31/12/2013

Retrospectiva Literária 2013

Adeus ano velho, feliz ano novo... Que tudo se realize no ano que vai nascer!
Passaram as músicas de Natal e chegaram as de Ano Novo, não é? 
Para entrar em 2014 com o pé direito, nada melhor do que relembrar as coisas boas que aconteceram nesse ano de 2013, não é? No meu caso, as LEITURAS que marcaram o ano. Sejam bem-vindos a minha retrospectiva literária! A retrospectiva é ideia da Angélica, do blog Pensamento Tangencial. <3
Essa semana serão vários posts mostrando tudo o que aconteceu por aqui, fiquem preparados! 
Mas vamos deixar de papo furado e começar?

28/12/2013

TAG: Árvore Literária

Olá pessoal! :)
Há tanto tempo eu não respondia uma tag que eu fiquei até com medo de fazer essa de forma totalmente errada! hahaha
Mas, como já estamos naquele clima de final de ano, nada melhor do que uma que já comece com aquela retrospectiva de 2013, não é mesmo?
Essa tag foi criada pela Lí Correia, do Livros com Pipoca e eu fui indicada pelo Luke do Eu Conto Depois.

As regrinhas são básicas:

- Responder as perguntas;
- Colocar o selinho no seu blog;
- Indicar mais outros seis blogs.
- Dizer que quem criou a tag foi a Lí Correia do blog Livros com Pipoca.

Vamos lá!

26/12/2013

Resenha: Infinity Ring #2 - Dividir e Conquistar

Título: Infinity Ring #2 - Dividir e Conquistar
Autora: Carrie Ryan
Editora: Seguinte
Páginas: 216
Depois de garantirem que Colombo descobrisse a América e que a Revolução Francesa fosse um sucesso, Dak, Riq e Sera viajam com o Anel do Infinito para tentar corrigir mais uma falha histórica e salvar a humanidade. O cenário agora é a Paris medieval, e centenas de navios tripulados por guerreiros vikings estão cercando a região, prontos para exigir que a população se renda. Sem saber ao certo que caminho tomar, os três jovens acabam causando uma guerra entre os parisienses e os nórdicos invasores, e se preparam para defender a cidade. Mas a situação se complica quando Dak é capturado e forçado a lutar junto ao exército adversário. Em meio a chuvas de flechas, jatos de óleo quente e ataques de catapultas, os três viajantes só conseguirão sair vivos - e continuar sua missão de restituir a ordem do mundo - se encontrarem um aliado entre os soldados inimigos mais ferozes da história. 


Se tem uma série que eu adorei conhecer em 2013, essa foi Infinity Ring. Não é segredo para ninguém que eu adoro infanto-juvenis e que, assim que comecei a ler essa série, senti uma super identificação. Além disso, eu não podia conter a minha curiosidade, pois precisava saber se esse padrão da série ter um autor diferente por livro iria dar certo assim como deu em The 39 Clues, outra série que segue esse tipo de construção. Por isso fiquei com certo receio ao pegar Dividir e conquistar, porque tinha gostado tanto do primeiro livro – Um motim no tempo – que talvez minha decepção fosse grande ao ver personagens queridos contados por outro autor. Mas não é que meu receio era totalmente infundado?

Dak, Sera e Riq agora estão na Paris medieval e eles precisam corrigir mais uma fratura para que a humanidade dos tempos de hoje seja salva. Nessa fratura, os três se deparam com os vikings, que estão cercando a região parisiense para tomá-la como sua. É nisso que os três amigos se veem no meio de uma guerra de proporções gigantescas e toda a situação piora quando Dak é capturado pelos vikings. Agora eles terão que fazer de tudo para encontrar alguém que os ajude a salvar não só a vida de Dak, mas de todas as pessoas envolvidas.

Até então, as viagens no tempo tinham proporcionado um perigo mortal atrás do outro. Começando pela primeira viagem de todas, quando Dak e Sera viajaram com os pais de Dak para testar o Anel do Infinito novinho em folha. Eles foram marar no meio d euma batalha da Guerra de Independência dos Estados Unidos, com homens uniformizados correndo na direção deles segurando baionetas engatilhadas. Por pouco não acabaram todos mortos. p. 11

Imaginem a seguinte situação: você se apaixona por um livro e quer muito ler a continuação, mas ela será escrita por um autor diferente. É normal ter medo de que ele vá estragar tudo, não é? Foi isso o que eu senti quando soube, bem antes de começar a ler a série, que ela teria um autor por livro e piorou quando li e amei Um motim no tempo. Mas, mesmo assim, encarei o segundo livro. E não é que a autora Carrie Ryan conseguiu convencer? Sim, foi uma mudança brusca no ritmo do livro, mas nada que me fizesse deixar de eleger essa série como uma das minhas maiores descobertas do ano.

Por ser escrita por vários autores, é lógico que a narrativa vai se alterar de um livro para o outro. No caso de Dividir e Conquistar, essa mudança é notável e, para mim, isso foi um choque e também não me conquistou muito, porque, apesar de tentar manter o ritmo de ação do primeiro livro, a continuação é um pouco mais morna. A autora dá um foco maior para lado pessoal dos personagens do que para a aventura que envolve o conserto das fraturas e isso acabou tirando um pouco do brilho que eu senti em Um motim no tempo e que esperava que fosse ainda maior na continuação.

Isso porque eu senti que a autora mudou muito as características dos personagens. No primeiro, temos Sera, uma personagem feminina inteligente e muito forte que está pronta para o que der e vier. Já no segundo, vemos um lado mais delicado, uma delineação bem mais feminina. Já Dak continua curioso e engraçado, mas de uma forma um pouco mais forçada. Gostei do destaque que Riq ganhou por causa das reminiscências que ele e Sera enfrentam. Por mais que eu tenha gostado de ver esse lado dos personagens, eu ainda preferia aqueles que eu conheci antes, pois personagens daquele jeito – fortes, engraçados, corajosos – estão em falta nos livros atuais.

Quando Dak disse a Sera que havia mais de trinta mil vikings do outro lado do rio, ela não entendeu de imediato o que aquilo significava. Agora que estava no alto do Grand Châteler – uma enorme torre de madeira na área continental, que protegia a ponte ao norte da ilha da cidade – a ficha caiu. Com tudo. p. 37
Mas é claro que, por mais que tenha esse foco mais pessoal, temos sim a parte da ação. O cerco à Paris foi muito bem retratado e eu achei muito legal ver a cultura dos vikings ganhando um destaque maior, coisa que quase não vemos em livros de ficção. E, como eu não sabia absolutamente nada sobre os vikings, Dividir e conquistar se tornou não só uma forma de entretenimento, mas também de informação. Não só esse, mas aconteceu isso também com Um motim no tempo e essa é uma das principais razões para eu adorar a série.

Dividir e conquistar poderia ter sido melhor, mas não deixou de encantar. Percebemos um lado diferente dos personagens e, embora a ação não tenha sido tudo aquilo que foi em seu antecessor, consegue envolver e nos deixar super curiosos para saber o que acontecerá no final de tudo. Afinal, um infanto-juvenil que envolve aventura e viagem no tempo não poderia ser diferente, não é? Uma das minhas melhores descobertas em 2013. Vale muito, muito, muito a pena ler! 

25/12/2013

5 dicas de livros natalinos

Então é Natal e o que você fez? O ano termina e nasce outra vez...
Essas músicas sempre veem à nossa cabeça quando estamos no clima de Natal, não é mesmo? Mas... Que tal complementar esse dia com um livro que contenha um pouco da temática? Venham conferir essas cinco dicas especiais que eu separei para vocês!

Título: Em casa para o natal
Autora: Cally Taylor
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 350
Ela tem a vida quase perfeita. Seu único desgosto é nunca ter ouvido as três palavras mágicas: eu amo você. Assim como em seu primeiro livro, O céu vai ter que esperar!, Cally Taylor, no divertido Em casa para o Natal, une com maestria romance e comédia, mas, desta vez, com uma diferença: na época mais especial do ano, o Natal. Quando lançado na Grã-Bretanha, fez enorme sucesso, figurando nas principais listas de mais vendidos.
Beth Prince sempre adorou contos de fadas e acredita que está prestes a viver um final feliz: tem o emprego dos sonhos em um charmoso cinema independente e um namorado maravilhoso chamado Aiden. Ela faz parte de um grupo privilegiado de pessoas que trabalha com o que ama, e o entusiasmo pelos filmes intensifica a busca por seu próprio “felizes para sempre”. Só há um problema: nenhum homem jamais declarou seu amor por ela. E, apesar de acreditar que Aiden é o príncipe encantado, a protagonista desconfia de que ele tem medo de dizer “eu amo você”. Desesperada para escutar essas palavras mágicas pela primeira vez, ela resolve assumir as rédeas do destino — e acaba se arrependendo.

24/12/2013

Promoção: Cadê você Bernadette?


Olá pessoal! Chegou ao fim nossa Semana Companhia das Letras, adoramos realizá-la e muito obrigada pela participação de todos vocês! Agora chegou a hora que todos amam, promoção! E o livro escolhido, foi um que tem sido muito elogiado e que nós também adoramos, Cadê você Bernadette?
Não há regras obrigatórias, a primeira entrada é livre. A única regra na verdade, é ter endereço de entrega no Brasil. 
Então participem, cruzem os dedos e torçam muito!


Cadê vocês, blogueiras?



Olá leitores! Tivemos alguns probleminhas técnicos (leia-se: internet ruim - feriados, como sempre!) e não conseguimos gravar nosso bate-papo sobre Cadê você Bernadette?. Mas não se preocupem, nós resolvemos fazer um post que tenha a ver com o livro.
Se nós fugíssemos, para onde iriamos? E se pudéssemos fugir para a história de um livro, qual seria? 
Confiram abaixo para quais livros eu e a Daine gostaríamos de fugir.

Promoção: 1 ano do Leitores Possessivos


O blog Leitores Possessivos está comemorando 1 ano e é claro que o Estante Vertical não poderia ficar fora dessa festa, não é mesmo?
É por isso que trouxemos essa promoção super bacana para que vocês possam comemorar junto com a gente!
Participem muito, sigam as regras (que estão no Terms & Conditions do formulário*) e boa sorte!

23/12/2013

Resenha: Separados

Título: Separados
Autora: Pauline Alphen
Editora: Seguinte
Páginas: 256
Série: Crônicas de Salicanda #2
No aniversário de treze luadas dos gêmeos Jad e Claris, o castelo de Salicanda estava em chamas. Por sorte, Jad conseguiu escapar do incêndio junto com seu amigo Ugh. E Claris, que tinha saído de casa, retornou a tempo de presenciar a catástrofe, mas não de encontrar Jad.Pela primeira vez separados naquele mundo quase medieval, sem tecnologia mas permeado de magia, no segundo volume da série Crônicas de Salicanda os gêmeos trilham caminhos diferentes, sem saber se um dia se reencontrarão. Enquanto Jad entra em contato com vibrações, cores e sons até então desconhecidos, Claris peregrina por cavernas e florestas e aprende uma nova forma de comunicação. Assim, cada um a seu modo, eles dão início ao aperfeiçoamento de seus talentos e se distanciam cada vez mais daquele tempo chamado infância. 


Pode conter spoilers do primeiro volume da série As Crônicas de Salicanda!

Em 2012, quando li o primeiro livro da série Crônicas de Salicanda intitulado Os Gêmeos (resenha), aquele livro não passou de uma boa leitura, pois foi extremamente cansativa. Por isso fiquei animada quando o segundo volume, Separados, foi lançado. Esperava que ele viesse e me tirasse a má impressão que tive do livro anterior e que o enredo me contagiasse de vez, que o livro enfim tivesse alguma ação. Porém, não foi isso o que aconteceu. Na verdade, Separados foi um livro ainda mais decepcionante e me fez desistir de vez de ler a continuação da série.

No final de Os Gêmeos, um terrível acontecimento deixou o castelo de Salicanda em ruínas. Pessoas queridas para todos morreram e outras desapareceram. É em torno desses desaparecimentos que o enredo se desenvolve: Jad e Ugh vão parar em uma outra dimensão, enquanto Claris, arrasada com as perdas recentes, acaba perdida sem saber quem é. Como estão em uma época quase sem tecnologia, os gêmeos irão aproveitar esse tempo para desenvolver seus talentos únicos.

No dia do décimo terceiro aniversário dos gêmeos, estávamos reunidos na sala de estudos do castelo para o torneio do Jogo dos Mil Caminhos. Um relâmpago entrou lá dentro, cindindo-se em bolas de luz que atravessam o espaço, derrubando pessoas. Já está parecendo loucura, eu sei... Houve pânico. Crianças e adultos caíram no chão. Alguns morreram. (...) Esses são os fatos. p. 16/17
Se eu achei o primeiro livro da série arrastado, esse foi ainda pior. Como vocês bem sabem, livros com longas descrições e que não saem do lugar nunca são os meus livros favoritos. Eis que aconteceu exatamente isso com Separados. A leitura não avançava, eram feitas tantas descrições desnecessárias que vários capítulos poderiam ter sidos resumidos a uma página. Isso tornou a leitura cansativa, arrastada e, por mais que eu quisesse, não conseguia ler muitas páginas de uma só vez, precisava descansar um pouco para então voltar para ele.

Isso se deve ao fato de que a série não me conquistou. No primeiro, quando eu estava começando a realmente curtir os personagens, o livro acabou. Foi por isso que eu precisei dar uma chance para o segundo, por pensar que a Claris e o Jad me envolveriam de vez nesse. Mas, separados, eles não foram assim tão legais. Toda a transição da infância para uma maior maturidade não foi feita de forma que o leitor se visse em tal situação e isso pouco me prendeu. Isso fez com que eu tivesse momentos em que contava quantas páginas faltavam para acabar o capítulo, esperando que algum momento de ação viesse. Mas... Ele não veio.

- Deve haver um elo entre os presságios. Entre o assassinato da Sentinela da Passagem do Dragão, os Vívidos, os dons dos gêmeos e a profecia dos Abdicantes. Isso tudo deve levar ao ataque das esferas durante o torneio... E mesmo antes, historicamente, deve haver um elo... p. 106
O que mais me deixou decepcionada foi que esse livro parece ter sido um “tapa buraco” na trilogia. Sim, os personagens evoluem de certa maneira e isso dá outra visão deles para o leitor, mas, além disso, nada acontece. Não temos nenhuma ação de tirar o fôlego, como aconteceu no final de Os Gêmeos. Apesar de eu ter adorado o foco que a autora Pauline Alphen deu para a história dos Tempos de Antes, tive a sensação de que Separados poderia ter sido facilmente reduzido para capítulos para que esses entrassem no primeiro ou no terceiro livro.

Por mais que eu deteste deixar uma série inacabada, eu irei abandonar as Crônicas de Salicanda. Por mais que eu realmente tenha dado chances, nenhum dos dois livros conseguiu me encantar e, pelo andar da carruagem, ou o último livro seguirá da mesma forma lenta ou então colocará tudo de vez fazendo com que ele fique como uma gama de ideias jogadas. Então, eu realmente não vou me arriscar. É uma fantasia que tinha tudo para me encantar, mas que infelizmente não o fez. Uma pena. 

Promoção: concorra aos livros de John Green!


Olá, leitores! John Green é um dos autores queridinhos da atualidade e agora, no Brasil, temos todos os livros dele publicados! Então imagine você ganhar todos eles de uma vez? Os blogs Carneirismo, Drafts da Nica, Este Já Li , Escondidos no Livro, Estante Vertical e Livros e Citações se uniram para dar este mega presente para um único sortudo. 

22/12/2013

Eu sou Team A Seleção!

No quesito das distopias e do romance, a trilogia A Seleção é um dos grandes sucessos atuais. Ela conta a história de America, uma garota de baixa casta que vai para um concurso para casar com o príncipe de Iléa, Maxon, e se tornar a próxima rainha. Só que ela já é apaixonada por Aspen, um garoto de sua vizinhança. E agora, com quem America irá ficar?


É essa a questão que faz com que todos os fãs fiquem enlouquecidos pelo que vai acontecer no último volume da trilogia, A Escolhida, que tem previsão de lançamento para maio de 2014. Enquanto isso ficamos fazendo apostas para o final dessa tão amada trilogia e, para isso, precisamos de motivos, não é mesmo?
Por isso resolvemos reunir em um só post vários motivos para torcermos por um final específico. Vamos lá?

Promoção: Não Pare! É a sua chance de ganhar um Kindle!


Olá leitores!

Vocês conhecem o livro Não Pare! (resenha) e Não Olhe! da autora nacional FML Pepper? Para encerrar 2013 com chave de ouro e iniciar 2014 com muitas leituras, 30 blogs se reuniram para presentear um leitor com os prêmios:

·        1 leitor digital KINDLE*,
·        1 e-book de NÃO PARE!,
·        1 e-book de NÃO OLHE!,
·        1 camisa de NÃO PARE!,
·        Bottons e marcadores de NÃO PARE!

Resenha: Não Pare!

Título: Não Pare!
Autora: FML Pepper
Páginas: 286
Uma vida normal e tranquila seria tudo que uma adolescente odiaria ter, certo? Não para Nina! Por que tinha que viver como uma nômade (ou fugitiva!), mudando de cidade ou país a cada piscar de olhos? Por que não podia saber nada sobre o paradeiro de seu pai? Por que sua mãe era tão neurótica e supersticiosa? Milhares de perguntas. Nenhuma resposta. O que significavam aqueles estranhos calafrios, acidentes e mortes que insistiam em acontecer ao seu redor? Teriam eles alguma ligação com o seu defeito de nascença? Ou seriam causados pelo selvagem bad boy de hipnotizantes olhos azuis-turquesa que costumava aparecer nos momentos mais assustadores? Nina jamais poderia imaginar que aquele garoto sombrio de corpo escultural e fisionomia atormentada lhe abriria os olhos para um universo paralelo. Só ele tinha as respostas para os seus mais íntimos questionamentos, mas cobraria um preço muito alto para fornecê-las: A vida dela!


Um dos grandes sucessos da Amazon, Não Pare! é um livro que vem sendo muito comentado nos últimos tempos. Muita gente dizia que ele era incrível e é claro que eu fiquei super curiosa. Assim que surgiu a oportunidade de lê-lo, não podia recusar. Eu precisava saber o que ele tinha de tão especial. E vou falar a verdade: eu me surpreendi. Inclusive, o livro me fez ficar madrugadas acordada só para saber o que ia acontecer, porque me envolvi de tão forma com o enredo que era impossível desgrudar. Que livro!

Nina Scott leva uma vida de nômade com sua mãe e a todo momento as duas mudam de cidade e ela não aguenta mais isso. A mãe sempre dava a mesma desculpa: as oportunidades de trabalho que não podia perder e a segurança de Nina, que parece sempre atrair o azar. Quando as duas se mudam para Nova York, Kevin e Richard aparecem na vida de Nina. Enquanto o primeiro é um anjo que salvou sua vida, Richard parece sempre querer o pior para ela, só que ela não podia negar a atração que sentia por ele. Em meio a perigos e segredos revelados, ela terá que lutar por sua vida e aprender a lidar com essa atração.

Meu coração, no entanto, oscilava entre o certo e o errado, o morno e o ardente. Kevin era gentil, agradável. Richard me queimava.

Não Pare! é um livro que envolve aqueles clichês de que ninguém consegue fugir: um mundo de fantasia que envolve um romance proibido e muitos mistérios. Mas, vamos ser sinceros, quem não gosta disso? Além disso, FML Pepper conseguiu fazer algo original desse clichê e ainda trazer esses conceitos para um mundo cheio de aventura, em que o desenrolar da trama é sempre crescente: a cada página que passa, ficamos ainda mais envolvidos com tudo o que a autora criou e, enquanto não chegamos ao fim para descobrirmos todos os mistérios, não ficamos satisfeitos.

Isso se deve principalmente ao fato de a autora nos deixar curiosos com todos os mistérios que criou. E, como a ação está presente em cada capítulo e isso torna a leitura bem mais dinâmica, fazendo com que seja fácil ler uma grande quantidade de páginas sem que o enredo te canse. Porém, como estamos falando do primeiro livro de uma trilogia (que até agora conta com dois volumes), tudo é bem introdutório, ou seja, são muitos mistérios que aos poucos vão se revelando e muitos detalhes sobre o novo mundo que Nina descobre que eu acredito que só serão melhor trabalhados no segundo volume da série. Talvez isso faça com a leitura se torne um pouco arrastada para alguns leitores, mas nada que tire o brilho do livro.

Como a narrativa é em primeira pessoa, descobrimos tudo ao mesmo tempo em que nossa protagonista. Ou seja, todos os sentimentos de Nina são passados para o leitor, sejam eles amor, angústia, confusão, culpa ou medo. E isso é feito de forma excepcional, porque esse foi um dos grandes motivos por eu ter me envolvido tanto com a trama. Além disso, a própria construção da personagem é interessante, uma vez que ela não é o estereótipo da garota fraca nem da garota super corajosa. Ela tem seus momentos de fraqueza e de força como todos nós. Isso realmente me deixou encantada.

Só quando estou perto de você é que sinto esta febre abaixar, esta dor acalmar. Como se você fosse minha cura, o meu remédio. Eu não sei o que fazer. Não tenho mais controle de minhas ações.
Mas, apesar de eu ter amado o romance que é construído ao longo do enredo, eu achei o começo um pouco forçado, tanto com Kevin, tanto com Richard. Nas duas situações, tudo aconteceu muito “do nada”, ou seja, não teve uma construção para chegar aos romances, eles simplesmente aconteceram e não deram chance ao leitor para ter aquela torcida, entendem? É claro que, depois que esse choque passa, o romance se torna uma das partes mais deliciosas do livro.

Não Pare! é mais um livro nacional que me surpreendeu. Eu esperava bem menos e encontrei uma obra completa. Não consigo me conter de ansiedade para ler Não Olhe!, segundo livro da trilogia e acredito que será uma das primeiras leituras de 2014. Afinal, a trilogia é uma excelente mistura de fantasia, romance e ação. Se você gosta de qualquer um desses elementos, com certeza irá encontrar um prato cheio. Uma delícia de leitura! 

21/12/2013

Resenha: A menina que fazia nevar

Título: A menina que fazia nevar
Autora: Grace McCleen
Editora: Paralela
Páginas: 312
Todos os dias se parecem na vida que Judith McPherson leva ao lado do pai. Eles têm uma rotina simples e reclusa, numa casa repleta de lembranças da mãe que ela nunca conheceu, e as únicas pessoas com quem convivem são os fiéis da igreja cristã a que pertencem. Judith não tem amigos na escola, onde é alvo de gozações, e para encontrar consolo se refugia no mundo de sucata que construiu em seu quarto. Lá, cada dia é um dia, e a vida pode ser incrivelmente feliz graças a sua imaginação. Basta acreditar que a Terra Gloriosa, como ela chama sua maquete, é realmente o paraíso prometido onde um dia vai viver ao lado da mãe. Aos dez anos, Judith vê o mundo com os olhos da fé, e onde os outros veem mero lixo, ela identifica sinais divinos e uma possibilidade de criar. Assim, constrói bonecos de pano e inventa para eles histórias felizes na Terra Gloriosa. O que nem Judith poderia imaginar é que talvez seu brinquedo seja mais do que uma simples maquete. Pelo menos é o que parece quando ela cobre a Terra Gloriosa de espuma de barbear e a cidade aparece coberta de neve na manhã seguinte. Um pequeno milagre, é assim que ela interpreta esse e outros sinais parecidos. Tão pequeno que muitas pessoas poderiam pensar que não passa de coincidência, mas Judith sabe que milagres nem sempre são grandes, e que reconhecê-los é um dom de poucas pessoas. Longe de ser benéfico, no entanto, esse poder traz consigo uma grande responsabilidade. Afinal, seria certo usar a Terra Gloriosa para se vingar de Neil Lewis, o colega que a maltrata todos os dias na escola? 


Na época em que foi lançado, A Menina Que Fazia Nevar fazia muita gente suspirar por conta da capa maravilhosa. As diversas críticas positivas começaram a surgir, mas foram as negativas que me fizeram adiar a leitura. Sabia que não estava no momento para ler um livro tão sensível quanto esse e que talvez não fosse gostar por conta disso. E foi exatamente isso: tentei lê-lo em outra oportunidade, mas ele simplesmente não fluía. Dei uma nova chance e o livro ganhou um aspecto totalmente diferente para mim. Me tocou e eu estou simplesmente encantada com o que recebi desse livro.

Judith McPherson e seu pai são devotos a Deus e todos os seus dias são dedicados para espalhar Sua palavra. Dentro de seu quarto, Judith construiu com sucata uma cidade chamada Terra Gloriosa, onde tudo parece ser possível de acontecer. O que ela não esperava era que, após fazer certas coisas acontecerem na Terra Gloriosa, elas aconteceriam na vida real. É a partir das consequências desse momento que Judith irá aprender mais sobre Deus e sobre a sua relação com seu pai.

Tudo é possível, em todos os tempos e em todos os lugares e para todos os tipos de gente. Se você acha que não, e só porque não consegue ver como está perto, como só precisa fazer uma coisinha que tudo vai começar a acontecer para você. Milagres não têm que ser coisas grandes e podem acontecer nos lugares mais improváveis; os milagres dão mais certo com as coisas mais simples. p. 33
A Menina Que Fazia Nevar não me encantou logo de cara. Há alguns meses atrás, quando comecei a ler, percebi que, por mais que a princípio o livro parecesse simples, ele iria exigir muito de mim. Com isso, foi uma leitura que eu fui fazendo em doses homeopáticas: sempre que eu me sentia preparada para encarar aquele mundo, lia um pouco e assim foi por muito tempo. E foi exatamente por isso que, logo de cara, eu não consegui me envolver. A leitura me parecia arrastada e eu não conseguia transformar aquele pouco que eu lia em algo mais longo, porque o livro simplesmente não me prendia. Foi aí que eu parei e resolvi focar somente nele. Essa foi uma sábia decisão.

Quando eu resolvi me entregar totalmente ao livro, sua atmosfera me ganhou. A inocência e a sutileza do enredo me atingiram de tal forma que, quando parei e me dei conta, tudo aquilo parecia um iceberg: à primeira vista parece pouco, mas, quando nos damos conta, é muito mais profundo. Como é um livro que lida muito com a fé que pode mudar toda uma vida, aqueles que acreditam e seguem alguma religião, com certeza vão encontrar uma história tocante, que te renova como alguém que crê. Mas, ao mesmo tempo, te deixa em conflito, uma vez que essa fé também pode ser utilizada para coisas ruins como a própria protagonista fez. Ou seja, é um livro de diversas nuances e você precisa se entregar a ele para ter toda a dimensão do enredo.

A própria Judith é uma protagonista que pede muito do leitor, pois ela é uma criança amadurecida demais e isso é perceptível pela narrativa em primeira pessoa. Por ter sido uma garota que foi criada somente pelo pai que não sabe muito bem o que fazer após a morte da tão amada esposa, Judith nunca conheceu um amor incondicional, nunca teve com quem falar. É por isso que sempre recorre a Deus e que constrói a Terra Gloriosa. Ou seja, por mais que ela tenha somente dez anos e sua visão de mundo seja completamente inocente, tudo o que ela passa é uma imensa provação para que ela atinja sua verdadeira fé. Qualquer um que já se viu em uma situação em que tudo deu errado e que ainda assim continuou crendo que algo melhor viria, vai se identificar com a Judith.

Eu sei como é a fé. O mundo no meu quarto é feito dela. Com fé bordei as nuvens. Com fé recortei a lua e as estrelas. Com fé colei tudo junto e fiz todas essas coisas cantarolando. Porque a fé é igual à imaginação. Ela vê uma coisa onde não há nada, dá um salto e de repente você está voando. p. 33
Uma das coisas que eu realmente achei que valeram a pena pelo livro inteiro é como a relação entre Judith e seu pai se desenvolve. Desde o começo somos confrontados com essa relação que é tão quebrada que a qualquer momento pode virar pó e ver como eles crescem e amadurecem diante das coisas com que eles tem que enfrentar só mostra a evolução do livro para um propósito maior e isso é genial.

A menina que fazia nevar acabou se tornando um livro muito especial para mim. Por ser totalmente ligado à religião, ele me fez refletir em como algumas coisas devem ser pensadas antes de serem feitas, em como devemos ter fé naquilo que acreditamos. É um livro que, à primeira vista, parece inocente, mas que acaba tocando quem o lê de uma forma incomparável. Vale a pena, de verdade. 

Promoção: Um ano novo para todos os gostos


Olá leitores, o Estante Vertical se juntou com o Lendo ao Luar para sortear livros que agradaram leitores de todos os tipos. Gosta de Steampunk? Romance? Suspense? Fantasia? Contos? e muito mais? Aqui você encontra! 

Serão 13 livros distribuídos entre 3 ganhadores, o primeiro sorteado leva 5 livros para casa e os outros dois 4, e o melhor de tudo, vocês terão a chance de escolher quais livro se adequam mais ao seu perfil! Legal não?

Mas quais são esses livros? Segue a lista abaixo!

A Corte do Ar | Cadê você, Bernadette? | O Mistério do Chocolate 
As Feiticeiras de East End | O Começo do Adeus | O Breve Verbo 
Um Olhar de Amor | Tudo o que ela sempre quis |De repente, é ele 
O Prisioneiro do Céu | As Crianças Trocadas - A Guerra dos Fae #1
2 exemplares de Amaríssimo

20/12/2013

Cia Cult: dicas de livros da Companhia das Letras

Olá pessoal! Eu e a Daiane tivemos alguns probleminhas na hora de assistir ao filme "As Virgens Suicidas", por isso o post de hoje será diferente, porém nem tanto. As Virgens Suicidas é um clássico da literatura mundial, sendo assim, nós selecionamos alguns títulos clássicos da Companhia das Letras que  já lemos e gostamos, e agora vamos indicar para vocês! São cults que com certeza devem entrar na sua listinha de leitura. Confira:

Durante uma festa em sua casa, Cecilia Lisbon, uma garota de 13 anos se joga de uma janela do segundo andar sobre a cerca de ferro. Como uma maldição, num período de um ano, todas as cinco irmãs Lisbon cometem suicídio. Comprimidos, enforcamento, todas as formas são válidas para que, uma a uma, Lux (14), Bonnie (15), Mary (16) e Therese (17) encontrem seu caminho para a morte.A tragédia marca tanto a rotina da vida local que uma investigação é levada a cabo pelos garotos da vizinhança. Passados 20 anos, eles reúnem um mórbido acervo de evidências, que vão desde entrevistas com parentes até diários e boletins de química. Mas os detetives amadores, determinados a descobrir qual a razão daquelas mortes, lutam para achar as peças deste quebra-cabeça que é a alma feminina.

19/12/2013

Resenha: As Virgens Suicidas

Título: As Virgens Suicidas
Autor: Jeffrey Eugenides
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 232
O cenário é o de um típico subúrbio americano dos anos 70. Mas são as forças de Eros e Thanatos que atuam em As virgens suicidas, envolvendo o leitor numa história original, narrada por uma espécie de coro semelhante ao das tragédias gregas.
Durante uma festa em sua casa, Cecilia Lisbon, uma garota de 13 anos se joga de uma janela do segundo andar sobre a cerca de ferro. Como uma maldição, num período de um ano, todas as cinco irmãs Lisbon cometem suicídio. Comprimidos, enforcamento, todas as formas são válidas para que, uma a uma, Lux (14), Bonnie (15), Mary (16) e Therese (17) encontrem seu caminho para a morte.
A tragédia marca tanto a rotina da vida local que uma investigação é levada a cabo pelos garotos da vizinhança. Passados 20 anos, eles reúnem um mórbido acervo de evidências, que vão desde entrevistas com parentes até diários e boletins de química. Mas os detetives amadores, determinados a descobrir qual a razão daquelas mortes, lutam para achar as peças deste quebra-cabeça que é a alma feminina.


Sempre gosto de alternar minhas leituras. Se eu me prender a um mesmo estilo durante muito tempo, a ressaca literária me atinge (e normalmente é nos piores momentos possíveis). As Virgens Suicidas surgiu nesse contexto: eu estava sentindo falta de um livro um pouco mais forte e, até onde eu sabia sobre esse livro, ele seria perfeito para o meu momento. Porém, não ocorreu como o esperado. Na verdade, apesar de alguns pontos terem me chamado atenção, o livro não me encantou totalmente.

As irmãs Lisbon sempre chamaram atenção da vizinhança. Hoje, anos depois das cinco irmãs terem cometido suicídio, seus vizinhos ainda tentam encontrar razões para explicar o que as teria levado a tal ato. Através de entrevistas com pessoas que viveram na época e presenciaram toda a evolução da tristeza dos Lisbon e também através de provas físicas, As Virgens Suicidas nos mostra o parâmetro de uma família totalmente destruída, de dentro para fora e como isso afetou a todos que conviveram com aquelas pessoas.

Segurando o queixo da menina com delicadeza, o médico perguntou: “O que você está fazendo aqui, meu bem? Você nem tem idade para saber o quanto a vida pode se tornar ruim”.
E foi então que Cecilia forneceu oralmente aquilo que seria sua única forma de bilhete de suicídio, e ainda por cima, um bilhete inútil, porque ela sobreviveria: “É óbvio, doutor”, ela disse, “você nunca foi uma menina de treze anos”. p. 11
Vou falar a verdade para vocês: se eu tivesse lido esse livro em outro momento, talvez eu tivesse uma experiência diferente com ele. Gosto muito de livros mais densos, que retratam uma realidade de uma forma um pouco alternativa àquelas que estamos acostumados a ver. Porém, em As Virgens Suicidas, eu não consegui ter o envolvimento que eu tive em outros livros do gênero. Não consegui passar da superficialidade do enredo e isso fez com que o livro se tornasse bem lento e arrastado do começo ao fim.

Não posso negar que um dos principais motivos que me fizeram lê-lo foi o fato de ele ser considerado um clássico da literatura norte-americana. Como todos nós sabemos, esses livros costumam vir carregados de uma cobrança bem maior para com o leitor. Foi exatamente isso que deu errado aqui: o livro cobrava demais de mim e eu simplesmente não consegui mergulhar na história de cabeça. Foi como se eu estivesse lendo uma história qualquer, sem algo que realmente me prendesse a atenção. Isso aconteceu porque o livro não tem uma narrativa contínua: uma hora estamos no presente, em outras estamos no passado, algumas vezes no mesmo parágrafo. É bem confuso para o leitor, pelo menos enquanto ainda não estamos adaptados ao estilo do autor.

Mas isso não tira o brilho da narrativa de Jeffrey Eugenides. O autor se prende aos detalhes: se algum comentário sobre qualquer coisa nos parece inútil à primeira vista, logo o autor nos surpreende e liga algum fato a este comentário algumas páginas depois. Ou seja, todo o seu enredo é bem amarrado e isso reflete muito em seus personagens: temos uma noção do quanto aquelas pessoas que estão abaladas por conta do tal acontecimento e como praticamente idolatram aquelas irmãs que tiraram sua própria vida, pois, uma vez que são eles que contam a história, não conhecemos o que as Lisbon realmente pensam, o que passam, o que é um prato cheio para as “conspirações de leitores” a respeito da verdade.

O sr. Lisbon insistia em tentar erguer Cecilia com delicadeza, mas mesmo em nossa ignorância sabíamos que não adiantava mais, que os olhos abertos e a boca que se contraía como a de um peixe cravado em um anzol eram apenas os nervos, e que ela havia conseguido, na segunda tentativa, lançar-se para fora do mundo. p. 32
Uma das melhores coisas desse livro são as diversas interpretações que você pode tirar dele: se você olhar por um ponto de vista cultural, vai ver a sociedade americana nos anos 70 em plena transição para os tempos contemporâneos refletido diretamente no comportamento dos personagens; você pode encarar o aspecto humano que os suicídios desencadearam; e, por fim, encarar somente como um entretenimento, uma vez que é sim uma leitura interessante se você se entregar totalmente ao enredo.

As Virgens Suicidas é um livro que eu vou colocar na lista de releituras para um momento mais propício. Ele não me caiu bem agora, mas eu sei que o potencial dele é grande, daqueles que abalam qualquer um que dê uma chance verdadeira ao livro. Se você perceber que o assunto é pesado demais para você como leitor, passe longe dele. Mas, se você gosta e está disposto a ler um livro mais denso, é uma boa dica. Mas lembrem-se: é um livro que exige muito, então estejam preparados. 

18/12/2013

O mundo encantado de Cornelia Funke

Olá pessoal! Nesse terceiro dia da Semana Companhia das Letras, vamos conhecer uma das autoras de maior sucesso no gênero fantasia infantojuvenil, Cornelia Funke.



Cornelia Funke nasceu na Alemanha no dia 10 de dezembro de 1958 e é autora da famosa trilogia Mundo de Tinta e também da série Reckless, que já foram lançados aqui no Brasil, ambas pela editora Companhia das Letras. Ela tem mais de quarenta livros infanto-juvenis escritos e é considerada uma das melhores autoras do gênero atualmente, além de já ter ganhado vários prêmios de expressão dentro do mercado literário.

17/12/2013

Resenha: A Maldição da Pedra

Título: A Maldição da Pedra
Autora: Cornelia Funke
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 248
John Reckless, pai de Jacob e Will, sumiu sem deixar vestígios. Inconformado, Jacob gasta o dia procurando pistas que lhe deem alguma ideia do seu paradeiro. O garoto vasculha cada canto do escritório do pai, até que um dia descobre um espelho que servia como um portal para um mundo mágico - um mundo que lhe oferece a perspectiva de liberdade e aventura. Mantendo segredo do seu achado, Jacob passa cada vez mais tempo do outro lado do espelho. Após 12 anos, o mundo sombrio se torna seu verdadeiro lar, onde tem amigos e inimigos e é reconhecido como um dos melhores caçadores de tesouros que já existiram por ali. Will, o caçula, sente falta do irmão e estranha aqueles sumiços prolongados. Um dia, consegue burlar sua constante vigilância e o segue através do espelho, ato que tem uma consequência terrível. Ferido pelos goyls - homens frios e violentos, que têm pele de pedra e olhos de ouro -, ele acaba vítima de uma maldição: vai se transformando lenta e dolorosamente em uma dessas sinistras criaturas. 

Aclamada por muitos adoradores de fantasia, Cornelia Funke sempre foi uma das autoras que eu tinha na cabeça que eu precisava ler. Eram tantos os elogios que, assim que A Maldição da Pedra chegou aqui, fiquei tão animada que tive que adiar um pouco a leitura para que isso não atrapalhasse o andamento da leitura. Mas, vou falar a verdade: nem minhas altas expectativas poderiam tirar o brilho da narrativa da Cornelia e nem da facilidade com que ela cria e nos guia por outro mundo. Estou encantada e talvez por isso minha resenha saia um pouco tendenciosa, mas eu simplesmente não posso evitar. Eu adorei!

Jacob Reckless sempre quis descobrir o que tinha acontecido com seu pai, que havia sumido inexplicavelmente. Para tentar achar respostas, ele ia escondido ao escritório imaculado que ele deixara para trás. Em uma dessas visitas, ele descobre um mundo totalmente novo atrás de um espelho, onde criaturas mágicas convivem com humanos. Durante muitos anos, é lá que Jacob passa a maior parte do seu tempo. Só que, em uma vez, ele não persegue que seu irmão Will o seguira. Will é atingido por uma maldição que o transformará em uma criatura de pedra. Agora Jacob terá que correr para achar uma solução antes que seja tarde demais.

Will gemeu no sono. A pele humana não cedia lugar à pedra sem relutância, e Jacob sentia a dor como se fosse sua. Era comente por amor ao irmão que ele sempre voltava ao outro mundo, embora suas visitas ficassem mais raras a cada ano. (...)
Um erro, Jacob.  
Ele iria repará-lo. p. 15/16
Sempre gostei muito de fantasia, mas ultimamente não tenho tido tempo de ler a temática em sua forma mais pura. Essa chance veio com A Maldição da Pedra e não poderia ter feito escolha melhor. Porém, não é verdade se eu disser que foi um livro que me encantou logo de cara. No começo o leitor é bombardeado com informações sobre o Mundo dos Espelhos e, como ainda não dá para saber o que exatamente é aquilo que a Cornelia está falando, me senti completamente confusa. Eram tantos detalhes que eu fiquei receosa de perder alguma coisa e, por isso, foi difícil começar e ler muitas páginas de uma só vez porque esse excesso faz com que o enredo se arraste um pouco.

Porém, depois de toda essa ambientação com a qual temos que lidar, todo o enredo flui melhor. Como são capítulos pequenos, a dinâmica é mais perceptível e os personagens passam a ser mais cativantes. A partir desse momento, mundo criado por Cornelia Funke nos envolve de tal maneira que tudo aquilo que ela criou passa a ser visto como algo que realmente poderia acontecer e não há momento em que não ficamos torcendo para que tudo dê certo para Jacob e seu irmão. Mas tenho que avisá-los de uma coisa: esse é um livro juvenil, ou seja, não esperem grandes feitos ou um desfecho inesperado ou ele vai acabar sendo uma decepção. Fora isso, se você se deixar levar pelas situações criadas pela autora, tudo vai se encaixar e tornar o livro delicioso.

Um dos grandes trunfos da autora foi saber utilizar seus personagens e suas emoções – e a falta delas. Isso faz com que todos eles evoluam ao longo do enredo e, aqueles que conhecemos no começo do livro já não são as mesmas pessoas com as quais nos deparamos no final, pois tudo entra em conflito: amor, amizade, família, medo, culpa. É isso o que faz com que a empatia do leitor com os personagens aumente. E, uma coisa que eu estou esperando e muito, é que a autora foque ainda mais nisso na continuação, que, pelo que eu li até agora, é melhor ainda que esse.

Que espécie de mundo é este?, seu rosto perguntava quando ela olhou para Jacob. Se o pelo pode virar pele e a pele pode virar pedra, o que resta então? Medo. Perplexidade. E encantamento. Era possível encontrar tudo isso em seu olhar. p. 69
Eu não podia deixar de falar também sobre os aspectos físicos do livro. Além de uma capa metalizada, todo o livro é cheio de ilustrações feitas pela própria autora. Ou seja, não tem como ser mais condizente com o que ela criou, não é mesmo? Mas uma coisa que eu não gostei foi do tamanho da fonte do livro, que é pequena demais e atrapalha durante a leitura. Tudo bem que é só um detalhe diante de tudo que o livro tem, mas ainda assim foi bastante desconfortável.


A Maldição da Pedra veio e cumpriu o que propôs. Me envolveu de tal forma que agora eu estou muito curiosa para saber o que vai acontecer na continuação (mesmo que eu tenha prometido não entrar em mais séries esse ano). Por mais que o livro seja totalmente juvenil, se você gosta de uma boa aventura, vai encontrá-la e ainda de quebra vai contar com a narrativa excelente da Cornelia Funke. Se você ainda não leu nada da autora, vá por mim: você deveria dar uma chance logo, o mais breve possível! 

Confira a resenha de Sombras Vivas, segundo volume da série Reckless, no blog No Universo da Literatura clicando aqui.

16/12/2013

Semana Companhia das Letras

Oi pessoal! Os blogs No Universo da Literatura e Estante Vertical se uniram para proporcionar aos seus leitores uma semana inteira dedica a nossa Editora parceira Companhia das Letras, e seus selos: Paralela e Seguinte. Teremos resenhas de diversos gêneros e estilos para todos os gostos, textos, bate-papo e claro, sorteio!
Abaixo está toda a programação, a medida que formos publicando os posts, os links serão acrescentados. Então fiquem ligados nos blogs e acompanhem nossa semana Companhia das Letras! 




Programação:
Acompanhem os blogs e fiquem por dentro dessa semana recheada de coisa boa!

15/12/2013

Resenha: As Regras do Amor

Título: As Regras do Amor
Autora: Pamela Wells
Editora: Galera
Páginas: 336
Três términos de namoro. Quatro amigas. Vinte nove regras para enfrentar uma desilusão amorosa. Sydney, Raven, Kelly e Alexia são inseparáveis. Até que nas vésperas do Dia dos namorados, três das meninas compartilham o azar de serem dispensadas pelos seus respectivos amores. Drew – com seus belos olhos azuis – dá um fim no namoro de dois anos com Sydney. Raven não consegue escolher entre Caleb e Horace. Então, de uma hora para outra, acaba ficando sem ninguém. O seminamorado de Kelly, Will, tem planos para o Dia dos Namorados. Só que não com ela. Alexia nunca teve seu coração partido, mas isso é porque nunca teve um namorado. Quando os namoros de suas melhores amigas terminam, ela não pensa duas vezes em inventar um jeito de ajudar as amigas Qual melhor jeito de superar os corações partidos, se não seguir regrinhas simples? Com muito chocolate, festas do pijama e palavras de consolo, tudo parece estar indo muito bem. Enquanto redescobrem sua amizade, regras são quebradas. Mas em breve as meninas podem superar os corações partidos e começarem elas mesmas a partir corações.


Como eu adoro livros adolescentes! Sempre que eu termino de ler um livro um pouco mais denso, eles me caem perfeitamente bem. As Regras do Amor não foi uma exceção. Com seu enredo despretensioso e de fácil leitura, ele veio e me arrancou risadas e suspiros, me envolvendo tanto que, quando vi, já estava lendo por horas e sem querer que ele acabasse. Isso acontece autora Pamela Wells apostou em uma temática que todo mundo se identifica: ter um coração partido. Fazer com que o leitor se sentisse tão à vontade com a temática só fez com que a leitura se tornasse fácil e deliciosa.

As vésperas do Dia dos Namorados, três amigas chegam ao fim de um namoro ao mesmo tempo. Sydney, Kelly e Raven estão arrasadas por terem o coração partido. Por isso, recorrem à única amiga que, por ser solteira, não teve que passar por isso e ainda está inteira: Alexia. É a partir dessa reunião algumas regras são criadas para que elas superem essa decepção. Mas essas regras não vão ajudá-las somente com o coração: a amizade delas, que antes andava um pouco abalada, agora se fortalece a cada dia. Afinal, o que pode juntar tanto amigas do que corações partidos?

Alexia olhou em volta da mesa. Os olhos e o nariz de Sydney estavam vermelhos de tanto chorar. Kelly enfiava mais Chuncky Money na boca do que Ben & Jerry jamais poderiam imaginar. Raven não olhava para ninguém, provavelmente esperando que sua expressão séria disfarçasse o verdadeiro coração partido que tinha por ter sido rejeitada.
Os namorados delas tinham terminado com todas na mesma noite. p. 39
Não tinha noção do que esperar de As Regras do Amor. Fui guiada só pela sinopse já que, até então, não vi resenha alguma dele. Quando ele chegou e eu estava terminando O Homem do Bosque, resolvi dar uma chance porque sabia que ele seria bem leve. E não deu outra: me surpreendi. Como eu já disse aqui algumas vezes, a falta de expectativa sempre ajuda e esse foi um elemento essencial para que esse livro se tornasse tão legal. Afinal, esse livro não tem o objetivo de trazer grandes ensinamentos e sim de entreter o leitor, que se vê diante de uma história tão conhecida: um coração partido.

Todas as regras criadas pelas amigas guiam o enredo. A cada capítulo temos uma regra em destaque e, como toda regra, a maior tentação é quebrá-las. E é claro que em muitas vezes isso acontece sim! Afinal, quem já não quis mandar uma mensagem para o ex, dizendo que está com saudade? Além de gerar situações engraçadas, a autora Pamela Wells transmite essa sensação de angústia, de ansiedade de uma forma tão direta que tudo o que você já fez um dia por causa de um término começa a rodar pela sua cabeça como um filme. É essa propriedade ao falar do assunto que faz com que o leitor se sinta inserido no enredo, se identifique com o drama que envolve as personagens.

E essas personagens foram muito bem construídas: apesar de três delas passarem pela mesma situação, cada uma lida com ela de acordo com sua personalidade, que não poderiam ser mais diferentes. Cada uma tem uma característica que as fazem se destacar no enredo. Isso facilita muito a compreensão do leitor, uma vez que acompanhamos quatro histórias paralelamente. É claro que, no começo, quando eu ainda não estava habituada a essa escolha de narrativa da autora, eu fiquei um pouco confusa para identificar as protagonistas, mas nada que algumas páginas a mais de leitura não ajudassem.

Os namorados ficavam com todo o tempo livre que tinham. Nos últimos 6 meses, Alexia sentiu que estavam se afastando. Talvez os términos fossem uma coisa boa. Ela nunca diria isso, mas, ao voltar à sala, ficou animada com o fato de que talvez, apenas talvez, três términos pudessem criar um novo laço de amizade.
Seriam melhores amigas de novo. p. 43/44
Mas o que realmente encanta é a lição de amizade que temos contato durante As Regras do Amor. No livro vemos o quanto devemos dar valor para nossos amigos e a autora coloca isso de forma bem direta na amizade da Sydney, Kelly, Raven e Alexia. A partir das regras que elas formulam depois de ter o coração partido, a amizade é muito fortalecida e a sensação de inserção do leitor no enredo aumenta, porque todo mundo já recorreu aos amigos em horas difíceis. E, para ser sincera, se todo mundo seguisse as regras criadas por essas quatro, tudo seria muito mais fácil. Pena ser tão difícil...

As Regras do Amor é aquele livro que vai fazer com que você ria, suspire, torça pelas personagens, porque é impossível não se identificar com a situação pela qual elas estão passando. É um livro totalmente despretensioso, ou seja, se você for esperando algo que vai mudar sua vida, pode esquecer, é decepção na certa. Mas, se você, assim como eu, está em uma fase de livros adolescentes que você lê bem rapidinho, vai por mim: esse livro foi feito especialmente pra você. <3 

09/12/2013

Promoção: Aniversário de um 1 ano do site “O Livreiro”!

banner promoção

Em Novembro o O Livreiro completou um ano no ar e, para comemorar o aniversário, em Dezembro serão realizadas várias promoções. Como não poderia deixar de ser, nós, do Estante Vertical, nos juntamos ao O Livreiro e juntos sortearemos um kit especial para os leitores. Serão 12 livros e 12 ganhadores distintos.
Obras sorteadas:
  1. Jardim de Inverno, It Cultura
  2. Adeus à Inocência, S2 Ler
  3. Dois exemplares de Paperboy, Entrelinhas Casuais e Hooked for Books
  4. Métrica, Livros, a Janela da Imaginação
  5. A Garota do Penhasco, Falando sobre Livros,
  6. O Livro do Amanhã, No Universo da Literatura
  7. Garotas de Vidro, Estante Vertical
  8. As Vantagens de Ser Invisível, Diário de uma Leitora Compulsiva,
  9. De Volta Para Casa, Asas Literárias
  10. Após a Tempestade, Verbo Ler
  11. Vidas Trocadas, O Livreiro

06/12/2013

Resenha: O Homem do Bosque

Título: O Homem do Bosque
Autor: Scott Spencer
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 378
Desde adolescente, Paul vive por conta própria. Livre, independente. Guiado sempre por um código de conduta rígido, tendo feito um pouco de tudo na vida, ele chegou a pensar que nunca teria um norte, que estava apenas ao sabor do vento. Até que conhece a bela, inteligente e amorosa Kate Ellis, e sua filha, Ruby, de nove anos. As duas lhe oferecem uma vida de ordem e regularidade. Contudo, ao caminhar por um parque, o protagonista encontra um homem espancando um cachorro e, por alguns momentos, mergulha num mundo de violência e numa jornada anárquica de autoconhecimento, redenção e culpa. Morte e vida cruzam seu caminho. Scott Spencer capta a intensidade da paixão humana – e sua capacidade, ao mesmo tempo, destrutiva e redentora – com precisão e discernimento sem precedentes. Ele abusa da ironia, da espirituosidade e de sua profunda sensibilidade num thriller psicológico e provocante que trata da moral e da masculinidade, das escolhas e do destino.


Há um bom tempo estava querendo mudar um pouco o que vinha lendo. Estava seguindo um padrão nas últimas leituras e eu queria algo diferente, algo mais denso. Eis que surge O Homem do Bosque, um livro que, apesar da leitura ter sido um pouco mais demorada do que o esperado, me arrebatou por causa da reflexão que ele me impôs. Isso ajudou com algo que vinha me assolando: a temida ressaca literária por não encontrar um livro que me prendesse. Scott Spencer chegou em uma hora maravilhosa e não me decepcionou.

Paul Phillips é um homem simples: adora o trabalho de marceneiro e, apesar de ter grandes dúvidas com relação a alguns aspectos da vida, é apaixonado por Katie Ellis, uma alcoólatra recuperada que encontrou um caminho na vida através de Deus e hoje é uma escritora de sucesso. Certa tarde, Paul encontra um homem em um boque em que vai para fazer uma reflexão sobre sua vida. O que seria um encontro casual acaba se tornando o mais fatídico de sua vida. É a partir desse momento que a jornada de Paul através do autoconhecimento, da culpa e do perdão começa.

Ele corre para o estacionamento. Ao chegar lá, debruça-se sobre o capô da camionete, projetando a cabeça para frente. Seu coração bate com extrema violência, como se sua própria mente estivesse próxima.
O que acabou de acontecer? O que eu fiz? p. 58
À primeira vista, O Homem do Bosque me passou despercebido. Era um livro que até então eu não tinha visto resenha alguma e não sabia o que esperar. Como eu sou fã de livros que tenham uma carga dramática um pouco mais pesada, resolvi dar uma chance. Não me arrependi. Porém, esse sentimento não veio logo no início: a leitura começou extremamente arrastada, algumas partes me pareciam desnecessárias e meu receio de que ele se tornasse maçante ia aumentando a cada página. Mesmo assim continuei insistindo, até que, lá pela página 140 finalmente me coloquei a mercê do sentimentalismo do livro, que, apesar de ser intrínseco, me atingiu como uma bomba.

Scott Spencer fez com que o diferencial do seu livro fosse as relações humanas, que, embora resistentes, são imperfeitas, e as consequências que todas as nossas ações podem gerar. Através do protagonista Paul, temos contato com questões como família, religião, culpa e perdão, tudo isso levando ao autoconhecimento do personagem. A forma com que o autor aborda esses temas, levam o leitor a uma reflexão sobre toda aquela situação e como ele agiria se aquilo acontecesse em sua vida. Não sei quanto a vocês, mas eu simplesmente adoro quando um autor me confronta dessa maneira. E Spencer fez isso com maestria.

E ele não precisou apelar para isso: os personagens construídos pelo autor não são dignos de pena. Cada atitude é verossímil, todos os personagens têm suas qualidades e defeitos e precisam encará-los dia após dia. É até por isso que não existe aquela relação mais profunda com nenhum deles: todos eles poderiam ser nossos vizinhos, ou aquela pessoa que passa na rua e que notamos por um momento, mas logo depois esquecemos. Em suma, qualquer um. Conseguir isso, aliando com uma narrativa em terceira pessoa até fluida para o objetivo do autor, é extremamente difícil.

Ele não parece ter motivos para suas observações e ações – mas como uma coisa assim é possível? Existe algum ser humano que não tenha motivos? Os motivos não regulam nossa vida interior tão completamente quanto a gravidade regula nossa vida exterior? p. 194
O que faz o leitor correr pelas páginas de O Homem do Bosque é o suspense que o autor cria. Será que irão descobrir o que realmente aconteceu naquele dia com o homem do bosque? O que será da vida de Paul se isso acontecer? Toda a tensão que o protagonista sente é passada para o leitor e ficamos até o final do livro esperando por alguma solução para o caso, algo que acabe com esse drama psicológico. Isso faz com que o final seja ao mesmo tempo surpreendente e um alívio para o leitor.

Vale aquela velha dica: esse não é um livro para qualquer um. Se você não está acostumado a ler dramas um pouco mais carregados, provavelmente vai achar o livro maçante e sem nenhum aspecto que faça engatar na leitura. Porém, aqueles que já são fãs da temática, vão encontrar um prato cheio: um drama que realmente te fisga, altamente reflexivo e que mostra várias faces da personalidade humana e de seus relacionamentos. Valeu totalmente a pena a leitura.