29/08/2013

XVI Bienal do Livro do Rio de Janeiro - o que você sabe sobre? + Minha programação


A XVI Bienal do Livro do Rio de Janeiro começa hoje, dia 29 de agosto. Mas além de saber que é uma feira de livros, o que mais você sabe sobre ela?
Abaixo estão várias informações para que vocês, leitores que vão ou não para a Bienal, possam saber mais sobre ela. Vamos lá?

26/08/2013

Resenha: Licor de dente-de-leão

Título: Licor de dente-de-leão
Autor: Ray Bradbury
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 266
Para a maioria das pessoas pode ser óbvio, mas será que elas já se perguntaram se estão realmente vivas? Essa questão é o ponto de partida do memorável romance de Ray Bradbury e o momento que marcou o início do verão de 1928 na vida do protagonista Douglas Spaulding, de doze anos. Na cidadezinha de Green Town, no interior dos Estados Unidos, alguns personagens extraordinários se unem nesse verão tão especial na vida de Douglas: o inventor que redescobriu os prazeres da vida ao construir a Máquina da Felicidade; o jovem repórter que se apaixonou por uma idosa de 95 anos; o contador de histórias que conseguiu falar com o passado telefonando para um lugar distante. 


Existem livros que te encantam em qualquer situação em que você estiver. Normalmente esses livros são aqueles famosos chick-lits. Quando você está acostumado com livros nesse estilo, é complicado quando você pega um livro como Licor de dente-de-leão. Tanto que, enquanto eu não consegui atender aos pedidos do livro, não consegui aproveitá-lo da melhor forma possível. E, quando eu finalmente consegui, me deparei com uma verdadeira obra de arte saudosista.

É verão na cidade de Green Town e essa é a estação favorita de Douglas Spaulding, um garoto de 12 anos. A cada ano, tudo se renova em um ciclo que ele considera ser o mais mágico da vida. E a vida, essa ele ainda vai descobrir o que é e quais são seus desafios, certezas e incertezas. Licor de dente-de-leão é uma viagem no passado do autor Ray Bradbury, passando por todos os acontecimentos daquele que fizeram daquele verão algo totalmente único na vida de Douglas.

E tudo, absolutamente tudo, estava ali.

O mundo, como uma grande íris de um olho ainda mais gigantesco que também acabara de se abrir e que se estendia, a tudo abrangendo, e olhava para ele.
E ele sabia que a Coisa pulara nele para ficar e não fugiria mais.
Estou vivo, pensou ele. p. 23
Quando comecei a ler o livro, não sabia bem sobre o que ele se tratava. A sinopse faz uma abordagem rápida acerca do que vai ser falado, porém não te prepara exatamente para o que vai vir, uma vez que não tem como isso acontecer completamente já que o livro é maravilhoso em suas singularidades. Como eu ainda não sabia disso, demorei um pouco para entender qual era o objetivo do livro e isso tornou a leitura um pouco arrastada no começo.

Porém, quando eu percebi que Licor de dente-de-leão pede do leitor uma imersão quase que completa em uma história que à primeira vista pareceria simples e o fiz, tudo mudou. O enredo toma um rumo totalmente poético e a nostalgia que o cerca faz com que ele se torne doce, sentimental e tudo isso ainda adquire uma aura quase que mágica por ser narrado em sua maioria pela perspectiva de uma criança. Mas, como eu disse, o leitor tem que se entregar para que esses detalhes não passem despercebidos e a história acabe se tornando um simples relato.

O livro não possui um ápice, afinal, são vários núcleos que acabam fazendo parte da vida de Douglas Spaulding durante aquele verão de 1928. Nos deparamos com vários personagens ao longo do enredo e cada um tem uma característica particular que faz com que aquela parte tenha um toque especial. Todos um pouco excêntricos, mas que dão vida para o livro. Há o homem que construiu a Máquina da Felicidade, o homem que é a personificação da Máquina do Tempo, a bruxa do tarô e todos eles conseguem ser bem explorados em suas partes, o que eu achei incrível.

- Tom, diga a verdade.

- Que verdade?
- O que aconteceu com os finais felizes?
- Eles os colocam nos programas das matinês de sábado.
- Claro, mas e na vida?
- Tudo o que eu sei é que me sinto bem por ir dormir à noite, Doug. Este é um final feliz uma vez por dia. Na manhã seguinte, eu me levanto, e talvez as coisas corram mal. Mas tudo o que faço é me lembrar de que vou para cama à noite, e só ficar deitado ali, por um tempo, faz com que tudo fique bem. p. 175
Licor de dente-de-leão tem o poder de despertar em qualquer um saudades de nossa infância. O sentimento que o autor colocou naquelas páginas transcende, é praticamente palpável. As aventuras de Douglas com seu irmão, a colheita de dentes-de-leão ao lado de seu avô para a produção do licor que relembra os dias de verão encantados são situações que te deixam feliz, é como se aquilo acontecesse com você!

Esse é um daqueles livros que só valem a pena se você realmente estiver na sintonia em que ele pede para lê-lo, tanto que, por conta disso, foi uma leitura lenta em que eu aproveitei cada pedaço. Só fazendo isso você vai tirar o máximo proveito dele e vai fechá-lo assim como eu: com um misto de dever cumprido e saudosismo. Uma delícia, realmente. Embarcar nessa viagem ao passado de Ray Bradbury é fantástico. 

23/08/2013

10 coisas que nós fizemos (e provavelmente não deveríamos)


Essa semana eu fiz a resenha do livro 10 coisas que nós fizemos (e provavelmente não deveríamos). Assim como a nossa protagonista, April, quem nunca fez coisas e depois ficou pensando se aquilo era certo ou não?
Pensando nisso, eu convidei 9 blogueiros para contarem casos que aconteceram com eles e que provavelmente não deveriam ter acontecido, mas que hoje são histórias divertidas - ou não. E é claro, eu também estou dentro. 
Preparados? Então vamos lá!

21/08/2013

Resenha: 10 coisas que nós fizemos (e provavelmente não deveríamos)

Título: 10 coisas que nós fizemos (e provavelmente não deveríamos)
Autora: Sarah Mlynowski
Editora: Galera Record
Páginas: 336
Se tivesse a oportunidade, que adolescente de 16 anos não mergulharia de cabeça na chance de ir morar com um amigo e viver sem os pais? Nesta engraçadíssima história, Sarah Mlynowski investiga o coração e a mente de uma garota que está, pela primeira vez, por conta própria. Para chegar ao fim do ano, ela precisará fazer malabarismos com um triângulo amoroso, aprender a lavar roupa e aceitar que seu mundinho pode estar prestes a ser detonado… por cada coisa que não deveria ter feito.


10 coisas que nós fizemos (e provavelmente não deveríamos) é exatamente aquele tipo de livro que, embora você já saiba o que vai acontecer no final, a experiência que leitura nos dá é tão gostosa que você se vê perdido no meio daquelas linhas e fecha o livro querendo ainda mais. Preciso confessar: há tempos eu não lia um livro tão rápido (li em questão de horas!) e eu simplesmente fiquei encantada por essa história.

April está no começo do ensino médio e toda sua vida sai dos eixos quando seu pai anuncia que terá que mudar de cidade. Por mais que ela ame seu pai, ela não quer deixar sua vida toda para trás – amigas, escola, namorado – de uma hora para outra. É então que uma super oportunidade aparece: ela irá morar com sua amiga, Vi. E durante esse tempo elas farão coisas que trarão consequências e que as farão pensar que provavelmente não deveriam tê-las feito.

Dois garotos seminus na sala de estar. Um usando uma tiara.
Mais garotos seminus nos quartos.
Garrafas vazias de bebida alcoólica e copos jogados.
E a mãe de Vi em lugar nenhum.
Eu era uma princesa morta. p. 10
Tive uma história engraçada com esse livro. Eu o tinha em e-book em inglês há muito tempo e estava enrolando cada dia mais para lê-lo. Exatamente no dia em que eu resolvi começar a ler, a Galera Record anuncia que era o lançamento deles do mês. Na mesma hora fechei o e-book – tinha lido somente a primeira página – e esperei o meu livro lindo em português chegar. E não me arrependi nem um pouco.

Sendo um livro totalmente voltado para o público adolescente, já sabia que não iria encontrar algo muito denso ou que tivesse coisas que mudariam minha vida. A expectativa correta ajudou e muito para que a leitura fluísse de um jeito natural, sem que eu esperasse por algo além daquilo que foi proposto e não me decepcionasse.

10 coisas que nós fizemos acabou se tornando uma leitura muito divertida porque a maioria das situações em que os personagens se metem podem beirar ao absurdo, mas a narrativa deliciosa da autora Sarah Mlynowski faz com que aquilo tudo realmente pareça possível de acontecer. Todas essas situações estão dispostas ao longo dos dez capítulos que não se tornam cansativos por estarem bem divididos em subcapítulos, que exploram tanto o presente quando o passado da personagem, o que explica muito bem as situações em que ela se mete hoje.

A April é uma personagem singular. Normalmente eu não simpatizo muito com essas protagonistas de livros mais juvenis, ainda mais se a narrativa é em primeira pessoa, como acontece nesse livro. A April, porém, é aquele tipo de personagem divertida e que, apesar de fazer algumas burrices no meio do livro, você sente que ela faz exatamente o que você faria se estivesse em tal situação em que ela está. Ou seja, essa empatia que criamos com ela é visível e ficamos com aquela sensação de ter criado um vínculo com a personagem. É ainda melhor porque ela evolui durante todo o enredo e é uma delícia acompanhar isso.

Pus a chave na ignição e virei. E virei de novo.
Nada.
Mais uma vez para dar sorte.
Ainda nada.
Aah! Bati a cabeça no volante. (...) Qual era o meu problema? Como conseguiria me virar sozinha se não dava conta nem de ligar a lava-louça ou o meu carro? p. 74
É claro que o livro tem romance – há um grande foco nessa parte –, uma pitada de drama adolescente, mas a autora não deixa de tratar de temas importantes que qualquer um pode vir a encarar na vida. Mas o grande trunfo da ótima narrativa da autora é que ela coloca esses assuntos de uma forma que não fica pesado e não deixa com que o tom predominantemente cômico do livro se perca.

Por mim, o livro teria muitas outras páginas. Quando chegou ao fim, fiquei com aquele sentimento de “já acabou?”. 10 coisas que nós fizemos (e provavelmente não deveríamos) é perfeito para quem quer ler um livro sem pretensão nenhuma, só com aquele ar bem leve de uma comédia que é perfeito para ser depois de uma leitura bem pesada, como eu fiz. Se você está procurando um livro nesse estilo, podem ter uma certeza: vocês não vão colocar na lista das coisas que provavelmente não deveriam ter feito! 

20/08/2013

Lançamentos #33: Grupo Editorial Record

Título: Ruínas do tempo
Autora: Jess Walter
Páginas: 364
Ano de 1962. Em um trecho rochoso do litoral italiano, um jovem dono de hotel olha para as águas incandescentes do mar da Ligúria e vê uma aparição; uma bela mulher se aproximando em um barco. Ele então descobre que se trata de uma atriz, uma estrela americana, e que ela está morrendo. A história dá um salto e recomeça nos dias atuais, a meio mundo de distância, quando um idoso italiano aparece em um estúdio de cinema procurando pela misteriosa mulher que ele viu pela última vez em seu hotel décadas atrás. O que se desenrola a partir daí é um romance que abrange cinquenta anos e algumas vidas. Da filmagem de 'Cleópatra' à agitação do Edinburgh Fringe Festival, o autor nos apresenta um emaranhado de vidas de uma dúzia de personagens - o apaixonado dono de hotel italiano e seu amor desaparecido; o conservado produtor que outrora conseguiu juntá-los e sua jovem e idealista assistente; o veterano do exército que se tornou escritor e o libertino Richard Burton, cujas vontades são responsáveis pelo desenrolar de toda a narrativa - ao lado dos amantes e sonhadores, celebridades e perdedores que povoam o mundo nas décadas que se seguem. 

 Título: O culpado
Autora: Lisa Ballantyne
Páginas: 350
Um crime brutal abala a pacata Islington, em Londres. Um menino de 8 anos é encontrado morto em um parquinho numa tarde de domingo. O principal suspeito é seu amigo, Sebastian Croll, de apenas 11 anos, com quem ele brincava minutos antes do assassinato. À frente do caso está Daniel Hunter, um experiente advogado que, apesar de ter dedicado anos de sua vida defendendo jovens delinquentes, desenvolve uma estranha relação com o acusado, um garoto educado e inteligente, mas é um tanto agressivo, que faz Daniel relembrar sua infância difícil e o obriga a confrontar dramas que ele pensava terem ficado enterrados do passado. 


18/08/2013

Resenha: A falsa princesa

Título: A falsa princesa
Autora: Eilis O'neal
Editora: Farol Literário
Páginas: 408

Princesa e herdeira do trono de Thorvaldor, Nalia leva uma vida privilegiada na Corte. Mas, logo após seu aniversário de dezesseis anos, ela descobre que é uma falsa princesa e que foi colocada no lugar da verdadeira para protegê-la. Obrigada a deixar o palácio com pouco mais do que suas roupas, a garota, agora chamada de Sinda, terá de abandonar a cidade, seu melhor amigo, Kiernan, e a única vida que ela conhecia. Enviada para viver com a tia no interior, Sinda não se mostra capaz de executar nem a mais simples tarefa. Mas, para sua surpresa, ela descobre que uma intensa e perigosa magia corre por suas veias, e que ela jamais será apenas uma humilde camponesa. Sinda retorna à cidade em busca de respostas. Reencontra o garoto que se recusou a abandoná-la e desvenda segredos que podem mudar a história de Thorvaldor para sempre. Com uma trama surpreendente e uma aventura de tirar o fôlego, A falsa princesa é um grande romance de fantasia e uma história que encantará os leitores.


Antes de ler A falsa princesa, eu não sabia absolutamente nada sobre ele. Só tinha lido a sinopse, logo estava sem nenhuma expectativa, pois até então não tinha visto ninguém falando se era bom ou ruim. Quando comecei a ler, percebi que essa falta de expectativa foi boa, já que fui surpreendida em todos os aspectos possíveis. O enredo que para mim parecia clichê pela sinopse, me encheu os olhos pela originalidade e isso que fez o livro ser uma delícia de ser lido.

Nalia é a princesa de Thorvaldor. Sua vida seguia o rumo que lhe era destinado: um dia, ela viria a ser a Rainha. Tudo vai por água abaixo quando ela descobre que não é a verdadeira princesa. Ela fora colocada naquele posto porque a verdadeira princesa corria perigo de vida, como foi profetizado por um oráculo. Depois desta revelação, ela tem que conviver com a sua vida real: agora ela é Sinda Azaway, uma simples plebeia que não tem direito a nada. Porém, com o decorrer do tempo, Sinda descobre que existem segredos que podem colocar a vida de todo o reino em perigo. Agora ela terá que correr contra o tempo para que as coisas fiquem em seu devido lugar.

Nunca fui muito como uma princesa, pensei. Sempre fui muito tímida, muito desajeitada, muito desprovida de verniz social. Mais confortável na biblioteca do que em um banquete, muito propensa a tropeçar ao descer uma escada ou bater com a canela ao me levantar de uma cadeira. Meu cabelo está sempre desarrumado, meus olhos e meus dedos estão sempre cobertos de tinta. Uma verdadeira princesa não seria assim. Eu devia saber. Devia ter imaginado. p. 29/30
Se eu dissesse que o livro me encantou desde o princípio, estaria mentindo. A trama não me prendeu logo de cara e a Sinda não me parecia uma personagem que iria me agradar. Apesar de não ter aquela famosa embromação que eu tanto detesto – o livro já dá o baque inicial fazendo a tal revelação sobre a falsa princesa no primeiro capítulo –, essa foi a minha primeira impressão. Porém, com o decorrer dos primeiros dois capítulos, o envolvimento já se tornou um pouco maior, até que me vi completamente imersa na história de Thorvaldor e na de Sinda Azaway.

Cheguei a pensar a princípio que A falsa princesa giraria somente em torno de Sinda, uma vez que ele é narrado em primeira pessoa pela mesma e o próprio começo dá a entender isso. Essa foi uma das minhas maiores surpresas: o enredo vai muito além das experiências pessoais dela. Foi nessa hora que eu notei a excelente capacidade da autora Eilis O’neal em conseguir ir além dos limites dessa narrativa sem se perder nela, pois ela dá uma visão muito abrangente de tudo que está envolvido e a desenvoltura dela na temática é fantástica.

O enredo que envolve um reino, magia e muitos mistérios, fica ainda melhor com personagens tão cativantes. Como já disse, no começo a Sinda não me agradou tanto, até porque eu a achei um tanto conformada demais. Porém, a Sinda que encontramos no final do livro é totalmente diferente. O crescimento dela é visível. Não sei quanto a vocês, mas sou eu adoro quando isso acontece, pois mostra que o livro teve um propósito secundário, além do enredo em si. Também temos o Kiernan, melhor amigo de Sinda e que te um papel super importante. E vou contar uma coisa para vocês: ele é um fofo (suspiros!)! Também contamos com Philanta, uma maga excêntrica e que, a meu ver, poderia ter tido muito mais destaque. Ia ser muito legal se a autora fizesse um spin-off focado nela. Ia ficar incrível!

Outra coisa que iria ficar muito legal seria saber mais sobre a história de Thorvaldor. A autora dá uma pincelada em toda a história desse reino e sobre as coisas que o cercam, é claro, mas sabe aquela curiosidade que fica de saber mais? É isso que estou sentindo. A narrativa fluida da autora é a grande culpada disso. Eu a achei tão agradável que nem os capítulos grandes – que eu não gosto muito, pra mim atrapalha a dinâmica do enredo – foram grandes empecilhos.

Sinda, pensei na escuridão de olhos fechados. Soava duro dentro de minha cabeça, sem a fluidez do meu... do nome da princesa. Mas agora esse era meu nome, o único que eu tinha, lembrei antes de ranger os dentes e abrir os olhos. p. 37
Como se isso tudo não bastasse, editora Farol Literário ainda apostou em detalhes que fizeram toda a diferença em A falsa princesa. Como vocês podem ver na foto abaixo, há em todos os capítulos esse detalhe no começo. Simples, mas muito bonito, não é mesmo? Curti muito!


Um livro super indicado para aqueles que estão fugindo de séries! A falsa princesa é um livro único, com um final muito bem definido. Não que não dê aquele gostinho de quero mais, é claro. Esse livro agrada a todos os gostos: romance, magia, surpresas e aventura, então qualquer um que lê-lo vai gostar. É aquele tipo de história te envolve tanto que, depois de começar a leitura, é difícil de largar do livro. Super indicado! 

17/08/2013

2 anos do Tô Pensando em Ler. Festa 'cazamiga'



No aniversário do Tô Pensando em Ler, as amigas não poderiam ficar de fora. Por isso a Luara (Estante Vertical), a Zilda (Cachola Literária), a Neyla (Coisas de Meninas) e a Jaira (Livros e Versos) chegaram pra festa! E quem ganha é você, leitor, que também irá comemorar junto com a gente!

Serão 5 livros para um só ganhador. E são eles: Um Momento Mágico, Os Segredos de Landara, P.S. Eu Te Amo, Um Ano Inesquecível, Sede de Sangue.

15/08/2013

Capa x Capa: Will & Will

Oi pessoal! :) Como vão? Aproveitando o frio que está fazendo (pelo menos aqui no RJ está bem gelado) para ler bastante? Eu estou e to querendo que esse frio dure mais um pouquinho porque acho que assim finalmente colocarei minhas leituras em dia! haha
Mas vamos ao que interessa. Resolvi fazer mais um Capa x Capa e dessa vez de um livro que li recentemente e adorei (em breve farei resenha aqui!). Vamos lá?

- Quem é você?
Eu me levanto e respondo:
- Hã, eu sou Will Grayson.
- W-I-L-L-G-R-A-Y-S-O-N? – pergunta, soletrando impossivelmente rápido.
- Hã, sim – digo. – Por que a pergunta? O garoto me olha por um segundo, a cabeça inclinada, como se pensasse que eu poderia estar passando um trote nele.
- Por que eu também sou Will Grayson.

                         Brasil                                                             EUA                                                       Grã-Bretanha

                        Alemanha                                                          Itália                                                         França


13/08/2013

Resenha: Cósmico

Título: Cósmico
Autor: Frank Cottrell Boyce
Editora: Seguinte
Páginas: 336
Liam sempre sentiu como se estivesse dividido entre dois mundos. Principalmente porque ele é um garoto de doze anos que parece ter mais ou menos trinta. Às vezes isso não é tão ruim, como quando o diretor da escola nova acha que ele é um professor ou quando ele consegue convencer um vendedor a deixá-lo fazer um test drive num Porsche sem apresentar a carteira de motorista. Mas na maior parte do tempo é muito frustrante ser uma criança presa num mundo adulto. Ele não pode cometer nenhum erro, ou todo mundo diz: “Um rapaz do seu tamanho deveria saber das coisas”.
Então Liam decide agitar um pouco a situação e participar do concurso que vai eleger o melhor pai de todos os tempos - concorrendo como pai, claro. O prêmio é o direito de estar no primeiro foguete que vai levar pessoas comuns para o espaço, em um voo especial para um grupo de crianças e um adulto responsável - no caso, Liam. Não demora muito para que ele e seus novos amigos fiquem presos entre dois mundos novamente - só que dessa vez a 380 mil quilômetros de casa.


Cósmico nunca foi aquele livro que me atraiu muito. Tinha vontade de ler sim, mas estava na minha lista de futuras leituras (aquela que a gente nunca sabe se e quando vai ler). Mas quando surgiu uma oportunidade, não hesitei: eu finalmente iria ler Cósmico. E sinceramente? Ainda bem que esse livro apareceu. Além de eu ter gostado demais desse livro (de um jeito que vocês vão notar explicitamente na resenha), ele acabou entrando na minha lista de favoritos, que agora conta com seletos onze livros.

Liam é um garoto muito alto para a sua idade. Aos doze anos, todos o confundem com um adulto, afinal, ele já faz até barba. É por isso que, só de brincadeira, ele se passa por um adulto às vezes. Mas é durante uma dessas brincadeiras que ele acaba se metendo em uma tremenda confusão: ele vai para a China e, sem nem perceber, já está perdido no espaço, sem contato com a Terra e seus pais não têm nem ideia de onde ele está. É por isso que ele resolve fazer um diário falado sobre tudo o que o levou a chegar até aquele ponto e relata toda a sua aventura cósmica.

Mãe, pai... Se vocês estão ouvindo... Lembram que eu disse que ia ao Centro de Atividades da Região dos Lagos com o colégio?
Para ser completamente sincero, não estou exatamente na região dos lagos.
Para ser completamente sincero, estou mais, tipo, no espaço. p. 9
Demorei a chegar a essa conclusão, mas aqui vai: esse é, sem dúvida alguma, o melhor livro infanto-juvenil que já li. Já deixo essa informação básica logo de cara porque sei que, ao me rasgar de elogios em relação ao livro, vocês vão me achar super tendenciosa, do tipo: Compre! Leia! O mais rápido possível! É claro que faço isso porque, quando fechei o livro, a única vontade que tinha era relê-lo e espalhar esse livro pelos quatro cantos do mundo. Tanto que fiz várias pessoas lerem trechos dele só para terem o gostinho do que estavam perdendo. Meus amigos e pais sofreram comigo!

Enfim, vamos falar sobre a minha leitura. Eu levei Cósmico para uma viagem que fiz com a minha turma e, durante a volta, comecei a ler e logo me vi completamente envolvida e imersa na história, a ponto de ignorar todas aquelas pessoas literalmente gritando ao meu redor. E, para isso acontecer, o livro tem que ser muito bom, não é mesmo? Isso acontece porque o primeiro capítulo é arrebatador, daqueles que te dão vontade de saber tudo o que acontece em todo o enredo de uma vez só.

Foi essa curiosidade que permeou todo o livro. Eu precisava saber o que ia acontecer em seguida e, quando descobria, sempre havia outra coisa que me deixava ainda mais curiosa e foi assim até o fim. Isso porque a narrativa do autor é fantástica. Como é em primeira pessoa, a compreensão acerca das incertezas de Liam sobre as responsabilidades que ele tem que enfrentar que antes nem sabia que existiam é enorme e por causa disso há uma grande empatia com o personagem.

Liam é um daqueles garotos que está em fase de compreensão. Ele está passando por um momento da vida em que nada parece ser certo para ele, nem a vida adulta, nem a de criança. É por isso que ele tem uma personalidade bem atraente, quase que indiferente, tentando transmitir uma força que ele não tem. Além disso, ele passa por vários questionamentos ao longo do livro, a maioria sobre a relação com seu pai. Essa é uma das partes mais fantásticas, aliás. A relação sentimental que é construída entre os dois, explicita ou implicitamente, é maravilhosa e sempre está em foco. Liam consegue ver com seus próprios olhos o que realmente significa ser adulto e as consequências que isso traz, positivas ou negativas.

O que me deixa levemente preocupado é que estou até curtindo o momento. Estar condenado não é bom. Mas não ter peso é sensacional. Sempre que me curvo para frente, dou um salto mortal perfeito. Quando estico meus braços, levito. Lá na Terra, minha única habilidade especial era ser melhor em matemática e mais alto que a média. Aqui em cima, tenho tantos talentos que sou praticamente um Power Ranger. p. 12
É claro que tudo isso é passado de um jeito despretensioso, bem nas entrelinhas, uma vez que o público alvo não pede algo mais elaborado. Alguém que for ler Cósmico e quiser uma aventura, terá uma aventura e muito bem feita. Não existe quem não queira conhecer o espaço depois de tudo o que Liam passou, uma vez que o autor coloca tudo de uma maneira que tudo realmente poderia acontecer. Quem quiser ler do ponto de vista sentimental, vai encontrar um enredo muito bem feito nas bases de um relacionamento entre pai e filho. Ou seja, esse é um daqueles livros que pode trazer várias experiências, dependendo do leitor. E, sinceramente, não é qualquer autor que consegue trazer essa versatilidade para um livro.

Acho que acabei me estendendo demais nessa resenha, mas não posso deixar de fazer um último comentário: aquele final foi sensacional. Fechou com chave de ouro e eu não poderia esperar menos do autor. Só o que eu digo é para que vocês deem uma chance para esse livro o quanto antes, acelerem suas leituras e tirem ele da lista daquela lista hipotética e o coloquem na lista de leituras para já! Vou ser sincera: vocês estão perdendo um livro (me perdoem o trocadilho) cósmico

10/08/2013

Lançamentos #32: Galera Record

Título: Todo Dia
Autor: David Levithan
Páginas: 280
Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.

Título: Limiar
Autora: Jessica Warman
Páginas: 392
Liz Valchar sempre teve tudo o que poderia desejar. Dinheiro, beleza, um namorado perfeito e, agora, uma festa de aniversário no iate particular, na companhia de seus cinco melhores amigos. Mas quando ela acorda no dia seguinte, percebe algo errado. Boiando na água, bem ali, entre o barco e o cais, está o corpo de uma adolescente. Ao observar melhor, Liz percebe horrorizada, que aquele é o seu corpo. E que ela está morta. A única companhia dela é Alex, um menino que morreu um ano antes em um acidente de carro. Juntos, tentarão solucionar o mistério da morte dela, reconstruindo seus últimos dias de vida. 


08/08/2013

Resenha: A cidade sombria

Título: A cidade sombria (O Mestre das Relíquias #1)
Autora: Catherine Fisher
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 336
A única esperança para Anara, um mundo às portas da total devastação, reside em um mestre, seu aprendiz e nas antigas e ilegais relíquias com poderes misteriosos que eles colecionam. Ao saírem à procura de uma relíquia secreta com grande poder escondida há séculos, Raffi e Galen serão caçados, espionados e testados além dos seus limites, pois existem monstros — alguns deles humanos, outros não — que também desejam o poder desta relíquia até consegui-la.



Sabe aquele livro que te pega de surpresa? Quando a prova da Editora Bertrand chegou aqui em casa, eu não fazia a mínima ideia sobre o que era A cidade sombria. Não tinha lido a sinopse e muito menos conhecia a autora (que logo depois soube que é a tão conhecida autora de Incarceron). Vocês sabem o quanto é arriscado começar a ler um livro logo assim de cara, sem ter mais informações. Mas eu aceitei o desafio e encontrei um mundo totalmente diferente dos quais eu já conhecia e me surpreendi muito!

Anara costumava ser um lugar mágico, mas agora se encontra devastado. É nele que vive um guardião chamado Galen, que é chamado assim por ser capaz de produzir magia. Além disso, ele é um Mestre das Relíquias, que é alguém que coleciona relíquias, ou seja, objetos com poderes diversos deixados pelos Criadores. Está sempre acompanhado por seu aprendiz Raffi em busca desses objetos. É uma dessas burcas que acaba os levando a conhecer Carys, uma espiã, e a ir para Tasceron, uma cidade que há muito tempo fora habitada pelos Criadores, mas que agora está totalmente destruída e presa na escuridão. Galen e Raffi terão que fazer de tudo para proteger a antiga Ordem dos Guardiões e mais do que isso, lutar pela própria vida.

E foi assim que eles criaram o mundo. Os Criadores desceram dos céus por uma escada de gelo. Flain abriu as mãos e fez surgir a terra e o mar, o solo e o sal. Ele incitou-os um contra o outro, num eterno conflito erosivo. Da calmaria, surgiu o movimento, da paz surgiu a guerra. Soren criou as folhas e as árvores. Ela caminhou pelo mundo, das mangas e da bainha do vestido caíram as sementes. A Dama das Folhas envolveu o mundo num brocado verde. Foi Tamar, o barbudo, quem trouxe as feras. Ele as guiou pela escada prateada, a menor delas, um filhote de predador noturno que se retorcia em seus braços. Todos os filhos da Deusa observaram enquanto elas se espalhavam. – Livro das Sete Luas – p. 23
Quando comecei a leitura, achei o livro extremamente complicado de se entender. Isso aconteceu porque a autora ao invés de fazer uma introdução ao enredo que viria, já coloca informações nos primeiros capítulos para só então explicá-las – direta ou indiretamente – adiante. Ou seja, vocês podem imaginar o quanto eu me senti perdida nesse começo. Mas logo após esse estranhamento inicial a leitura fluiu de uma forma incrível e me senti totalmente envolvida por todo o mundo que a autora criou.

Olhando pela sinopse ou por qualquer resumo que você veja por aí, não é possível entender tudo o que é colocado em A cidade sombria. É uma fantasia muito detalhista, já que a autora cria um mundo totalmente novo, com seus costumes, sua fauna e flora próprias e também uma história de séculos. E todos esses detalhes foram passados sem mesmo que o leitor note, pois não há muitas explicações diretas, daqueles em que se para e diz que tal coisa é isso ou aquilo. Nesse livro, tudo isso está nas entrelinhas e, mesmo que algo não faça sentido em uma página, nas próximas parece que tudo já foi explicado sem delongas.

Os personagens criados pela autora Catherine Fisher são incríveis e, como é uma narrativa em terceira pessoa intercalada com primeira pessoa nas partes em que é focado no diário de Carys, dá para conhecer todos os personagens sem nenhuma perda. Galen, o guardião, convive com várias angústias e desde o início já teve um grande destaque para mim por causa dessa vulnerabilidade em certas ocasiões, o tornando extremamente humano em seus defeitos e foi por isso que ele foi o personagem que mais me chamou atenção nesse primeiro livro. Raffi, o aprendiz, também tem características marcantes e ainda tenho curiosidade em saber mais coisas sobre ele e torço muito para que ele ganhe ainda mais destaque nos próximos volumes, assim como Carys, a garota que mais me intrigou. Ela é um mistério total para mim e esse foi um dos grandes ganchos que a autora deixou para mim.

- Alguns membros da Ordem tinham grandes habilidades, menino. Eles conheciam as relíquias mais poderosas... lidavam com elas diariamente. Parte do poder dos Criadores fora passado para eles. Sabiam coisas estranhas... coisas que jamais haviam sido escritas, talvez até os segredos dos próprios Criadores. p. 89
Além disso, uma das coisas mais interessantes em todo o livro é que todos os capítulos começam com trechos sobre a história de Anara e de seus habitantes. E essas partes são muito deliciosas de serem lidas! Fiquei o tempo todo imaginando um livro à parte só para ter tudo isso reunido, toda a história desse mundo. Pensem em como seria fantástico! E claro que a editora fez um trabalho incrível nessas partes. Como vocês podem ver abaixo, na prova dá para ter um gostinho de como o livro físico ficará e se já está lindo, imaginem quando estiver pronto? Estou apaixonada!


Por ser um livro que inicia uma série de quatro livros, ele deixa algumas coisas sem explicação, como quem são os Criadores, ou sobre os verdadeiros interesses dos Vigias e isso é até para dar um gancho para os próximos volumes. Porém mal posso esperar para a continuação dessa série e estou torcendo muito para que a autora continue nesse nível ou que o melhore ainda mais. Para quem gosta de fantasia é um livro quase que obrigatório. Vale muito a pena ler! 

06/08/2013

Resenha: Bom de briga

Título: Bom de briga (Irmãos Wolfe #2)
Autor: Markus Zusak
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 208
Na continuação do sucesso O azarão, Markus Zusak apresenta o emocionante Bom de briga. Se no primeiro título o autor traz um romance de formação de um jovem incorrigível, infeliz consigo mesmo e com sua vida, agora ele exibe dois irmãos em busca de um propósito na vida. Bom de briga retrata a evolução dos irmãos Cameron e Ruben Wolfe como seres humanos. No primeiro livro, a dupla estava sempre atrás de algo errado para fazer. Dessa vez eles entram no mundo das lutas amadoras de boxe, buscando independência para suas vidas. Enquanto Ruben mostra um talento nato para a coisa, o outro tenta apenas sobreviver. Tudo que é ruim é normal no dia a dia da família Wolfe - como os silêncios, as brigas, a pobreza, a mediocridade. Eles já se acostumaram com isso e sempre têm uma justificativa para tanto. Cameron, o mais novo, é o exemplo do jovem batalhador. Desde cedo apanha e se levanta, mostrando que o que importa não é a força da pancada, mas se você tem a força necessária para se reerguer.

ESTA RESENHA NÃO CONTÉM SPOILERS!

Se tem uma coisa que eu tenho certeza ao afirmar é que ter expectativas em cima de um livro do Markus Zusak nunca falhou. Como vocês leram na minha resenha de O azarão, o livro me prendeu assim que comecei a lê-lo e todas as minhas expectativas foram atendidas. Bom de briga foi ainda além: superou todas as premissas que O azarão vinha tecendo e se transformou em um livro fantástico, espetacular.

Bom de briga mostra, agora na visão de Cam, que os irmãos Wolfe continuam achando a vida ruim, se acham perdedores e a situação da sua família não poderia ser pior: seu pai está desempregado, sua irmã não para em casa e sua mãe tem que cuidar de todos os problemas. Após se envolverem em uma briga na escola, Cam e Rube se entram em um esquema de lutas de boxe. Porém, a verdadeira luta não será no ringue: através de lições que a vida lhes impõe, irão descobrir que nem sempre o vencedor é quem ganha.

Certo.
Que palavra, hein? Que palavra, porque nem sempre você consegue cumprir o que promete. Tudo vai dar certo. Claro. Tanto faz, porque não vai. Tudo depende de você mesmo que, nesse caso, sou eu. p. 101
Com o mesmo estilo de narrativa do primeiro livro, Bom de briga é principalmente um livro sobre o amadurecimento. Em O azarão conhecemos os irmãos Wolfe em sua forma mais crua, em que eles ainda estão se defrontando com os primeiros obstáculos da vida e na qual tentam arranjar algo para que esta faça sentido. Já na continuação, os dois jovens já estão em outra fase, percebendo que os problemas são reais. Essa linha de continuidade entre os livros foi o que mais me chamou a atenção no começo do livro.

Em outras séries, normalmente o autor faz aquela ligação com o livro anterior citando fatos que já conhecemos de modo que possamos relembrar tal acontecimento. Neste livro, isso não foi utilizado com tanta frequência e realmente não foi necessário. Por mais que eu tenha lido o livro anterior com rapidez, a ligação que eu tive com os personagens foi grande e, por causa disso, foi como se eu me aventurasse em algo familiar e convenhamos: para quê introdução se estamos em família? Com Bom de briga senti que essa ligação ficou ainda maior.

Isso acontece porque o Cam me atraiu ainda mais do que o Rube. Me identifiquei demais com a forma como ele age e em como ele pensa, que ficam ainda mais perceptíveis por ser uma narrativa em primeira pessoa. Em muitos momentos senti que, se eu estivesse vivendo exatamente aquele cotidiano do Cam, tomaria as mesmas atitudes, sentiria as mesmas coisas. Essa ligação que eu tive com ele foi inesperada e exatamente por isso tão gostosa.

- Não perca seu coração, Rube.
E, com uma voz bem clara, sem se mexer, meu irmão me responde.
Ele diz:
- Não estou tentando perder, Cam. Estou tentando encontrar. p. 137
Além de tudo isso, temos um apelo muito mais familiar em Bom de briga. Enquanto temos o enredo voltado nas relações sentimentais de Rube em O azarão, notamos que Markus Zusak fez com que a família Wolfe se mostrasse muito mais sólida e unida agora e isso sem dar tanto enfoque para os personagens secundários. É genial a forma como o autor consegue colocar isso nas entrelinhas, sem que percebamos o quanto passamos a nos importar mesmo com aqueles que não aparecem tanto.

O que fica desse livro é aquela vontade que senti no primeiro livro de querer mais. Não que o livro fique devendo alguma coisa, mas sabem quando um livro poderia ter intermináveis páginas e você não ligaria? Eu poderia enquadrar qualquer um dos dois livros iniciais da trilogia nisso (e tenho quase que absoluta certeza que o terceiro também será nesse nível). Não dá para dizer nada além de: leiam! É um livro que não vai decepcionar ninguém. 

03/08/2013

Figurinhas Literárias - Will & Will e votação

Olá galera! No último dia 27/07 tivemos o Figurinhas Literárias - Will & Will. Em julho tivemos uma pequena alteração na data por causa de probleminhas que nos impediram de realizar na data em que tínhamos combinado a princípio, mas deu tudo certo e foi super bacana!


Como não tínhamos marcado com antecedência, muita gente que iria participar no domingo não participou desse último. Mas quem perdeu, pode acompanhar a gravação:



No último Figurinhas Literárias de Will & Will, Nica, Dai e eu resolvemos fazer algumas alterações. 
Primeiro, acontecerão dois Figurinhas. Nossa intenção será fazer um só de nacionais e outro só de internacionais, ou seja, dois clubes do livro no mês!
Abaixo vocês terão duas enquetes, uma para o internacional e outra para o nacional. 



Anotaram ai na agenda/caderno/bloquinho/celular? Votem e participem! Esperamos vocês. :)