30/06/2014

Resenha: Infinity Ring #3 - O Alçapão

Título: O Alçapão (Infinity Ring #3)
Autora: Lisa McMann
Editora: Seguinte
Páginas: 224
Depois de lutarem ao lado de guerreiros medievais para corrigir mais uma Fratura, Dak, Sera e Riq retornam aos Estados Unidos e logo se envolvem em uma armadilha mortal. O ano é 1850, um pouco antes da Guerra Civil, quando o país está dividido em relação à escravidão. Nesses tempos sombrios, a Ferrovia Subterrânea é a única esperança de muitos escravos, que conseguem escapar por essa rota secreta. Mas a SQ aos poucos está tomando o controle dos trilhos, colocando a vida de muitos fugitivos em perigo e ameaçando apagar aquela ferrovia da história. Riq é forçado a se separar do grupo e encontrará dificuldades que o levarão a enfrentar seu próprio passado. Dak e Sera, por outro lado, tentam descobrir em quem podem confiar e o que precisa ser feito para consertar mais uma Fratura.


Não é segredo para ninguém que Infinity Ring é uma das séries que eu mais gosto atualmente. Sempre que sai algum novo volume, sou a primeira a querer ler. Isso se deve ao fato de que, além de ser um infantojuvenil (que como vocês bem, um dos meus gêneros favoritos), ele tem aventura e viagem no tempo. Essa mistura não poderia dar errado, poderia? Mesmo com o meu receio sobre cada livro ter um autor diferente (nunca tinha tido essa experiência antes), a série continua me surpreendendo e com O Alçapão não foi diferente.

- Você sabe, eSQuartejar. Com S e Q maiúsculos. Nossos velhos conhecidos, sabe? A SQ. Estudiosos de história acreditam que o movimento a favor da escravidão não era composto só por pessoas avulsas que compartilhavam da mesma opinião. Havia grupos altamente organizados trabalhando nos bastidores. (...) Pra mim, isso tem cara de SQ. p. 24/25
Dessa vez, Dak, Sera e Riq voltam ao seu país de origem no ano de 1850, justamente quando a escravidão está em alta nos Estados Unidos. Por causa do seu tom de pele, Riq é confundido com um escravo e é capturado para ser vendido e trabalhar forçadamente. Enquanto Dak e Sera desvendam mais essa fratura e lidam com as mais diversas pessoas possíveis, entre escravagistas e abolicionistas, Riq terá que encarar não só o que o aguarda daqui para frente, mas também o seu passado.

O terceiro livro da série Infinity Ring é diferente dos seus antecessores. Enquanto os dois primeiros tinham o foco na ação e em uma missão bem definida, em O Alçapão temos um lado um pouco mais dramático da história. Lisa McMann conseguiu trazer um lado um pouco mais sensível. Aqui, está em jogo o passado de Riq, um personagem que eu tinha muito interesse em conhecer melhor. A autora conseguiu desenvolver o tema forte com a delicadeza e a maturidade necessárias para que o leitor sinta empatia com a história, principalmente se ele estiver cheio de expectativa para um banho de ação assim como foram os dois primeiros volumes.

Conhecer o passado de Riq trouxe mais dimensão para a série do que eu imaginava que ela poderia ter. Já vimos um pouco da vida de Dak e Sera, mas até então, eu não tinha me mergulhado tanto na história. Isso fez com que Riq deixasse aquele papel um pouco mais secundário para mostrar que também pode ser um protagonista forte e de expressão por causa das diversas maneiras com que ele foi testado ao longo de O Alçapão. Como os outros livros, a narrativa em terceira pessoa não deixa nada a desejar e a McMann conseguiu abordar tudo que era necessário para que um grande livro fosse construído.

O grande ponto positivo aqui é a grande evolução da trama. Desde Um Motim no Tempo até agora, há um crescimento enorme dos personagens e da própria trama. Enquanto Dak, Sera e Riq ficam cada vez mais maduros, as tramas da SQ estão cada vez mais interessantes. Isso me dá ainda mais vontade de acompanhar a série e espero muito que isso seja mantido nos próximos volumes.

Riq sorriu para si mesmo, contente por ver que os dois tinham conseguido dormir. Depois de tantas mudanças de fuso horário, ele não sabia nem quantos dias haviam se passado desde sua última noite de sono. Sempre havia um inimigo por perto ou... Bem, às vezes o inimigo estava dentro dele. p. 33
Não sei o que acontece com Infinity Ring que, assim que eu começo a ler, não consigo mais parar. Não foi diferente com O Alçapão: a leitura seguiu um ritmo tão incrível que, quando notei, já havia acabado. Digo e repito: essa é uma série que vale totalmente a pena investir. Ela pode ter muitos livros, porém todos são bem finalizados, então não ficamos com aquela sensação de que algo está “incompleto”. Vale lembrar que a Editora Seguinte já lançou o próximo volume, A Maldição dos Ancestrais. Nem conto para vocês QUEM está ansiosa para ler. ;) 

Série Infinity Ring
1- Um Motim no Tempo
2- Dividir e Conquistar
3- O Alçapão
4- A Maldição dos Ancestrais
5- Cave of Wonders
6- Behind of Enemy Lines
7- The Iron Empire

8- Eternity

2 comentários:

  1. Luara, tenho acompanhado suas resenhas da série e cada vez mais estou convencido a começar a lê-la logo! Eu tenho me dado bem com infantojuvenis, eles são muito bem vindos quando a gente precisa de uma leitura mais leve, e, quando bem escritos e cativantes, se tornam perfeitos. Vou me esforçar para começar a ler logo ou vou acabar ficando muito pra trás.

    Dois abraços.

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  2. Oi Lu, eu também nunca acompanhei uma série que tivesse um autor diferente a cada livro e, para ser sincera, também tenho certo receio de a história se perder. Que bom que com essa série isso não acontece. Eu ultimamente tenho lido poucos infantojuvenis, acho que preciso incluir mais disso na minha leitura.

    Beijos

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