30/03/2014

Resenha: O Tesouro da Encantadora

Título: O Tesouro da Encantadora (A Quase Honrosa Liga de Piratas #1)
Autora: Caroline Carlson
Páginas: 400
Editora: Seguinte
Há muitos anos, quando objetos mágicos eram tão comuns quanto panelas nos lares de Augusta, a magia era controlada por uma feiticeira muito poderosa: a Encantadora das Terras do Norte. Certo dia, cansada de sofrer ataques de cidadãos que queriam usar os poderes de maneira ilícita, ela resolveu se vingar: recolheu a maioria dos itens mágicos do reino e desapareceu, deixando os cidadãos sem notícias de seu paradeiro nem desse magnífico tesouro. Anos depois, quando Hilary Westfield decidiu que queria ser pirata, nem imaginava que estava prestes a participar da caça ao maior tesouro de todos os tempos. Afinal, tudo o que a preocupava era fugir da Escola da Senhorita Pimm para Damas Delicadas, onde as jovens da alta sociedade aprendiam a valsar, desmaiar e se comportar à mesa. Hilary não via utilidade nenhuma naquelas lições e queria se juntar à Quase Honrosa Liga de Piratas. Qualificações não lhe faltavam, mas a Liga não admitia garotas em sua equipe de algozes e pilantras. Decidida a partir para alto-mar a qualquer custo, Hilary responde ao anúncio de um pirata autônomo em busca e membros para sua tripulação. De repente, ela se vê no meio de uma aventura marítima em busca do tesouro mais valioso do reino: o tesouro da Encantadora. Para encontrá-lo, ela contará com um mapa sem X e precisará enfrentar o vilão mais traiçoeiro — e surpreendente — de todos os mares. 


Ah, os infantojuvenis! Não sei quanto a vocês, mas eu tenho uma queda imensa por esse gênero. Não importa em qual momento da minha vida apareça uma leitura nesse estilo: a chance de eles me agradarem sempre será alta. Não é à toa que, no começo do ano, assim que a editora Seguinte anunciou o lançamento da série A Quase Honrosa Liga de Piratas, fiquei super curiosa e já pensando quando ele iria chegar aqui para ler (porque sim, eu já tinha colocado dentro das leituras obrigatórias). Quando enfim comecei a ler O Tesouro da Encantadora – primeiro livro da série – vi que todas as minhas expectativas iriam ser atendidas e até superadas: me apaixonei logo na primeira página e foram quatrocentas páginas de uma leitura muito gostosa.

Hilary é filha do almirante da Marina do reino de Augusta. Seu maior sonho sempre foi ser uma pirata, pois em todas as histórias que lia com a Gárgula – um objeto mágico para proteção que acabou virando sua melhor amiga – todos acabavam embarcando em diversas aventuras em busca de um tesouro. Porém, por ser uma menina, nunca seria aceita. Além disso, por ser da alta sociedade, seu destino óbvio era acabar na Escola de Aprimoramento da Senhorita Pimm para Damas Delicadas para aprender a bordar e o melhor jeito de desmaiar. É claro que ela não iria aceitar isso e é por isso que ela parte em busca da conquista do seu sonho e irá se meter em confusões que nem iria imaginar para encontrar o maior tesouro que já se ouvira falar: o tesouro da Encantadora.

- É claro que quero ser pirata – ela disse. – Eu sempre quis.E por que ela não poderia ser pirata? Ela já era uma maruja melhor do que a mairoia dos rapazes que trabalhavam na Marinha Real com seu pai, e se importava mais com duelos de espada e tesouros perdidos do que com costurar anáguas e ter bons modos. Até o almirante Westfield devia saber que uma escola para damas delicadas não era o lugar certo para ela. p. 21/22
Não sei se é só comigo que isso acontece, mas à medida que eu vou ficando mais velha (os 20 aninhos estão chegando, o tempo passa!), os livros mais descontraídos vão me atraindo mais e são eles que costumam estar no topo das minhas prioridades de leituras. Os infantojuvenis em especial têm algo a mais: eles não focam tanto no drama do enredo e sim nas aventuras dos personagens, o que faz com que as páginas voem, independentemente de quantas o livro tenha, já que elas fazem com que o leitor mergulhe de cabeça no enredo. Foi exatamente isso que aconteceu com as quatrocentas que formam O Tesouro da Encantadora: me envolveram de tal forma, que mal vi elas passarem.

Tudo isso acontece porque a autora Caroline Carlson conseguiu usar os clichês tão padronizados pelo gênero a seu favor. Por mais que em algumas vezes tenhamos aquela sensação de já ter visto isso ou aquilo em algum lugar, toda a trama se desenvolve para gerar algo muito mais trabalhado do que a gente imagina a princípio, mostrando que a autora conseguiu fazer uma trama redonda e completa, e fará com que qualquer leitor acabe satisfeito com o resultado. Afinal além de desenvolver uma aventura extremamente rica, a autora também investe na parte da magia, que é um aspecto que sempre me ganha em qualquer história. Com diversos focos para os quais o leitor pode direcionar sua leitura, será extremamente difícil se decepcionar.

Além disso, os personagens são encantadores. Fica até um pouco difícil escolher qual mais me agradou, porque cada um tem suas características peculiares. Hilary é uma personagem muito determinada, teimosa e que lutou pelo que queria até o fim, o que fez com que ela fosse uma protagonista quase padrão, mas que mesmo assim brilhou do começo ao fim. A Gárgula é incrivelmente carismática e creio que ela ainda terá muito espaço na série, já que ela é cômica e seus medos e devaneios fazem com que algumas cenas sejam únicas e memoráveis. Sem contar os personagens secundários, que também foram muito importantes na trama e o melhor: super bem trabalhados, o que foi outro ponto positivo.

Hilary apreciava uma boa história de pirata tanto quanto a gárgula, mas queria ser pirata desde que se entendia por gente – ou quase isso. (...) Ela dissera à mãe, ali mesmo, que queria se juntar à Marinha quando tivesse idade suficiente, para velejar em alto-mar e viver suas próprias aventuras grandiosas. Mas a mãe apenas deu risada. E contou ao almirante, quando ele voltou de viagem, mas ele ficou muito sério e informou que a Marinha não era lugar para mocinhas, e certamente não era lugar para a filha dele.No final das contas, talvez o almirante Westfield estivesse certo, pois uma carreira na Marinha, com suas regras tediosas e missões maçantes, dificilmente seria tão interessante quanto a vida em um navio pirata. p. 30
Outra coisa que deixa o livro ainda mais rico são as cartas que são trocadas, além das notícias que saem nas gazetas. A autora investiu nisso e no final de todos os capítulos temos essas informações a mais que, mesmo que a princípio pareçam um pouco deslocadas, fizeram com que o desenvolvimento da história fosse ainda maior. O trabalho da editora Seguinte ao personalizar cada carta foi maravilhoso, porque cada uma tem um diferencial, seja na fonte, ou no carimbo da carta e isso só mostra o cuidado da editora com os detalhes. Como vocês podem ver nas imagens abaixo, só deixou o livro ainda melhor.


O Tesouro da Encantadora veio e me conquistou. É aquele livro que, se eu pudesse, já pegava a continuação em sequência de tão envolvida que fiquei. Com uma aventura de tirar o fôlego, um enredo divertido e personagens muito carismáticos, a série com certeza já entrou entre as minhas melhores descobertas do ano. Infelizmente, a continuação só sairá nos Estados Unidos em setembro deste ano, mas de nada custa torcer para que a editora Seguinte faça um lançamento simultâneo, não é? Super ansiosa para saber o que irá acontecer com esses personagens! <3 

Promoção: Purgatório Literário

Boa noite, leitores.
É com grande alegria que nós, do Purgatório, oferecemos a vocês a primeira promoção (de muitas) do grupo mais estranho do WhatsApp. ;)
Somos um grupo de amigas, blogueiras, loucas e felizes, que começamos e terminamos todos os dias com o apoio uma das outras. Por isso, resolvemos felicitas dois sortudos com uma paixão que todas tem em comum: livros.


Sem mais mimimi, vamos as regras obrigatórias?

Pois é, não tem! A única regra obrigatória é ser feliz! Então participem e torçam muito para ser um dos ganhadores! :)

22/03/2014

#PiqueniqueDaGalera


Olá, pessoal! 
Como vocês estão? :) 
Aqui no Rio tá um caos: morte, calor, falta d’água e outros problemas aqui e ali. 

Mas, vamos falar de coisa boa!
A linda da Luara acordou no domingo e não estava mais no seu corpinho miniatura e sim na (super) diva da Yasmim aqui. Por que? Simplesmente eu ia conseguir estar no piquenique da Galera e a Luara com o corpinho dela não.
Então, lá fui eu, Jacqueline (My Book Lit) e Kimberlly (Último Romance) pegar trem, metrô (dois beijos pra Jacque que conseguiu “superar” o medo do metrô por um bem maior) e táxi até a Lagoa e ir ao tão esperado Piquenique da Galera. 

18/03/2014

Lançamentos #42: Companhia das Letras e Seguinte

Título: Dias Perfeitos
Autor: Raphael Montes
Páginas: 280
Téo é um solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e examinar cadáveres nas aulas de anatomia. Durante uma festa, ele conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Téo fica obcecado pela garota, e toma uma atitude extrema. Passando por cenários oníricos, que incluem um chalé em Teresópolis e uma praia deserta em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita, repleta de tortura psicológica e sordidez. A capacidade do autor de explorar uma psique doentia é impressionante - e o mergulho psicológico não impede que o livro siga um ritmo eletrizante, repleto de surpresas, digno dos melhores thrillers da atualidade. "Dias perfeitos" é uma história de amor, sequestro e obsessão.

 Título: O tesouro da Encantadora (A Quase Honrosa Liga de Piratas #1)
Autora: Caroline Carlson
Páginas: 400
Há muitos anos, quando objetos mágicos eram tão comuns quanto panelas nos lares de Augusta, a magia era controlada por uma feiticeira muito poderosa: a Encantadora das Terras do Norte. Certo dia, cansada de sofrer ataques de cidadãos que queriam usar os poderes de maneira ilícita, ela resolveu se vingar: recolheu a maioria dos itens mágicos do reino e desapareceu, deixando os cidadãos sem notícias de seu paradeiro nem desse magnífico tesouro.

Anos depois, quando Hilary Westfield decidiu que queria ser pirata, nem imaginava que estava prestes a participar da caça ao maior tesouro de todos os tempos. Afinal, tudo o que a preocupava era fugir da Escola da Senhorita Pimm para Damas Delicadas, onde as jovens da alta sociedade aprendiam a valsar, desmaiar e se comportar à mesa. Hilary não via utilidade nenhuma naquelas lições e queria se juntar à Quase Honrosa Liga de Piratas. Qualificações não lhe faltavam, mas a Liga não admitia garotas em sua equipe de algozes e pilantras.
Decidida a partir para alto-mar a qualquer custo, Hilary responde ao anúncio de um pirata autônomo em busca de membros para sua tripulação. De repente, ela se vê no meio de uma aventura marítima em busca do tesouro mais valioso do reino: o tesouro da Encantadora. Para encontrá-lo, ela contará com um mapa sem X e precisará enfrentar o vilão mais traiçoeiro - e surpreendente - de todos os mares.

15/03/2014

Resenha: O Segredo de Ella e Micha

Título: O Segredo de Ella e Micha
Autora: Jessica Sorensen
Editora: Geração Editorial
Páginas: 264
O segredo de Ella e Micha trata do romance entre dois jovens, mas não é só isso. Os protagonistas vão tecendo, em primeira pessoa, uma trama complexa e ao mesmo tempo simples, que envolve temas delicados como dramas familiares, traumas psicológicos, medo do futuro e da morte, com naturalidade e sinceridade. Eis o que torna o livro tão comovente: sua realidade. Em qualquer lugar do mundo, cada jovem têm um pouco destes dois heróis paradoxalmente frágeis com seus traumas, mas fortes para enfrentar a dura realidade da existência e superar seus conflitos mais difíceis. Respire fundo, prepare-se para acompanhar uma história de amor com pitadas generosas de sensualidade e adrenalina. 


O Segredo de Ella e Micha era um livro que eu estava esperando há algum tempo. Desde que a Geração Editorial anunciou o lançamento da trilogia da autora Jessica Sorensen, todas as pessoas que já tinham lido em inglês começaram a indicar e dizer que valia a pena ser lido. Como sou uma grande fã do gênero new adult, não daria para deixar algo tão bem cotado passar, não é mesmo? Então depositei todas as minhas fichas e comecei a ler. Que decepção. Um enredo fraco, com personagens que tinham de tudo para serem marcantes, mas que no final das contas não chegaram nem na metade do caminho. Mais uma vez, fui tremendamente atrapalhada pelo famoso excesso de expectativa.

Ella e Micha sempre foram muito amigos, até que uma tragédia abalou a vida de Ella. Por simplesmente não saber o que fazer, ela abandonou o seu passado e partiu para outra cidade iniciar uma nova vida e ser uma nova Ella, uma que não brigasse por tudo ou levasse tudo a ferro e fogo. Enquanto isso, Micha não conseguia parar de pensar nela, apesar dos seus próprios problemas. Quando Ella volta para casa para as férias de verão, vários sentimentos ficam ainda mais fortes e caberá aos dois lidarem com as mudanças da vida um com outro, além dos traumas do passado para que esses sentimentos possam enfim se tornar coisas reais.

Detesto espelhos. (...) Espelhos enxergam além da imagem. Sabem que eu fui; uma garota que falava alto, negligente, que mostrava ao mundo o que sentia. Não havia segredos.Mas, agora, eles me definem. Ella, p. 9
Esperar muito de um livro antes de ler sempre dá errado. Infelizmente, é algo involuntário, simplesmente não dá para controlar aquela ansiedade que nos preenche até que pegamos o livro e enfim começamos a ler. Mas juro para vocês que, assim como eu sempre faço, tentei me conter, porém estava muito empolgada para ler o primeiro new adult do ano, ainda mais um com tantos elogios. O Segredo de Ella e Micha realmente tem uma premissa muito interessante, mas, com tanto para poder trabalhar, a autora Jessica Sorensen escolheu seguir o caminho menos surpreendente de todos, apostando nos clichês para construir sua trama e isso resultou em um livro fraco, sem sal.

Isso acontece porque a autora não conseguiu manter um ritmo crescente de narrativa. Ela começou ascendendo, até que uma hora decaiu drasticamente e isso continuou por todo o livro. Ou seja, quando vinham cenas que chegavam ao ápice do clímax e eu achava que o livro ia enfim me surpreender e até mesmo me prender, a autora caia mais uma vez na mesmice e essa foi uma das grandes razões para a minha decepção. Além disso, a parte da ação deixou muito a desejar. Vamos ser sinceros: quando se trata de new adult, o leitor sempre procura aquela química entre o casal, aquela tensão, aquele desejo. Mas, infelizmente, essa parte ficou muito falha porque não consegui sentir nada disso.

Muito disso se deve ao fato de que os protagonistas não conseguiram me conquistar. Como é uma narrativa alternada entre os dois, você consegue ter uma visão mais ampla da história e é por isso que é possível analisar melhor a personalidade de cada um. Na maioria das vezes, pelo menos um dos protagonistas me conquista, mas isso não aconteceu aqui. Realmente tentei ver algo aqui ou ali que me chamasse atenção, mas simplesmente não consegui. Enquanto isso, porém, os personagens secundários, Lila e Ethan, me encantaram e muito. A autora inclusive escreveu um livro sobre eles e, por mais que eu receie me decepcionar de novo, ainda vou apostar nesse livro.

Foram essas coisas que fizeram me apaixonar por ela; o fogo, a paixão e a necessidade de ajudar o excluídos, mesmo que isso significasse tornar-se um deles. Ela nunca se enquadrava em uma categoria; era simplesmente Ella (...). Micha, p. 28
É claro que o livro me encantou sim em outras partes, como o aspecto emocional. Tudo bem, a Ella e o Micha não me encantaram por sua personalidade, mas a carga dramática que envolve os dois foi muito bem trabalhada. São pessoas que já passaram por coisas demais com tão pouca idade e que foram moldadas por elas. Para escrever sobre isso de forma tão bem trabalhada, a autora tem que ter uma sensibilidade a mais e essa parte realmente me chamou atenção. Talvez se eu não tivesse esperando por um new adult e sim por um drama, o livro me conquistaria mais.

O Segredo de Ella e Micha tinha tudo para ser um livro completo, mas que não chegou nem no começo do que poderia oferecer. Como new adult, foi uma decepção; mas me chamou atenção em sua parte dramática bem desenvolvida. Se você está pensando em dar uma chance para este livro, vale o conselho: não espere demais dele como eu fiz, pois assim ele talvez te surpreenda e te conquiste.

Observação: O livro é o primeiro de uma trilogia. A história de Ella e Micha terá uma continuação – The Forever of Ella and Micha –, mas o primeiro não depende intensamente dela, já que eu considero o final extremamente bem fechado (e até agora não entendi o MOTIVO da continuação, mas...). Já o terceiro livro é exatamente aquele que conta a história dos personagens secundários que eu falei durante a resenha. Esse já está na minha lista de leituras! <3 

Sábado Pepper: Queremos a trilogia Não Pare! no papel!


NÃO PARE!

Você entregaria sua vida nas mãos da própria morte?



Uma vida normal e tranquila seria tudo que uma adolescente odiaria ter, certo? Não para Nina! Por que tinha que viver como uma nômade (ou fugitiva!), mudando de cidade ou país a cada piscar de olhos? Por que não podia saber nada sobre o paradeiro de seu pai? Por que sua mãe era tão neurótica e supersticiosa? Milhares de perguntas. Nenhuma resposta. O que significavam aqueles estranhos calafrios, acidentes e mortes que insistiam em acontecer ao seu redor? Teriam eles alguma ligação com o seu defeito de nascença? Ou seriam causados pelo selvagem bad boy de hipnotizantes olhos azuis-turquesa que costumava aparecer nos momentos mais assustadores? Nina jamais poderia imaginar que aquele garoto sombrio de corpo escultural e fisionomia atormentada lhe abriria os olhos para um universo paralelo. Só ele tinha as respostas para os seus mais íntimos questionamentos, mas cobraria um preço muito alto para fornecê-las: A vida dela!

12/03/2014

Músicas que estão na minha lista de reprodução

Olhem a coluna que voltou! \o/
Pretendia escrever essa coluna antes, mas cadê que eu arranjei tempo? A primeira edição foi bem legal, então eu queria porque queria fazer outra por aqui. Como vocês puderam perceber, fevereiro foi um mês muito complicado para mim, mas aos poucos estou retomando as coisas por aqui. 
Nesse meio tempo eu quase não tive tempo para ouvir novas músicas, mas tiveram algumas que eu ouvi mais do que nunca. Vamos lá!

Cassadee Pope - Wasting All These Tears: Há quanto tempo não encontrava uma cantora country que me empolgava tanto! Comecei ouvindo essa música (que por sinal é linda) e acabei pegando o álbum inteiro para ouvir. Conclusão? NÃO CONSIGO PARAR DE OUVIR! Sério, vocês precisam me salvar ou eu vou me afogar no country. Não que seja ruim, mas é tão diferente do que costumo ouvir!

09/03/2014

Lançamentos #41: Bertrand Brasil

Título: Nós, Os Deuses (O Ciclo dos Deuses #1)
Autor: Bernard Werber
Páginas: 434
Em algum lugar muito, muito distante, no planalto de uma ilha conhecida pelo nome de Aeden, localiza-se a cidade de Olímpia. Ali funciona a Escola dos Deuses, uma inusitada instituição sob o comando dos doze deuses da mitologia grega, responsáveis por ensinar aos seus aprendizes uma arte que requer talento, criatividade, inteligência, sutileza e intuição: a arte de ser deus.
Após evoluírem em suas vidas como mortais e desempenharem satisfatoriamente a função de anjo da guarda, os 144 alunos-deuses receberam a missão de gerenciar multidões humanas. Para isso, cada um deles é encarregado de cuidar de uma população, ajudá-la a desenvolver instintos de sobrevivência, criar cidades, guerrear, inventar religiões.
Entre os escolhidos para essa nova turma de estudantes divinos estão figuras anônimas, como o protagonista Michael Pinson e seus amigos Edmond Wells e Raul Razorback, e personalidades ilustres, como Marilyn Monroe, Édith Piaf, Gustave Eiffel, Joseph Proudhon, Sarah Bernhardt, e muitos outros.
Mas eles logo descobrem que não à toa a profissão de deus é considerada a mais difícil das atividades. Todos precisam lidar com a influência de seus mestres – entre eles Afrodite, a deusa do Amor, que desperta em Michael uma paixão arrebatadora – e com a presença de um deicida desconhecido, que resolve eliminar um a um os próprios colegas.
Além disso, os segredos da Ilha de Aeden despertam muita curiosidade, e os alunos-deuses estão dispostos a arriscar o que for preciso para descobrir, principalmente, o que é a brilhante luz no alto da montanha e que parece vigiá-los. O que será que aquilo significa? Certamente nem todos sobreviverão para desvendar esse mistério.

 Título: A Prisão Mal-Assombrada
Autor: Joseph Delaney
Páginas: 112
A história começa com a primeira noite do órfão Billy, de quinze anos, como guarda de uma sinistra prisão. Mas essa não é uma cadeia qualquer com prisioneiros comuns. Nela há celas mal-assombradas que não podem ser usadas, sussurros e gritos durante a noite. E o temido Poço da Bruxa. Billy é alertado a manter distância do prisioneiro que fica lá no fundo do poço. Mas quem poderia ser? O que poderia ser tão assustador?
O cenário deste livro é inspirado no Castelo Lancaster, onde, em 1612, as bruxas de Pendle ficavam trancadas antes de serem julgadas e enforcadas. Elas eram mantidas em uma cela conhecida como Poço da Bruxa. Quando Joseph Delaney visitou o castelo, ficou imaginando o que teria restado lá embaixo depois que as bruxas se foram.
Uma história de terror digna dos mestres do gênero.

07/03/2014

Resenha: Deslumbrante

Título: Deslumbrante (As Flores Mais Raras #1)
Autora: Madeline Hunter
Editora: Quinta Essência
Páginas: 392
Numa época em que a reputação de uma mulher é o seu bem mais precioso, Audrianna desafia todas as convenções. Ela é uma jovem determinada, independente - e disposta a tudo para aniquilar o seu adversário, o convencido Lord Sebastian Sommerhayes. Entre os dois está um homem - o pai de Audrianna, que morreu envolto nas malhas de uma conspiração. Para ela, essa tragédia significou o fim da sua inocência. Para Sebastian, que liderou a investigação, foi apenas uma morte merecida. Audrianna jurou limpar o nome do pai, mas nunca esperou sentir um desejo tão avassalador pelo homem que o arrasou. A busca pela verdade vai levá-la demasiado longe numa sociedade que é implacável perante a ousadia feminina. Ao ver-se mergulhada num escândalo que pode ser fatal, Audrianna tem apenas uma inconcebível opção.


Sempre curti muito romances de época, principalmente aqueles que apresentam alguns toques mais eróticos. Em todas as vezes em que me aventurei por este tipo de leitura, me vi envolvida com o enredo e eu simplesmente não conseguia largar tal livro. Foi a premissa semelhante que me atraiu em Deslumbrante. Sendo bem sincera, esse livro tinha tudo para me conquistar e já comecei a leitura com uma expectativa altíssima. Porém (tinha que ter um, não é?), logo nas primeiras páginas vi que me decepcionaria profundamente com ele. Tanto que foi uma leitura arrastada, sem graça e demorei muito para concluí-la.

Audrianna não é uma mulher convencional para o seu tempo. Em uma época onde a reputação e o casamento estão acima de tudo, Audrianna luta para limpar o nome de seu pai, que acabou sendo sufocado pela culpa de algo que ela não acredita que tenha realmente ocorrido. É em busca disso que ela vai ao encontro de um homem misterioso, que jura ter mais informações. Nesse encontro, ela conhece o Lord Sebastian Sommerhayes e se vê no meio um terrível escândalo. É no meio de encontros e desencontros que os dois terão que encontrar um jeito de sair disso tudo, mas será que eles vão escapar do amor?

Uma mulher independente é uma mulher desprotegida. Audrianna nunca compreendera tão bem a primeira lição que a sua prima lhe ensinara como naquele dia. Uma mulher independente era também uma mulher de respeitabilidade duvidosa. p. 9
É extremamente decepcionante quando você espera muito de um livro e você lê, passa páginas e mais páginas e ele não atinge nem o mínimo do potencial que você achava que o mesmo poderia ter. Deslumbrante me atraiu logo de cara não só pela sinopse, mas por ser da autora Madeline Hunter, que é muito famosa entre aqueles que gostam do gênero e seus livros sempre são muito bem classificados. Inclusive antes de pegar o livro, já tinha lido algumas resenhas bem positivas do mesmo, então me animei. Infelizmente, o enredo não me ganhou como eu esperava que ganhasse.

A premissa que incluía romance, mistério, escândalos não conseguiu me envolver. Desde o primeiro momento, notei algo que me frustrou ao longo do livro: a demora para os fatos se desenrolarem. Como já falei aqui no blog em inúmeras resenhas, sempre gostei de livros mais dinâmicos, pois eles me prendem mais. Agora, com Deslumbrante foram mais de 400 páginas que poderiam ter sido facilmente reduzidas para 200 sem que boa parte do enredo fosse perdida, entendem? Parece que muita coisa estava ali só para encher as páginas.

É claro que muito disso poderia ter sido evitado se eu tivesse gostado mais dos protagonistas, pois, quando a gente realmente acha a personalidade de algum personagem interessante, até os livros mais arrastados podem ser superados. Inclusive, a própria Audrianna tinha tudo para ser uma personagem que me encantaria, já que ela tem toda aquele estilo de pessoa que se revolta contra estereótipos que eu curto. Mas, infelizmente, ela acabou caindo na mesmice e não senti que foi bem trabalhada. Já Sommerhayes me cativou mais, porém o enredo lento e arrastado tirou bastante do brilho que ele chegou a ter.

Audrianna ficou lendo as palavras. Por mais vagas que fossem, tinha certeza que se referiam a Lord Sebastian e ela mesma. Mas era uma mentira estúpida. Não houvera repressão e decididamente nenhuma travessura, apenas um mal-entendido ridículo. (...)Não só Daphne descobriria. Todo mundo descobriria. p. 105/106
Porém, Madeline Hunter conseguiu fazer com que o livro não girasse somente em torno da história de nossos protagonistas. Os personagens secundários são bem trabalhados e, como são muitos, isso fez uma diferença enorme na hora em que nos deparamos com os enredos que giram em torno de cada um. A autora também fez uma ambientação espetacular, rica em detalhes tanto no cenário quanto nos costumes, o que leva o leitor para aquela época de uma forma única.

Deslumbrante, infelizmente, não funcionou comigo. O livro poderia ter sido melhor trabalhado, para que se tornasse mais envolvente e prendesse o leitor. Porém, não é porque não funcionou comigo, que também não funcionar com vocês. Se você é um grande fã de romances de época, acho que vale a pena sim investir e ver qual é a sua experiência com ele. Agora, se você está fugindo de livros muito descritivos e sem ação, passe longe dele por enquanto.
Esse é o primeiro livro da trilogia As Flores Mais Raras, que são histórias independentes entre si. 

04/03/2014

Promoção: 2 anos do Jantando Livros


O Jantando Livros está completando 2 anos de existência e para comemorar esta data tão especial estamos enviando em sua residência coxinha e brigadeiro grátis. Tá, não estamos, na verdade ESTAMOS SORTEANDO LIVROS! \o/ Em parceria com outros blogs montamos uma promoção muito bacana para vocês, com vários livros incríveis. 

Veja como participar: 


Preencha os formulários para participar dos sorteios. Será 1 vencedor por kit.  Atenção às regras e informações importantes:
- A promoção terá início hoje, 26/02, e vai até o dia 19/03. O resultado sairá em até 10 dias depois do término do sorteio. 
- Para participar da promoção é necessário residir em território nacional.
- O vencedor deverá enviar um e-mail com seus dados para > guvalim@hotmail.com < em até 3 dias. Caso isso não aconteça, um novo sorteio será realizado. 
- A primeira entrada nos formulários é livre.
- O prêmio será enviado em até 45 dias úteis após o envio dos dados do ganhador.
- Os livros chegarão em datas alternadas pois serão enviados por diferentes blogs e editoras.
- Não nos responsabilizamos por extravios nos Correios.