29/04/2013

Entrevista: Paula Brackston

Olá leitores! Como vocês viram na resenha, A filha da feiticeira foi um dos melhores livros que eu já li. Gostei tanto que me deu vontade de fazer uma entrevista com a autora do livro, Paula Brackston. Entrei em contato com a autora, que é muito simpática, e ela respondeu algumas perguntas para o blog. 
Vamos conferir?






Paula Brackston vive nas florestas do País de Gales e é formada em escrita criativa pela Universidade de Lancaster, Inglaterra. Em 2007, foi finalista do prêmio Crème de la Crime para novos autores. Em 2010, seu livro Nutters (escrito sob o pseudônimo de P. J. Davy) foi finalista do Mind Book Award. A filha da feiticeira é sua estreia no Brasil.





Estante Vertical: Quem é Paula Brackston? E por que você se tornou uma escritora?
Paula Brackston: Eu nasci em Dorset, em uma vila no sul da Inglaterra, mas me mudei com a minha família para o País de Gales quando eu tinha cinco anos. Eu cresci nas montanhas, quilômetros distante de qualquer pessoa e de qualquer lugar, então eu tinha que usar a minha imaginação quando chegava a hora de brincar. Meu irmão e eu sempre inventávamos histórias para contar um para o outro, muitas envolvendo magia.
Meus pais são pintores, então talvez haja alguma veia artística em mim. Eu sempre amei escrever, mas, por muitos anos, eu pensei que isso não era um trabalho de verdade.

EV: Como você se sente com o seu primeiro livro sendo publicado em várias partes do mundo?
PB: É maravilhoso! Eu acho que você tem que escrever o que te dá prazer, o que você gostaria de ler, mas ainda assim todo autor quer audiência para suas histórias. Quando eu imagino que pessoas do outro lado do mundo estão lendo meu livro em várias línguas diferentes, eu fico maravilhada. E eu adoro receber algum retorno dos leitores também!

EVEm A filha da feiticeira eu notei que você usou muitos elementos da bruxaria clássica. O que te inspirou a escrever sobre esse tema? 
PB: De uma perspectiva moderna, nos somos inclinados a explicar a bruxaria, tanto a histórica quanto a atual. Então eu comecei a pesquisar as caças as bruxas na Inglaterra no século XVII. Historiadores nos contam que a maioria das mulheres acusadas de bruxaria eram parteiras, curandeiras ou então mulheres que viviam por conta própria e que não tinham ninguém para defendê-las. Eu comecei a pensar: e se alguma dessas mulheres fosse bruxa de verdade? A personagem Elizabeth Hawksmith cresceu a partir dessa ideia.

EVExistem partes de A filha da feiticeira que você achou difícil de escrever?
PB: Sim. Escrever sobre a morte de uma pessoa ou de um animal sempre é difícil. Você tem que se aprofundar e sentir muito o assunto. Afinal, se você não é movido pela sua própria escrita, por que outra pessoa deveria ser? E não é essa a maior motivação dos escritores – mover pessoas? Nesse livro, a parte da I Guerra Mundial foi particularmente desafiadora. Eu espero ter atingido o tom certo – com muita honestidade (o que pode ser brutal), mas sem ser clichê ou então voyeurista, se você entende o que eu quero dizer.

EVComo você gostaria de viver a sua vida se você fosse uma bruxa imortal? Você viveria como a Bess ou você aproveitaria de outras maneiras?
PB: Oh, essa é uma pergunta interessante! Eu acho que seria um pouco solitário, então eu faria coisas para aliviar isso, que é o que a Bess faz com a cura, quando ela se atreve a fazê-lo, eu acho. Talvez eu teria um cachorro e iria cuidar das próximas gerações, para que assim eu tivesse sempre um descendente comigo. 
Com certeza eu ficaria tentada a voar mais, mas eu me arriscaria a ser descoberta. Não sei o que meus vizinhos fariam se eu voasse para baixo e para cima pelo vale.
O que eu queria era que Bess descobrisse que a magia dela não significa que ela é impotente, como muitas mulheres séculos atrás. De uma forma indireta isso lhe deu a sua independência.


EVVocê gostaria de deixar uma mensagem para os leitores do Estante Vertical?
PB: Eu espero que vocês gostem de ler A filha da feiticeira e que a Bess fale com vocês. Meu último livro, A feiticeira de inverno, deve ser lançado no ano que vem, eu acredito.
Eu sou privilegiada de passar a minha vida profissional fazendo o que eu amo – escrevendo! Só sou capaz de fazer isso por causa dos meus leitores, então eu gostaria de agradecer a todos os fãs de ficção fantástica no Brasil, daqui do pequeno e montanhoso País de Gales. Diolch, a hwyl fawr!*

*Até mais e obrigada, em galês.

26/04/2013

Resenha: A Elite

Título: A Elite
Série: A Seleção #2
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 360

A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Só uma se casará com o príncipe Maxon e será coroada princesa de Illéa. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Quando ela está com Maxon, é arrebatada por esse novo romance de tirar o fôlego, e não consegue se imaginar com mais ninguém. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto, dominada pelas memórias da vida que eles planejavam ter juntos.
America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer — e ela está prestes a perder sua chance de escolher. E justo quando America tem certeza de que fez sua escolha, uma perda devastadora faz com que suas dúvidas retornem. E enquanto ela está se esforçando para decidir seu futuro, rebeldes violentos, determinados a derrubar a monarquia, estão se fortalecendo — e seus planos podem destruir as chances de qualquer final feliz.
ESSA RESENHA NÃO CONTÉM SPOILERS!


Esperei passar um bom tempo antes de escrever essa resenha. Eu sabia que, se a escrevesse assim que terminei de ler o livro, dariam pra vocês perceberem que eu estava vibrando a cada palavra que vocês lessem. Então se passaram dias entre digerir, aceitar o fato que o próximo livro vai demorar a ser lançado e postar essa resenha aqui. Espero estar à altura de fazer uma resenha de um livro que eu gostei tanto.

Se ainda não deu para perceber, A Elite conseguiu me ganhar, apesar dos seus defeitos. Eu tinha algumas desconfianças, porque, pela minha experiência com trilogias, os livros que ficam no meio sempre são os que mais sofrem. Não sei se os autores acham que eles só estão ali para cumprir volume ou algo desse tipo, mas eles nunca nos deixam sem fôlego. Então, por mais que eu tivesse muita expectativa, já fui preparada para uma grande decepção.

Mas o problema é: Maxon não me pertencia, para começo de convesa. Havia mais outras cinco meninas comigo – meninas com quem ele saía e cochichava coisas –, e eu não sabia o que pensar disso. (...)
E claro, havia Aspen.
Tecnicamente, ele não era mais meu namorado (...), mas quando surgiu no palácio como um dos guardas. Todos os sentimentos que eu tinha tentado deixar para trás encheram meu coração. p. 8
A continuação da série A Seleção (resenha) é um meio termo. Em algumas partes achei que a autora Kiera Cass iria decepcionar, até porque ela usa e abusa da indecisão da America (falarei mais sobre isso ao longo da resenha) e por muitas vezes, me vi cansada de toda essa dúvida. Mas, em outras partes, a gente fica desesperado para saber o que vai acontecer e isso fazia com que a leitura avançasse muito rapidamente, até mais rápido do que o primeiro livro.

Foram essas partes que tornaram o livro melhor do que eu esperava. Fiquei transtornada com o que alguns personagens fizeram e as conseqüências que assolaram todo o enredo. Vemos que Iléa pode sustentar ações não tão dignas assim e que, mesmo que você não as apóie, você é obrigado a aceitá-las. Já temos uma visão disso em O Príncipe, conto com a visão de Maxon com os eventos que antecedem A Seleção e no primeiro dia desta.

A America é muito melhor explorada em A Elite. Em A Seleção temos uma imagem muito limitada da nossa protagonista e, nesse livro, vemos uma America muito mais forte, que está pronta para encarar qualquer obstáculo que casar com um príncipe ou que casar com alguém de casta inferior possa trazer.
Mas, na verdade, quem fez o livro foram Maxon e Aspen. Vemos um lado totalmente diferente do Maxon – que continua sendo O cara pra mim – e a autora dá um espaço muito maior para que os leitores conheçam o Aspen, e com certeza ele ganhará muitas fãs. Acreditem, tem história para deixar Team Maxon e Team Aspen felizes.

Só que, essa indecisão da America irrita. Se não fossem pelos rebeldes, o livro seguiria em linha reta, com a America pensando: com qual dos dois eu fico? Tudo bem que essa é a questão central da série, mas a meu ver a autora poderia tirar um pouco o foco disso, só para não tornar a questão ainda mais cansativa. Afinal, por mais que o romance seja muito bem-vindo, o componente distópico poderia ser muito melhor aproveitado.

Era impossível; Eu tinha que escolher: Aspen ou Maxon?
Mas como me decidir entre duas boas opções? Como decidir se qualquer escolha deixaria parte de mim destruída? Me consolei com o pensamento de que ainda tinha tempo. Eu ainda tinha tempo. p. 38
Mas, apesar desses defeitos, eu li A Elite em questão de horas de tão ansiosa que eu estava. E, com aquele final (só quem fala comigo todo dia sabe o quanto eu surtei com aquele final), eu só posso dizer uma coisa: o próximo livro é mais do que esperado, ainda mais para quem compartilha das minhas expectativas (vou deixar vocês curiosos sobre isso). 

Infelizmente The One, último livro da trilogia, só deve sair em abril de 2014, deixando várias leitores roendo as unhas de tanta expectativa. Se você ainda não começou a ler, não tem desculpa: um ano é tempo suficiente para você ler A Seleção e A Elite e se apaixonar por essa história! 

23/04/2013

23 de abril: Dia internacional do livro



Fiquei o dia inteiro pensando no que eu ia escrever hoje. Como falar de algo tão importante pra mim? É praticamente impossível eu mostrar para vocês tudo o que eu sinto, tudo o que eu quero dizer.
Então eu resolvi não falar exatamente sobre os livros e sim sobre o que eu já vivi com eles. Afinal, há quase dois anos eles são parte constante da minha vida.

Lembro bem quando virei a última página de Harry Potter e as Relíquias da Morte. Por mais que eu tenha esperado tanto por esse final, o último capítulo foi terrivelmente difícil de ler. Foi como se uma grande parte da minha vida tivesse ficado para trás, junto com meus amigos Harry, Rony e Hermione. Minha primeira aventura literária tinha chegado ao fim.

Foi quando minha próxima paixão veio à tona: Edward Cullen. Sim, hoje eu percebo que me apaixonei por um vampiro que brilha. Mas e daí? Quando eu corria de livraria em livraria procurando os livros e quando eu fiquei esperando ansiosamente o lançamento de Amanhecer, isso não me importava. Li os livros em uma velocidade extraordinária, nunca acreditei que um dia que conseguiria ler tão rápido. E foi assim que minha busca por outros amores começou...

Comecei lendo Nicholas Sparks, o que foi uma experiência incrível pra mim. Nunca tinha lido livros que me fizessem chorar de desespero até então. Depois disso fui passando para chick-lits e minha lista de desejados sempre aumentava. Esperei horrores pela Bienal do Livro, que foi quando eu decidi: eu teria um blog literário. Se eu gostava tanto de livros, por que não compartilhar o que eu gostava com pessoas que gostavam das mesmas coisas que eu?

Então eu comecei a ler temáticas diferentes. Ter um blog me motivou tanto a sair da minha zona de conforto que eu finalmente percebi que existia um mundo muito maior do que eu esperava nos livros. Afinal, eu não me apaixonaria só pelo Edward, viriam muitos John’s, Luke’s, Jason’s. Eu passaria por mais situações do que eu poderia prever. Fugiria não só de vampiros e lobisomens ou então de bruxos do mal, mas também de serial killers e (quem poderia imaginar!) da minha própria mente.

Depois de um bom tempo, encontrei nos livros não só um lugar para passar o tempo, mas também um lugar de refúgio. Um lugar onde eu poderia me esconder por um tempo até que meus problemas passassem, até que eu conseguisse me recompor quando internamente eu estava desmoronando. Encontrei em vários livros motivação para seguir em frente, pois, se tem uma coisa que eu aprendi é que nossa vida é como se fossem vários livros: vivemos muitas histórias, mas tudo tem um fim. Mas isso não significa que não podemos começar outra, sempre há uma nova história esperando que nós tracemos seus caminhos.

É por isso que eu hoje agradeço por ter conhecido esse mundo fantástico da leitura. Os livros são uma fonte inesgotável de conhecimento, de prazer, de paixão. Sempre que eu preciso de uma motivação extra, é ele quem está lá para me ajudar. Não são poucas as vezes que eu pego meus livros favoritos e leio passagens deles. Eles sempre sabem o que me dizer. Afinal, como diria o Hermingway e como está bem explícito no marcador de páginas do blog: Não existe amigo tão leal quanto um livro. E eu realmente entendo isso agora. 

22/04/2013

Promoção: A probabilidade estatística do amor à primeira vista

Ah, só de pensar nesse livro, já dou suspiros! A probabilidade estatística do amor à primeira vista me conquistou por sua simplicidade, assim como vocês viram na resenha. E agora chegou a vez de vocês serem conquistados por essa história tão gostosa! A editora Galera Record cedeu um exemplar para sorteio (todo mundo vibrando!)!
Então já sabem: participem bastante, cruzem os dedos e boa sorte para todos!


21/04/2013

Promoção: Reiniciados

Se vocês curtem distopia tanto quanto eu, vocês vão adorar Reiniciados. Vocês já viram a minha opinião na resenha do livro e tiveram noção do quanto eu gostei dele. E foi exatamente por isso que a editora Farol Literário cedeu um exemplar para sortear entre os leitores aqui do blog!
Participem bastante e boa sorte para todos!

18/04/2013

Resenha: Reiniciados

Título: Reiniciados
Autora: Teri Terry
Editora: Farol Literário
Páginas: 432
As lembranças de Kyla foram apagadas, sua personalidade foi varrida e suas memórias estão perdidas para sempre. Ela foi reiniciada. Kyla pode ter sido uma criminosa e está ganhando uma segunda chance, só que agora ela terá que obedecer as regras. Mas ecos do passado sussurram em sua mente. Alguém está mentindo para ela, e nada é o que parece ser. Em quem Kyla poderá confiar em sua busca pela verdade?




Reiniciados foi uma grande surpresa para mim. Mas quando eu digo grande, é grande MESMO. Só fui conhecer esse livro quando a editora Farol Literário publicou a capa, então não tinha nenhuma grande expectativa como vi outras pessoas tendo. Quando a prova dele chegou aqui em casa, não comecei a ler de imediato, mas assim que começaram a surgir os comentários positivos, tive que conferir pra ver o que tinha de tão bom nele. E olha, essa distopia me abalou. E eu adorei!

É 2054 e o Reino Unido é governado pela Coalização Central, um governo extremamente fechado e controlador.
Kyla é uma reiniciada. Ela teve suas memórias apagadas para que ela tivesse uma nova chance na vida. É assim que os criminosos são tratados nessa sociedade. Não existe total recuperação, somente novas pessoas.
Ao sair do hospital, Kyla é designada para uma nova família. Mas aos poucos ela descobre que nem tudo é tão maravilhoso quanto ela pensa, que existem muitos mais segredos envolvendo sua nova vida do que ela pode prever.

Posso ter dezesseis anos, não ser lenta, ou retardada (...), mas ser transformada numa Reiniciada faz isso com você. Deixa a pessoa vazia de experiências.
Leva um tempo para que tudo deixe de ser novidade. Primeiras palavras, primeiros passos, primeira aranha na parede, primeira topada no dedão. Você entende: primeiro tudo. p. 9
Distopia. Essa palavra me traz muitos sentimentos bons. Ainda não tive uma única decepção com livros dessa temática. É incrível que mesmo que os autores já tenham falado de várias coisas, envolvido diversos elementos, eles nunca deixam de me surpreender com as coisas que criam. Com Reiniciados não foi diferente.

Assim que eu entendi a proposta da autora Teri Terry, tive que dar os devidos créditos: ela criou uma trama extremamente original, que explicaria várias coisas se fossem adaptadas para a realidade que nós vivemos.
Só que, bem no começo do livro, a autora simplesmente joga para o leitor alguns termos e o deixa perdido por um bom tempo até finalmente explicá-los, deixando a narrativa bem mais lenta.

Porém, quando você começa a entender o que realmente está sendo dito, a história flui. Você quer saber quem são os responsáveis por tudo o que ta acontecendo e é aqui que o leitor começa a se envolver e construir o enredo junto com a autora, que o desenvolve de forma lenta e gradual, sem chocar quem lê e nem cansar ninguém ao longo da leitura.

A construção dos personagens foi o que realmente me encantou. Cada um tem sua peculiaridade, e ninguém é o que você pensa à primeira vista. Há uma variação constante na forma em que os personagens são apresentados e isso fez uma grande diferença no livro, especialmente quando se diz respeito ao que envolve a família que recebe a Kyla como nos personagens secundários – inclusive foi essa inconstância que desencadeou várias teorias sobre o motivo dos Reiniciados existirem.

Por mais que seja uma distopia com bem menos romance do que outras, como em A Seleção – ainda bem que isso acontece, pois eu realmente queria um livro com um componente distópico mais acentuado – ainda temos um toque deste aqui. E por mais que eu tenha gostado do casal que se formou, a autora se perdeu um pouco nesse quesito. Ela começa a desenvolver o romance de uma forma muito lenta e de repente ela dá uma virada abrupta que serve de gancho para o próximo livro e você fica tentando entender onde todo esse romance realmente começou a acontecer.

Suspiro, fecho os olhos e me aconchego contra ele. Ficar aqui, neste momento, não me parece ruim. Seu abraço se torna mais apertado, ele se vira, coloca uma mão sob meu queixo e levanta meu rosto. Abro os olhos, os dele estão bem perto agora, ele se curva. Meu coração palpita e começa a bater rápido novamente, embora eu tenha parado de correr. Seus olhos se fixam nos meus, como naquele dia em que pensei que ele fosse me beijar, mas tudo o que ele queria era falar sobre a Tori. p. 226
Mas, por mais que essa parte do romance tenha sido abrupta, o que aconteceu por causa disso deixa qualquer um boquiaberto. De verdade, o que foi aquele final?! Eu fiquei desesperada querendo que a editora já lançasse o segundo livro, Fractured, que acabou de ser lançado no Reino Unido.

Reiniciados é muito mais do que recomendado para aqueles que procuram e gostam de uma boa distopia. Com certeza é um dos livros da temática mais promissores do mercado atualmente. Só que, se você gostar (o que eu tenho quase certeza de que vai acontecer), a tormenta com a espera do próximo volume vai ser bem complicada – estou sentindo isso na minha pele. Mas, vão por mim, pelo livro ser tão bom, vale a pena esperar.

14/04/2013

Resenha: A probabilidade estatística do amor à primeira vista

Título: A probabilidade estatística do amor à primeira vista
Autora: Jennifer E. Smith
Editora: Galera Record
Páginas: 223
Com uma certa atmosfera de Um dia, mas voltado para o público jovem adulto, A probabilidade estatística do amor à primeira vista é uma história romântica, capaz de conquistar fãs de todas as idades. Quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém? Mas é exatamente o que acontece com Hadley. Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. Passada em apenas 24 horas, a história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais se extravia.

Esse livro e eu temos uma longa história. O conhecia há mais de ano e quase comprei na versão em inglês. Mas vocês sabem como é, a gente sempre compra outro no lugar e depois mais outro, até que a gente deixa alguns livros para comprar depois (e nunca compra). Então, quando a Galera Record anunciou o lançamento, eu praticamente fiquei dando pulinhos de emoção. E, alguns meses depois desse anuncio, posso dizer: valeu a pena esperar.

Hadley está indo para o casamento de seu pai em Londres. Ela ainda nem conhece a mulher que vai casar com seu pai e para ser bem sincera, ela nem sabe se quer conhecer. Tudo acontece quando ela perde o avião por causa de 4 minutos de atraso e tem que esperar horas para o próximo voo. É durante essa espera que ela conhece Oliver, um britânico muito simpático e muito lindo que deixaria qualquer garota encantada. É com ele que Hadley compartilhará medos, anseios e segredos, tudo em um amor que surge em um único dia.

Ela estava quatro minutos atrasada, o que não parece ser muito. É o tempo de um comercial, de um intervalo entre aulas, de descongelar um prato no micro-ondas. Quatro minutos não é nada. Todo santo dia, em qualquer aeroporto, há pessoas que estão atrasadas para o seu voo. Chegam respirando de forma ofegante e se jogam no assento, aliviadas por estarem ali.
Mas não Hadley Sullivan, que, de pé diante da janela, deixa a mala cair no chão e observa o avião se distanciar da rampa semelhante a um acordeão, com as asas girando enquanto a parte da frente se direciona para a pista de decolagem sem ela. (...)
Quem diria que  quatro minutos poderiam mudar tudo? p. 10/11
Eu já peguei A probabilidade estatística do amor à primeira vista com certa base sobre o que ele seria, mas ainda assim eu tinha grandes expectativas. Tanta gente me falava tão bem sobre esse livro que eu precisava saber o que tinha de tão especial nele. Quando comecei a leitura, me dei conta de uma característica em particular: a fluidez do enredo. Talvez tenha sido o livro mais fluido que eu li esse ano, sendo ele o único que eu li em um só dia em 2013.

A proposta da autora Jennifer E. Smith foi criar um romance que tivesse características de um romance à lá contos de fadas. Particularmente, eu sempre gostei dessa temática, especialmente quando o autor tem um timing para saber quando a história deve acabar e o que ele deve explorar. Felizmente não tive problemas nesse aspecto, uma vez que a autora conseguiu em tão poucas páginas deixar qualquer um suspirando pelo romance entre Hadley e Oliver.

É por isso que eu devo alertar: aqueles que estão esperando um enredo super elaborado e cheio de minúcias não vão encontrar isso no livro. É um enredo simples, sem nenhuma questão original ou que nos faça ficar horas refletindo sobre determinado tema. Porém, um diferencial é que a autora focou bastante na relações familiares dos personagens, o que eu achei muito interessante mesmo, afinal, não é um assunto que vemos constantemente em livros dessa temática.
Mas eu o colocaria na categoria de livros para passar o tempo em dias sem nada para fazer ou então para recuperação após uma ressaca literária. Inclusive, ele foi o responsável para que minha leitura voltasse com tudo, porque eu estava naquela fase de demorar um bom tempo em um só livro, então A probabilidade estatística do amor à primeira vista é altamente recomendado para quem está passando por alguma situação parecida.

A facilidade com que o leitor simpatiza com os personagens ajuda muito nesse aspecto. Eu adorei a Hadley já na primeira página e em sua primeira aparição o Oliver me encantou. É exatamente por causa disso a gente espera que o voo para Londres nunca acabe, porque a gente fica torcendo pra que tudo aconteça para que os dois fiquem juntos e continuem conversando ainda mais, porque é muito gostosa essa relação que surgiu de uma maneira tão inesperada.

A verdade é que estava esperando por ele. Quando finalmente chega e senta na mesma fileira que ela, Hadley fica vermelha sem motivo, só porque ele está olhando pra ela com aquele sorrisinho torto. Ela sente uma eletricidade estranha no corpo quando ele está por perto. Será que ele sente o mesmo? p. 47
Se alguém me perguntar, eu vou dizer que eu tive a sensação de que o livro era narrado em primeira pessoa – apesar de ser em terceira – principalmente por causa dessa ligação com os protagonistas que eu tive de maneira tão rápida, algo que normalmente só acontece comigo em narrativas em que os próprios personagens nos contam o que ocorreu. Mais um ponto positivo para a autora Jennifer E. Smith.

Um livro fofo, cheio de situações inesperadas e com um romance que fará qualquer um suspirar. Terminei o livro em tão pouco tempo e virei a última página querendo mais, eu precisava de mais. Por mim, a autora poderia fazer uma continuação e eu leria sem problemas!
Mas fica a dica para quem está procurando um livro bem leve e daqueles que dão uma leitura bem deliciosa naquela tarde sem nada pra fazer. A probabilidade de vocês gostarem do livro é altíssima

08/04/2013

Lançamentos #24: Planeta

Título: Os Irmãos Sister
Autor: Patrick DeWitt
Páginas: 208
Em Os irmãos Sister, Patrick deWitt faz uma homenagem ao universo clássico do Velho Oeste, transformando o cenário comum em uma inesquecível viagem cômica com personagens marcantes – perdedores, trapaceiros, românticos, confusos – e uma narrativa empolgante. Uma ficção histórica sobre os anos 1850 que mostra dois irmãos unidos pelo sangue, a violência e o amor. O Velho Oeste não foi mais o mesmo depois que eles chegaram. Será que você conseguirá acompanhar o gatilho desses dois irmãos? Cuidado! Você está na mira deles!


 Título: Salamina
Autor: Javier Negrete
Páginas: 624
Século V a.C. - A jovem democracia ateniense enfrenta um terrível desafio. O gigantesco império persa pretende destruir Atenas e conquistar a Grécia. Nesse momento decisivo aparecerá um homem, um gênio, um visionário: Temístocles. Ele será o fio condutor deste deslumbrante romance que, alicerçado na história, tem o alento da tragédia e a força da épica. Do ataque suicida dos atenienses em Maratona à batalha das Termópilas, passando pela fabulosa cidade de Babilônia, todos os fios da trama desembocam na jogada de mestre de Temístocles: Salamina, a maior batalha naval da Antiguidade e o lugar onde se decidiu o futuro de nossa civilização.


02/04/2013

Filmes para marcar no calendário #4


  • Amor Pleno

Lançamento: 12 de abril
Direção: Terrence Malick
Gênero: Romance, Drama
Sinopse: Um homem (Ben Affleck), descontente com a sua vida, viaja a Paris e inicia uma profunda relação amorosa com uma europeia (Olga Kurylenko). Ele volta para os Estados Unidos e se casa com esta mulher, para ajudá-la a ter a permissão de estadia americana. Mas após o casamento, a relação dos dois se degrada. Neste momento, ele encontra uma antiga namorada (Rachel McAdams), com quem inicia um novo romance.