29/01/2014

Resenha: Em casa para o Natal

Título: Em casa para o Natal
Autora: Cally Taylor
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 350
Beth Prince sempre adorou contos de fadas e acredita que está prestes a viver um final feliz: tem o emprego dos sonhos em um charmoso cinema independente e um namorado maravilhoso chamado Aiden. Ela faz parte de um grupo privilegiado de pessoas que trabalha com o que ama, e o entusiasmo pelos filmes intensifica a busca por seu próprio “felizes para sempre”. Só há um problema: nenhum homem jamais declarou seu amor por ela. E, apesar de acreditar que Aiden é o príncipe encantado, a protagonista desconfia de que ele tem medo de dizer “eu amo você”. Desesperada para escutar essas palavras mágicas pela primeira vez, ela resolve assumir as rédeas do destino — e acaba se arrependendo.
Com Em Casa Para o Natal, Cally Taylor brinda o leitor com uma deliciosa comédia romântica que tem como pano de fundo o espetacular universo do cinema e os tempos festivos do Natal.


Em casa para o Natal é um daqueles livros que cai bem a qualquer hora. Eu estava com uma ressaca literária daquelas, e, assim que esse livro chegou, soube que seria a leitura ideal para aquele momento, afinal, ele tem um enredo despretensioso, que tem como único objetivo entreter e fazer com que o leitor dê algumas risadas. Foi exatamente isso que aconteceu: Cally Taylor conseguiu criar uma história tão gostosa que o livro me prendeu e, quando dei por mim, já tinha terminado o livro em apenas um dia e ainda queria mais.

Beth trabalha há seis anos no Picturebox, um cinema bem antigo que hoje em dia já não gera muito lucro. Sua vida amorosa nunca foi a melhor de todas, mas agora ela está determinada a dizer o tão temido “eu te amo” para Aiden, seu atual namorado. Ela só não contava que tudo ia dar errado quando ela menos esperava. Como se não pudesse ficar pior, o Picturebox está prestes a ser vendido para a Apollo, uma das maiores companhias cinematográficas do país. É assim que ela conhece Matt, que, apesar de ser a pessoa que está se oferecendo para praticamente tirar o emprego de Beth, é simplesmente encantador.

Eu estava com vinte e quatro anos, e ninguém jamais dissera que me amava. Já tinham me dito coisas do tipo “Eu gosto muito de você”, “Eu me preocupo com você” e “Você é muito importante para mim”, mas ninguém, nem um único homem, jamais me dissera as três palavrinhas mágicas. As pessoas pelo mundo afora se apaixonavam e compartilhavam seus sentimentos seus sentimentos. O que havia de errado comigo? – Beth, p. 9
Sabem aquela história da garota que procura desesperadamente pelo cara ideal, acaba achando que ele nunca vai aparecer e no final das contas acha o amor da maneira mais improvável possível? Um pouco clichê, não é mesmo? Mas é exatamente nisso que o enredo de Em casa para o Natal se fundamenta. Apesar de já de já termos visto essa mesma história várias vezes, em livros, filmes ou séries, ela sempre conquista, pois afinal, quem não torce para que um romance dê certo? Cally Taylor conseguiu, com sua narrativa fluida e suas tiradas cômicas, fazer com que seu romance fosse uma excelente leitura.

Para fazer com que seu livro fosse diferenciado, ela colocou narrativas em primeira pessoa alternadas entre seus protagonistas. Não sei quanto a vocês, mas eu simplesmente adoro quando os autores fazem isso porque não ficamos presos a somente uma forma de ver as coisas no enredo, pois as duas partes da história ficam totalmente explícitas. No caso de Beth e Matt, cada um tinha seus problemas até que seus caminhos se cruzaram por algo inevitável e, com essas narrativas alternadas, autora conseguiu construir um passado para os personagens para explicar o que acontece com cada um agora. Isso fez com que a relação do leitor com eles fosse mais próxima e a empatia fosse crescente ao longo do livro.

As características de cada personagem só ajudam para isso. Beth é uma mulher de vinte e quatro anos que está tentando se encontrar no amor. É claro que isso só é agravado pelo fato de ela ser sonhadora e amar comédias românticas. Mas ela é extremamente insegura, o que garantiu cenas extremamente cômicas na história. Acontecia cada coisa que eu tinha que parar de ler para poder rir. Enquanto o Matt, um cara que parece ser financeira e emocionalmente estável, é um cara com medo de ter grandes sentimentos por outras pessoas. Ou seja, essa mistura só faz com que o livro fique mais delicioso ainda de ser lido.

No dia seguinte, eu ainda sentia como se tivesse levado um soco na boca do estômago. Não conseguia esquecer o que Jules tinha dito sobre eu sempre fugir dos problemas. Era o que minha mãe havia feito, e eu nunca conseguira perdoá-la por isso. Eu não era assim, de jeito nenhum.
Ou era? – Matt, p. 106
Mas o livro é focado só no romance. A relação deles com a família e com os amigos é muito importante para a construção do enredo e Cally Taylor mostrou muita sensibilidade ao descrever situações delicadas, como quando sofremos muita pressão familiar e até mesmo ao falar da morte em si. Adotar isso no enredo só fez com que a leitura fosse ainda mais prazerosa, porque coloca o leitor dentro do livro e o faz questionar sobre o que ele faria se passasse por aquela mesma situação.

Em casa para o Natal garantiu seu espaço como livro encantador. O enredo criado por Cally Taylor juntamente com sua narrativa fluida fizeram com que eu me sentisse confortável ao longo de toda a leitura e me apaixonasse pela história de Beth e Matt. É exatamente por causa disso que já coloquei o outro romance da autora, O céu vai ter que esperar, entre os meus desejados. Se você é apaixonado por um bom romance com altas doses de humor, é um livro que você precisa ler imediatamente. Altamente recomendando!

26/01/2014

Caixa de Correio #13


Oi pessoal!
Essa coluna não aparece por aqui desde o comecinho de dezembro porque parece que o carteiro esqueceu da minha existência no final do ano passado e no começo desse. Estava até sentindo falta dele! <3
Mas, para compensar, nas últimas duas semanas chegaram livros bem legais e que eu estava esperando há muito tempo. Vem conferir comigo!

25/01/2014

Lançamentos #38: Única e Gente

Título: Poder (Encantadas #3)
Autora: Sarah Pinborough
Páginas: 224
Acordar uma princesa pode ser letal. Para fãs de Once Upon a Time e Grimm, a série Encantadas prova que contos de fadas são para adultos! Quando um príncipe mimado é enviado pelo seu pai para tentar desvendar os mistérios de um reino perdido, ninguém imagina os perigos que ele encontrará pela frente! Acompanhado da figura sóbria e sagaz do Caçador e de Petra, uma jovem valente que possui uma ligação muito forte com a floresta, o príncipe acaba encontrando um reino adormecido por uma estranha magia. Todos os seres vivos foram cercados pela densa mata e estão dormindo, em um sono pesado demais, que só poderia vir da magia. Mas que tipo de bruxaria assolaria uma cidade inteira e seus habitantes? E, principalmente, quem faria mal a uma jovem rainha tão boa e tão bela? A não ser, claro, que os olhos não percebam o que um coração cruel pode esconder... Poder é o terceiro volume da trilogia Encantadas, e traz como história principal o conto da Bela Adormecida. Porém, esqueça os clichês tradicionais e se entregue a uma nova visão dos contos de fadas, em que heróis e anti-heróis precisam se unir para não perecerem à beleza superficial de princesas e rainhas egocêntricas e aos príncipes em busca de aventuras.

 Título: Enquanto eu te esquecia
Autora: Jennie Shortridge
Páginas: 384
Lucie Walker não se lembra de quem é ou como foi parar nas águas geladas da Baía de São Francisco. Encaminhada para uma clínica psiquiátrica, ela aguarda até que um homem chega afirmando ser seu noivo. Entretanto, com seu retorno para casa, essa mulher sem memória vai tomando conhecimento de sua personalidade antes do acidente, da pessoa controladora, fria e sem vida que era, e dos segredos da infância e da família, assim como da situação do noivado e dos mistérios que podem ter provocado o acidente.
Será que ela quer isso de volta? Será que essa nova Lucie conseguirá manter o amor por Grady, ou a oportunidade de recomeçar será sua salvação?
Intenso, franco e incrivelmente emocionante, Enquanto eu te esquecia é um livro delicado, que nos questiona sobre a maneira que vivemos e nos lembra que sempre temos uma nova chance de ser feliz.

23/01/2014

Resenha: 1984

Título: 1984
Autor: George Orwell
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 416
Winston, herói de 1984, último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O'Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que "só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade: só o poder pelo poder, poder puro".


1984 é um livro tido como um clássico moderno. É um daqueles que consta em todas as listas que livros que deveríamos ler antes de morrer. A pergunta que fica é: mas o que esse livro tem de tão especial para isso? É exatamente por causa da minha curiosidade que eu tive que incluí-lo em minhas leituras o mais rápido possível. Tenho que admitir que não foi um livro fácil de ser ler e que os efeitos dele sobre mim ainda me espantam, mas que ainda assim se tornou um livro obrigatório na minha estante. George Orwell se consagra como um dos autores mais brilhantes e visionários que já tive a oportunidade de conhecer.

Winston Smith é um homem que, assim como todos, leva sua vida normalmente sob o comando do Partido e do Grande Irmão. A vida de todos é constantemente vigiada: teletelas observam cada passo que dão, microfones gravam cada palavra que é dita. Nem seu pensamento é livre: cada ato suspeito é levado em consideração e eles podem te acusar de ser contra o Partido. Winston sempre teve alguns pensamentos diferentes do da grande maioria, mas se expor poderia significar sua morte. Tudo está sobre controle até que ele se apaixona por Julia, uma garota que também tem pensamentos contra o Partido. Agora os dois terão que enfrentar as consequências dos seus atos.

Lá por 2050 – ou antes, talvez – todo conhecimento real de Velhafala terá desaparecido. Toda a literatura do passado terá sido destruída. (...) A literatura do Partido será outra. Os slogans serão outros. Como podemos ter um slogan como “Liberdade é escravidão” quando o conceito de liberdade foi abolido? Todo o clima de pensamento será diferente. Na realidade não haverá pensamento tal como o entendemos hoje. Ortodoxia significa não pensar – não ter necessidade de pensar. Ortodoxia é inconsciência. p. 69/70
Estou há dias pensando o que exatamente escrever nessa resenha. 1984 é um livro que, apesar de já colocar bastante para o leitor só no primeiro olhar, se baseia nas entrelinhas. Escrito em 1948, George Orwell conseguiu prever muitas das coisas com as quais convivemos hoje em dia e nem percebemos. É exatamente por isso que foi uma leitura lenta: até eu identificar e absorver cada coisinha apresentada pelo autor levou tempo, não conseguia ler mais do que vinte páginas ao dia por ele ser tão denso e cobrar tanto do leitor.

Mas é exatamente nesse ponto que o autor faz com que seu livro se torne genial: ele te guia entre todos os detalhes do livro e faz com que sua compreensão seja alta, mesmo se você não tiver um conhecimento prévio. Ele força o leitor a pensar, a debater consigo mesmo sobre todos os aspectos que cercam o livro e não há um momento em que este artifício não seja utilizado. Como 1984 contém pouquíssima ação, é nessa parte de instigar o leitor que ele se firma e se consagra. Mas isso também pode acarretar um ponto negativo: os leitores mais dispersos com certeza se perderão em algum momento da história, o que pode tornar o livro mais arrastado se você não estiver com muita vontade de ler.

Como George Orwell aborda tantos temas polêmicos, como política, economia e poder, temos que nos apoiar no protagonista para que ele nos leve para dentro do livro e até por isso Winston é o personagem mais desenvolvido do enredo. O autor não perde tempo se aprofundando em outros personagens e, de certa forma, senti falta disso. Não consegui construir uma empatia maior com os personagens e, quando as cenas de maior impacto vieram, não as senti tanto quanto eu sentiria caso eu tivesse construído uma relação com eles. Claro que isso não é um ponto que tire o poder que o livro teve sobre mim, mas ele poderia ter ido além.

No fim o Partido haveria de anunciar que dois mais dois são cinco, e você seria obrigado a acreditar. Era inevitável que mais cedo ou mais tarde o Partido fizesse tal afirmação: a lógica da sua posição o exigia. (...)
Com a sensação de estar falando com O’Brien e também de expor um axioma importante, escreveu:
Liberdade é a liberdade de dizer que dois mais dois são quatro. Se isso for admitido, tudo o mais é decorrência. p. 100/101
Os apêndices do livro ajudam o leitor a compreender melhor sobre o mundo previsto por Orwell. Como qualquer um que termina o livro fica um pouco anestesiado com tudo que leu, as opiniões que estão no final do livro nos dão outra visão de tudo que foi exposto durante o enredo. Particularmente, isso não foi suficiente para mim e tive que procurar mais na internet sobre o assunto, até porque foi a partir desse livro que os reality shows (como o Big Brother, por exemplo) adquiriram o formato que tem hoje e isso me pareceu muito interessante de conhecer. Acabei encontrando dois textos fantásticos que me abriram ainda mais os olhos sobre o livro e vocês podem acessar AQUI e AQUI.

1984 é um livro que deve ser lido. Não é qualquer um que vai saber aproveitar tudo o que ele tem a dizer e creio que muitas pessoas que não estão acostumadas com um livro mais denso podem até abandoná-lo logo nas primeiras páginas e, ao fazerem isso, com certeza perderiam um livro fantástico. Foi um livro lento e tive que degustá-lo aos poucos, mas encontrei um dos livros mais bem escritos da história. Pena eu não ter acreditado antes naquelas listas que eu citei no começo da resenha. Vale a pena!

Lançamentos do 1º semestre da Editora Seguinte

O ano começa e a programação das editoras está com tudo!
Essa semana a editora Seguinte anunciou alguns lançamentos previstos para o primeiro semestre desse ano e só tem coisa boa. 
Vem conferir!

19/01/2014

Resenha: Quando você a viu pela última vez?

Título: Quando você a viu pela última vez? (Só Perguntas Erradas #2)
Autor: Lemony Snicket
Editora: Seguinte
Páginas: 272
Ainda na cidade de Manchado-pelo-mar, o jovem aprendiz Lemony Snicket terá mais um caso para resolver junto com sua tutora, S. Theodora Markson. Desta vez eles foram contratados pelos Knight para encontrar Cleo, a filha desaparecida do casal. A primeira hipótese é a de que ela teria fugido com o circo - mas, ao contrário do que Theodora pensa, não se trata de uma resposta inteligente e adequada para esse mistério, já que Cleo era uma química brilhante (e não uma artista) e com certeza teria deixado um bilhete.

Será que ela havia sido sequestrada? As versões das duas principais testemunhas que viram Cleo no dia de seu desaparecimento são divergentes. Ela foi vista pela última vez no mercado Comidas Incompletas ou no restaurante Faminto’s? E foi embora de táxi ou em seu carro novinho em folha?
Lemony Snicket contará novamente com a ajuda da jornalista-mirim Moxie Mallahan e dos irmãos taxistas Juca e Chico. Mas será que ele desvendará esse mistério? Ou só fará as perguntas erradas mais uma vez?


Lemony Snicket mais uma vez me surpreende. Depois da minha ótima experiência com o primeiro volume da série, Quem poderia ser a uma hora dessas? (resenha), é claro que eu não poderia deixar a oportunidade de ler o segundo livro passar. Quando você a viu pela última vez? tinha tudo para ficar no mesmo nível que seu antecessor, que foi um livro bom e me deixou com um gostinho de quero mais. Masele foi além e a série conseguiu me conquistar de vez. Isso fez com que a leitura fosse rápida, divertida e única como só Lemony Snicket consegue fazer com que suas histórias sejam.

Nosso protagonista, Lemony Snicket, continua em Manchado-pelo-mar com sua tutora S. Theodora Markson. Ele ainda não sabe o que o S. significa e a cidade continua tão pacata como sempre. Mas, como sempre, é nos lugares mais improváveis que as maiores aventuras acontecem. Em Quando você a viu pela última vez? a filha dos antigos donos da maior fábrica de tinta é raptada. Cabe a Snicket investigar seu paradeiro e ainda desvendar o que isso tudo tem a ver com Tiro Furado, o grande vilão que só complica sua vida desde que chegara ali.

- Você não está se concentrando na pessoa certa – disse Theodora, jogando um grande envelope no meu colo. (...) Dentro não havia nada além de um pedaço de papel com a fotografia de uma garota vários anos mais velha do que eu. (...) Impresso abaxio da garota carrancuda estava seu nome, SRTA. CLEO KNIGHT, e no topo do cartaz estava impressa outra palavra, numa fonte muito maior. Era a mesma palavra que eu tinha visto nas cópias do panfleto espalhadas por toda a cidade. DESAPARECIDA. p. 22/23
O segundo volume da série Só Perguntas Erradas segue o mesmo padrão do seu anterior: um enredo não tão surpreendente, mas que se sustenta na narrativa singular do autor-personagem Lemony Snicket. Talvez seja exatamente por isso que a série não seja tão atraente para alguns: muitos esperam muito do enredo e deixam o brilho da narrativa passar despercebido. Porém, mesmo não sendo tão desenvolvido, o enredo encanta. Assim como a grande parte dos infantojuvenis, ele se torna um pouco previsível com o passar das páginas, mas nada que não nos faça ficar curiosos para o que vai acontecer no final, devido a tantas reviravoltas que ele nos traz.

Como é uma narrativa em primeira pessoa, o livro se torna ainda mais instigante, pois descobrimos tudo ao mesmo tempo em que nosso protagonista. Ou seja, tudo é um grande mistério até o grand finale. E, enquanto vamos acompanhando toda a trama de Snicket e seus amigos se desenrolando, nos deparamos com a ironia e a fluidez que o autor aplica ao enredo, que são dois elementos que costumam ganhar qualquer leitor. Isso aconteceu comigo, tanto que, assim que comecei a ler, não consegui mais largar: fui até o fim em uma sentada só. E, mais do que isso, o autor não perdeu a mão ao fazer continuar com aquilo que eu mais gostei em Quem poderia ser a uma hora dessa?: contar tudo como se fosse um grande segredo que precisa ser compartilhado, o que torna a experiência da leitura muito mais gostosa.

Isso aconteceu porque dessa vez os personagens me pareceram ainda mais legais. Por mais que eu tenha me encantado com eles já no primeiro volume, dessa vez eu me senti mais confortável ao lidar com todas as suas características peculiares. Acabei me encantando ainda mais pelas contínuas perguntas erradas que o Lemony Snicket faz e esse foi um dos grandes motivos para que Quando você a viu pela última vez? superasse o primeiro volume, pois não houve aquele estranhamento que senti no começo, afinal, eu já sabia o que esperar. Além disso, o autor explorou ainda mais a vida pessoal do seu protagonista, o que me deixou instigada para saber até onde isso iria nesse livro e vai nos próximos.

Lembrei a mim mesmo de uma lição que aprendi durante o treinamento: faça a coisa assustadora primeiro, e fique assustado depois. p. 127
Uma característica do livro que merece ser mencionada é o cuidado que a editora Seguinte teve com a edição do livro. Além de não ter encontrado nenhum erro e de ter um espaçamento maravilhoso para quem, assim como eu, tem uns probleminhas de vista, o livro é cheio de ilustrações e detalhes, o que o deixa ainda mais bonito!



Se você, assim como eu, adora um livro infantojuvenil, não precisa de mais motivos: comece a ler essa série para ontem! Lemony Snicket é um autor fantástico que conquista com seu enredo único e que vale a pena ser lido. É uma série que me ganhou e que espero que evolua ainda mais com os próximos volumes, fazendo com que eu curta ainda mais as aventuras de Lemony Snicket. Super recomendo! 

Promoção: #JaneiroHot entre Amigas


O ano mal começou e sua lista de livros desejados no Skoob já está maior que a do ano passado. Relaxa que nós sabemos bem como é. Por isso, três blogs se uniram ao Estante Vertical para dar de presente livros do gênero #Hot, e assim apimentar seu começo de ano dando aquele gás nas leituras.

Para concorrer é simples, como não há opções obrigatórias, basta preencher a primeira entrada e você já está participando. Contudo, caso queira mais chances de ganhar, assim que a referida entrada for preenchida, as EXTRAS serão liberadas e algumas delas podem ser usadas todo dia, ou seja, muito mais chances para você.

16/01/2014

Músicas que estão na minha lista de reprodução

Não sei se vocês já passaram por isso: conhecer uma banda nova e depois chegar e contar todo animado sobre ela para alguém e receber a resposta: "quem?". Pois é, isso acontece comigo quase sempre.
Meus amigos que convivem comigo há mais tempo já se acostumaram com todas as vezes que eu chego e falo: ouve essa música! Mas nenhum deles gosta tanto das bandas que eu descubro quanto eu. :( 
Então é por isso que eu resolvi fazer esse post, para mostrar um pouquinho do que eu tenho escutado ultimamente, para que vocês possam conhecer ou chegar e dizer: EU CONHEÇO (esperando sinceramente que alguém faça isso para que a gente possa discutir sobre o assunto <3).

Capital Cities - Safe and Sound: Essa música conheço há algum tempinho, mas só agora tenho visto nos programas de clipes no Brasil (muito raramente) e escutando nas rádios também. Sempre me dá vontade de dançar. *-*

Promoção: Os Portões

Olá pessoal! :)
Como vocês viram na resenha de Os Portões, esse livro me conquistou. Ainda estou maravilhada e se eu pudesse, daria um exemplar para todo mundo que quisesse se aventurar com Samuel Johnson.
Então é por isso que resolvi fazer o sorteio: para que pelo menos uma pessoa possa compartilhar esse amor todo por esse livro. <3
Já sabem: participem muito, cruzem os dedos e boa sorte!


13/01/2014

Resenha: Os Portões

Título: Os Portões
Autor: John Connolly
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 304
Todo mundo acha que Samuel é um menino muito estranho: os professores não o levam a sério, a mãe o deixa de castigo por viver sempre no mundo da lua e o vigário da cidade foge quando o vê, ele faz perguntas muito difíceis!. Só Boswell, seu cachorro, o entende de verdade. Como se as coisas não pudessem piorar, uns vizinhos de Samuel resolvem mexer com forças ocultas, só por diversão, e acabam abrindo uma passagem transdimensional direto para o Inferno. Agora, dominados por entidades nada simpáticas, eles pretendem abrir os portões do Inferno e soltar os cachorros, ou melhor, demônios. As criaturas mais desagradáveis, repulsivas e más estão para invadir a Terra, e não virão sozinhas. Seu líder, um cara tão mau que é conhecido como Grande Malevolente, também quer participar da festa de destruição do nosso mundo.


Eu simplesmente adoro quando um livro me surpreende. Se ele faz isso desde a primeira página até a última, aí é que ele conquista meu coração. Foi exatamente isso que aconteceu com Os Portões, um infanto-juvenil daqueles que conseguem agradar qualquer leitor que der uma chance para ele. Apesar de tantas pessoas terem me falado sobre o autor John Connolly, sempre adiei ler O Livro das Coisas Perdidas (primeiro livro do autor publicado no Brasil) e para falar a verdade, até hoje eu não li. Só que agora estou totalmente arrependida. Os Portões foi a primeira leitura no ano e já está automaticamente na lista dos melhores de 2014.

 Samuel não é um garoto muito normal. Ele é muito inteligente para a sua idade e sempre tem um argumento na ponta da língua para aqueles que discordam com suas ideias. Ao tentar antecipar o Halloween alguns dias para que ele pudesse estar em vantagem sobre todas as outras crianças, Samuel se depara com algo que não podia imaginar: seus vizinhos estão ajudando a abrir os portões do Inferno para que o Grande Malevolente possa destruir e comandar a Terra. Cabe a ele fazer com que todo mundo acredite no que está para acontecer para que então eles possam impedir isso a tempo.

Lá embaixo, nos lugares obscuros onde as piores coisas se escondiam, um antigo Mal observava a construção do colisor com grande interesse. (...) Entre as criaturas que viviam com ele, era conhecido como o Grande Malevolente. Observava das profundezas do espaço e do tempo (...) enquanto a vida surgia na Terra (..). Queria dar um fim naquilo, mas não podia. (...)
Agora, depois de tanto tempo, ele acabava de dar o primeiro passo. p. 31/32
Comecei o ano dando mais atenção para os infanto-juvenis. Como em 2013 esse gênero foi um dos que mais me agradaram e o que mais levou livros a entrarem na lista de melhores do ano, por que não começar 2014 com ele? Foi exatamente com esse pensamento que eu peguei Os Portões para começar com o pé direito. Já preparada para qualquer decepção, tentei diminuir minhas expectativas ao máximo, mas de nada adiantou. Não que isso seja um problema, afinal, John Connolly veio, cumpriu o que prometia, me conquistou e ainda me deixou querendo muito mais.

Isso acontece porque o autor tem uma narrativa fácil, daquelas que te envolvem e não te deixam parar nem para respirar. É como se o livro fosse uma conversa entre o autor e o leitor, desde o começo até o fim. Isso tudo porque o autor utiliza de um artifício que conquista: a comicidade. Como vocês bem sabem, se um autor não souber utilizá-la da forma certa, isso pode acabar estragando totalmente o livro, principalmente se for por causa da falta de dosagem. Mas John Connolly sabe utilizar esse efeito com maestria. Tanto que em vários pontos do livro tive que parar para rir de tão divertidas que as situações que aconteciam eram.

Os personagens são os grandes responsáveis por isso. Como todo o enredo é baseado na tentativa de não deixar com que os portões do Inferno sejam abertos, nos deparamos com vários demônios ao decorrer do livro. E, com isso, o autor teve liberdade para colocar diversas características que os tornam não só únicos, mas também dignos de empatia com o leitor. Afinal, na grande maioria dos livros, vemos os demônios como seres ruins e acaba por aí, mas Connolly os transforma em personagens que sentem, ou seja, praticamente os humaniza e não deixa espaço para que o leitor duvide que isso seja possível. Além disso, o próprio Samuel é um personagem incrível: um garoto de onze anos maduro que ainda carrega os medos e crenças da infância. O autor trabalhou muito bem em cima disso e esse foi mais um dos grandes diferenciais.

Depois que sua mãe saiu para fazer compras, Samuel passou um tempo à mesa da cozinha, com o queixo apoiado nas mãos, refletindo sobre suas opções. O menino sabia que a sra. Abernathy ou a entidade que agora ocupava seu corpo andava metida com coisas nada boas, mas ele se deparava com um problema vivido por jovens no mundo todo: como convencer os adultos de que você está falando a verdade sobre algo em que eles simplesmente não querem acreditar? p. 79
Mas um detalhe me saltou aos olhos: as notas de rodapé. Essas notas são utilizadas pelo autor ou pela editora para fazer alguma tradução, ou referências a alguma coisa para ambientar melhor o leitor ao enredo. Porém John Connolly, tão original como só ele poderia ser, utiliza as notas de rodapé como uma forma de acrescentar uma visão ironizada do enredo. Ele comenta sobre coisas que os personagens estão fazendo, como se fosse um recado do autor para o leitor, e isso torna o livro bem mais divertido. Achei super legal e depois disso nunca verei as notas de rodapé da mesma maneira.

Os Portões é incrível. É um livro daqueles que, mesmo com altas expectativas, você será surpreendido em algum momento. John Connolly se consagrou como um dos melhores autores que eu já tive a oportunidade de ler e Os Portões já ganhou lugar cativo na estante. Sei que muita gente vai fugir dele por saber que é o primeiro livro de uma trilogia, mas eu recomendo que NÃO façam isso, afinal, o final é bem fechadinho e só deixa aquele gancho para o próximo. E sinceramente, vale MUITO a pena investir nesse livro. Ele é divertido, inusitado, original. Altamente recomendado.

Trilogia Samuel Johnson:

1- Os Portões
2- The Infernals
3- The Creeps 

12/01/2014

Promoção: #1anodeQuaseAstronauta com amigos!

YAAAAAY! Finalmente o Quase Astronauta fez um ano de vida e para festeja ele chamou o NOME DO SEU BLOG e outros amigos para fazer uma promoção maravilhosa, aliás, festa sem amigos não é festa, né?! Serão 13 ganhadores diferentes e se você ganhou em algum kit, não pode ganhar em outro, ok?!




Para participar é necessário: - Ter endereço de entrega no Brasil; - Ler com atenção as regras no Terms & Conditions dos formulários. - Preencher o(s) formulário(s) corretamente;
Que a sorte esteja sempre ao seu favor!

11/01/2014

Maratona Literária 2.0


Olá pessoal! Como vão vocês? :)
Vocês se lembram que, no ano passado, a Maratona Literária fez o maior sucesso? Eu participei (se quiserem ver o post da participação é só CLICAR AQUI), mas não consegui cumprir minha meta porque naquela semana deu tudo errado: várias coisas me ocuparam, aquela bendita (para não dizer o contrário) ressaca literária me atingiu e eu simplesmente não dei conta.

Mas eis que surge uma nova oportunidade! A segunda edição da Maratona Literária! O objetivo dessa maratona é ler mais do que normalmente lemos no prazo de uma semana, no nosso caso de 13 a 19 de janeiro. Como estou de férias (leia-se: não tenho mais o que fazer), coloquei 6 livros para ler em uma semana. Não sei se eu consigo, afinal, é muita coisa, mas o que eu não faço para diminuir minha lista de leitura?

Se vocês também quiserem participar, podem CLICAR AQUI. Os blogs organizadores farão vários desafios valendo vários prêmios, o que anima muito mais. Vocês podem ficar sabendo mais no twitter e na página deles no facebook.

Mas vamos aos livros que eu escolhi para a maratona:


Ainda não sei por qual eu começarei a minha maratona, mas estou pensando em começar por Veneno. Tentarei colocar na página do blog no facebook e no meu twitter se a maratona está dando certo ou não. Fiquem ligados e acompanhem! <3

E vocês? Vão participar da maratona? Qual é a meta de vocês? 

09/01/2014

Promoção: Bridget Jones - Louca Pelo Garoto

Oi pessoal! <3
O que é melhor pra começar o ano com uma promoção nova? Bridget Jones - Louca Pelo Garoto foi um dos melhores livros que eu li em 2013 e tenho certeza que muita gente vai gostar tanto quanto eu.
Então uma pessoa vai ser sortuda o suficiente para ganhar esse livro. Legal, não? Então participem muito, cruzem os dedos e boa sorte!

07/01/2014

Resenha: Bridget Jones - Louca Pelo Garoto

Título: Bridget Jones - Louca Pelo Garoto
Autora: Helen Fielding
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 440
Catorze anos após o último livro , a autora Helen Fielding nos apresenta uma nova e completamente fascinante fase na vida de Bridget, em seus 50 anos, viúva, mãe de dois filhos na Londres contemporânea, Bridget retoma seu diário abandonado e mostra que continua a mesma, e ainda mais viva - e ativa - do que nunca. O tempo se encarregou de trazer à sua vida outros dramas e dilemas, mas não levou embora seu jeito estabanado e a personalidade luminosa sem a qual ela não poderia enfrentar os momentos comoventes que a aguardam. Além de não descuidar da balança e manter-se longe dos cigarros, agora ela também precisa se preocupar com sites de relacionamentos, o número de seguidores no Twitter e os perigos de trocar mensagens de texto depois de algumas taças de vinho. Ainda às voltas com os amores, Bridget tropeça em novas confusões e tenta em vão se esquivar das gafes que ajudaram a consagrá-la como uma das personagens mais divertidas da literatura feminina, enquanto figuras antigas e recentes desfilam por sua vida - sobretudo um garoto misterioso que vem para balançar seriamente suas certezas. 


O que dizer sobre uma das personagens que eu mais amo de todos os tempos? Aquela que virou referência em minha vida literária e pessoal também? Essa série sempre foi uma referência para mim porque O Diário de Bridget Jones foi um dos primeiros livros que li e apaixonei, então todos os chick-lits que eu li sempre foram comparados a ele. Então, mesmo com todos os pontos que me levariam a ser contra ler Bridget Jones – Louca Pelo Garoto (que vocês vão saber durante a resenha), encarei a leitura e não deu outra: me apaixonei mais uma vez pela Bridget e não tive como não eleger o livro como um dos melhores de 2013.

Bridget Jones está na tão temida meia idade. Claro que, para uma mulher de cinquenta anos com dois filhos, essa denominação é extremamente desgastante e a faz perder qualquer tipo de confiança em si mesma e Bridget detesta isso. O pior é quando você chega nessa idade e está solteira. Se não bastasse ela ter passado por tudo isso aos 30 anos, agora ela terá que fazer de tudo mais uma vez para recuperar sua autoestima e feminilidade para que o amor possa bater mais uma vez a sua porta.

14h Muito bem. Tomei uma decisão. Vou mudar completamente. Vou voltar ao meu estudo de livros Zen/ New Age / autoajuda e à ioga etc., começando de dentro e não de fora, meditar regularmente e perder peso. p. 49
Imaginem a minha reação ao saber que, depois de tantos anos, Helen Fielding iria lançar mais um livro da série Brigdet Jones. Imaginem minha cara ao tentar entender aquele nome: Louca pelo garoto. Imaginem minha cara ao saber, antes de ler, o que aconteceu nesse livro. Com certeza vocês devem ter ficado tão em choque quanto eu com várias notícias bombásticas ao mesmo tempo. Tive que ler todas as entrevistas que a Helen deu confirmando o tal boato era realmente verdade. E, se você já procurou saber um pouquinho ou leu com muita atenção a sinopse acima, já deve ter noção do que é. Mark Darcy não está mais entre nós.

Pois é, como sobreviver com um dos personagens principais dessa história? Foi com essa pergunta que eu fiquei discutindo mentalmente comigo mesma sobre se daria uma chance para esse livro ou não, afinal, ele poderia tanto destruir toda a paixão que eu tenho por essa série. Mas, pelo sim ou pelo não, resolvi arriscar. E, sinceramente? Mesmo sem um personagem que eu amo (e sempre amarei), Bridget Jones – Louca Pelo Garoto conseguiu me ganhar de todas as maneiras possíveis por eu poder ter um pouquinho mais daquele enredo que eu tanto gostei há alguns anos e foi quase como visitar velhos amigos. Não parecia que fazia anos desde que eu li o último livro da série.

Isso acontece por Helen Fielding não perdeu nada no que diz respeito às características da Bridget. Nós reencontramos aquela mesma insegurança, as mesmas neuras. E sinceramente, não tem não como aquela velha identificação não vir à tona com toda a força. Qual mulher nunca se preocupou com o peso ou sobre o motivo do cara ainda não ter ligado? E sim, mesmo aos cinquenta anos, a Bridget continua se preocupando com isso, mostrando que não importa quantos anos você tenha, as neuras sempre serão as mesmas. E Fielding continua batendo forte nessa tecla, o que faz com que Bridget Jones caia nas graças do público feminino facilmente.

Todo o livro é regado por muito humor. Acho que nunca vai existir uma personagem tão cômica quanto Bridget Jones. Tudo o que ela faz, mesmo sem querer, carrega altas doses de humor e é impossível não se divertir com seu jeito desastrado, irônico, irreverente e inseguro. Mas, se já não bastasse ela, ainda temos contato com outros personagens que já conhecíamos, como Tom, Judy e – quem diria! – Daniel. Eles também são de grande importância em todas as confusões em que a Bridget se mete em Louca Pelo Garoto. Ou seja, é diversão garantida!

7h06 Muito animada por estar no Twitter. Sinto que sou parte de uma imensa revolução social e que sou jovem. Ontem à noite não deu tempo! Talvez da noite para o dia tenham aparecido milhares de pessoas me seguindo! Milhões! Provavelmente sou uma viral. Mal posso esperar pra ver quanta gente apareceu para me seguir!!
7h10 Ah.
7h11 Ninguém me seguindo ainda. p. 55
Sei que muitos têm aquela velha pergunta: eu não li os outros livros da série, posso ler esse mesmo assim? Sim, você pode. É claro que grande parte da essência vai ser perdida, mas a compreensão é perfeita. Se você já viu pelo menos os filmes, melhor ainda: as adaptações foram muito bem feitas e darão uma base ótima para que você pegue Louca Pelo Garoto e consiga entender absolutamente tudo o que acontecer. Mas é claro que sempre vale mais a pena ter lido os outros livros, não é? Até porque são incríveis também.

Se eu pudesse, faria a Helen Fielding lançar pelo menos um livro da série a cada dois, três anos (todo ano ficaria enjoado, né?). Mas eu acredito que não veremos mais Bridget Jones tão cedo. Não posso dizer que nunca mais veremos, pois ela surpreendeu dessa vez. Mas como eu vou sentir falta dessa personagem maravilhosa que me ganhou de todas as formas possíveis. Sempre será uma das minhas favoritas e sempre terá um espaço garantido no meu coração leitor. E só tenho uma coisa a dizer: estão esperando o que para ler esse livro? <3 

03/01/2014

Os melhores livros de 2013

Finalmente a nossa retrospectiva chega ao fim!
Nada melhor para dar o pontapé inicial em 2014 do que falar sobre os livros que marcaram 2013, não é mesmo?
Tentei escolher só 10, mas como eu sempre sou a errada, não consegui tirar dois livros e ficaram 12. Mas vocês não se importam, não é? <3

*rufem os tambores*
Vem conferir quais livros eu elegi como os MELHORES de 2013! <3

02/01/2014

TOP Piriguetagem Literária 2013

A nossa retrospectiva não para!
Quem não se apaixonou por algum personagem* em 2013? Todos os anos é a mesma coisa: sempre fico morrendo de amores por algum desses personagens tão maravilhosos que poderiam ser reais. <3
É por causa disso que o blog Viagem Literária promove todo ano o TOP Piriguetagem Literária. \o/


Juro para vocês que eu demorei um pouquinho para escolher só esses que eu vou citar aqui e eu simplesmente não posso colocar uma ordem no meu amor por todos eles. 
Vem conferir os homens literários que me deixaram LOUCA esse ano! 

*Confira as resenhas clicando em cima do nome dos livros.

01/01/2014

Os livros mais chatos de 2013

Olá pessoal, como vão vocês? Entraram com o pé direito em 2014?
Estou super animada com o ano que está começando agora, mas a retrospectiva no blog ainda não acabou! Hoje, no primeiro dia do ano, vocês vão conhecer quais foram os livros mais chatos do ano para mim, afinal, como elas poderiam não existir, não é mesmo?
Então venham ver quais foram os livros que acabaram comigo esse ano!


  • As Sete Vidas do Amor (resenha): Esse livro tinha tudo para ser bom. Todos os sinais diziam que ele iria me conquistar. Quando ele chegou, aquela capa soft touch me deixou ainda mais apaixonada. Mas... O livro o não foi assim. Narrativa arrastada, muitos personagens e o final sem objetivo nenhum. Demorei tanto para ler esse livro que pensei que nunca ia acabar. Acabei com raça. Chato mesmo.
  • Crônicas de Salicanda #2: Separados (resenha): O primeiro livro da série já não foi tão legal, mas o final deixou aquele gostinho de quero mais que me deixou curiosa para saber o que a autora iria aprontar nesse segundo livro. Eu pensava que talvez minha ideia sobre a série mudaria. Mas não mudou. Esse livro foi ainda pior do que o primeiro e me fez abandonar a série de vez.
  • Lolly Willowes (resenha): No momento em que li esse livro, eu estava querendo um tipo de literatura diferente. Sair um pouco daqueles livros juvenis demais e ler algo mais rebuscado. Mas até agora eu não entendi o objetivo desse livro. Sério, eu fiquei o tempo todo tentando achar alguma coisa nas entrelinhas, mas não encontrei nada. Chato!