31/10/2013

5 filmes divertidos para assistir no Halloween

Quando chega o Halloween, o que eu mais vejo por aí são indicações de filmes e livros de terror. Ok, faz todo sentido. Mas vou ser sincera com vocês: eu não consigo assistir nenhum filme de terror sozinha e ler livros na temática está longe de ser algo que eu vá fazer. 
Então, vamos deixar o terror de lado e vamos para a comédia! \o/ Afinal, ainda dá para celebrar o Halloween com filmes que façam a gente rir um pouquinho, não é? Selecionei cinco filmes (os cinco que me vieram a cabeça na verdade) para vocês assistirem também. Que tal? Vamos lá!

  • Da magia a Sedução


Um dos filmes queridinhos do SBT. Não é pra menos também: Sandra Bullock e Nicole Kidman no mesmo filme, é claro que iria dar audiência!
Mas deixando isso de lado, vamos falar sobre o filme. Sally e Gillian são bruxas tradicionais (daquelas que praticam magia, mas não para o mal), mas, por causa disso, elas são perseguidas por uma maldição: todos os homens por quem elas se apaixonam, morrem. Agora elas precisam achar uma forma de reverter isso se quiserem encontrar a felicidade. É uma comédia romântica regada a magia. Tem como ser mais delicioso?

29/10/2013

29 de outubro: Dia Nacional do Livro

Via We Heart It

O dia 29 de outubro foi escolhido para celebrar o Dia Nacional do Livro pois, nesta mesma data em 1810, a Real Biblioteca Portuguesa foi oficialmente transferida para o Brasil, fundando-se assim a Biblioteca Nacional. 
Desde o primeiro livro publicado aqui, Marília de Dirceu do autor Tomás Antônio Gonzaga, até os dias atuais em que as obras literárias são bem mais acessíveis, o mercado literário mudou e cresceu muito. Porém, ainda assim, poucas pessoas possuem o hábito da leitura no Brasil.

Entre os motivos mais recorrentes, estão a falta de tempo, o preço dos livros e por acharem a leitura chata pois não conseguem se concentrar. Mas... Será que não está faltando um pouco de incentivo para que essas pessoas engatem de uma vez na leitura?
Então, leitor, neste Dia Nacional do Livro, eu te proponho um desafio: que tal transformar aquele seu amigo/familiar em um leitor como você? É um trabalho árduo, que precisa de dedicação e paciência, mas que no final vale muito a pena! #FormeUmLeitor

25/10/2013

Resenha: Perdida

Título: Perdida
Autora: Carina Rissi
Editora: Verus
Páginas: 364
Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição. Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter ideia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Com a ajuda de prestativo Ian, Sofia embarca numa procura as cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam leva-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...


Após desejar por quase dois anos esse livro, finalmente tive a oportunidade de lê-lo. Agora não tenho certeza sobre as palavras certas para começar a falar sobre ele. Afinal, como falar sobre um livro que superou tanto as minhas expectativas que até me deixou assustada com isso? Ainda mais porque eu estava com um medo daqueles de me decepcionar, porque vocês sabem que sempre que a gente espera muito de um livro, estamos muito sujeitos a isso. Mas, felizmente, isso não aconteceu. O resultado foi ter mais um livro favorito em minha estante.

Sofia não consegue se imaginar vivendo sem o mínimo de tecnologia por perto. Sempre foi dependente das facilidades do dia-a-dia. Quando ela perde seu celular por acidente, se vê obrigada a comprar outro aparelho imediatamente. O que ela não sabia era que o novo aparelho não era um simples smartphone: através dele, ela foi transportada para o século XIX. Perdida, acaba sendo acolhida pelo charmoso Ian Clarke, que irá fazer com que sua vida mude completamente.

Onde estavam os prédios? Onde estava a rua? Onde estava a praça em que tropecei meio minuto atrás?, perguntei-me, desesperada. Eu me encontrava no chão de um vasto gramado – como um campo de futebol –, no qual havia apenas uma árvore de médio porte a alguns metros. Notei uma estreita estrada de terra batida onde deveria estar a rua. (...)
Olhei freneticamente em todas as direções e não havia nada ali. Nada! As pessoas, a cidade, tudo havia sumido. p. 29
Que livro é esse? Estou absolutamente apaixonada por Perdida! Preciso dizer que todas as pessoas tinham razão quando falavam que eu tinha lê-lo logo. A autora Carina Rissi conseguiu criar um enredo que mistura simplicidade e originalidade, que ganha o leitor logo nas primeiras páginas. O melhor é que, quando você se dá conta, não tem mais como fugir. A leitura se torna rápida e cada vez melhor, o que fez com que Perdida se tornasse um livro simplesmente arrebatador.

Viajar no tempo ainda não é possível, pelo menos que a gente saiba, não é verdade? Mas Carina Rissi fez com que essa temática se tornasse tão palpável que em nenhum momento duvidamos de que aquilo realmente poderia acontecer. Com um enredo totalmente voltado para o romance, a condução é o que faz a diferença para que a história se tornasse única. A narrativa da autora é tão deliciosa que as páginas transcorrem sem que você ao menos perceba que isso aconteceu.

A ambientação do livro nos leva ao ano de 1830, onde os costumes são totalmente diferentes dos atuais. Então imaginem a situação em que a protagonista se encontra: tudo completamente diferente do que ela está acostumada e ainda encontra um homem super charmoso disposto a fazer de tudo para deixá-la confortável, quase um príncipe. Essa é a grande sacada da autora: fazer com que dois mundos totalmente opostos se choquem e faça com que os personagens tentem se adaptar ao máximo um ao outro. E tenho que dizer que isso é sensacional!

Por ser uma narrativa em primeira pessoa, temos uma visão maior sobre os sentimentos da Sofia, que é uma protagonista bem interessante. Desbocada, adora um bom rock e apreciadora de Jane Austen. Sinto que muita gente vai se identificar com ela. Mas, apesar disso, temos uma visão muito ampla de todos os outros personagens. Ian Clarke é quase um Mr. Darcy. Aquele homem que todas as mulheres sonham, sempre tão romântico e tão dedicado. Não dá para não se apaixonar e não torcer por esse casal com todas as forças!

Ian parecia mais velho. Não apenas na aparência, mas pelo modo de falar também. Talvez parecesse mais velho por causa do tamanho. Ian era muito alto. (...) Eu sabia, por experiência própria, que pessoas grandes sempre tinham problemas de coordenação motora. E apesar de ser uns bons vinte centímetros mais alto que eu, Ian não parecia ser tão atrapalhado. Ao contrário, cada movimento seu era tão elegante que me flagrei algumas vezes observando a forma como ele caminhava com extrema segurança, os ombros largos sempre eretos, a forma como seus lábios se moviam quando falava... p. 59
É claro que existem sim coisas que eu não curti muito em Perdida. Algumas revelações foram muito abruptas e muito bem aceitas quando não deveriam ser e o enredo perdeu um pouco da dramaticidade que poderia ter. Não que isso tenha sido um ponto muito visível em relação ao restante do enredo, mas precisa ser comentado.

Resumindo, Perdida é um livro sensacional. Pode e deve ser julgado pela capa, que, além de ser linda, resume partes muito importantes do enredo. Esse é um livro daqueles que você pega para ler e só consegue parar quando não há mais páginas a serem lidas, ainda mais se você for fã de romances. E a autora já anunciou uma sequência! Mas fiquem tranquilos: o livro tem um final bem definido e não é preciso ler a continuação para entender, mas eu aposto que vocês irão querer lê-la também. Ainda tem mais: Perdida vai virar filme! E aí, ainda precisa de mais motivos para vocês lerem esse livro logo? 

23/10/2013

Promoção | #EspecialCassandraClare



Olá, pessoal! O Estante Vertical em conjunto com mais sete blogs parceiros, sortearemos os sete livros de Cassandra Clare já publicados no Brasil. Trata-se dos cinco volumes da saga Os Instrumentos Mortais e os dois da trilogia As Peças Infernais, lançados pela Galera Record
Será apenas um vencedor, sendo que ele levará todos os livros + pôsteres do filme + marcadores. Para participar da promoção basta preencher o formulário abaixo, seguir as regras e torcer!
ATENÇÃO! Nenhuma das opções é obrigatória! Ou seja, se você der entrada em qualquer opção do formulário, já estará concorrendo!

21/10/2013

Capa x Capa: Limiar

Mais um super Capa x Capa para vocês! Já vou adiantando: dessa vez está bem difícil escolher, porque as capas desse livro ao redor do mundo são muito bonitas. Juro para vocês que eu estou em uma dúvida imensa para escolher a que mais me chamou a atenção.
Já tenho um amor muito grande pela brasileira pois ela vai muito de acordo com o enredo como eu disse na resenha, mas... Agora vocês terão que escolher a preferida de vocês. Vamos lá?

Pela primeira vez desde que encontrei meu corpo na água, a verdade parece real. Parece indiscutível. Não estou sonhando. Não é um pesadelo do qual vou acordar. Estou morta. p. 29

                         Brasil                                                       Estados Unidos                                                   Itália

                          Polônia                                                    Grã-Bretanha

19/10/2013

Resenha: Limiar

Título: Limiar
Autora: Jessica Warman
Editora: Galera
Páginas: 392
Liz Valchar sempre teve tudo o que poderia desejar. Dinheiro, beleza, um namorado perfeito e, agora, uma festa de aniversário no iate particular, na companhia de seus cinco melhores amigos. Mas quando ela acorda no dia seguinte, percebe algo errado. Boiando na água, bem ali, entre o barco e o cais, está o corpo de uma adolescente. Ao observar melhor, Liz percebe horrorizada, que aquele é o seu corpo. E que ela está morta. A única companhia dela é Alex, um menino que morreu um ano antes em um acidente de carro. Juntos, tentarão solucionar o mistério da morte dela, reconstruindo seus últimos dias de vida.


Como eu adoro me surpreender com um livro! Ultimamente, isso estava acontecendo pouquíssimo. Já tinha até esquecido o quanto é bom começar a ler uma história, esperar algo totalmente diferente dela e não me decepcionar com isso. Mas foi exatamente o que aconteceu com Limiar: ele me ganhou em todos os sentidos possíveis e ainda me arrependi de não tê-lo lido antes. Fechei o livro com aquela sensação de plenitude, de que o livro conseguiu cumprir todas as premissas e foi além.

Liz Valchar tinha tudo que uma garota poderia querer: popularidade, coisas materiais e um namorado e um pai que fazem tudo por ela. Todo o seu mundo desaba, quando, em sua festa de 18 anos, encontra seu próprio corpo afogado. Agora Liz é um fantasma e está presa no limiar entre a vida e a morte com Alex, o garoto antissocial de sua escola que morrera um ano atrás. Juntos, eles precisarão buscar respostas para descobrir o motivo de estarem ali.

Não é um peixe; é uma pessoa. Uma garota. O cabelo dela é comprido e louro, quase branco, e a cor bonita e natural cintila debaixo da água. (...).
As botas foram presente de aniversário dos pais. Ela as tinha usado com orgulho a noite toda (...).
Como sei de tudo isso? Porque as botas são minhas. Assim como as roupas. A garota na água sou eu.
Grito de novo, alto o bastante para acordar todo mundo em um raio de um quilômetro e meio. Mas tenho a sensação de que ninguém pode me ouvir. p. 12/13
A primeira coisa que pensei assim que terminei Limiar foi: que livro incrível. Estava tão maravilhada que eu não consegui me conter e comecei a falar com meus amigos mais próximos o quanto esse livro era perfeito e o quanto eles precisavam lê-lo logo (ainda bem que eles já sabem como sou...)! E aqui estou eu, tentando me controlar para não me empolgar demais, afinal, há muito tempo um livro não me agradava assim, do começo ao fim, sem perder a qualidade ou se arrastar durante o percurso.

Um fato: eu esperava um livro totalmente diferente. Esperava uma história mais sombria e foi exatamente por isso que eu adiei a leitura: não estava em um bom momento para isso. Só que, ao começar a leitura, vi que Limiar era totalmente diferente. Sim, ele ainda lidava com toda a questão de vida e morte, mas de uma forma bem mais leve, de forma que a temática não fica pesada, já que o livro é voltado para jovens. Mas, apesar do público alvo, autora Jessica Warman criou um enredo que consegue agradar a todos.

Isso ocorre porque ela consegue embutir diversas críticas sociais no enredo aliado com seus personagens muito bem construídos. Encontramos bullying, pretensão, inveja, a corrupção causada pelo poder aquisitivo. Vemos que todos estão sujeitos a fraquezas e ao apelo que tudo isso tem. É por isso que seus personagens são perfeitos em suas imperfeições: todos evoluem de alguma forma. Ao chegar às últimas páginas, percebemos que nenhum deles é o mesmo que daqueles que conhecemos no início. Sinceramente, eu adoro quando isso acontece. Dá um propósito para tudo aquilo que aconteceu.

Por causa disso eu fui levada pela história e quando percebi o livro já tinha acabado. Limiar segue um ritmo contínuo de mistérios: sempre há algo para ser descoberto. Essa curiosidade de saber como tudo aconteceu na vida e na morte de Liz e Alex faz com que a leitura seja rápida, mesmo que o livro tenha quase quatrocentas páginas. Em nenhum momento você tem aquela sensação de que as páginas estão ali somente para cumprir um número: tudo tem um significado. É isso que dá a dinâmica para o enredo e a autora não se perde em momento algum.

Pela primeira vez desde que encontrei meu corpo na água, a verdade parece real. Parece indiscutível. Não estou sonhando. Não é um pesadelo do qual vou acordar. Estou morta. p. 29
Lidar com a morte não é fácil. Escrever um livro em que a morte está presente em todos os momentos é mais difícil ainda. Jessica Warman criou um livro sensível e conseguiu mostrar várias partes dela, principalmente a dor de quem fica e a dor de quem se foi. Como é uma narrativa em primeira pessoa do ponto de vista de uma pessoa morta, isso fica ainda mais visível. Essa foi uma das características de Limiar que mais me encantaram.

Um livro que me deixou pensando em diversas coisas. Até agora a história está em minha mente e acredito que ainda vai permanecer comigo por muito tempo. Ele me tirou o fôlego, literalmente falando. A cada vez que olho a capa dele (que, aliás, faz muito sentido para o enredo) sinto como se ela me transferisse para a história novamente. Limiar é um daqueles livros que merecem ser lidos, não importa quem você seja ou no que você acredita. Ele com certeza vai te surpreender. 

17/10/2013

Lançamentos #35: Planeta

Título: A Bruxa de Near
Autora: Victoria Schwab
Páginas: 240
Na cidade de Near não existem estranhos e a velha história da Bruxa é contada apenas para assustar as crianças. Estas são as verdades que Lexi Harris ouviu durante toda a vida. Mas quando um estranho, um garoto que parece desaparecer como fumaça, surge em uma noite do lado de fora de sua casa, ela sabe que algo não está correto. Na noite seguinte, crianças começam a desaparecer de suas camas sem deixar qualquer vestígio e o estranho é o principal suspeito. Mas quando o garoto se oferece para ajudar na busca, algo no coração de Lexi diz que ele esconde outros segredos e não é o culpado. Ela estaria imaginando ou o vento parecia sussurrar através das paredes? Quando a busca pelas crianças se intensifica, o mesmo acontece com a necessidade de Lexi de saber sobre a Bruxa que talvez não seja só uma história para dormir... 

 Título: Revenge - Treinamento para vingança
Autora: Jesse Lasky
Páginas: 256
Baseado na série de televisão Revenge. Ava Winters é jovem, bonita e herdeira da premiada vinícola Starling. Ela está apaixonada pelo cara perfeito e acredita que nada pode dar errado. Pelo menos é o que ela pensa até ele ajudar a tirar tudo o que um dia foi dela. Sem ter para onde ir, Ava vai parar em Rebun, no Japão, na escola de vingança do mestre Takeda, onde ela treina para ser mentalmente e fisicamente forte o suficiente para se vingar de quem a traiu. Na ilha, Ava encontra Emily Thorne, que recentemente voltou a treinar com Takeda. Emily compartilha sua sabedoria com Ava sobre a vingança e a importância de procurar a justiça em um mundo onde os inimigos são os que prosperam. Outras quatro pessoas estão na ilha se preparando para sua própria vingança pessoal, mas e se descobrissem que suas missões estão interligadas e seus destinos entrelaçados?


14/10/2013

Resenha: As sete vidas do amor

Título: As sete vidas do amor
Autora: Carla D'Alessio
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 378
Faltam sete dias para o Natal e, enquanto confessa seus pecados e insatisfações ao padre, Ada depara com o olhar ambíguo de um persa preto aos pés do sacerdote. Sem que ela saiba o real motivo, nota-se roubando o felino e levando-o para casa. Assim, Bemot, o gato surrupiado na sacristia, está fadado a assistir ao desenrolar das tramas da história, enquanto as protagonistas passam por situações difíceis e se veem forçadas a enfrentar um novo começo.
É o que acontece com Ada, que tenta gostar de si mesma, abandonando os anos de descuido e indiferença que até então marcaram sua vida. Ou Gilda, constantemente em busca de alguém que compense sua maternidade fracassada; de Nina, que tem o corpo forte de uma atleta, mas os medos de uma adolescente; de Mara, advogada agressiva que, no entanto, tropeça no amor; com a fútil Bea e, finalmente, de Zoja, que se mudou da Ucrânia para a Itália tentando melhorar de vida.
Tendo como pano de fundo uma Nápoles alheia aos lugares-comuns, Carla D Alessio constrói uma comédia de tirar o fôlego, cheia de coincidências, amarga e, mesmo assim, divertida, tipicamente italiana. Uma história comovente e requintada, pois o amor – mesmo quando parece ter perdido qualquer empolgação, quando não faz senão arranhar – tem muito mais que uma só vida. Tem sete vidas.


As sete vidas do amor me encantou pela premissa de sua sinopse. Afinal, quem não gosta de livros que falem de amor, não é mesmo? Essa promessa de conectividade com a vida real e suas nuances me chamou atenção e não deu para resistir. Só que, infelizmente, o livro não foi nada que eu esperava. Apesar de ter algumas qualidades únicas, as partes ruins se destacaram, o que o tornou cansativo, arrastado e até um pouco confuso.

Ambientado na Itália, o livro nos traz a história de seis protagonistas: Ada, Zoja, Nina, Mara, Bea e Guila, cada uma com seus dramas particulares. Elas estão curiosamente ligadas por um elo muito peculiar: um gato persa roubado de uma igreja chamado Bemot. Ao longo de sete dias que precedem o Natal, essas seis protagonistas vão enfrentar conflitos pessoais, familiares e irão conhecer não só a si mesmas, mas como todos ao seu redor.

Tudo bem, nunca traiu o marido, mas a razão é outra. Aí sente-se autorizada: Nando botou tantos chifres na cabeça dela que poderia ser embalsamada como uma rena.
É ele. A causa de tudo é dele. Desde que o viu, a raiva de Gilda de cofre sumiu. Rearrumou os motivos. A dor, o ciúme, a humilhação. Todo o acompanhamento emocional que o levou àquele quarto. p. 114
Dessa vez não teve expectativa que atrapalhasse para que eu pudesse culpar isso. Comecei As sete vidas do amor sem esperar absolutamente nada e, logo nas primeiras páginas, percebi que não seria uma leitura fácil. Autora estreante no Brasil, a italiana Carla D’Alessio chegou prometendo muito e pouco cumpriu. Apesar de eu já ter experiências com autores italianos e saber que o estilo narrativo deles é diferente – mais direto, por assim dizer –, a autora ainda acrescenta um ingrediente: o noir, que caracteriza o livro como sarcástico, irônico.

Essa perspectiva me animou, mas não me ganhou. O problema foi que a autora não se preocupou em ambientar o leitor. Ou seja, logo no começo já somos introduzidos de forma brusca na história, o que a deixa totalmente confusa devido à quantidade de cenários e personagens apresentados. Era tanta coisa para lembrar que algumas vezes eu precisei voltar algumas páginas para lembrar em que ponto a autora parou em determinado contexto, uma vez que a identificação dos personagens não aconteceu naturalmente, sendo um pouco forçado.

O processo de alternância entre enredos também não deu tão certo. Para conseguir colocar todas as protagonistas em foco, a autora alterna as suas histórias, mas não faz isso de forma natural. Em praticamente todas as partes ela interrompe o fluxo narrativo e corta exatamente onde não tem que cortar. Isso é muito frustrante! Sempre que eu estava conseguindo engrenar no enredo, a autora o parava e passava para outro personagem. Já os cenários deveria ter sido melhor trabalhados. Carla D’Alessio faz várias referências à Itália, porém não consegui formar nenhuma imagem sobre aqueles lugares que estavam sendo citados.

Que a mãe, é verdade, poderia ter sido mais esperta, mais capaz e mais rica. Mas que, ao contrário, acreditou em palavras gastas, em qualquer língua. Palavras como “amor”, “confiança”, “trabalho” e “fidelidade”. Confundindo a força com a fraqueza e a fraqueza com a força. p. 319
Mas não posso deixar de afirmar que a autora é capaz de criar um drama fantástico. Ela levanta a bandeira feminista e cria situações em que os personagens se entrelaçam nos mínimos detalhes, mesmo sem terem uma ligação direta. É difícil você fazer algo assim, afinal, com tantos personagens, era de se esperar que algo se perdesse. Mas, felizmente, isso não acontece aqui. Se ela tivesse reduzido o número de personagens ou aumentasse o número de páginas de maneira a conduzir o leitor de uma forma melhor, As sete vidas do amor teria tudo para ser um livro incrível.

Em suma, As sete vidas do amor não encantou. Foi uma boa leitura, interessante e muito bem escrita, mas foi cansativa, tanto que eu demorei quase duas semanas para finalizá-lo enquanto alternava com outros livros. Apesar da capa maravilhosa, com um efeito aveludado incrível, o enredo não me convenceu. A autora tem muito potencial, mas, a meu ver, ele não foi plenamente utilizado neste livro. Uma pena. 

13/10/2013

Caixa de Correio #9

Oi pessoal! :)
Nossa, há mais de um ano que eu não posto essa coluna por aqui! Há tempos estava com a ideia de voltar com ela, mas nunca ia para frente. Como tem muito tempo (muito mesmo!) que eu não faço vídeos, preferi fazer com fotos. Talvez até fique melhor para ver, não é? De qualquer forma, comentem de qual maneira vocês preferem (fotos ou vídeos) e se gostam dessa coluna por aqui, porque acho que ela vai se tornar permanente. <3
Bem, vamos ao que eu recebi nessa última semana!

11/10/2013

Resenha: Até eu te encontrar

Título: Até eu te encontrar
Autora: Graciela Mayrink
Editora: Novo Conceito
Páginas: 384
O quanto uma mudança de cidade pode afetar uma vida? Você acredita em alma gêmea? Como você se sentiria se não gostasse do grande amor da sua vida? É o que Flávia vai descobrir ao deixar Lavras, onde mora com os tios desde o acidente que matou seus pais, quando era criança. Aos dezoito anos, ela decide estudar Agronomia na Universidade Federal de Viçosa, trocando o sul de Minas pela Zona da Mata do mesmo Estado na esperança de uma "mudança de ares". Em sua nova vida, ela conhece Sônia, amiga de infância de sua mãe e agora sua vizinha, que lhe conta a história de sua família materna, até então desconhecida para Flávia. Embora o passado não seja sua maior preocupação, Flávia reluta em aceitar seu destino e ainda precisa superar uma paixão não correspondida pelo seu melhor amigo. Para se ver livre dessa rejeição, ela tenta atrair sua alma gêmea para Viçosa e descobre que o grande amor de sua vida é uma pessoa que ela não suporta.

Sempre ouvi falar muito bem de Até eu te encontrar. Publicado pela primeira vez em 2011, a editora Novo Conceito confiou no título e fez o relançamento do livro. Todos os fãs vibraram e não deu outra: minhas expectativas que já eram grandes aumentaram e aquela vontade que eu tinha de ler voltou arrebatadora. Só que, quando pude finalmente ler, vi que isso tinha sido um erro. Não que o livro tenha sido ruim, mas me decepcionou uma vez que não atingiu todo o potencial que prometia.

Flávia acaba de se mudar para Viçosa, em Minas Gerais para cursar na Universidade Federal de Viçosa. Ela anseia por uma vida nova, longe da casa dos seus tios em Lavras. Tudo muda quando ela conhece Sônia, uma amiga de infância da sua mãe e passa a descobrir segredos que podem alterar todo o rumo de sua vida, inclusive atrair sua alma gêmea. O grande problema é que ela descobre não gosta tanto assim da pessoa, o que vai trazer diversas dúvidas sobre o verdadeiro destino dela.

- Coincidências não existem – disse Sônia. – O que acontece é que a vida sempre nos leva na direção de certas pessoas. p. 38
Imaginem a seguinte situação: você lê um livro e fica esperando por um ápice. Aquele momento que faz com que o livro saia da categoria bom e o coloque em ótimo. Só que sua espera acaba sendo em vão. Foi exatamente isso o que aconteceu em Até eu te encontrar: comecei a leitura com as expectativas lá em cima e, conforme eu ia lendo, ficava me perguntando: cadê a parte arrebatadora? E, mesmo que eu tenha esperado até a última página, ela não apareceu.

A autora Graciela Mayrink conseguiu fazer o que propôs: atingir o público-alvo com um livro que é despretensioso, bem gostoso de ser lido e ela faz isso com uma linearidade no enredo excelente, o que é bom uma vez que ela não se perde na história em que criou, deixando todas as pontas bem amarradas. Só que isso também foi ruim, já que não houve surpresas: tudo no livro é previsível. Desde os primeiros capítulos, já dá para saber qual será seu fim e, de certa forma, isso é frustrante quando você não sabe de antemão que isso irá acontecer.

Outra coisa que eu tenho que ressaltar é que a autora tinha um tema muito abrangente em mãos, que poderia ter tornado o livro totalmente diferente e muito melhor, mas optou por seguir o clichê. Não que isso tenha sido ruim, afinal, clichês só são utilizados porque funcionam, mas, particularmente, eu preferia ter visto uma abordagem diferente, sobre a qual eu não posso falar muito porque seria spoiler, mas aqueles que leram ou vão ler me entenderão.

Qualquer pessoa que os visse como casal, saberia na hora que um estava destinado ao outro. Ela sentiu uma lágrima escorrer pelo seu rosto enquanto um sorriso brotava em sua boca. p. 269/270
Mas, apesar disso, os personagens fizeram com que eu lesse o livro bem rápido. Como é uma narrativa em primeira pessoa, temos mais contato com a protagonista, mas vou ser sincera com vocês: eu detestei a Flávia. Ela é tão incerta que chega a ser chata. O que me encantou mesmo foram os personagens secundários: eles possuem características tão reais que eu consegui associá-los a pessoas que convivem comigo e eu adoro quando isso acontece. Mas tenho que dar um foco especial para a Sônia. Eu simplesmente adoraria vê-la em mais partes do livro, uma pena que isso não aconteceu.

Até eu te encontrar é um livro agradável de ler, mas não passa disso. Como coloquei muita expectativa, ele acabou me decepcionando. Mas, apesar disso e de ser previsível, é excelente para quem procura uma leitura rápida, leve, que com certeza vai acabar com a sua ressaca literária e vai se tornar ainda melhor se você não esperar muito. 

10/10/2013

Promoção: 5 anos do "Only the strong survive"

O blog Only the strong survive está fazendo 5 anos e nós não poderíamos deixar de comemorar, não é mesmo? Só que quem ganha o presente é você! Serão 5 kits para 5 ganhadores. É só seguir as regras e torcer muito!


Vamos às regras gerais:

1. Curtir as páginas dos blogs no Facebook;
2. Comentar nessa postagem (não precisa ser em todos os blogs e pode ser um simples "participando");
3. Ter endereço de entrega em território nacional.

Promoção: 1 ano de "Um Leitor a mais"

No dia 10 de Outubro o Um Leitor a mais completa 1 ano de vida, e é claro que a gente não poderia deixar de comemorar com Léo, não é mesmo? É por isso que blog se reuniu com mais alguns amigos e montou uma super promoção para presentear você! Serão 4 KITS com livros para todos os gostos e 4 ganhadores. Escolha em quais KIT's deseja participar e boa sorte \o/.




06/10/2013

Fique por dentro: "Eu me chamo Antônio"

Olá leitores!
É bem provável que vocês já viram alguma arte dele por aí. Hoje com mais de 300 mil fãs no facebook, "Eu me chamo Antônio", criado pelo publicitário Pedro Gabriel, vai virar livro e tem previsão de lançamento para novembro e sairá pela editora Intrínseca.
Através de guardanapos, Pedro Gabriel compartilha suas angústias, desamores e recomeços. Tudo começou em um bar e hoje sua arte atinge todos aqueles que já passaram por situação semelhante.