fugir disso.

É por esse motivo que eu tenho que confessar: a trilogia Caminhos acabou se tornando uma das minhas preferidas. Eu não sei se fico feliz ou triste com o próximo volume. Não acompanharei mais o Alan e isso deixará saudades. Mas esse sempre foi o objetivo: uma saga que busca o crescimento pessoal do personagem.

Nós humanos, nascemos egocêntricos. O céu troveja e as crianças acham que Deus está zangado com elas por algo que fizeram. Os pais se separam e as crianças acham que é culpa delas, por não terem se comportado bem. Crescer significa deixar de lado nosso egocentrismo pela verdade. Ainda assim, algumas pessoas se atêm a essa postura mental. Por mais doloroso que seja seu autoflagelo, elas preferem acreditar que a crise é culpa delas, para acreditarem que têm o controle. Ao fazê-lo, elas se tornam tolas e falsos deuses. p. 110
E mais uma vez eu comprovo: é praticamente impossível colocar todos os seus sentimentos em uma resenha quando o livro te marcou demais. É como se nenhuma palavra conseguisse definir o quanto O Caminho é incrível.

Para aqueles que estão receosos quanto a começar a ler a trilogia, fica a dica: leiam! Leiam agora! Tenho certeza que a história do Alan vai tocar a todos vocês assim como me tocou e que isso será uma experiência maravilhosa para todos vocês. 

21/11/2012

Resenha: Despertar

Título: Despertar
Autora: Amanda Hocking
Série: Watersong #1
Editora: Planeta
Páginas: 206

Na pequena cidade litorânea de Capri, as turistas Penn, Lexi e Thea conseguiram chamar a atenção de todos, seja pelo fascínio ou pela apreensão. Tudo o que se sabe é que por onde passam existe uma energia no ar, algo sobrenatural, e que as garotas estão interessadas em ter a jovem Gemma em seu grupo. Gemma parece ter tudo, é uma nadadora incrível, está começando a namorar seu amigo de infância e se prepara para competir nas olimpíadasno futuro. Aos 16 anos, Gemma sabe que é feliz. Mas quando Penn, Lexi e Thea se interessam por ela, tudo fica prestes a mudar. Sua irmã Harper percebe que há algo de estranho com as garotas, mas será tarde demais para alertar Gemma? 

 Às vezes, ignorância é uma benção. E falta de expectativa também.
Peguei esse livro para ler sem nenhum tipo de conhecimento a respeito dele. Claro, tinha noção sobre o que se tratava o enredo, mas não sabia nada além. Não li nenhuma resenha, não vi ninguém falando sobre. Ainda bem que isso aconteceu.

Gemma e Harper vivem em uma cidade litorânea muito visitada por turistas. O clima na cidade muda quando três garotas estranhas aparecem e ficam na cidade por um tempo maior do que é de costume dos turistas.
Certo dia, ao encontrá-las, Gemma é obrigada a tomar uma substância líquida, que trouxe transformações inesperadas em seu corpo.
Agora Gemma tem uma decisão a tomar: ou segue seu caminho com as três estranhas a fim de obter mais respostas ou vai contra as mesmas e agüenta as conseqüências ruins.

Penn, Thea, Lexi e Arista estava na cidade desde que começara a esquentar, e as pessoas achavam que elas eram as primeiras turistas da temporada. Mas ninguém sabia ao certo quem elas eram ou o que faziam ali.
Tudo o que Gemma sabia era que ela odiava quando as garotas vinham para a enseada. p. 17
A falta de expectativa foi uma grande ajuda na leitura desse livro. Como eu não esperava nada dele, não foi grande surpresa quando nada aconteceu.
A trama possui uma narrativa fluida, contínua. Não posso dizer que foi uma leitura ruim, só que ela não possui ápices. Em nenhum momento aconteceu algum fato que me deixasse ansiosa para saber o que ia acontecer.

Isso é sempre algo prejudicial em um livro, pois, uma vez que se para a leitura, voltar a ler é algo complicado. Nada me chamava atenção, nada me fazia ter vontade de voltar. Sabendo disso, só fiz uma pausa mais longa uma vez para não correr o risco de perder o fio da história por causa disso.

Tudo bem que esse é o primeiro livro de uma série – Watersong – e, portanto, é um livro introdutório, que geralmente é mais parado, só para nos situarmos com toda a situação que vai se desenrolar em outros volumes. Mas faltou algo de mais especial e mais ação.
Ação de verdade vocês só encontrarão nas últimas páginas e mesmo assim não me pareceu tão convincente. Foi como algo forçado para dar o gancho para o próximo volume da série – Lullaby –, o que não é legal.

Gemma não teve escolha. Ela não conseguia sequer pensar em outra opção. Seu corpo se moveu automaticamente e pegou o frasco de Lexi, abriu a tampa e o levou aos lábios. Tudo aconteceu da mesma forma que ela respirava. Movimentos sem raciocínio, motivo ou controle. p. 71
Porém vamos falar da coisa mais linda que é essa capa. Além de eu ter adorado só olhando no site da editora Planeta, tive uma surpresa muito boa quando o livrou chegou e eu vi que a capa é toda cheia de glitter! É parecida com a capa de Um Mundo Brilhante (resenha).
A diagramação também foi muito bem trabalhada, com os parágrafos da primeira página de cada capítulo dispostos para que formassem ondas. Muito criativo e condizente com o enredo.

Despertar foi uma leitura legal para passar o tempo, porém não sai disso. Não foi um livro empolgante e que eu teria vontade de reler, por exemplo. Não estou ansiosa para os próximos volumes da série – ao todo, são quatro livros –, mas pode ser que eu venha a ler. Um livro bom e nada mais.

19/11/2012

Resenha: Adormecida

Título: Adormecida
Autora: Anna Sheehan
Editora: Lua de Papel
Páginas: 272

Rose Fitzroy esteve dormindo profundamente por décadas. Imersa num sono induzido, esquecida em um porão por mais de 60 anos, a jovem foi tratada como desaparecida enquanto os anos sombrios pairavam sobre o mundo. Despertada como por encanto e descobrindo-se herdeira de uma corporação multimilionária, Rose vai entendendo pouco a pouco, tudo o que aconteceu em sua ausência. Ela descobre que seus pais estão mortos. O rapaz por quem era apaixonada não é mais que uma mera lembrança. A Terra se tornou um lugar estranho e perigoso, especialmente para ela, que terá de assumir seu lugar à frente dos negócios. Desejando adaptar-se à nova realidade, Rose só consegue confiar numa única pessoa estranhamente familiar. Rose até gostaria de deixar o passado para trás, no entanto, ao pressentir o perigo, percebe que precisa enfrentá-lo - ou não haverá futuro.

Antes de começar a leitura de Adormecida, eu pensei que era uma simples releitura do conto A Bela Adormecida. Mas fui surpreendida ao me deparar com uma distopia.
E tenho que admitir: essa temática tem ganhado cada vez mais espaço na minha estante, uma vez que não tenho me decepcionado. E com Adormecida não foi diferente.

Após sessenta e dois anos, Rose Fitzroy foi acordada de um processo químico que a deixou adormecida durante todo este tempo. Ao acordar, ela é informada que é a única herdeira de uma grande empresa. Ao mesmo tempo, descobre que toda sua família está morta junto com todas as pessoas que ela amava.
Rose terá que se adaptar a essa nova realidade e enfrentar os perigos que surgiram por causa do seu retorno.

Apesar dos seus dias no hospital e mais vinte e quatro horas me produzindo, dos monitores de saúde, injeções de vitalidade e um milhão de outros tratamentos que fui submetida, meu cabelo ainda estava liso e quebradiço, minha pele inchada e sensível e meus ossos estavam tão protuberantes que eu parecia um esqueleto dentro de um saco. Minha visão estava turva, a respiração fraca e me sentia enjoada quando tentava comer. Eu me sentia como uma velha. Tecnicamente, eu era. Tinha quase oitenta anos com apenas dezesseis. Nunca passei tanto tempo em estase. p. 14
O fator surpresa foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido nesse livro. Não esperar uma distopia e sim algo mais simples fez com que a leitura fosse ainda mais proveitosa porque descobrir um mundo novo de uma forma inesperada é ainda mais legal. Ainda mais quando este é distópico.
Não sei se isso acontece só comigo, mas toda a tecnologia super desenvolvida sempre me encanta nesses livros. Claro que eu não gosto das conseqüências que ela normalmente traz neles, mas é tão surpreendente como os autores estão conseguindo detalhar cada vez mais possível essa revolução tecnológica! Enfim...

O enredo de Adormecida, apesar de não ser muito original – uma herdeira volta e as pessoas com medo de perder o poder começam a armar coisas contra ela. Nada original –, consegue encantar por causa do sentimento envolvido na trama.
Imaginem a situação: você acorda no futuro com o mesmo corpo e idade que tem hoje e descobre que o mundo inteiro mudou e todos que você conhece morreram? É para acabar com qualquer um.

Isso é ainda mais enfatizado com a narrativa em primeira pessoa, com a Rose narrando todos os seus anseios e expectativas.
Normalmente eu teria achado bem chato um personagem que ficava remoendo toda hora o passado, com medo de encarar o presente. Porém isso não aconteceu com a Rose, uma vez que ela em nenhum momento é retratada como uma garota totalmente frágil.

Mas que escolha eu tinha, presa em um mundo que não era meu, com a minha vida nas mãos de outros? Jantar, falar com uma psicóloga, preparar-me para as aulas. Fiz tudo o que me disseram para fazer. Pois era tudo o que eu podia fazer. p. 30
Algo que eu não gostei foi que as explicações demoraram a surgir no livro. O termo estase – que era usado para designar o período em ela passava adormecida por causa do processo químico – ficou suspenso até que o próprio contexto te disse o que ele significava para então, só após disso, vir a explicação propriamente dita.

Apesar desse pequeno fato, não me decepcionei com o livro. Inclusive, li que nem uma desesperada a segunda metade do livro, precisava saber o que ia acontecer. E preciso confessar: eu chorei nas últimas páginas. Não que o livro seja tão emotivo, mas é que eu acabei me envolvendo tanto na história da Rose e dos personagens secundários que eu adorei aquele final.

Um livro mais do que indicado para aqueles que estão à procura de uma excelente distopia ou até mesmo um romance. Tenho certeza que vocês não irão se decepcionar.

18/11/2012

Lançamentos #19: Editora Seguinte

Título: Quem poderia ser a uma hora dessas?
Autor: Lemony Snicket
Páginas: 240

Em uma cidade decadente, onde se criam polvos para a produção de tinta, onde há uma floresta de algas marinhas e onde um dia funcionou uma redação de jornal em um farol, um jovem Lemony Snicket começa o seu aprendizado em uma organização misteriosa. Ele vai atender seu primeiro cliente e tentar solucionar o seu primeiro crime, aos comandos de uma tutora que chama carro de “esportivo” e assina bilhetes secretos. Lá, ele vai cair na árvore errada, vai entrar no portão errado, destruir a biblioteca errada, e encontrar as respostas erradas para as perguntas erradas - que nunca deveriam ter passado pela cabeça dele. Ele escreveu um relato sobre tudo o que se passou, que não deveria ser publicado, em quatro volumes que não deveriam ser lidos. Este é o primeiro deles.

Título: Nada é para sempre
Autora: Ali Cronin
Páginas: 256
Série: Garota <3 Garoto
Quatro garotas e três garotos de dezoito anos. Prepare-se para acompanhar seu emocionante último ano na escola... Cass é a namorada fiel. Ashley não leva nada a sério. Donna é festeira. Ollie é mulherengo. Jack é esportista. Rich talvez seja gay. Mas e Sarah? Os amigos sempre tiram sarro por ser certinha demais, mas ela só está esperando pelo cara certo . e agora tem certeza de que o encontrou. Será que ele sente a mesma coisa? Ou tudo não passa de uma paixão de verão?




Título: Uma garrafa no mar de Gaza
Autora: Valérie Zenatti
Páginas: 128
Um homem-bomba se explodiu dentro de um café em Jerusalém. Seis corpos foram encontrados. Uma garota, que se casaria naquele dia, morreu junto com o pai "algumas horas antes de vestir seu lindo vestido branco". E Tal não consegue parar de pensar em tudo isso. Tal é uma israelense que, como toda garota de dezessete anos, vive suas primeiras experiências - o primeiro grande amor, as primeiras escolhas profissionais e também o primeiro atentado. Depois de vivenciar esse momento trágico, ela escreve uma carta a um palestino imaginário, coloca em uma garrafa e pede ao irmão, que presta o serviço militar perto de Gaza, para lançá-la ao mar. Algumas semanas depois, recebe a resposta de um certo "Gazaman"...

16/11/2012

Resenha: Toda Garota Quer

Título: Toda Garota Quer
Autora: Larissa Siriani
Editora: Clube dos Autores
Páginas: 93

Dora tem 17 anos,acabou de terminar o colegial e é uma garota completamente frustrada. Depois do fim do seu relacionamento com o garoto supostamente perfeito, mais o fato de que o seu futuro parece completamente errado pra ela, tudo o que ela mais quer é recomeçar e esfriar a cabeça. Pra isso, vai parar sozinha em Ilhabela, para uma semana de sossego. Estes eram os planos. Antes, é claro, de ela conhecer Tomáz. Ele é tudo o que ela - e qualquer uma! - morre pra ter, mas será que Dora está pronta pra outra?

Antes de começar a ler Toda Garota Quer, estava há mais de uma semana sem tocar em um livro. Não por não querer, mas por simples falta de tempo. Queria algum livro gostoso, que não fosse pesado e nem tão grande. Preciso dizer fiz uma ótima escolha. O livro é fofo, me conquistou, me fez chorar, me fez sorrir... Tudo isso em menos de 40 minutos, tempo que eu levei para ler o livro.

Dora está arrasada por causa do término de seu namoro com Jake. Por causa disso, ao término de suas aulas, ela resolve fazer uma viagem sozinha para tentar superar essa situação. É nessa viagem para Ilhabela, no litoral de São Paulo, que ela conhece Tomáz, um garoto que parece vindo diretamente de seus sonhos.

Respirei fundo e não deixei nenhuma lágrima cair. Eu não ia sofrer por ele, por quem não merecia. Eu era mais forte que isso, tinha certeza. O Jake não valia a pena, e depois de uma semana completamente sozinha eu conseguiria me provar isso. E eu ia superar. Só precisava querer. p. 8
Como eu estava precisando ler algum livro no estilo conto de fadas! Depois de uma super decepção com a trilogia My Land, eu precisava de algum livro que me agradasse urgentemente antes que eu caísse em mais uma ressaca literária que eu não teria certeza de quando iria acabar. E felizmente Toda Garota Quer caiu perfeitamente bem para o momento.

Apesar de ser bem curtinho e falar especificamente sobre essa semana da Dora em Ilhabela, o livro me conquistou totalmente. Sim, ele pode ser um pouco fantasioso demais, com personagens perfeitos demais um para o outro, mas e daí? Quem não gosta de uma história assim de vez em quando?

E como eu fiquei fantasiando nos minutos em que lia o livro! Acho que toda garota já quis um garoto igual ao Tomáz (pegaram o trocadilho com o título?) e isso fez com que o enredo se tornasse ainda mais fofo e conquistador. Não tinha nem como não ficar suspirando a cada página, a cada capítulo.

O motivo principal de isso ter acontecido foi a simplicidade que cerca a trama. Não encontramos nada de muito original, mas é essa a graça. É tudo clichê e acontece da exata forma como você imagina que vai acontecer, mas não é decepcionante como poderia acontecer com outro livro que tivesse o enredo parecido, mas não tão bem amarrado quanto este.

Eu estava convicta de que Tomáz me entenderia de alguma maneira. Parecíamos ligados de alguma maneira, como se toda aquela coincidência bizarra fosse só um empurrão para justificar que nós tínhamos que nos encontrar de algum modo. Ele era mais amigo e mais compreensivo do que eu estava acostumada. p. 21
Apesar de eu ter achado a Dora um pouco chata em algumas situações, pelo fato de o livro ser bem pequeno, isso não ficou muito destacado, o que foi um super alívio, afinal, não queria me decepcionar com um livro que foi tão gostoso de ser lido.

Toda Garota Quer é altamente recomendado para aqueles que adoram um conto de fadas, um romance bem meloso e gostosinho de ser lido. Não se preocupem se vocês ficarem sonhando depois, isso é uma consequência bem legal de se ter. 

14/11/2012

Biografias #11: Anne Tyler


Anne Tyler nasceu no dia 25 de outubro de 1941 em Minnesota, nos Estados Unidos. Mora em na cidade de Baltimore, onde a maioria dos seus romances é retratado.
É considerada uma romancista notável e frequentemente está na lista dos livros mais vendidos dos Estados Unidos, apesar de raramente aparecer em público.
Os seus livros geralmente retratam uma luta dos personagens para conseguir um auto-conhecimento e frequentemente isso é misturado com um drama.
Seu romance Breathing Lessons ganhou o prêmio Pulitzer, um dos prêmios mais importantes da literatura. Outros de seus romances já tiveram indicações para esse prêmio, como The Accidental Tourist Dinner at the Homesick Restaurant.
O último livro da autora lançado no Brasil é O Começo do Adeus, lançado pela editora Novo Conceito.

  • Leia a resenha de A Escada dos Anos, um lindo romance da Tyler.

11/11/2012

Resenha: Sombra

Título: Sombra
Autora: Elena P. Melodia
Editora: Suma de Letras
Série: My Land #2
Páginas: 340

No segundo capítulo da trilogia da escritora italiana Elena P. Melodia, que terá seu desfecho com o livro Luz, a trama segue, envolta por mistérios, a todo vapor. Logo nas primeiras páginas, Alma recobra a consciência no piso de madeira de uma papelaria. Incrédula, com a cabeça doendo, a protagonista depara-se, a seu lado, com o corpo morto do velho dono da loja. Não há dúvidas: trata-se da nona vítima dos Master, criaturas saídas de um mundo maléfico que lançam sua sombra sobre a cidade. A jovem não tem outra saída a não ser fugir. Morgan, o enigmático rapaz de olhos cor de violeta, o único que parecia compreendê-la, não está ao seu lado e seu paradeiro é desconhecido. Sem ele, a protagonista sente-se perdida. E questiona-se sobre quando foi a última vez que se sentiu feliz e como é possível que, aos 17 anos, nunca tenha se sentido atraída por alguém antes de Morgan. As respostas estão relacionadas à sua própria identidade e natureza. Alma não decifra a fotografia de uma menina absolutamente idêntica a ela e se pergunta: seria apenas uma sósia ou algo mais sinistro? Os mistérios não se encerram por aí. Morgan, seu confidente desaparecido, ressurge. Ele marca um encontro com a amiga num esconderijo subterrâneo debaixo de um velho aqueduto. Teria algo a ver com os assassinatos que ocorrem na cidade? Ou com as vozes na cabeça de Alma? O que a jovem não espera é que todos os mistérios ao redor, que a intrigam e amedrontam, são indícios de algo ainda mais surpreendente e que apontam para a própria origem de Alma e de seu amigo. 

Assim que terminei de ler Escuridão, fui logo ler a continuação, aproveitando que já tinha aqui comigo. Como já tinha citado na outra resenha, esse livro estava mantendo o nível do primeiro, mas de alguma forma ele conseguiu me decepcionar ainda mais.

Em Sombra, Alma está prestes a descobrir o motivo de todos os seus contos premonitórios. Tudo o que ela considera normal está indo por água abaixo e a única coisa que a liga é sua vida antiga é Morgan, que também é a porta para o seu temido futuro.

Sinto o chão sumir debaixo dos meus pés. Minha cabeça gira tão forte que não consigo mais nem saber onde estou. p. 143
Eu realmente pensei que esse livro iria fazer com que eu tivesse aquela vontade de ler o último livro da trilogia, mas aconteceu justamente o contrário. Foi uma decepção tão grande que não faço questão de terminar.

Não se iludam: a explicação para a Alma ter os contos premonitórios não é original. Simples assim. Era algo que eu já esperava desde que li a sinopse do primeiro livro e em nada me surpreendeu. Imaginem a minha decepção ao perceber que a autora não conseguiu fazer algo diferente?

Uma coisa que me agradou é que nesse livro o romance é um pouquinho mais acentuado. Não é lá essas coisas – o que é explicado no livro – mas foi o que me agradou em Sombra. De resto, nada me chamou tanto a atenção. A Alma continua aquela personagem que apesar de ser interessante é sem sal e não muda nem evolui em nada nesse.

A evolução do enredo é algo que nem se nota. Você não chega a um clímax; o enredo segue um mesmo nível durante todo o livro e isso também não foi legal. Ao terminar de ler, foi como se não tivesse acontecido nada que realmente valesse a pena ficar pensando depois ou que me deixasse com vontade de saber o que vai acontecer depois daquilo.

Aperto os dentes, anulo os pensamentos, fecho os lábios. A água lambe meus ombros bem na base do pescoço. Não sinto mais nada, nem meu corpo, nem minha mente. O terror desapareceu. Tudo é silêncio e paz, pela primeira vez desde que cheguei nesta terra. p. 222
Infelizmente não foi um livro tão legal. Me arrisco a dizer que Escuridão, o livro introdutório foi melhor do que a continuação. Acho essa é a primeira vez que isso acontece comigo e foi uma grande decepção.

Como disse no começo da resenha, não tenho intenção de ler o último livro da trilogia, a não ser que ele eventualmente apareça aqui em casa e eu não tenha nada além para ler. É uma pena, mas eu não realmente não gostei. :(

Resultado: Promoção de 1 ano do Estante Vertical

Oi pessoal! Depois de muita ansiedade, muita gente me pedindo e até implorando pelo resultado da promoção de 1 ano do blog, chegou a hora! 
Vamos conhecer os sortudos?



07/11/2012

A necessidade de um livro



Não sei se vocês são como eu. Sou daquelas pessoas que têm manias irreparáveis. Adoro ter uma espécie de padrão nos meus horários, de seguir uma rotina.
Mas nas últimas semanas, reparei em algo que até então eu nunca tinha me dado conta. Não sei se todos já souberam por aí, mas nas duas últimas semanas eu estava em época de provas, e como todos sabem, sempre temos aquele pequeno desespero para recuperar as notas.
Por causa disso, eu sabia que não iria dar tempo de ler nada. Com duas provas por dia, incluindo matérias técnicas – eu faço Ensino Médio Integrado ao Técnico em Automação Industrial (ufa!) –, sabia que a situação iria ser bem complicada.
Mas, mesmo assim, todos os dias eu levava o livro que eu estava lendo no momento para a escola. Mesmo sabendo que eu não iria lê-lo.
Eu tenho essa necessidade de sempre levar algum livro comigo e, até então, era uma coisa que passava despercebida. Até que um amigo notou e me perguntou: por que você está carregando mais peso se você não vai ler?
Não sei explicar isso, mas é reconfortante ter um livro sempre ali por perto. Pelo menos para mim é muito ruim ter vontade de ler algo e não ter nenhum livro próximo.
Estou passando por mais uma semana atarefada e o meu companheiro não sai da minha mochila. Está sempre ali, me esperando, caso eu o queira.

E vocês? Também sentem essa necessidade?

05/11/2012

Promoção: Natal Literário

Olá pessoal!
Os blogs Blog do Balaio, Estante Vertical, Jornalismo na Alma e Livros e Chocolate se uniram nessa promoção super bacana para presentear um único sortudo (ou sortuda) com quatro livros! Super presente de Natal!!

E para participar é super fácil:


  • Basta seguir os quatro blogs publicamente pelo GFC
  • Residir no Brasil
  • Comentar na postagem promocional
  • E preencher o formulário abaixo:


02/11/2012

Resenha: Escuridão

Título: Escuridão
Autora: Elena P. Melodia
Editora: Suma das Letras
Série: My Land #1
Páginas: 332

Alma tem 17 anos, e nada em sua vida difere das meninas de sua idade: escola, programas com seu grupo de amigas, tédio e impaciência na relação com a família. Até o dia em que vê um caderno roxo numa vitrine e, por puro impulso, o compra. A partir daí, acontecimentos horripilantes começam a se suceder. Todos descritos em detalhes nas páginas do caderno...antes de acontecerem. Com a letra dela. Que não se lembra de ter escrito nada. Quem é Alma, na verdade? Quem é Morgan, seu misterioso amigo de escola, que parece ter respostas para o que está acontecendo? E como impedir que as forças do mal se aproximem dela e de quem ela ama?

Sempre que eu leio algum livro muito pesado, como foi o caso de Lolita, eu preciso ler um livro um pouco mais leve. Também não costumo exagerar: se eu pegar um chick-lit depois de um livro que me marcou tanto, com certeza o chick-lit vai se tornar uma leitura superficial demais e eu não vou gostar.
Resolvi então pegar um livro que parecia ser um sobrenatural um pouco mais pesadinho, só que foi totalmente diferente do que eu esperava. E acabou se enquadrando na categoria: “é bom, mas...”.

Alma é uma garota de 17 anos e é considerada por muitos a mais bonita da escola. Sua vida muda drasticamente quando ela compra um caderno e começa a escrever nele contos sobre mortes de pessoas desconhecidas enquanto está dormindo. O pesadelo vem à tona quando ela descobre que seus contos estão virando realidade e ela precisa descobrir o que está causando isto.

Acordo sobressaltada. Tudo escuro.
Que horas serão?
O despertador marca meia-noite. Acendo a luz e vejo meu caderno roxo. Está ali no chão, ao pé da cama, na mesma posição em que o deixei.
Como se esperasse por mim, com aquela página cheia de uma caligrafia que não me lembro de ter escrito. p. 27
Eu pensei que, por ser o primeiro livro de uma trilogia, ele seria mais introdutório. Bom, em muitos aspectos ele é, porém não se resume a isso. Muitas coisas já são reveladas nesse primeiro livro, o que me deixou super empolgada, pois eu não via isso há muito tempo em trilogias. Ponto positivo!

Mas, pra mim, o livro poderia ser reduzido pela metade. Muitos capítulos ficaram meio que soltos no livro, com os pensamentos e sentimentos da Alma. Não é algo cansativo, de ficar três capítulos diretos só nisso. Mas em algumas situações você para e pensa: “isso é tão desnecessário!”, como se aqueles capítulos estivessem ali só para encher as páginas, entendem?

Como disse no começo, pensei que o livro fosse ser um pouco mais pesado, o que infelizmente não é. Pelo menos não esse primeiro livro. Os contos e as situações das mortes é que o tem de mais pesado nele. Isso me deixou um pouco decepcionada, tenho que admitir, pois não esperava ter que lidar com adolescentes cheios de dúvidas logo depois de ter lido Lolita.

Depois de ter escrito o primeiro conto, iludi-me que se tratasse de um horrível engano, de uma obscura coincidência do destino, de uma brincadeira cruel do meu sonambulismo. Mas agora não posso mais fingir que não é nada. Alguém ou alguma coisa está me atraindo para sua armadilha de horrores. Sinto como se fosse uma marionete em suas mãos de morte. p. 173
Mas, apesar das dúvidas de adolescente e dos capítulos remanescentes com as coisas da Alma, eu estava sentindo falta de me envolver tanto com uma narrativa de primeira pessoa. Não que eu goste da protagonista – não gosto nem desgosto –, mas ela tem algo que me atraiu, e é por isso que eu considero o livro bom, uma vez que o enredo em si não é algo muito original.

Uma boa leitura, mas não passa disso. Já estou lendo o segundo livro da trilogia – Sombra – e está no mesmo nível deste. Mas isso fica para outra resenha, certo?

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Vocês devem ter percebido que eu sumi nos últimos dias, não é verdade? Estava super enrolada com as provas da escola e isso acabou tirando todo o meu tempo.
Mas fiquem tranquilos, já estou voltando com tudo!