31/05/2013

Lançamentos #28: Bertrand

Título: Licor de dente-de-leão
Autor: Ray Bradbury
Páginas: 266
Para a maioria das pessoas pode ser óbvio, mas será que elas já se perguntaram se estão realmente vivas? Essa questão é o ponto de partida do memorável romance de Ray Bradbury e o momento que marcou o início do verão de 1928 na vida do protagonista Douglas Spaulding, de doze anos. Na cidadezinha de Green Town, no interior dos Estados Unidos, alguns personagens extraordinários se unem nesse verão tão especial na vida de Douglas: o inventor que redescobriu os prazeres da vida ao construir a Máquina da Felicidade; o jovem repórter que se apaixonou por uma idosa de 95 anos; o contador de histórias que conseguiu falar com o passado telefonando para um lugar distante. 

 Título: Iscas Vivas
Autor: Fabio Genovesi
Páginas: 448
A vida é um jogo de sorte. Cabe às pessoas aproveitar-se dele da melhor forma. Com a sabedoria despretensiosa de quem nunca se leva muito a sério, mas sabe tocar a alma das coisas, Fabio Genovesi, em Iscas vivas, apresenta um romance inteligente e inspirador, que conquistou milhares de leitores quando lançado na Itália. Um livro que ensina como lidar com as diferenças.
Certamente, um poema escrito em prosa. Aos catorze anos, Fiorenzo perdeu a mão direita por culpa de um rojão e, embora tenha reagido com garra e criatividade, logo descobriu que, na vida, o que falta conta muito mais do que aquilo que existe. Assim, quando se sente abandonado pela mãe falecida, deixado de lado pelo pai, excluído no colégio, sem namorada e com uma banda de heavy metal desconhecida, conclui que o mundo conspirou contra ele.
Além de Fiorenzo, Iscas vivas gira em torno de outros dois personagens: Mirko, um prodígio que tem uma relação difícil com o sucesso; e Tiziana, uma neo-adulta que não consegue abandonar suas raízes e deslanchar na vida. Genovesi descreve a realidade e os hábitos de uma pequena cidade, com ênfase nos sentimentos e mazelas dos personagens. Vale notar a forma como o autor delineia e prova que, apesar das aparências, todos os seres humanos, jovens, adultos ou idosos, têm problemas e os mantêm enclausurados dentro de si. E, segundo o próprio, é nesse momento que os instintos ficam mais à flor da pele e que todos acabam tomando as atitudes mais importantes de suas vidas. A conclusão desta análise: o livro Iscas vivas.


27/05/2013

Promoção: No limite da atração

Não é segredo para ninguém que eu adorei No limite da atração. Eu disse na resenha e inclusive foi tema do último Figurinhas Literárias. E, como eu falei pra todo mundo o quanto vocês PRECISAM ler esse livro, aqui vai uma ajudinha: a Editora Verus liberou um exemplar para sorteio! 
Participem muuuuito e boa sorte!


26/05/2013

Lançamentos #27: Farol Literário

Título: A Falsa Princesa
Autora: Eilis O'Neal
Páginas: 320
Princesa e herdeira do trono de Thorvaldor, Nalia leva uma vida privilegiada na Corte. Mas, logo após seu aniversário de dezesseis anos, ela descobre que é uma falsa princesa e que foi colocada no lugar da verdadeira para protegê-la. Obrigada a deixar o palácio com pouco mais do que suas roupas, a garota, agora chamada de Sinda, terá de abandonar a cidade, seu melhor amigo, Kiernan, e a única vida que ela conhecia. Enviada para viver com a tia no interior, Sinda não se mostra capaz de executar nem a mais simples tarefa. Mas, para sua surpresa, ela descobre que uma intensa e perigosa magia corre por suas veias, e que ela jamais será apenas uma humilde camponesa. Sinda retorna à cidade em busca de respostas. Reencontra o garoto que se recusou a abandoná-la e desvenda segredos que podem mudar a história de Thorvaldor para sempre. Com uma trama surpreendente e uma aventura de tirar o fôlego, A falsa princesa é um grande romance de fantasia e uma história que encantará os leitores.

 Título: Aurora (Trilogia Exodus #3)
Autora: Julie Bertagna
Páginas: 300
Já se passaram 16 anos na trama. Mara, a jovem heroína criada pela autora, já não é mais uma menina. Agora ela é mãe de Lily – uma adolescente tão espirituosa quanto a protagonista foi no passado. De olhar curioso e de natureza atrevida, ela se torna peça importante neste terceiro livro. 
Os pais de Lily revelaram toda a trajetória de nagevações e batalhas por uma terra segura no mundo, como se fosse uma antiga lenda contada ao pé da fogueira. Ao descobrir que aquela jornada petrificante foi vivida, de fato, por sua mãe e tantos outros moradores de Candlewood, Lily se emociona e se vê ainda mais impulsionada em saber a verdade sobre vidas que existem para além do lugar onde vive. Ela quer fazer algo grande e corajoso, algo que vai sobreviver aos anos. Mas nada é tão simples. Não nesta conclusão da saga. Em sua própria aventura, Lily vai se deparar com revelações inimagináveis, viverá situações inesperadas com pessoas e outros seres não exatamente humanos, que antes não passavam de criaturas da imaginação. 
Antigos e novos personagens dão fôlego revigorado à trilogia que ainda conta com a figura de Raposo, que não desistiu de sua revolução em busca da igualdade e da justiça para o povo viver em condições mais humanas. Em “Aurora”, ele será surpreendido com revelações que o levarão a novas crenças.

24/05/2013

Resenha: Branca como o leite, vermelha como o sangue

Título: Branca como o leite, vermelha como o sangue
Autor: Alessandro D'Avenia
Editora: Bertrand
Páginas: 368
Leo é um garoto de dezesseis anos como tantos: adora o papo com os amigos, o futebol, as corridas de motoneta, e vive em perfeita simbiose com seu iPod. As horas passadas na escola são uma tortura, e os professores, “uma espécie protegida que você espera ver definitivamente extinta”. Apesar de toda a rebeldia, ele tem um sonho que se chama Beatriz. E, quando descobre que ela está terrivelmente doente, Leo deverá escavar profundamente dentro de si, sangrar e renascer para a vida adulta que o espera.


Imaginem um livro que já me conquistou em suas primeiras linhas. Assim que Branca como o leite, vermelha como o sangue foi entregue, abri o livro para ler o primeiro capítulo, como costumo fazer com a maioria dos livros que chegam. Só que eu não consegui me satisfazer com um só capítulo: quando me dei conta, já tinha chegado à metade do livro e não conseguia parar de ler.

Leo é um garoto de apenas dezesseis anos. Com uma cabeleira revoltada, ele é apaixonado por Beatriz, a menina dos cabelos vermelhos. Para ele, o amor é vermelho. E, apesar de nunca ter falado com ela, faria de tudo para que ela percebesse o quanto os dois são perfeitos juntos. Tudo muda quando o branco começa a tomar conta suas vidas. Leo sempre temeu o branco, que sempre significou coisas ruins. É a partir desse fato que nosso protagonista começa a se desenvolver, a acreditar mais no amor e em seus próprios sonhos.

Olhos verdes que quando ela arregala ocupam todo o rosto. Cabelos vermelhos que quando ela os solta o alvorecer te cai em cima. Poucas palavras, mas exatas. Se ela fosse cinema: gênero a ser inventado. Se fosse perfume: o cheiro da areia de manhã cedo, quando a praia está sozinha com o mar. Cor? Beatriz é vermelho. Como o amor é vermelho. Tempestade. Furacão que te varre para longe. Terremoto que te despedaça todo. É assim que me sinto sempre que a vejo. p. 12
Esse livro me fez duvidar que eu pudesse fazer uma resenha a altura dele. Nunca me vi em um dilema tão grande sobre o que escrever; inclusive, estou pensando nessa resenha há quase uma semana. Talvez não tenha como eu chegar a um ponto exato em que eu consiga transmitir a vocês tudo o que eu senti, até porque eu tive uma experiência muito pessoal durante a leitura. Mas tentarei chegar o mais próximo possível disso.

Com um enredo simples, porém muito envolvente, Alessandro D’Avenia consegue transportar o leitor para a mente de Leo. Eu me coloquei de uma forma tão intensa nas situações que o personagem vivia que, a cada coisa que ele superava e conquistava, era como se fosse um tapa na cara por eu ser tão covarde em situações que o próprio Leo não foi. Então, imaginem a situação em que eu estava! E só D’Avenia conseguiu fazer isso comigo em muito tempo; era como se ele estivesse falando sobre mim indiretamente.

Isso só extremamente facilitado pela narrativa em primeira pessoa e pela dinâmica que os capítulos pequenos proporcionam. Leo nos mostra o amor platônico de um jovem e não existe quem não fique torcendo para que tudo dê certo. Afinal, ele é carismático, irônico, sincero e todos os seus questionamentos ao longo do enredo são extremamente válidos, ainda mais para um garoto de dezesseis anos. Quem nunca se pegou sonhando com um amor ou então brigando com a vida por tudo dar errado? É uma fase que todos passam, principalmente nessa idade. Ou seja, a empatia com o protagonista não poderia ser maior.

Vocês já devem ter percebido que o Leo me conquistou de todas as formas possíveis. O uso das cores (para ele, o vermelho é amor, é paixão; o branco é vazio, é nada) para expressar o que ele sente foi uma sacada genial do autor e isso é destacado ao longo de todo o enredo, sempre que Leo passa por algo importante durante o livro.
Mas, no começo temos um personagem muito imaturo, que acredita em um amor cegamente apesar de não saber o que o amor realmente é, que questiona a vida por nunca conseguir nada. Porém há um desenvolvimento tão grande do que ele sente, sobre como ele vê o mundo, que a frase da contracapa do livro o traduz sem rodeios: “Nasci no primeiro dia de aula, cresci e envelheci em apenas duzentos dias.” Particularmente, eu adoro quando isso acontece, pois no final você sente que toda aquela história teve um propósito e isso te deixa feliz ao fechar o livro.

Os personagens secundários são incríveis também. Silvia, sua melhor amiga, sempre com ele em todos os momentos é uma pessoa maravilhosa, se não fosse por ela, nosso protagonista teria perdido o rumo e agradecemos a cada momento em que esta aparece; seu professor, apelidado de Sonhador é um dos grandes responsáveis pelas reviravoltas na forma de Leo agir. Eu fiquei apaixonada pela forma em que o autor colocou o professor como alguém inspirador, um confidente, além é claro, de ensinar o que realmente é a vida para Leo.

Mas o amor é outra coisa. O amor não dá paz. O amor é insone. O amor é elevar a uma potência. O amor é veloz. O amor é amanhã. O amor é tsunami.
O amor é vermelho-sangue. p. 125
Como muitos julgam o livro pela capa, muita gente não sabe é que Branca como o leite, vermelha como sangue é um livro do gênero de sick-lit, que é um gênero que envolve personagens com alguma doença, depressivos, etc. Estragaria a surpresa eu contar o que realmente acontece no enredo, que pode até ser triste, mas é uma história linda de superação e aceitação. Para os fãs da temática, um prato cheio. Para quem não curte, pode ter certeza que vão encontrar muito mais coisas além.

É incrível como esse livro conseguiu me conquistar a ponto de eu demorar tanto para conseguir colocar em palavras tudo o que ele passou para mim. Se eu soubesse, já o teria lido há tempos, desde que foi lançado. E agora só tenho a dizer que ele entrou para a minha seleta lista de favoritos. Vale muito a pena dar uma chance para Alessandro D’Avenia, um autor fantástico. Tenho certeza que ele também vai te conquistar. 

22/05/2013

Clube do Livro: Figurinhas Literárias

Pessoal, por esses dias a Nica do Drafts da Nica, a Dai do No Universo da Literatura e eu, durante a gravação de um hangout sobre Reiniciados, nos surgiu a ideia de fazermos um clube do livro online.

Diversas vezes lemos comentários de leitores que se queixam que em suas cidades não tem eventos, ou que não conhecem mais pessoas que gostam de ler assim como eles, e os blogs literários, twitter, etc, se tornam cantinhos onde podemos compartilhar nossa paixão e encontrar pessoas que amam tanto livros quanto nós.
Então nós três resolvemos trazer esse projeto para vocês, e funcionará como um clube do livro mesmo, a diferença é que será online. 



Como vai funcionar: todo mês escolhemos um livro, lemos e marcamos um dia, que será no fim de semana, e faremos através do hangout um bate-papo sobre ele. Então mostraremos nossa carinha lá, por webcam, conversaremos a vontade, e as pessoas podem interagir com a gente através do bate-papo que aparece do lado. Alguns leitores que quiserem vão poder entrar no hangout ao vivo conosco (sem timidez!) e sempre teremos blogueiros convidados. Os que não quiserem aparecer podem interagir conosco da mesma forma.

20/05/2013

Minha aposta nacional #1: A bailarina da loja de tapetes

Oi pessoal! Depois de fazer uma longa avaliação sobre o que eu tratava aqui no blog, reparei que eu estava deixando a literatura nacional um pouco de lado. Com tantos livros que eu tenho aqui para ler, nem sempre tenho tempo para ler algum livro nacional que está despontando por aí.
É por isso que resolvi criar essa coluna. Nela vou falar de novos livros nacionais que eu sinto que tem grande potencial para conquistar muitos leitores.
Vamos ver a minha primeira indicação?


A bailarina na loja de tapetes é a estreia da autora Ana Corujo, publicado pela Editora Oito e Meio
Adriana Falcão, que escreve para séries como Comédias da Vida Privada, A Grande Família, As Brasileiras, além de roteiros para cinema deu sua opinião:

"Quando eu peguei os papéis e li "A bailarina da loja de tapetes",  Ana Corujo, pensei: que combinação bonita de palavras bonitas. E me pus a bailar pelo texto.Então constatei que a combinação bonita de palavras bonitas continuava história adentro, e me deu vontade de sentar no Arpoador e de gostar da vida."

O que você sente ao abrir uma caixinha de música com uma bailarina?
De repente, foi isso que Ana Beatriz Leão sentiu ao se abrir para trabalhar em uma loja de tapetes raros. Bia é uma advogada paulista de 30 anos que vai morar a trabalho no Rio de Janeiro. Carioca da gema por vocação, ela é demitida inesperadamente de um importante escritório de advocacia, e resolve sair da caixa, para transbordar sua essência e tentar descobrir o que realmente quer.
Apaixonada pelo Arpoador, escritora nas horas vagas, confusa com uma pilha de sentimentos e perguntas, Bia é levada pelo destino a trabalhar na loja de tapetes de uma senhora e grande colecionadora - a Dona Gilda. E assim, Bia começa a se descobrir e a fazer com que os tapetes encontrem seus verdadeiros donos.
Através de analogias e do cotidiano comum, A bailarina da loja de Tapetes ilustra cenários, histórias de amor e descobertas não tão comuns. Tem como palco principal o Arpoador, a Zona Sul do Rio de Janeiro, o eixo Rio – São Paulo e o romantismo de Paris. Então, quando o seu coração falar, escute. E quando a vida decidir mudar tudo o que planejou, aceite.

18/05/2013

Resenha: No limite da atração

Título: No limite da atração
Autora: Katie McGarry
Editora: Verus
Páginas: 364

Ninguém sabe o que aconteceu na noite em que Echo Emerson, uma das garotas mais populares da escola, se transformou em uma “esquisita” cheia de cicatrizes nos braços e alvo preferencial de fofocas. Nem a própria Echo consegue se lembrar de toda a verdade sobre aquela noite terrível. Ela só gostaria que as coisas voltassem ao normal.
Quando Noah Hutchins, o cara lindo e solitário de jaqueta de couro, entra na vida de Echo, com sua atitude durona e sua surpreendente capacidade de compreendê-la, o mundo dela se modifica de maneiras que ela nunca poderia ter imaginado. Supostamente, eles não têm nada em comum. E, com os segredos que ambos escondem, ficar juntos vai se mostrar uma tarefa extremamente complicada.
Ainda assim, é impossível ignorar a atração entre eles. E Echo vai ter de se perguntar até onde é capaz de ir e o que está disposta a arriscar pelo único cara que pode ensiná-la a amar novamente. No limite da atração é um livro sexy e envolvente sobre o amor de duas pessoas que estão perdidas e que juntas tentam desesperadamente se encontrar.


O que mais me atraiu em No limite da atração foi a perspectiva de que ele teria um aspecto parecido com Belo Desastre. Como eu disse na resenha deste, a tão comentada temática new adult me conquistou, e, se eu pudesse ter um gostinho a mais, já estaria muito feliz. Só que No limite da atração foi além: ri, chorei, torci. Realmente não esperava que eu fosse me envolver tanto com esse livro.

A vida de Echo era normal até que um incidente fez que toda a sua vida saísse dos eixos. Agora ela é considerada a estranha da escola, seu namorado super popular a deixou quando todos começaram a olhá-la de outro modo e até uma de suas melhores amigas a deixou na mão. Noah é um típico garoto rebelde, daqueles que todo mundo mantém distância sempre que possível. Mas é claro que todo mundo tem um passado.
É quando Echo entra na vida Noah que tudo ganha um novo sentido: juntos eles vão descobrir que a vida é bem mais do que aquilo que eles imaginam.

Fui em direção à Echo me sentindo um tigre que persegue sua presa. Ela recuou contra a parede, mas continuei minha investida. Pressionei o corpo contra o dela, sentido cada curva sensual. Eu queria tocar cada centímetro daquele corpo. O cheiro doce me intoxicava.
Os olhos dela continuavam sorrindo, mas o sorriso dela desapareceu quando ela mordeu o lábio inferior. Droga, será que ela tinha alguma ideia do que estava fazendo? p. 129
Quando comecei a ler No Limite da Atração fiquei com um baita medo. Medo principalmente de me decepcionar, porque eu estava esperando mais do que deveria dele. Vocês sabem como é, excesso de expectativa sempre atrapalha e era muito provável que isso acontecesse. E sinceramente? Minha expectativa foi infundada, porque nada do que eu esperava dele aconteceu. O livro me surpreendeu por vias totalmente diferentes do que eu podia prever.

O enredo diferencial foi a primeira coisa que chamou minha atenção. Tudo bem que não é tão difícil de achar personagens problemáticos por aí, mas a diferença está em como a autora preparou e conduziu a temática. Katie McGarry não poupa detalhes: ela se aprofunda muito nos problemas de cada um, e, mesmo que as causas e conseqüências de tudo o que aconteceu possam parecer fortes para alguns, isso não é suavizado e é exatamente isso que faz com que você se sinta ainda mais envolvido com os personagens, que você sinta compaixão.

Para isso, McGarry usa de narrativas em primeira pessoa alternadas: em um capítulo você vê tudo com os olhos de Echo e, em outro, é Noah quem nos conta o que está acontecendo. É claro que o livro ficou muito melhor do que se a autora tentasse uma narrativa em terceira pessoa, porque talvez ela não alcançasse o sentimentalismo que despertou no leitor, mas preciso confessar que no começo eu me senti um pouco perdida. Sim, em cada capítulo há indicações de quem irá narrar, mas essas mudanças abruptas de narrativa me confundiram. Nada que afetasse muito a minha leitura, pois, alguns capítulos adiante eu já tinha pegado o ritmo que a autora propôs.

A narrativa também foi uma grande aliada para o romance. Como vemos os dois lados da moeda, dá para perceber o romance se desenvolvendo de uma forma calma, mas, quando você se dá conta, parece que ele sempre esteve ali. É simplesmente uma delícia acompanhar o romance entre Noah e Echo. Os dois se provocam o tempo todo, como um bom new adult deve ser, mas eles têm o que é mais importante: um compreende os problemas do outro. Isso me deixou alucinada, eu torci pelos dois até o final do livro!

Mas não é só um livro sobre romance: relacionamentos entre família e amigos são altamente abordados. Afinal, nem tudo é um conto de fadas e McGarry deixa isso claro. O ponto alto do enredo é exatamente como os dois lidam com esses problemas, os enfrentando mesmo que isso faça com que eles encontrem coragem até onde achavam que não existia. E como é bom ver o desenvolvimento dos dois ao longo do enredo! Eles crescem muito e, no final, os personagens que você conheceu no início do livro já estão totalmente diferentes.

Esquecendo todas as regras que eu tinha criado para este momento, minhas mãos passeavam pelas costas dela, enroscando seus cabelos, trazendo-a toda para perto de mim. Eu queria a Echo. Eu precisava da Echo. p. 183
Felizmente (ou seria infelizmente?) No limite da atração tem um final muito bem definido e, os próximos livros, Crossing the line e Dare you to, são sobre personagens secundários, então, quem estiver fugindo de séries e quiser parar nesse, não vai sentir falta de nada. Mas tenho por mim que quem gostar desse livro, com certeza vai querer ler os próximos e ainda vai pedir para a autora fazer outros livros focados na Echo e no Noah.

Se eu soubesse que iria gostar tanto de No limite da atração teria começado a ler assim que chegou aqui em casa, sem nem esperar um minuto. Um excelente new adult, que cumpre tudo o que propõe, do drama até o romance. Se a temática te atrai, as chances de você se decepcionar são quase nulas. Vale mesmo a pena ler.

Aniversário do O Livreiro: Distopias!

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Para comemorar o aniversário de seis meses do O Livreiro trazemos cinco distopias de sucesso - e bem desejadas por vocês - pra nossa festinha. Para isso, contamos com a ajuda dos blogs Asas Literárias, Calibre CulturalLer e Imaginar e Estante Vertical.

Livros que serão sorteados:
- Pandemônio — O Livreiro 
- Liberta-me — Asas Literárias 
- Insurgente — Calibre Cultural 
- Cinder — Ler e Imaginar 
- A Elite— Estante Vertical

Para participar dessa super promoção é só seguir os procedimentos padrões: cumprir os passos no formulário abaixo (à risca!), ler as regras nos Termos e Condições e, claro, torcer para ser um dos sortudos a ganhar essa promoção incrível!

17/05/2013

Lançamentos #26: Novo Conceito

Título: Na companhia das estrelas
Autor: Peter Heller
Páginas: 352

Em um mundo devastado pela doença, Hig conseguiu escapar à gripe que matou todo mundo que ele conhecia. Sua esposa e seus amigos estão mortos, e ele sobrevive no hangar de um pequeno aeroporto abandonado com seu cachorro, Jasper, e um único vizinho, que odeia a humanidade, ou o que restou dela.
Mas Hig não perde as esperanças. Enquanto sobrevoa a cidade em um avião dos anos 1950, ele sonha com a vida que poderia ter vivido não fosse pela fatalidade que dizimou todos que amava. Hig é um guerreiro sonhador. E tem uma imensa vontade de gente, apesar da desilusão que se abateu sobre ele. Por isso é capaz de arriscar todo seu futuro quando, um dia, o rádio de seu avião capta uma mensagem...


 Título: O livro da loucura e das curas
Autora: Regina O'Melveny
Páginas: 352
Após o desaparecimento repentino de seu pai, Gabriella Mondini enfrenta uma crise: sem o seu aconselhamento, ela não pode mais praticar a medicina. Então, junto de seus dois fiéis servos, Olmina e Lorenzo, ela explora toda a Europa para descobrir para onde — e por que — ele se foi.
Seguindo pistas das ocasionais e enigmáticas cartas do pai, ela vasculha as capitais europeias expandindo os horizontes de seu mundo e acrescentando conhecimentos ao imenso livro das curas que está escrevendo. 
No entanto, ela não conhecerá apenas os limites físicos do continente, mas, também, os mistérios do amor, da perda e da mortalidade. Mistérios que estão no coração de cada alma viajante, especialmente na alma de seu pai.


14/05/2013

Lançamentos #25: Galera Record

Título: O Futuro de Nós Dois
Autores: Jay Asher e Carolyn Mackler
Páginas: 384
É 1996, e menos da metade dos alunos das escolas de ensino médio nos Estados Unidos já tinham usado a internet. Emma acaba de ganhar o primeiro computador e um CD-ROM da America Online de Josh, seu melhor amigo. E ao instalar o programa, logo no primeiro acesso, descobrem que acabam de entrar no Facebook, dali a quinze anos. Todos se perguntam como será o futuro. Josh e Emma estão prestes a descobrir...




 Título: Abandono
Autora: Meg Cabot
Páginas: 320
Pierce tem dezessete anos de idade e sabe o que acontece quando morremos. É assim que ela conheceu John Hayden, o misterioso estranho que fez ela voltar a vida normal — ao menos a vida que Pierce conhecia antes do acidente — quase inacreditável. Embora ela pense que escapou dele — começando em uma nova escola em um novo lugar — confirma-se que ela estava errada. Ele a encontra. O que John quer dela? Pierce acha que sabe… também acha que ele não é um anjo da guarda, e seu mundo sombrio não é exatamente o céu. Mas ela não consegue ficar longe dele, especialmente porque ele está sempre lá quando ela menos espera, exatamente quando ela mais precisa. Mas se ela deixa cair qualquer coisa, ela pode se ver no lugar que ela mais teme. E quando Pierce descobre uma verdade chocante, sabe de onde John a salvou: o submundo.


12/05/2013

Resenha: O clube do biscoito

Título: O clube do biscoito
Autora: Ann Pearlman
Editora: Bertrand
Páginas: 294
Todos os anos, na primeira segunda-feira de dezembro, Marnie e suas doze amigas mais íntimas se reúnem para uma festa, trazendo um montão de biscoitos caseiros lindamente embrulhados. Além dos biscoitos, todas devem comparecer com quitutes, vinho e, lógico, muitas e deliciosas histórias. Este ano, por diversos motivos, o encontro será especialmente importante. A filha mais velha de Marnie está passando por uma gravidez de risco. Quem sabe, ao fim da reunião, vamos descobrir como terminará essa história. O pai de Jeannie está traindo a esposa com a melhor amiga da filha. Quem mais sabe sobre o caso? Mesmo entre amigas tão íntimas quanto elas, será possível simplesmente passar uma borracha e perdoá-los? O marido de Rosie não quer filhos; ela precisará decidir, muito em breve, se isso é motivo para terminar tudo. E não para por aí: após ser deixada pelo marido, a vida financeira de Taylor está em derrocada. Cada mulher, cada amiga tem uma história para contar, e elas estão todas entrelaçadas, assim como suas vidas. 

Já estou com saudades de O Clube do Biscoito. Sempre tive uma vontade enorme de lê-lo e sinceramente? Eu não sabia nem de longe que encontraria uma história que me tocasse tanto assim. A suavidade com que o enredo é traçado me deixou com uma enorme sensação de conforto no coração e, assim que fechei o livro, já sabia que ele entraria na lista dos meus queridinhos.

Na primeira segunda-feira de dezembro de todos os anos, doze mulheres se reúnem para a reunião do clube biscoito. Todas levam dias fazendo dúzias de biscoito para que assim possam presentear suas amigas e doar para caridade. Isso na verdade é um baita pretexto para que todas se encontrem, uma vez que cada uma vive seu próprio drama particular. É através de Marnie, biscoiteira-líder do clube do biscoito, que conhecemos a história de cada uma dessas doze mulheres.

Sou a biscoiteira-líder e esta é minha festa. A reunião do clube do biscoito sempre acontece na primeira segunda-feira de dezembro. Pode marcar no seu calendário. Doze amigas se reúnem, cada uma trazendo treze dúzias de biscoito embrulhadas para presente. Biscoitos caseiros, claro. (...) O clube do biscoito, no fundo, é um lembrete da alegria. E, é claro, um lembrete de que as amigas sempre ajudam uma às outras a suportar chateações e a celebrar alegrias. p. 7/8
Que delícia. Não consigo encontrar palavras melhores para caracterizar O Clube do Biscoito. A história flui tão deliciosamente pela vida dos personagens e, por mais que seja de uma forma lenta, você se sente parte do próprio clube e quer conviver ainda mais com cada personagem, ou seja, não chega a ser um defeito, talvez seja até uma qualidade. E, exatamente por causa disso, eu quis aproveitar cada página ao máximo, e, mesmo que eu quisesse continuar lendo, eu me obrigava a parar simplesmente para curtir e absorver o que eu tinha acabado de ler.

A autora Ann Pearlman usou e abusou da empatia para conquistar qualquer leitor. Cada uma das mulheres retratadas convive com seu próprio drama e a cada uma é dado um foco na narrativa, uma vez que o livro é dividido em exatos doze capítulos. É improvável que você não se identifique com algum problema ou pelo menos sinta certa compaixão pelos casos dados, afinal, temas como traição, aborto, filhos e mudança são altamente abordados.

Por mais que seja uma narrativa em primeira pessoa – quem nos conta todas as histórias é a Marnie, presidente do clube –, você consegue se envolver com todas. A linearidade na narrativa ajuda e muito nisso, afinal, são doze histórias e contar cada uma delas sem que haja uma parada abrupta é uma tarefa árdua e felizmente a autora conseguiu atingir esse objetivo. Fui levada pelo enredo de uma forma tão constante que quando parei para analisar isso no fim do livro fiquei impressionada.

Mas é claro que os biscoitos também fizeram toda a diferença. Todos os capítulos são iniciados pela receita do biscoito que a personagem em foco fez para a reunião. A diagramação contou muitos pontos positivos nelas, uma vez que a editora Bertrand fez com que cada receita ficasse em uma fonte diferente, como se as próprias personagens as tivessem escrito. Nem preciso falar que eu adorei!
E o melhor: a própria autora diz que todas as receitas foram testadas e aprovadas, ou seja, quem não fica com uma baita vontade de ir correndo para a cozinha fazer cada uma delas? Eu mesma fiquei, mas quando fui ver se tinha todos os ingredientes... Baita decepção. Mas eu ainda vou fazer, podem acreditar.

Tem mais: vários ingredientes receberam um super destaque. Além de toda a atenção que deram para o começo dos capítulos, eles são finalizados com uma história de um ingrediente em especial. Foi muito interessante saber que a farinha é uma das grandes responsáveis pela construção de cidades (vocês sabiam dessa?). Cada ingrediente tem um impacto na nossa vida e isso passa  muito despercebido aos olhos de todo mundo! Muito legal mesmo saber dessas curiosidades.

Minhas amigas chegarão cada uma de cada vez e o silêncio aconchegante se dissipará. (...) Mas cada uma traz consigo um turbilhão de expectativa e entusiasmo. E de serenidade, já que podemos ser nós mesmas, uma com as outras. Conhecemos umas às outras há tempo demais e já passamos por coisas demais para ter qualquer reserva ou cautela. Vimos nossos filhos crescerem, relacionamentos se desfazerem e evoluírem a novas configurações, doenças e cirurgias, rugas e dilatação de barrigas e peitos. Já lidamos com traições e brigas. p. 66
Um livro altamente doce e com aquela pitada de drama e amizade nos pontos certos. Me emocionei muito com O Clube do Biscoito e, se tivessem mais páginas, eu não me importaria. Até agora estou pensando no que será que aconteceria com as personagens se tivesse um livro pós-reunião, porque elas se tornaram minhas amigas também, mesmo que por aquele breve espaço de tempo. E eu sei que isso vai acontecer com qualquer um que se abrir para essas histórias emocionantes. Vale mesmo a pena conhecer essas doze mulheres.

Observação: existe realmente um clube do biscoito! A autora pegou sua experiência com o seu clube e a utilizou como inspiração para o livro. É ou não é incrível? Fiquei com vontade de montar um também!

*

Pessoal, quero passar uma super dica para vocês agora, principalmente para aqueles que estão sempre juntando moedas para conseguir dinheiro para comprar algum livro: o Cuponation. O Cuponation é um site que oferece cupons de desconto para as suas compras! E o melhor: há cupons para várias livrarias além de oferecer frete grátis em algumas! Muito bom, não é?
Se você, assim como eu, estava precisando de uma ajudinha financeira, o Cuponation é uma ótima solução! Vale mesmo a pena conferir e ainda de quebra comprar O Clube do Biscoito, não é? :)

08/05/2013

Resenha: Canção do Mar

Título: Canção do Mar
Autora: Amanda Hocking
Série: Watersong #2
Editora: Planeta
Páginas: 208
Harper só quer uma vida segura e normal. Mas quando sua jovem irmã Gemma foge com um bando de garotas bonitas e perigosas, Penn, Thea, e Lexi, tudo muda. Jurando conseguir sua irmã de volta, Harper deve encarar perigos que jamais experimentou. Felizmente, ela tem Daniel do seu lado, um deslumbrante garoto que está ajudando em sua busca e é imune aos poderes sombrios das garotas. Enquanto Harper procura sua irmã, Gemma se esforça para se ajustar a sua nova vida. Seus poderes estão crescendo mais a cada dia, e quanto mais tempo vive com suas novas “irmãs”, mais difícil é resistir ao seu mágico mundo. É um reino tanto sombrio quanto bonito, onde ela é atormentada por uma estranha fome e necessidades indizíveis. Justo quando ela está afastando-se de sua antiga vida, Harper e Daniel a encontram… mas ninguém pode negar o quanto ela mudou. Tudo o que ela quer é voltar para sua família e seu mundo mortal, mas como ela poderá fazer isso quando ela se tornou algo totalmente diferente — e será que eles ainda a amarão quando descobrirem a verdade?

PODE CONTER SPOILERS DO PRIMEIRO VOLUME - Despertar

Por meio desta, eu confesso (quem entender a referência literária coloque nos comentários!): eu juro que tentei. Despertar (resenha), o primeiro livro da série Watersong não foi um livro que eu gostei, mas, por ser um livro introdutório, pensei que a sequência fosse melhor. Mas infelizmente, por mais que eu estivesse sem nenhuma expectativa, Canção do Mar foi ainda pior, quebrando toda a corrente de livros bons que eu vinha lendo.

Após a decepção que eu tive com Despertar, fiquei naquela situação: será que eu leio a continuação? Em minhas experiências, algumas séries conseguiram me ganhar só no segundo livro (já que em séries os primeiros costumam ser mais introdutórios) e, como eu vi algumas pessoas falando bem, resolvi dar uma chance. Só que, assim que comecei a ler os primeiros capítulos, eu percebi que não seria lá como eu esperava.

Para Harper, era quase impossível compreender o que havia acontecido. Quando Alex recuperou os sentidos, tinha certeza de que tudo aquilo de que se lembrava era um sonho bizarro causado pela pancada na cabeça. No entanto, Harper e Daniel foram obrigados a contar a ele que era tudo verdade. Os monstros eram reais e Gemma tinha desaparecido. p. 7
O grande problema é que Canção do Mar não sai do lugar. É um livro que está ali como se fosse para “fazer volume”, não para realmente dar outro rumo ou alguma agitação para a série. O livro segue em linha reta, sem nenhuma ação ou acontecimento novo até as últimas páginas, quando a ação finalmente acontece. A autora, Amanda Hocking, fica dando voltas e voltas em torno da mesma coisa e não sai do lugar.

Quando finalmente o livro saiu do lugar, ele já estava bem no final. Ou seja, foram cinco páginas que tentaram salvar o resto, uma vez que o livro todo parecia sem rumo. Mas mesmo assim, foi uma tentativa falha. Os acontecimentos não foram bem conduzidos, tornado o final totalmente previsível e sem graça.

A única coisa que eu realmente estava empolgada era com a perspectiva de o foco ir para outros personagens, já que o primeiro livro só ficava na Gemma, mas essa mudança não foi tão proveitosa. Personagens que eu achava legais, como a Harper e o Daniel, apesar de serem mais bem explorados, ficaram chatos ao passar do livro, justamente por causa do enredo lento e cansativo.

Outra coisa que eu tenho que ressaltar é que a autora poderia ter explorado diversas partes da mitologia das sirenas e não conseguiu fazer isso com êxito. Ela simplesmente jogou esse assunto para outros personagens, como se isso fosse a coisa mais normal do mundo, e deixou por isso. Não teve aquele gosto de descoberta por parte de ninguém. Por mim essa parte seria totalmente diferente.

Esta era a pior parte. Tudo o que havia acontecido nos últimos dias tinha sido horrível, mas o marulho tornava impossível pensar ou descansar. Ele assombrava os sonhos dela e a mantinha acordada ao longo da noite, de um modo que fazia com que ela não conseguisse se sentir à vontade na própria pele.
Gema queria rastejar para fora do seu corpo, mas não podia. p. 25
Mas algo que eu não tenho a reclamar é o trabalho da Editora Planeta nesse livro. A diagramação continua tão linda quanto a de Despertar, com as primeiras páginas de cada capítulo diagramadas para se parecem com ondas do mar. Queria ter tirado foto para colocar na resenha, mas estou sem câmera (tentarei atualizar em breve com fotos). E eu adoro a capa! Não tem brilhos como o primeiro livro, mas ainda assim é linda!

Infelizmente, vou ter que dizer para vocês: abandonei a série Watersong. A autora tinha algo muito promissor em mãos, mas não conseguiu atingir um ponto em que me conquistasse.
Se você leu Despertar e gostou, sugiro que você leia esse livro sim! Afinal, assim como eu não gostei do primeiro e muita gente gostou, esse pode te encantar. Mas se você não gostou, não vale a pena insistir. Agora, se você ainda não começou, tente pelo menos o primeiro livro. Ele ditará sua experiência com os próximos. 

05/05/2013

Resenha: Garotos, garotas e outros materiais explosivos

Título: Garotos, garotas e outros materiais explosivos
Autora: Rosaling Wiseman
Editora: Galera
Páginas: 320

Rosalind Wiseman mergulha no mundo das garotas e analisa tudo o que diz respeito à adolescência - da relação das jovens com a fofoca e os namorados até as panelinhas típicas dessa fase. Um romance divertido e inovador sobre amizade, traição e o que os jovens são capazes de fazer para se sentirem aceitos. Enquanto navega entre as difíceis águas do oceano estudantil - nerds, esportistas, populares -, Charlie Healey aprende cada vez mais sobre si mesma, o que é certo e o que é errado. 


Vocês já leram algum livro sem ter a mínima noção do que ele se trata? Foi isso o que aconteceu comigo em Garotos, garotas e outros materiais explosivos. Não tinha base alguma sobre o que ele se tratava e talvez isso tenha sido a melhor coisa que fiz. Peguei o livro sem nenhuma expectativa e o enredo mediano me encantou exatamente por causa disso.

Charlie (apelido de Charlotte) acaba de entrar para uma escola nova. Isso era tudo o que ela queria e quando finalmente consegue, ela acaba reencontrando pessoas que jamais esperaria. É através da visão de Charlie que conhecemos vários dilemas que cercam a vida de um adolescente no Ensino Médio: preconceito, intrigas, aulas e é claro, romance.

E se eu tivesse entrado nesta escola, pela qual esperei meses, e de alguma forma acabasse fazendo amizade com garotas que odiava? E se eu tivesse perdido a habilidade de saber quem era genuinamente um ser humano decente e quem era um pesadelo? Pode ser difícil distinguir, às vezes.
Mas aqui estava meu começo do zero. p. 19
Como eu disse, fiquei encantada com Garotos, garotas e outros materiais explosivos. Eu sempre gostei de livros mais leves, que envolvam high school – ou o famoso Ensino Médio – e não vejo nada de errado nesse gênero. Eles sempre me curam daquela temida ressaca literária e sempre são uma leitura gostosa. Só que, por eu não saber nada sobre o livro além da sinopse, eu não sabia o que esperar. E felizmente ele me agradou.

O enredo não tem nada de original: uma garota entrando em uma nova escola, conhecendo um mundo totalmente diferente, romances acontecem e o que mais tem é fofoca e intriga. Mas, querendo ou não, esses são elementos que, quando unidos, conseguem formar uma boa trama. E foi isso que Rosaling Wiseman conseguiu fazer: uma história repleta de dramas adolescentes que envolve qualquer um que se deixe levar e que é capaz de arrancar boas risadas do leitor.

Apesar de os personagens agradarem, você não desenvolve nenhuma relação especial com eles. É claro que você torce para que alguns se deem mal e para que outros consigam o que querem, mas você não tem uma ligação particular com nenhum deles. Charlie é uma garota determinada, apesar de sofrer com seus dramas, e nisso a autora consegue fazer com maestria com que garotas de 13, 14 anos se identifiquem com a protagonista. Os personagens secundários também não deixam a desejar, sendo eles o principal motivo das risadas.

Mas vamos aos fatos: eu só fui descobrir que o livro era da mesma autora de Meninas Malvadas no final do livro. Imaginem a minha cara ao descobrir? Para quem não sabe Meninas Malvadas já virou até um filme estrelado pela Lindsay Lohan, Rachel McAdams e Amanda Seyfried em 2004. Fiquei mais empolgada ainda para ler essa outra obra da autora, que, apesar de não ser ficcional que nem Garotos, garotas e outros materiais explosivos, parece ser uma leitura interessante para quem quer se aprofundar ainda mais nesse mundo dos adolescentes.

Se precisei de mais motivação para ser escritora enquanto crescia, ter pessoas gostando do que eu escrevia era o que faltava. (...) Mas, em pouco tempo, o que eu pensava sobre escrever, sobre Lauren ou sobre qualquer outra coisa tinha deixado de importar, porque, repentinamente, estava enterrada sob uma avalanche de trabalhos e provas. Sério, como se espera que alguém seja inteligente em cinco assuntos simultâneos? Quer dizer, por que temos de ser tão equilibrados? O que exatamente é tão bom nisso? p. 180
Se você não tem seus 13, 14 anos mais, uma coisa é certa: esse livro vai te trazer uma baita nostalgia, porém você não vai conseguir aproveitar o máximo que a leitura tem a oferecer e pode até achar o livro infantil. Mas, se você ainda está nessa faixa de idade e gosta de livros nesse estilo, você vai ter uma leitura muito proveitosa e vai curtir bastante.

Então, é aquilo: não é um livro que vai mudar sua vida, mas com certeza vai te deixar entretido por algumas horas, especialmente se você não tiver nenhuma expectativa em relação a ele. É aquela leitura gostosa que te acompanha naqueles momentos que você não quer se arriscar ou não está realmente afim de uma temática mais densa. Se você estiver precisando de um livro assim, vai por mim, esse vale a pena. 

03/05/2013

Conexão Futura: eu fui!

Olá leitores! Não sei se todos vocês souberam, mas hoje eu fui ao programa Conexão Futura, com os autores Luis Eduardo Matta e a Tammy Luciano.
Foi um dia de MUITO nervosismo (não posso dizer pra vocês o quanto eu estava nervosa), até porque foi a primeira vez que eu dei uma entrevista para televisão e foi logo ao vivo e do lado de dois autores que eu admiro muito! Imaginem só a situação em que eu estava? 



Foi um grande prazer conhecer autores tão fantásticos quanto a Tammy e o Luis Eduardo. Além de serem excelentes autores, são pessoas muito simpáticas e queridas.
Apesar de todo o nervosismo, foi um programa super bacana, em que falamos sobre literatura jovem. Vou deixar o vídeo para quem não conseguiu assistir pela TV, e por favor, tenham compaixão e entendam a minha situação, ok? haha :D