31/07/2013

Promoção: Fama + O Projeto Rosie

Leitura boa é leitura para ser compartilhada. É pensando nisso que o Último Romance e o Estante Vertical se uniram para dar aos leitures dois chick-lits de primeira: Fama, de Tilly Bagshawe, e O Projeto Rosie, de Graeme Simsion (clique nos títulos para ser direcionado para as resenhas). Apenas um dos sortudos que participarem levará os dois livros para casa, por isso fique de olho nas regras, torça bastante e vão à luta!


Regras básicas: 


30/07/2013

Sobre o novo layout do blog, explicações e mais!

Ei pessoal! E aí, como vão? Eu estou super empolgada aqui por causa do novo layout do blog! *--------* Pensei nisso durante um bom tempo e finalmente o resultado foi ao ar ontem. :) Como muitas pessoas ficaram me perguntando o motivo, já que gostavam tanto do outro, resolvi fazer um post explicando e dando algumas informações adicionais.


29/07/2013

Resenha: Métrica

Título: Métrica
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera
Páginas: 304
O romance de estreia de Colleen Hoover, autora que viria a figurar na lista de best sellers do New York Times, apresenta uma família devastada por uma morte repentina. Após a perda inesperada do pai, Layken, de 18 anos, é obrigada a ser o suporte tanto da mãe quanto do irmão mais novo. Por fora, ela parece resiliente e tenaz; por dentro, entretanto, está perdendo as esperanças. Um rapaz transforma tudo isso: o vizinho de 21 anos, que se identifica com a realidade de Layken e parece entendê-la como ninguém. A atração entre os dois é inevitável, mas talvez o destino não esteja pronto para aceitar esse amor. 

Devido ao número elevado de comentários bons a respeito de Métrica, dei uma chance a esse livro. Afinal, como ele é classificado como um New Adult (mesma classificação dada a Belo Desastre e No limite da atração), a possibilidade de eu me decepcionar seria mínima, já que a temática me agrada e muito. Mas infelizmente não foi isso o que aconteceu. A empolgação que eu tinha no começo do livro se transformou em frustração ao longo do enredo e fechei o livro extremamente decepcionada com ele.

Lake acaba de chegar ao Mississipi. Após a morte de seu pai, sua família se encheu de dívidas e a melhor decisão foi ser buscar novas oportunidades em um lugar completamente diferente para que ela, sua mãe e seu irmão pudessem se manter. Um pouco do sofrimento dela parece ir embora quando ela conhece seu novo vizinho, Will, um homem bonito, charmoso e apaixonado por poesia. Só que nenhum dos dois esperava que uma descoberta pudesse colocar tudo a perder.

Gosto muito da facilidade dessa transição; é como se estivéssemos acostumados a ficar de mãos dadas há anos. Até agora, tudo no encontra está sendo fácil. Estou gostando do senso de humor de Will. E do fato de eu estar rindo perto dele com tanta facilidade após ter passado tantos meses sem rir. p. 44
Sabe quando você espera que alguma coisa impactante aconteça durante algum livro, acaba lendo mais rápido para ver se essa parte chega logo e acaba terminando o livro sem encontrar? Pois é. Foi exatamente isso o que aconteceu comigo em Métrica. Como estava vendo muita gente falando que o livro era incrível e tudo mais, minha expectativa foi lá no alto. Comecei já esperando algum que superasse minhas experiências com new adults, e acho que esse foi o meu grande erro.

Métrica me passou a ideia de mais do mesmo. Aqui aquela típica história de um casal que se apaixona e não pode ficar junto por causa de alguma adversidade se repete. Não que eu não goste de um bom clichê, afinal, eles funcionam quando bem empregados, mas nesse caso eu queria mais do que isso, porque eu esperei muito que o livro tivesse um ápice e esse não chegou. Além disso, senti o romance muito forçado. Lake chega na cidade e, assim que coloca os olhos em Will, os dois já estão apaixonados. A autora Collen Hoover poderia ter trabalhado um pouco mais nesse romance, para que ele pudesse se desenvolver mais devagar e não fosse tão abrupto assim.

Apesar disso, os dois protagonistas são agradáveis. A narrativa em primeira pessoa faz com que conheçamos ainda mais a Lake e principalmente suas fraquezas. É interessante como a autora coloca uma personagem que aparenta ser forte, mas que no fundo é mais sensível do que parece. Já Will com certeza vai conquistar muitos corações por aí. Mas eu me apeguei aos personagens secundários. Eddie, melhor amiga de Lake, merecia ter um destaque maior. As partes em que ela apareceu foram as melhores, sem dúvida. Merecia ter um livro só dela.

Morte. A única coisa inevitável na vida.
As pessoas não gostam de falar sobre a morte porque
isso as deixa tristes.
Elas não querem pensar que a vida vai continuar sem elas,
Que todas as pessoas que elas amam vão ficar de luto brevemente,
mas vão continuar respirando. p. 54/55
Se por um lado eu me decepcionei com o que eu não encontrei, o que eu encontrei valeu a pena. Métrica passa durante todo o enredo uma mensagem muito bonita sobre família, como esta sempre vem em primeiro lugar, não importa a situação e isso é muito bem construído. Também tem a parte da poesia, que eu achei extremamente interessante ser colocada. A autora explorou tão bem essa parte que qualquer um fica apaixonado pelas poesias presentes no livro e fica com ainda mais vontade de explorar o mundo poético.

Talvez se eu não estivesse esperando tanto desse livro ou se antes de ler eu tivesse em mente que ele seria um romance mais leve do que os new adults que eu costumo e gosto de ler, ele teria me agradado mais. Não foi uma leitura ruim, mas não tudo aquilo. É claro que, assim como funcionou para outras pessoas, para vocês também pode funcionar. Mas já tenham em mente o estilo que ele segue. 

28/07/2013

Maratona Literária


Olá pessoal! Vocês provavelmente devem ter visto sobre essa maratona em vários outros blogs por aí que também estão participando, mas vamos lá: a Maratona Literária acontecerá durante essa semana (29/07 a 04/08) e o objetivo é diminuir a lista de livros para ler. E o que é melhor do que um evento que está reunindo vários leitores para dar animação, não é mesmo?

Até ontem eu não iria participar porque não sei como será a minha semana. Mas me empolguei quando me perguntaram se eu iria participar ou não, já que não tinham visto nada por aqui. Agora é oficial: vou participar. Não sei se vou conseguir cumprir as minhas metas, mas não custa tentar. E o mesmo vale para vocês! Se ainda tem alguém que não tá sabendo sobre essa maratona, clica aqui e corre para ver como proceder.

Como o objetivo é ler mais do que a gente normalmente lê, decidi colocar cinco livros na minha meta. O normal é que eu leia dois, no máximo três livros por semana. Como eu tenho alguns livros aqui que eu já deveria ter lido há um tempo, coloquei-os na lista. Vou tentar fazer algum tipo de esquema para conseguir lê-los a tempo, porque estudo e bom, tenho dormido mais do que a cama ultimamente (ok, relevem essa parte! hahaha).

Esses são os livros que eu escolhi para a maratona:


A ordem que eu pretendo ler é a mesma da foto, de cima para baixo: começando com Bom de briga e terminando a semana com O Pessegueiro. Espero chegar no último antes do período proposto, porque aí TALVEZ eu comece um sexto! Me animaria muito se isso acontecesse. Torçam por mim!

E vocês? Também estão participando da maratona? Qual é a meta de vocês? :)

27/07/2013

Promoção: Os Defensores - Museu de Ladrões e Cidade de Mentiras

Já sei que vocês estão doidos para ganhar mais livros, não é verdade? E que tal ganhar logo dois livros de uma vez? Vamos sortear os dois primeiros livros da trilogia Os Defensores, publicados pela editora Farol Literário.
Ficaram animados? Participem MUITO e boa sorte! :)


25/07/2013

Resenha: O projeto Rosie

Título: O projeto Rosie
Autor: Graeme Simsion
Editora: Record
Páginas: 320
Perto de completar 40 anos, o peculiar professor de genética Don Tillman havia desistido do amor. Para acompanhar sua rotina severamente cronometrada, com esquema de refeições padronizadas, um cronograma para a execução de cada compromisso (inclusive para a prática de exercícios físicos antes de dormir) e lidar com sua falta de habilidade social, só mesmo a mulher perfeita. E ele já sabe como encontra-la. Ou pelo menos acha que sabe. Ele desenvolve o projeto Esposa Perfeita, um questionário meticuloso que irá ajudá-lo a selecionar candidatas adequadas a seu estilo de vida. Mas quando Don conhece a jovem Rosie ele descobre que nem tudo na vida pode ser programado... e que o amor pode, de repente, vir a seu encontro.

Um livro peculiar. O projeto Rosie é uma daquelas histórias que agradam por ter elementos que fogem do comum, o que a torna única e na qual você fica pensando durante dias. E sim, isso também aconteceu comigo. É claro que eu já tinha certa ansiedade para lê-lo, porque fiz o teste que a editora Record em que respondíamos algumas perguntas do questionário preparado pelo protagonista da história. Mas nem de longe eu esperava que fosse encontrar o que encontrei.

Don é um homem metódico, organizado até demais, muito inteligente e quer somente uma coisa: encontrar a esposa perfeita. Depois de várias decepções com encontros mal sucedidos, ele encontrou a única opção que lhe parecia viável: criou um questionário de dezesseis páginas para encontrar aquela que fosse totalmente adequada para ele. Só que sua vida dá uma reviravolta quando ele conhece Rosie, a garota mais improvável do mundo para os padrões de Don.

Um questionário! Uma solução tão óbvia. Um instrumento cientificamente válido, com propósito definido, que incorpora as melhores práticas atuais para filtrar as mulheres que são perda de tempo, as desorganizadas, as que discriminam sabores de sorvete, as que reclamam de abuso sexual visual, as esotéricas, as leitoras de horóscopo, as obcecadas por moda, as fanáticas religiosas, as veganas, as que gostam de assistir esportes, as criacionistas, as fumantes, as cientificamente analfabetas e as homeopatas, deixando, do ponto de vista ideal, apenas a parceira perfeita ou, do ponto de vista realista, uma lista mais administrável de candidatas. p. 25
Tenho que ser sincera: O projeto Rosie não me agradou desde o início. Pensei que ia ser um romance mais água com açúcar, principalmente por causa da capa (que é incrivelmente linda e resume extremamente bem o enredo), e no começo eu não conseguia me adaptar ao jeito do Don. Ele me parecia excêntrico demais e, por ser super metódico, senti que os detalhes que cercavam as manias dele deixaram a leitura arrastada. Cheguei a pensar que, por causa desse começo, eu não gostaria do restante do livro. Mas, como eu não dessas que desistem facilmente de um livro, insisti. E felizmente eu fiz isso.

A narrativa de Graeme Simsion conseguiu evoluir de uma forma incrível depois desses capítulos iniciais. Assim que me acostumei com o jeito do Don, tudo fluiu de uma maneira até mais rápida do que eu imaginava, porque surgiram situações muito cômicas envolvendo o protagonista e a Rosie, então as páginas foram passando que eu nem percebi. Foi a partir desse momento que a leitura ficou extremamente gostosa e eu precisava saber o que ia acontecer, porque acabei me apegando demais a história.

Os responsáveis foram com certeza os protagonistas. Como é uma narrativa em primeira pessoa, deu para entender o Don, apesar de todas as suas esquisitices. A Rosie é totalmente o oposto dele, então já dá para imaginar as situações em que os dois se metem, não é mesmo? Essa é a típica história em que os opostos se atraem, com uma pitada de humor e excentricidade. É o tipo de livro que realmente me ganha. Sem falar na empatia que senti por eles. Além dos protagonistas, há personagens secundários que fazem toda a diferença no enredo, mas que não ganham tanto foco assim e não fazem tanta falsa. O livro é sobre o Don, seu comportamento nem um pouco social e Rosie, ou seja, não esperem enredos secundários bem explorados.

Uma mulher havia me dado seu telefone e me pedido para ligar. Mais do que o Incidente do Esporte Fino, do Jantar na Varanda, e até mesmo a empolgação do potencial Projeto Pai, isso havia abalado meu mundo. Eu sabia que era algo que acontecia com frequência: as pessoas nos livros, filmes e programas de TV fazem exatamente o que Rosie tinha feito. Mas isso nunca havia acontecido comigo. Nenhuma mulher jamais havia anotado num papel de modo casual, automático, irrefletido, e dito “Me liga”. Eu havia sido temporariamente incluído numa cultura que considerava estar fechada para mim. p.85
O projeto Rosie, apesar de ser um romance, não é sentimental demais. E esse foi o grande trunfo do autor: ao colocar o romance sob o ponto de vista de alguém que é quase incapaz de ter emoções, ele fez com que a evolução do Don ao longo do enredo ficasse ainda mais aparente. O Don que conhecemos no início do livro é totalmente diferente daquele que chega ao final. Eu adoro quando isso acontece, porque dá uma sensação que todas aquelas situações tiveram um propósito para o personagem e não acaba sem que você sinta que o dever do livro foi cumprido.

Em geral, eu curti muito a leitura. É claro que tive algumas decepções porque uma ou outra expectativa minha não foram cumpridas, porém o restante do livro foi compensador nesse sentido. Me diverti muito e a cada página que passava, torcia ainda mais para que tudo desse certo para o Don. O projeto Rosie tem muito mais a oferecer do que o próprio título e sinopse sugerem e com certeza quem for lê-lo terá uma boa história em mãos.

Observação: sabem o que eu acharia legal ter no livro e eu não encontrei? O questionário do Don, que foi o grande responsável por tudo acontecer, na verdade. O que será que tinha naquele questionário? Fica a curiosidade agora.

23/07/2013

Lançamentos #31: Grupo Editorial Record

Título: Perdida
Autora: Carina Rissi
Páginas: 364
Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição. Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter ideia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Com a ajuda de prestativo Ian, Sofia embarca numa procura as cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam leva-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...

 Título: É assim que você a perde
Autor: Junot Díaz
Páginas: 224
É assim que você a perde é uma leitura viciante, que flui como uma conversa, uma confissão, na qual o narrador é um homem que não consegue evitar seus deslizes, que repetidamente se rende às tentações da carne. A primeira que ele ama também é a primeira que ele trai. Ao relembrar essa história Yuniur, um imigrante latino refém de seu sangue quente, dá início a uma inebriante expiação do desejo. Tudo começa com a menina Magda, traída por ele apesar de ser seu primeiro e verdadeiro amor, e culmina na mais recente traição do personagem que é simplesmente chocante, perturbadora, tanto para o leitor quanto para Yuniur — que fica abismado com sua própria canalhice. Entrou na lista dos mais vendidos do New York Times e figurou em importantes seleções de melhores livros do ano de 2012: New York Times, Washington Post, Huffington Post, Time Magazine, entre outras. 


20/07/2013

Resenha: Os Defensores - Cidade de Mentiras

Título: Cidade de Mentiras (Os Defensores #2)
Autora: Lian Tanner
Editora: Farol Literário
Páginas: 312
Goldie Roth é uma ladra treinada e hábil mentirosa. Junto com seu amigo Toadspit ela deve se tornar uma das Defensoras do Museu de Dunt. Mas seus pais estão doentes e Goldie não pode abandoná-los. Quando a irmã de Toadspit desaparece, Goldie é forçada a tomar uma decisão. Ela e Toadspit seguem as pistas deixadas pelos sequestradores e vão parar na vizinha cidade de Spoke. No caminho, Toadspit também é capturado, e Goldie terá de enfrentar sozinha as ameaças da cidade. Entre essas ameaças está o tradicional Festival das Mentiras, lugar em que cada palavra dita signifi ca outra coisa e ninguém é confi ável. Durante o Festival, Goldie descobre segredos que podem colocar em risco a sua vida e a de seus amigos. Ela vai precisar de um plano e de todo o seu talento para sobreviver e salvar a todos. 


ESSA RESENHA NÃO CONTÉM SPOILERS!

Assim que terminei o primeiro livro da trilogia Os DefensoresMuseu de Ladrões (resenha) – fui correndo pegar Cidade de Mentiras. Estava com expectativas altas em relação a esse livro por ele já não precisar fazer nenhum tipo de introdução e provavelmente iria direto ao assunto em si. E tenho que dizer a verdade: ele me surpreendeu e muito, exatamente por não ter nada do que eu esperava. O aspecto mágico ficou ainda mais intenso nesse livro e finalmente a trilogia conseguiu me conquistar de vez.

Surpreendente. É isso o que eu tenho a dizer sobre esse livro. Assim que terminei Museu de Ladrões, pensei que o enredo da continuação seguiria naquele caminho, falando mais segredos sobre o Museu de Dunt e me deixando ainda mais encantada, uma vez que eu adorei todo o mistério que o envolve. Mas a autora preferiu fazer uma ambientação totalmente diferente: nesse livro, estamos em pleno Festival das Mentiras, na cidade de Spoke. E quem disse que isso me decepcionou? Na verdade, fiquei ainda mais impressionada com a capacidade criativa da autora.

Mas então ela fugiu e encontrou refúgio no Museu de Dunt. Nos meses que passou lá, ela cresceu. Mais do que isso, tornou-se uma ótima ladra e uma mentirosa habilidosa. Ela aprendeu os Três Métodos de Ocultação, e a Primeira Canção, e como agir com coragem inabalável, mesmo quando tomada pelo medo.
As lições alimentaram alguma necessidade muito profunda dentro dela, e o museu rapidamente passou a ser um lar para ela. p. 5
O mundo criado por Lian Tanner é mágico. Todas as aventuras vividas por Goldie e Toadspit conseguiram me deixar boquiaberta e sedenta pelo que ia acontecer. Li muito rápido por causa disso e pela curiosidade que a autora desperta. Não senti em nenhum momento que o livro ficava entediante ou cansativo, porque, como eu já estava familiarizada com todos os aspectos históricos da cidade de Jewel, nenhuma apresentação foi necessária, partindo direto para o que mais empolgou no livro: a ação.

O livro não para em nenhum minuto! Se algo acontece em uma página, na outra já temos o efeito disso e muito mais para acontecer. Há quanto tempo eu não lia nada que deixasse a enrolação de lado e fizesse com que eu ficasse tão empolgada assim! Preciso dizer a verdade: essa é uma das melhores trilogias na temática que eu já li. Poucas conseguem me deixar desse jeito, querendo fazer com que todo mundo conheça essa história.

Os personagens dessa vez foram ainda mais encantadores. Goldie, a nossa protagonista, fica ainda mais forte e corajosa, disposta a deixar tudo para trás se isso significa salvar e ficar com aqueles que ama. Como eu sinto falta de protagonistas assim! Só fiquei um pouco decepcionada do Museu de Dunt e os personagens que nele vivem não aparecerem tanto assim. É claro que o enredo muito bem construído compensa, mas eu acredito que vocês entendam que a gente acaba sentindo falta daqueles que a gente gosta tanto. Estou torcendo muito para que a intenção da autora tenha sido guardá-los para o tão esperado desfecho da trilogia.

A Imitação do Nada era uma das coisas mais importantes que ela tinha aprendido em seu treinamento como ladra. Isso não fazia com que ela ficasse invisível, mas sim que parecesse insignificante. Tão insignificante que até a luz passava por ela sem se deter. (...)
A mente dela começou a se expandir, até que ela fosse capaz de sentir cada pedacinho de vida, grande e pequena, desperta e adormecida. p. 75
A autora faz uma narrativa fluida, sem nenhum tropeço e que, no fim, você sente que foi completa. Tive a sensação de que a autora cumpriu seu dever e deixou aquelas pontinhas soltas que fazem qualquer um arrancar os cabelos para ter o último livro já, que por enquanto tem a melhor avaliação entre os três livros no Goodreads. É ou não é para qualquer um ficar ainda mais curioso? A continuação se chama Path os Beasts e a capa deve seguir o padrão do hardcover australiano (clique aqui para ver), como ocorreu com os primeiros livros da trilogia.


As ilustrações também estão presentes nesse livro! Muito legais, não é? (E relevem a imagem escura, a luz não ajudou!)

Se você gosta de fantasia, principalmente as infanto-juvenis, esse livro é ideal. Não espere, corra e leia. Para os que ainda estão em dúvida, deem uma chance. A trilogia me conquistou de vez agora e com vocês pode acontecer o mesmo. Sei que muitos andam fugindo de livros com continuação, mas abram uma exceção. Garanto que é uma aventura deliciosa e para todos os gostos e idades. 

18/07/2013

Capa x Capa: Os Defensores - Museu de Ladrões

Hey, pessoal! Olha o que está de volta, depois de mais de um ano: a coluna Capa x Capa. Há alguns meses estava pensando em voltar com ela e com outras colunas e finalmente vou colocar essa ideia em prática.
Resolvi começar com Museu de Ladrões, porque foi o último livro que li e, ao fazer algumas pesquisas para saber mais sobre ele, encontrei as capas de outros países e super me empolguei para colocá-las aqui. Vamos ver? :)


                  Estados Unidos                                                     Austrália                                                       Brasil

Agora é com vocês! Votem e escolham a melhor capa! :)


16/07/2013

Resenha: Os Defensores - Museu de Ladrões

Título: Museu de Ladrões (Defensores #1)
Autora: Lian Tanner
Editora: Farol Literário
Páginas: 352
Bem-vindo à tirânica cidade de Jewel, onde a impaciência é um pecado e a ousadia é um crime. Goldie Roth viveu em Jewel por toda a sua vida. Como toda criança da cidade, ela deve andar presa em correntes até o Dia da Separação, e é forçada a obedecer aos temidos Guardiões Abençoados. Quando o Dia de sua Separação é cancelado, por causa de uma misteriosa ameaça à cidade, Goldie não suporta a ideia de ser novamente acorrentada e foge para o Museu de Dunt, onde conhece Toadspit. No entanto, seus dias não serão mais calmos que antigamente. Os corredores do Museu são cheios de armadilhas e segredos adormecidos que se despertos podem acabar com a vida na cidade. Mas se você pensa que esse livro traz histórias de crianças, está inteiramente enganado. Morte, suspense e muita crueldade envolvem o primeiro volume desta trilogia, em que os protagonistas terão que provar suas habilidades e frieza para garantir sua sobrevivência.


Estou cada vez mais mudando a minha opinião em relação aos infanto-juvenis. Até meados do ano passado poucos tinham me agradado até que eu conheci Lemony Snicket (como vocês bem sabem, a narrativa do cara é demais!). Desde então, só tenho conhecido livros nessa temática que são incríveis e não poderia ser diferente com Museu de Ladrões, uma vez que o livro tem um público alvo bem mais abrangente do que eu esperava. Com uma mistura de aventura e suspense, o primeiro livro da trilogia Defensores é muito bom.

A cidade de Jewel possui regras estritas com relação às crianças. Por estas serem de bastante importância, elas ficam sob vigilância constante até certa idade, quando são separados. Esse dia finalmente chegou para Goldie, mas o dia que ela acreditava ser o mais feliz de sua vida vai por água abaixo quando acontece uma tragédia na cidade. Com raiva, ela foge e vai parar no museu da cidade. O que ela não sabia é que aquele não era um museu comum e que ele poderia ter mais segredos do que ela poderia imaginar.

Não havia sinal da história gloriosa que Sinew tinha prometido aos Guardiões Abençoados. Em vez disso, as salas pareciam estar cheias apenas de lixo. Havia quadros rasgados e cadeiras rachadas. Havia relógios sem pêndulo com os ponteiros encalhados em algum passado longínquo. Havia garrafas quebradas, e pedras e frascos vazios.
Era o lugar mais desinteressante que Goldie já tinha visto e isso era bom. Ela não queria se interessar. p. 70
A única coisa que eu sabia sobre esse livro era o que dizia a sinopse. Até prefiro assim algumas vezes para que eu possa me surpreender ainda mais. Porém, no começo do livro, fiquei um pouco receosa. Isso porque eu não estava conseguindo entender nada do ambiente criado pela autora, uma vez que ela já começa jogando várias informações, como nomenclaturas e tradições e estas são apresentadas sem nenhuma explicação inicial. Ou seja, a minha primeira impressão do livro não foi nada legal.

É claro que eu persisti na leitura, porque a proposta do enredo ainda me parecia convincente.  Depois dos capítulos iniciais, que foram bem cansativos para mim, tudo começou a se ajustar. Comecei a me ambientar e as tais explicações acabaram não sendo tão necessárias, porque o próprio enredo foi soltando algumas informações que fizeram tudo ganhar um novo sentido. E foi só a partir deste ponto que a leitura começou a fluir de uma vez e a empatia com os personagens aumentou.

Quando vi, já estava lendo Museu de Ladrões desesperadamente para saber como todos os personagens iriam dar conta do problema que os cercou. Tenho que admitir que o suspense criado por Lian Tanner é magnífico. Todos os segredos cercando o museu perduram até o final e a cada coisa que descobrimos, o mundo criado pela autora se torna ainda mais mágico. O museu foi uma das partes que eu mais gostei no livro na verdade, sendo ele mesmo um dos protagonistas da história – algo que vocês só vão entender quando lerem.

Algo que eu acho digno de nota, que eu notei e acabei estranhando um pouco no início, é que a autora não faz descrições dos personagens. Ela não fala se eles são altos, baixos, gordos ou magros. O único guia que você tem para isso são as ilustrações (que são lindas) que acompanham o início dos capítulos, que mostram cada personagem que é importante para o enredo. Foi uma escolha muito eficaz, porque no final das contas as descrições não fazem falta e isso deixou o enredo muito mais focado na trama principal do que em detalhes que poderiam tornar a leitura arrastada.

As salas pareciam não terminar nunca mais. Goldie sabia que o museu não tinha como ser assim tão grande, mas ele continuava se estendendo a sua frente. As portas em que eles passavam eram tão largas quanto bulevares. As vitrines formavam fileiras infinitas. (...)
Goldie nunca tinha visto algo tão interessante. p. 86/87
Sobre os personagens, eu não consegui me simpatizar tanto com a maioria deles (com exceção do cachorro Broo, que é simpaticíssimo) até o final do livro porque não me passaram aquele carisma. Só nos últimos capítulos que foi quando teve houve ápice da ação é que eles caíram no meu gosto. Exatamente por esse motivo que eu quero muito ler a continuação, para ver se os personagens se tornarão ainda mais queridos.

A edição ficou lindíssima com as ilustrações, além de o livro ter esse aspecto envelhecido que deixa a capa ainda mais bonita e condizente com o enredo.
Museu de Ladrões é um livro bom, daqueles que são uma boa companhia quando precisamos de um livro diferente, com muita ação e aventura. Se você está procurando um livro nesse estilo, vale a pena ler. Não vai ser um que eu colocaria na lista de favoritos, mas é uma leitura gostosa. 

14/07/2013

Resenha: O azarão

Título: O azarão (Irmãos Wolfe #1)
Autor: Markus Zusak
Editora: Bertrand
Páginas: 176
Narrado em primeira pessoa, o livro apresenta a história de Cameron Wolfe, um garoto de 15 anos, perdido na vida e que vive às turras com a família. Trabalha com o pai encanador e sua mãe está sempre brigando com os filhos, na pequena casa onde todos moram juntos. Steve é o mais velho e mais bem-sucedido. Sarah é a segunda, e está sempre dando uns amassos com o namorado. Rube é o terceiro e o mais próximo de Cameron. Os dois, além de boxeadores amadores, vivem armando esquemas para roubar lojas e outros locais do tipo. Contudo, os planos nunca saem do papel. Uma história sobre a vida e sobre as lições que dela podem ser tiradas. Um romance de formação que exibe um jovem incorrigível, infeliz consigo mesmo e com sua vida.

Sou fã declarada do Markus Zusak. Li A menina que roubava livros e Eu sou o mensageiro e desde que O azarão foi lançado fiquei com aquela vontade de ler logo, afinal, é claro que eu tinha curiosidade para saber como o autor tinha se saído em seu livro de estreia. O fato é que eu não encontrei algo tão grandioso quanto os outros livros dele, mas também não me decepcionei. A falta de pretensão que envolve todo o enredo conseguiu o que propôs e só fez com que o autor se tornasse ainda mais querido por mim.

Cameron é um garoto comum. É o mais novo de quatro irmãos, não tem namorada e está à procura de um sentido para tudo o que acontece. Junto com seu irmão Rube, sempre está bolando estratégias para planos que nunca vão colocar em prática, jogando futebol e até lutando boxe de uma maneira que só os dois conseguem entender. Tudo muda quando Cameron conhece uma garota e se apaixona. Agora ele terá que passar por cima das suas próprias incertezas para conquistá-la.

Não sei realmente se essa história tem um monte de coisas acontecendo. Na verdade, não tem. É só uma narrativa de como foram as coisas na minha vida, durante o último inverno. Acho que aconteceram coisas, mas nada fora do normal. p. 19
Há quem goste de exageros, mas para mim, quanto mais simples, melhor. Isso pode ser aplicado em qualquer lugar, principalmente em livros. Alguns autores pecam quando se diz respeito ao excesso de descrições e de páginas utilizadas somente para completar um número pré-definido. Markus Zusak vai pelo caminho que eu mais gosto: ele faz uma narrativa simples, objetiva e que ao mesmo tempo consegue ser envolvente e sensível. São poucos os autores que conseguem fazer isso e, sinceramente, eu não esperava menos de um dos meus autores preferidos.

O enredo despretensioso foi o grande trunfo. Falar sobre alguém comum, sem tornar os personagens certinhos demais e fazer com que eles sejam considerados heróis sempre faz com que todo mundo se identifique. Comigo não foi diferente. Os questionamentos de Cameron lembraram os meus e tudo o que ele passou durante aquele período poderia ter acontecido com qualquer pessoa. Usar essas questões cotidianas, praticamente universais, coloca o livro naquele patamar em que qualquer pessoa que ler vai acabar gostando, sem exceções.

É exatamente por isso que ele conquista. O azarão não tem um ápice definido, pois ele discorre sobre um momento na vida de um garoto que está tentando compreender o mundo ao seu redor e vendo que uma hora ele vai precisar amadurecer. Tenho que falar a verdade: isso é genial! A narrativa em primeira pessoa só colabora para que o leitor se sinta ainda mais confortável com todo o sentimentalismo do protagonista, que, mesmo sendo negativo e daqueles que pensam demais, você fecha o livro sentindo que ele já é seu amigo. E falem a verdade: é uma delícia sentir isso com um personagem, não é mesmo?

Uma coisa que eu tenho que dar uma nota especial é ao recorrente uso de mini spoilers que o autor dá durante a narrativa. Não sei quanto a vocês, mas eu sou fã desse recurso estilístico. Ele foi utilizado também em A menina que roubava livros e desde Douglas Adams – autor de O guia do mochileiro das galáxias – não via isso sendo tão bem utilizado e que cumpre o seu papel de fazer com que você se sinta mais ansioso para chegar ao tal evento que ele deu indicações anteriores. Mais um ponto super positivo!

Então, percebi que havia apenas um eu. Havia apenas um eu que podia se preocupar com o que estava acontecendo aqui, no interior das paredes da minha vida. Outras pessoas tinham os próprios mundos com os quais se preocupar e, no fim, tinham que cuidar delas mesmas, assim como nós. p. 75
Posso até ser um pouco tendenciosa quando se trata de Markus Zusak, mas tenho que admitir que fechei o livro ansiando por mais. A quantidade limitada de páginas não é um defeito, claro, mas eu não reclamaria se o número de páginas fosse duplicado, triplicado ou até mais. Já estou com o segundo livro da trilogia aqui – Bom de briga – e vai ser uma das minhas próximas leituras, até porque não dá para resistir a um autor que eu sou tão fã assim.

Se eu tivesse que me arrepender, só me arrependeria de não ter comprado esse livro em pré-venda, só para lê-lo o mais rápido possível. Como eu li de uma vez só, assim que terminei já estava pensando em uma futura releitura. Para vocês terem uma noção de quanto esse livro conseguiu me agradar, mesmo sendo simples. É diferente, é gostoso. Exatamente o tipo de leitura que eu curto. 

13/07/2013

Lançamentos #30: Companhia das Letras

Título: Infinity Ring #2 - Dividir e conquistar
Autora: Carrie Ryan
Páginas: 216
Depois de garantirem que Colombo descobrisse a América e que a Revolução Francesa fosse um sucesso, Dak, Riq e Sera viajam com o Anel do Infinito para tentar corrigir mais uma falha histórica e salvar a humanidade.

O cenário é a Paris medieval, e centenas de navios tripulados por guerreiros vikings estão cercando a região, prontos para exigir que a população se renda. Sem saber ao certo que caminho tomar, os três jovens acabam causando uma guerra entre os parisienses e os nórdicos invasores, e se preparam para defender a cidade. Mas a situação se complica quando Dak é capturado e forçado a lutar junto ao exército adversário.
Em meio a chuvas de flechas, jatos de óleo quente e ataques de catapultas, os três viajantes só conseguirão sair vivos - e continuar sua missão de restituir a ordem do mundo - se encontrarem um aliado entre os soldados inimigos mais ferozes da história.


 Título: Garota <3 Garoto #3 - Três é demais
Autora: Ali Cronin
Páginas: 304
Cass está entre as mais inteligentes da classe. Tem uma família carinhosa, amigos incríveis, um namorado lindo, um futuro brilhante. Sua vida é perfeita - ou pelo menos é o que parece.

Seus amigos sempre deixaram claro que não aprovam seu namorado. Para piorar, seu melhor amigo se declarou para ela - e Cass não sabe como dizer não sem machucá-lo. Na escola, ela está uma pilha de nervos desde que fez a entrevista para tentar uma vaga em Cambridge. Sua confiança vai por água abaixo quando ela tira nota C num trabalho de política do colégio.
Pouco a pouco, a vida de conto de fadas de Cass vai desmoronando, e ela terá que se esforçar muito para administrar os “pequenos” percalços que vão surgindo pelo caminho e ao mesmo tempo resolver seus grandes dilemas.


11/07/2013

Resenha: Morra por mim

Título: Morra por mim
Autora: Amy Plum
Editora: Farol Literário
Páginas: 424
Depois que seus pais morrem em um acidente de carro, Kate e sua irmã, Georgia, vão morar com os avós em Paris. Enquanto Georgia encontra na balada a cura para sua tristeza, Kate é mais introspectiva e se recusa a sair e se divertir, até resolver ir para um café com seus livros para tomar um pouco de sol. Ela conhece Vincent, um belo e misterioso garoto parisiense. Ao se relacionar com o menino e descobrir sua história, Kate tem que escolher entre deixar sua paixão de lado e seguir a vida em segurança, e assumir seus sentimentos e toda a complicação que seria namorar alguém imortal e com inimigos, e mudar para sempre sua vida.


Vocês não sabem o quanto eu estava ansiosa para ler Morra por mim. Desde o ano passado ouço comentários incríveis sobre o livro de pessoas que o leram ainda em inglês e ainda não vi ninguém que tenha dito que não gostou dele. Quando soube que a Farol Literário iria publicá-lo aqui no Brasil, vocês não podem imaginar o quanto eu fiquei animada, o quanto eu torci para que o tempo passasse rápido para ter logo esse livro em mãos. E aqui estou eu, simplesmente encantada com essa história tão bem construída, que me deixou suspirando desde o momento que eu fechei o livro até agora, enquanto eu escrevo essa resenha. Sei que não vou conseguir me controlar, então perdoem qualquer tipo de histeria ao longo da resenha, porque eu tenho certeza que elas vão aparecer.

Kate é uma garota de dezesseis anos que acaba de perder os pais. Por causa disso, ela se muda para Paris com a irmã para viver com seus avós. Como uma pessoa muito introvertida, Kate passa a maior parte dos seus dias lendo e tentando superar a perda de duas pessoas que ela tanto amava. Mas ela acaba conhecendo Vincent, um garoto espetacular em todos os sentidos possíveis. Ele vai fazer com que Kate passe a ver cor em seu mundo que anda tão cinza. Só que ela não esperava que ele tivesse um segredo capaz de alterar o rumo da vida dela e todos ao seu redor.

Assim que falei isso, percebi que eu tinha medo. Só um pouquinho. Fiquei pensando, uma vez mais, qual a atração que ele exercia sobre mim. Talvez a morte de meus pais tivesse me privado do sentido da autopreservação, e era a possibilidade do perigo o que me atraía. Ou quem sabe a vaga aura de distanciamento intocável que emanava ele. Talvez ele representasse um desafio para mim. Qualquer que fosse o motivo, funcionava. Eu gostava de verdade desse cara. E queria vê-lo de novo. De noite, de dia, não importava. Eu estaria lá. p. 57/58
Vocês sabem que eu detesto ler algum livro com expectativas altas. Sempre acabo me decepcionando logo de cara e isso não dá certo no final. Com Morra por mim, eu sabia que estava assim. Então comecei o livro já tentando me controlar, não esperando muito, até porque, como é o primeiro livro de uma trilogia, normalmente é mais introdutório. E foi exatamente isso o que eu encontrei: uma leitura que ambienta o leitor, que começa de uma forma lenta até que você se vê completamente envolvido pela trama.

O enredo é aquele típico clichê que consegue agradar: uma garota em uma situação difícil que encontra um galã que tem algo diferente de todos e eles se apaixonam perdidamente, então algo de ruim acontece e os dois têm que dar um jeito de superar isso. Esse é exatamente o arco de Morra por mim. Particularmente, por mais que isso seja usado em vários livros, sempre acaba me conquistando. E nesse livro não foi diferente: em poucas páginas já estava envolvida pelo romance, pela parte sobrenatural, suspirando pelo mocinho e torcendo para que todos os antagonistas se dessem mal. Afinal, quem nunca torceu por um romance adolescente? Sou fã de carteirinha deles.

Os grandes responsáveis por isso são nossos protagonistas. Kate começa como uma menina boba, sem muita convicção do que quer e parece que vai deixar a tristeza engolir todo o mundo dela. Como a narrativa é em primeira pessoa, dá para notar isso claramente. Só que ela tem uma evolução tão grande durante o enredo que isso me conquistou. A força que ela demonstrou no final das contas fez com que minha opinião sobre ela mudasse completamente. Essa evolução ocorreu principalmente por causa de Vincent, o cara dos sonhos de qualquer mulher. Ele é romântico, gentil, delicioso. Com certeza todas as leitoras vão acabar sendo conquistadas por ele, porque tenho que confessar: ele foi a causa de vários dos meus suspiros. Que homem! Sem falar dos personagens secundários, que são muito bem construídos também e isso fez toda a diferença.

A ambientação fez com que a história ficasse ainda melhor. Paris, a cidade do amor e da arte. A autora Amy Plum explora muito esses aspectos e isso faz com que toda a parte sobrenatural ficasse ainda mais interessante. Sobre isso, eu não vou revelar o que está dentro dessas páginas porque eu iria demorar muito e isso tiraria o encanto que a autora conseguiu colocar nessa parte. Mas uma coisa eu tenho a dizer: que original! Sério! Eu nunca pensaria em nada parecido e isso fez meus olhos brilharem, porque ela foi tão detalhista que chega a impressionar. E vamos falar a verdade: estamos mesmo precisando de seres sobrenaturais diferentes, não é?

Mas, quando os lábios dele novamente encontraram os meus, a magia se avolumou, e a nota se expandiu em um crescendo arrebatador, que bloqueou qualquer outro som.
Paris desapareceu. O marulhar das ondas sob nós, o murmúrio do trânsito em ambas as margens do rio, os sussurros dos casais que passavam por nós de mãos dadas, tudo desapareceu, e Vincent e eu fomos as únicas pessoas que restaram na face da Terra. p. 184
O fato é que eu fiquei viciada em Morra por mim. Toda a temática em questão de viver um amor, se arriscar e se entregar sem medidas para ele, não importando as consequências pessoais me arrebatou de uma forma que as páginas foram correndo rapidamente e quando eu vi já tinha terminado e estava entrando no site da autora para saber mais sobre o livro, para ter mais um pedacinho dessa história comigo. Apesar de ter como o foco o romance, vários ensinamentos aparecem nas entrelinhas e isso é muito gostoso. Agora eu estou mais do que ansiosa para o próximo livro, mal posso esperar para saber o que vai acontecer.

Quem gosta de um romance sobrenatural vai amar esse livro, isso eu posso garantir. O romance entre Vincent e Kate é tão delicioso de acompanhar que eu tenho certeza que quem der uma chance para ele vai acabar tão viciado quanto eu e querendo muito mais! E ainda vai contar com essa edição linda que a editora fez mantendo a capa original e colocando vários detalhes no começo dos capítulos. Um trabalho incrível em um livro incrível e que se tornou meu queridinho do momento. Vale muito a pena mesmo!

Morra por mim já está em pré-venda na Saraiva e na Livraria Cultura.

A trilogia Revenants conta com os seguintes títulos:
1. Morra por mim
2. Until I die
2.5. Die for her (conto lançado em e-book)
3. If I should die 

09/07/2013

Resenha: Como dizer adeus em robô

Título: Como dizer adeus em robô
Autora: Natalie Standiford
Editora: Galera
Páginas: 344
Com um toque melancólico, o livro conta a singular ligação entre Bea e Jonah. Eles ajudam um ao outro. E magoam um ao outro. Se rejeitam e se aproximam. Não é romance, exatamente mas é definitivamente amor. E significa mais para eles do que qualquer um dos dois consegue compreender... Uma amizade que vem de conversas comprometidas com a verdade, segredos partilhados, jogadas ousadas e telefonemas furtivos para o mesmo programa noturno de rádio, fértil em teorias de conspiração. Para todos que algum dia entraram no maravilhoso, traiçoeiro, ardente e significativo mundo de uma amizade verdadeira, do amor visceral, Como dizer adeus em robô vai ressoar profunda e duradouramente.


Como dizer adeus em robô é um desses livros que, se você não entregar completamente, não vai ter tudo que ele pode te proporcionar. É por isso que há dias estou aqui pensando no que colocar nessa resenha, porque ele foi tão diferente dos livros que eu vinha lendo, que, pra mim, ele só foi fazer sentido no final, que foi o momento da leitura que eu desisti de tentar ver as coisas na minha perspectiva e passei a ver tudo pelo ponto de vista dos personagens. Personagens estes que me marcaram de forma mais do que única.

Bea acaba de chegar a uma nova cidade. O relacionamento com sua família chegou a um ponto que nem ela consegue entender o que realmente está acontecendo. Sua mãe acredita que, por ser tão introvertida, Bea já não sinta mais nada, sendo quase uma garota robô. Na nova escola, ela conhece Jonah, um garoto que, por pensar as mesmas coisas que ela, consegue despertar sentimentos que nem ela conhecia. Juntos, eles vão explorar um mundo totalmente diferente e encontrar a felicidade à maneira deles.

Talvez eu seja um robô, pensei. Será? Bati na minha barriga. Não fez barulho do jeito que a barriga de um robô deveria fazer. Longe disso. Mas isso presumia que um robô é sempre feito de lata ou de aço ou de algum outro metal barulhento. A essa altura, eu achava, os cientistas deviam ter inventado um material para robôs que parecesse e soasse mais como carne humana. p. 12/13
À primeira vista, esse livro me pareceu estranho. Não entendia qual era o objetivo da narrativa e não conseguia me simpatizar com os personagens. Cheguei a acreditar que esse livro romperia com a minha corrente de livros bons e que eu iria demorar muito para chegar até o final. Considerei isso porque Natalie Standiford faz uma abordagem totalmente diferente do que eu esperava acerca dos sentimentos adolescentes. A forma como eles são inseridos me pegou desprevenida e achei a autora excêntrica demais. Tudo isso mudou completamente quando eu comecei a entender que isso era exatamente o objetivo dela: mostrar o cotidiano de personagens únicos de uma forma não tão convencional assim.

Constantemente vemos por aí aquele romance água com açúcar, principalmente em livros adolescentes. Pela sinopse e pelo começo do livro, achei que a autora ia seguir nesse estilo, com a Bea e o Jonah se conhecendo, virando super amigos e do nada eles descobrem um amor que sempre existiu, mas que só se deram conta no final de tudo. Mas não foi assim que aconteceu. A autora conduziu o enredo para que o leitor deixasse o romance como plano de fundo de uma história bem mais profunda, em que a carga dramática dos problemas pessoais de cada um é forte e é esse o foco: como cada um lida com esses problemas. Bea e Jonah são típicos adolescentes que, tentam ser fortes, mas que no fundo são mais sensíveis do que aparentam.

É essa construção dos personagens que encanta em Como dizer adeus em robô. A relação que se cria com os personagens é tamanha que, aos poucos, você penetra na carcaça de cada um dos protagonistas, criando uma empatia tão grande que dá para entender o motivo de eles quererem fugir da realidade, se apoiando um no outro para enfrentá-la e usando artifícios externos, como um programa de rádio chamado The Night Lights. Programa este que traduz perfeitamente a personalidade de Bea e Jonah: solitário, excêntrico, sonhador. E é neste programa que conhecemos os personagens secundários que também são impressionantes.

A narrativa da autora tem um tom melancólico, mas que é delicioso de ler. Você está sempre preparado para o pior desfecho possível, mas serei sincera: nem por um segundo eu imaginei um final daqueles. É triste, é imprevisível, é sincero. Estava ali na minha frente o tempo todo, só que eu torcia para que algo diferente acontecesse. Fiquei com raiva, mas entendi. Nesse momento eu entendi que o livro já tinha me ganhado completamente e eu nem tinha percebido. Um ponto mais do que positivo para Como dizer adeus em robô.

Algumas partes nem eu mesma entendia. Nós éramos melhores amigos. Estávamos apaixonados? Estávamos indo dessa direção? Eu não sabia e não queria tocar no assunto com ele. Era, tipo, o único assunto sobre o qual não podíamos conversar. Nossa amizade era delicada, como uma bolha, e eu tinha medo que estourasse se eu fizesse a pergunta errada. Aonde isso está indo? definitivamente parecia a pergunta errada. p. 128
Mas vamos falar sobre a parte física do livro. A editora Galera fez um trabalho incrível na diagramação do livro, que está perfeita! As folhas são brancas, porém com uma gramatura alta, quase como um papel cartão. Os detalhes ficaram incríveis, com folhas rosa separando os meses em que se passam a história. Tirei algumas fotos para vocês verem melhor:


Como deu para vocês percebem, Como dizer adeus em robô foi um livro um tanto diferente para mim. Lidar com personagens tão introspectivos foi uma experiência maravilhosa e espero que para vocês também seja assim. Só tenho uma dica para dar: se preparem para se colocar à disposição do livro. Siga o ritmo que ele te impõe. A leitura vai ser mil vezes mais prazerosa. Tenho certeza que, se você der uma chance para esse livro e seguir essas dicas, vai ter um livro muito especial em mãos. 

07/07/2013

Promoção: O novo mundo de Muriel

Quem aí quer mais promoção? \o/
O novo mundo de Muriel foi um dos grandes responsáveis pela minha volta do mundo da ressaca literária e eu sei que é um livro que muita gente vai amar. E é exatamente por isso que eu trouxe esse super sorteio para vocês! <3
Então participem muito e boa sorte para todos!


05/07/2013

Resenha: Louca para casar

Título: Louca para casar
Autora: Madeleine Wickham
Editora: Record
Páginas: 348
Milly está a quatro dias de um casamento digno de contos de fada com Simon, um jovem rico por quem é perdidamente apaixonada. É a cerimônia mais aguardada do ano pela alta sociedade, mas um detalhe pode pôr tudo a perder. Dez anos antes, Milly se casou com um amigo americano gay para que ele vivesse na Inglaterra com o parceiro, mas logo ambos perderam o contato e nunca se divorciaram. Tudo permaneceria em segredo se não fosse a chegada de Alexander, o fotógrafo, que por acaso também presenciou a primeira união. Agora ela terá que correr contra o tempo para encontrar o “marido” e obter o divórcio antes que todos descubram que a noiva, na verdade, já é casada.


A minha expectativa para Louca para casar não era tão alta assim. Afinal, eu nunca tinha lido nada da Madeleine Wickham – mais conhecida como Sophie Kinsella, seu pseudônimo – e já tinha lido opiniões diversas sobre a autora. A maioria, entretanto, salientava seu estilo cômico durante a narrativa. Imaginem a minha surpresa quando eu não encontrei isso tão acentuado nesse livro e me deparei com um drama. E ainda mais: eu gostei! Minha leitura foi tão agradável que nem percebi que já tinha lido tudo quando cheguei na última página.

Há dez anos, Milly se casou com um imigrante americano para que ele pudesse permanecer no país e viver seu grande amor. O tempo passou, eles perderam o contato e agora ela planeja se casar com Simon, o homem dos seus sonhos. O que ela não esperava era que o seu primeiro casamento fosse trazer problemas justo agora. Milly terá que correr contra o tempo para anular esse casamento antes que todo mundo descubra e seu conto de fadas desmorone.

Agora estavam casados. Haviam feito os votos rapidamente: Allan, em tom formal, surpreendentemente sério; Milly, com a voz trêmula, tentando controlar o riso. Em seguida, ambos assinaram os registros. Primeiro ele, com a mão rápida e destra; depois ela, tentando produzir a assinatura perfeita exigida pela ocasião. E, para a surpresa de Milly, estava feito. Eles eram marido e mulher. p. 10/11
Um drama leve e gostoso de ser lido. Essa é a melhor descrição que eu poderia dar sobre esse livro. Nas primeiras páginas, imaginei que ele iria para o lado cômico, pois, logo de cara a autora nos ambienta com o casamento ilegal de Milly e eu pensei que, se ela continuasse seguindo por aquela linha, poderia arrancar várias risadas dos leitores. Mas a autora optou pelo lado dramático e o fez utilizando os relacionamentos, familiares ou não, com aquela pitada de “isso poderia acontecer comigo”. Essa familiaridade com toda a situação em si (ainda que você nunca tenha tido uma ameaça de cometer bigamia haha) fez com que Louca para casar se tornasse um livro completo no que ele propõe.

Para tanto, ela fez uma construção completa não só da protagonista, mas de todos os personagens. Cada um tem um drama particular e todos são abordados de forma que você consegue ter empatia por cada um igualmente e, por muitas vezes, até coloca o drama principal em segundo lugar, por sentir que uma situação em particular tem a ver com a sua vida. Porém, apesar de tantas coisas envolvidas, a leitura não fica pesada, até porque a autora faz uma alternância entre todos os personagens através de uma narrativa em terceira pessoa e isso faz com que o enredo flua com muito mais facilidade. Além disso, é gostoso ver o desenrolar da história, porque, querendo ou não, você acaba torcendo para que tudo dê certo. Quem não gosta dessa sensação, não é mesmo?

É essa sensação que permeia todos os romances, super presentes em todo o enredo. É uma delícia acompanhar os romances atuais, os antigos, os já gastos, os que ainda vão surgir. Alguns, é claro, são acompanhados por cenas cômicas e isso me fez devorar o livro. Juro para vocês que, depois daquela temida ressaca literária, foi o primeiro livro que li tão rápido. O levava para todo lugar que ia e sempre que surgia uma oportunidade, eu queria voltar para a família de Milly, queria saber se ela ia conseguir o que tentou o livro inteiro.

- Claro que não. Ninguém jamais suspeitou. – Milly deu outra tragada com a mão trêmula. – E quanto mais o tempo passava, mais parecia que isso nunca tinha acontecido. Alguns anos se passaram, tudo permaneceu em segredo e, aos poucos, isso simplesmente... deixou de existir.
- Como “deixou de existir”? – repetiu Isobel, impacientemente. – Milly, você se casou! E não pode fingir que isso não aconteceu. p. 115
O melhor é que ele não é só romance e drama: vários temas, como bases do casamento, homossexualidade, aborto, preconceito, família, religião e preceitos éticos também são explorados. Não é qualquer autor que consegue fazer com que um enredo são soe forçado ao tentar ser leve com tantas abordagens assim. É por esse motivo que eu considero o livro completo no que ele propõe: a autora não deixa nada de lado e consegue, assim como a sinopse sugere, fazer um romance envolvente.

Não poderia ter escolhido um livro melhor para minha primeira experiência com Madeleine Wickham. Caso eu tenha outra oportunidade, não hesitarei em começar a lê-lo assim que botar os olhos nele, porque foi um erro ter deixado esse livro me esperando por tanto tempo. Para quem curte um livro bem leve mas com um enredo que não pode ser considerado nem de longe fútil, só tenho um conselho: vale a pena de verdade ler Louca para casar.

02/07/2013

Promoção: O futuro de nós dois

Ah, esse livro! Eu estava doida por ele há meses e me encantei quando ele chegou. Li em questão de horas. <3 Como eu sei que muitos de vocês estão louquinhos para lê-lo exatamente do jeito que eu estava, aqui está uma oportunidade: a editora Galera Record liberou um exemplar para sorteio! \o/ 
Participem muito, torçam bastante, cruzem os dedos e boa sorte! :)


01/07/2013

Promoção: Anarriê Literário

Festa junina é sinônimo de muitas brincadeiras, comidas típicas, dança e... PRÊMIOS! Afinal, quem nunca tentou ganhar alguma coisa nas barraquinhas da festa, não é?
É por isso que o blog Estante Vertical e outros 32 blogs se uniram para promover a maior festa junina literária de todos os tempos!!


Serão 35 ganhadores!
Escolha a sua barraca e divirta-se!