28/10/2014

#CupoBook - Livros desejados com até 80% de desconto!


Oi pessoal! <3 Tudo bem?
Hoje eu tenho uma novidade MUITO legal para todos vocês: que tal comprar aquele livro que você tanto deseja com até 80% de desconto? O Cuponation vai realizar uma campanha nesta quarta-feira (29/10) para dar desconto em VÁRIOS livros. Não dá para perder, não é?

O Cuponation é o maior site de cupons de desconto do Brasil, e seleciona todos os dias os melhores descontos e promoções dos maiores e-commerce do país. Utilizando o Cuponation você não precisa passar um tempão procurando por descontos na internet, porque separamos os melhores em um só lugar, pensando em ajudar o consumidor brasileiro a economizar ao máximo - e gastar com o que realmente importa!

Lembrando que para garantir o desconto, vocês terão que fazer suas compras através do site do Cuponation, ok? :)

Um livro que eu indico e que está nos meus desejados HÁ MUITO TEMPO é No Limite da Ousadia, da Verus.


Beth e Ryan. Beth é uma garota durona e tatuada que precisa cuidar da mãe drogada. Quando ela assume um crime para salvar a mãe, seu tio, um rico esportista aposentado, consegue a guarda da sobrinha e a leva para começar uma vida nova na cidadezinha do interior em que ele mora. E assim Beth se vê morando com uma tia que não a quer e frequentando uma escola onde ninguém a compreende. Exceto um único cara, que não poderia ser mais diferente dela... Ryan é o menino de ouro — um badalado jogador de beisebol, filho de um dos casais mais influentes da cidade. Ele e seus amigos gostam de fazer apostas envolvendo desafios que devem cumprir, e Ryan nunca perde. Por fora o atleta popular que todo mundo adora, ele está prestes a aprender que nem tudo é o que parece. O que começa como uma aposta se torna uma atração irresistível que nem Beth nem Ryan haviam previsto.


A última novidade é que vocês podem indicar livros que gostariam de ver nessa super seleção com até 80% de desconto! Preencham o formulário abaixo e contem para a gente qual é o livro que vocês mais desejam no momento. <3




Fiquem ligados e aproveitem todas as ofertas dessa quarta-feira! <3

15/10/2014

Músicas que estão na minha lista de reprodução

Finalmente essa coluna voltou! *palmas, palmas*
Ela sempre acaba sendo deixada de alguma maneira, mesmo que eu queira muito fazer com que ela sempre apareça por aqui. Triste. :(
Mas, já que estamos aqui, vamos falar de coisa boa, certo? Vem conhecer as músicas que estão sendo MUITO tocadas por aqui. <3

Sam Smith - Stay With Me: Essa voz do Sam Smith me conquistou e não teve outra: ouço essa música pelo menos duas vezes ao dia. É romântico, é sofrido e é tudo de bom! Sabe quando a gente escolhe aquela música pra interpretar quando tá tomando banho? Pois então...


14/10/2014

Promoção: EmBuscaDoAmor.com


É PROMOÇÃO SIM! OBA! \o/
Vocês viram na resenha de EmBuscaDoAmor.com o quanto eu adorei esse livro. <3 É divertido e cheio de romance: a mistura ideal para uma ótima leitura.
Por causa disso, o blog em parceria com a Editora Bertrand Brasil vai presentar um sortudo com um exemplar do livro! Para que você seja essa pessoa, é só participar muito, cruzar os dedos e torcer. Boa sorte!


12/10/2014

Resenha: A Evolução de Mara Dyer, de Michelle Hodkin

Título: A Evolução de Mara Dyer (Mara Dyer #2)
Autora: Michelle Hodkin
Editora: Galera Record
Páginas: 406
As misteriosas e perigosas habilidades de Mara continuam a evoluir. Ela sabe que não está louca e agora precisa se prender desesperadamente à sanidade. Mara sabe que é tudo real: pode matar com um simples pensamento, assim como Noah pode curar com apenas um toque e que Jude, o ex-namorado morto por ela, está realmente de volta. Mas para descobrir suas intenções, deve evitar uma internação em um hospital psiquiátrico. Confusa com as paredes se fechando e ruindo ao seu redor, ela deve aprender a usar seu poder. 


ESSA RESENHA NÃO CONTÉM SPOILERS!

Depois daquele fim de A Desconstrução de Mara Dyer, era impossível não ficar MUITO ansiosa por essa continuação. Aquele final me surpreendeu tanto que eu precisava saber como a autora iria conduzir a história a partir daquele ponto. Isso fez com que minhas expectativas ficassem tão altas que eu pensei que nada que viesse poderia me surpreender. Não é que eu estava totalmente errada? A Evolução de Mara Dyer consegue ser ainda mais angustiante, com mais reviravoltas e muito mais envolvente que o primeiro. Para ser sincera, estou tão eufórica com relação a ele que vocês terão que perdoar meus surtos. Mas o que eu posso fazer?

Eu não tinha certeza de como ficar sã enquanto ouviu constantemente que sou louca. p. 89
Quando um autor investe em uma série ou trilogia, a missão (quase) impossível é manter o ritmo que o livro anterior ditou para que o leitor não desanime com o que ainda está por vir. Esse era o meu grande medo com a série Mara Dyer, visto já passei por muitas situações em que eu amei o primeiro livro, mas o segundo não foi tudo o que eu esperava. Porém, Michelle Hodkin mostrou que sabe o que faz. Com o segundo livro, ela consolidou sua história e conquistou de vez seu espaço cativo na minha estante.

É claro que o grande motivo para isso é que Mara continua sendo aquela protagonista que não dá para se confiar. Ainda temos aquela sensação de que tudo pode ser uma grande mentira, apesar de que, ao conviver com sua confusão e com sua angústia (características que continuam fortes na narrativa em primeira pessoa), temos o instinto de criar certa empatia com sua situação e, por isso, tendemos a imaginar várias teorias para explicar o motivo de aquilo estar acontecendo. Porém, mesmo assim, a aura de mistério faz com que esperemos por qualquer coisa a cada virar de páginas.


Essa ambientação misteriosa, cheia de suspense, fica ainda melhor com a ação que está presente em A Evolução de Mara Dyer desde a primeira página. Enquanto no primeiro livro tínhamos um desenvolvimento lento, nesse não temos tempo nem para respirar: a sensação de desconfiança cresce e sempre que eu chegava a algum clímax, aquela música de filmes de terror começava a tocar na minha cabeça: PAM PAM PAM PAM! E, como vocês sabem que eu sou totalmente medrosa, era depois dessas cenas que eu evitava ficar no escuro, olhar em espelhos e coisas do tipo. É, Hodkin sabe como fazer o terror na mente de uma pessoa.

Uma das coisas que eu mais gostei nesse segundo livro da trilogia foi que o romance não teve um foco tão grande quanto no primeiro. Sim, eu sou uma romântica incurável, mas, nesse caso, esse foi o melhor caminho a seguir. O pouco de romance que teve surgiu naturalmente e, se houvesse mais do que foi apresentado, provavelmente pareceria forçado. Isso fez com que eu me apegasse ainda mais ao Noah, porque aquela imagem de garoto popular que se interessa pela garota nova vai embora de vez e por causa disso eu acabei me apegando a ele. Não tem jeito, me apaixonei. Desculpa!

Noah disse antes que eu não estava quebrada, mas estava, e ele estava descobrindo que não podia me consertar. Mas eu não queria ser o pássaro ferido que precisava ser curado, a garota doente que precisava de compaixão. Noah era diferente, como eu, mas não estava quebrado como eu. p. 176
Sinceramente, eu juro que eu tentei achar qualquer tipo de coisa que tenha me decepcionado em A Evolução de Mara Dyer, mas eu simplesmente não consigo achar nada. A angústia que eu senti nesse segundo volume foi ainda melhor do que eu senti no primeiro, algo que eu não achei que aconteceria. Com um enredo extremamente eletrizante e uma narrativa ainda mais fluida do que no primeiro livro, as 406 páginas passaram voando. A trilogia Mara Dyer me ganhou e não tem jeito: vou ficar com altas expectativas para o próximo livro, ainda mais que o final foi muito surpreendente. Mas, pelo que eu já provei da autora Michelle Hodkin, sei que ela ainda vai encontrar uma maneira de me surpreender. Se você ainda não começou a ler a trilogia, corre que ainda dá tempo de ler antes do lançamento do último livro! <3 

11/10/2014

Resenha: A Desconstrução de Mara Dyer, de Michelle Hodkin

Título: A Desconstrução de Mara Dyer
Autora: Michelle Hodkin
Editora: Galera Record
Páginas: 378
Um grupo de amigos... Uma tábua ouija... Um presságio de morte. Mara Dyer não estava interessada em mensagens do além, mas para não estragar a diversão da melhor amiga justo em seu aniversário ela decide embarcar na brincadeira. Apenas para receber um recado de sangue. Parecia uma simples piada de mau gosto... até que todos os presentes com exceção de Mara morrem no desabamento de um velho sanatório abandonado. O que o grupo estaria fazendo em um prédio condenado? A resposta parece estar perdida na mente pertubada de Mara. Mas depois de sobreviver à traumática experiência é natural que a menina se proteja com uma amnésia seletiva. Afinal, ela perdeu a melhor amiga, o namorado e a irmã do rapaz. Para ajudá-la a superar o trauma a família decide mudar para uma nova cidade, um novo começo. Todos estão empenhados em esquecer. E Mara só quer lembrar. Ainda mais com as alucinações - ou seriam premonições?


Se tem um livro que fez muito sucesso nos últimos tempos, esse livro é A Desconstrução de Mara Dyer. Qualquer pessoa que ficou um pouco ligada no twitter, blogs ou canais literários nos últimos meses, com certeza o viu sendo falado em algum lugar (e provavelmente viu alguns surtos de pessoas que amaram de paixão o livro). Bom, esse livro estava na minha lista de desejados desde o lançamento (essa capa é linda demais!), mas, além do preço nunca colaborar, tenho que admitir que sou um pouco medrosa e eu sabia que ia ficar impressionada com o enredo. Apesar disso realmente ter acontecido (ai, minhas noites de sono perdidas), esse livro me surpreendeu mais do que eu estava esperando.

Coloquei minha melhor máscara de adolescente entediada e a usei como um escudo conforme nos aproximamos do prédio. p. 29
Minhas expectativas estavam absurdamente altas. Não sabia exatamente qual gênero esperar: um terror? Um thriller psicológico? Um Young Adult? Michelle Hodkin reuniu tudo em um enredo só e o fez da melhor forma que ela poderia aplicar a esse livro: através de uma narrativa em primeira pessoa. Mara é extremamente instável e, ao seguir esse caminho, a autora conseguiu dar uma atmosfera angustiante ao enredo e foi isso que me ganhou. Mas a verdade é que isso não aconteceu logo de cara. O desenvolvimento do livro é lento e isso fez com o livro se tornasse denso e que eu desanimasse um pouco do enredo, mas, à medida que Hodkin vai revelando ao leitor as coisas intrínsecas a condição de Mara, mais eu me envolvia com o enredo. Por mais que eu ficasse aterrorizada ao não poder confiar em nenhum personagem (nem na própria protagonista), isso me fez ficar presa ao livro porque eu precisava saber o que estava por vir.

Como o livro é cheio de mistérios, o suspense é nossa companhia constante ao longo das páginas, afinal, nunca dá para saber o que está por vir. Hodkin investe em reviravoltas que surpreendem o leitor, o que torna a leitura ainda mais envolvente porque simplesmente não dá para ignorar a curiosidade em saber o motivo de tudo estar acontecendo. Para acentuar isso, a autora ainda trabalha com informações soltas, desconexas, o que caracteriza muito a narrativa pelo ponto de vista de Mara e faz com que o leitor se pergunte: o que eu faria se isso acontecesse comigo?


Mara não é uma protagonista confiável. Não podemos ter certeza que tudo que ela faz ou vê é real ou fruto de uma alucinação. A angústia e o medo que ela sente são passados para o leitor, afinal, nem ela confia em si mesma. Isso é genial, pois a autora não utiliza de elementos complexos para desenvolver sua narrativa, é tudo bem simples e objetivo. É essa característica faz com que o livro se destaque entre outros do gênero e que torna A Desconstrução de Mara Dyer tão especial.

É claro que não poderia faltar um romance na história, correto? Só que, até um pouco antes das páginas finais, ele não convenceu. Noah Shaw é o garoto que todas as meninas do colégio querem e adivinhem por quem ele vai se interessar? Isso mesmo, pela garota nova, o que causa a ira daquelas que o querem. O uso desses clichês fez com que o livro desse uma suavizada em todo aquele drama psicológico e não vou negar que fiquei um pouco aliviada por isso (uma coisa sobre a qual eu não teria pesadelos), mas eu esperava mais do desenvolvimento desse romance. Porém, nas últimas páginas, não teve outra: me rendi aos encantos de Noah e fico na expectativa para o que ainda vai acontecer.

- Você deveria dizer: "Só quero a sua felicidade. Farei o que for preciso, ainda que signifique ficar sem você".
- Sinto muito - falou Noah. - Simplesmente não sou uma pessoa tão boa assim. p. 349
Mas, nada se compara ao que aconteceu na última página desse livro. A autora deixa um cliffhanger tão grande que faz qualquer pessoa se descabelar de desespero para ler o segundo livro. Vocês não têm noção de como eu fiquei em uma relação de amor e ódio com a autora Michelle Hodkin por causa desse final. NÃO É POSSÍVEL! Se o livro todo já foi angustiante e surpreendente, o final é de deixar qualquer um sem palavras e ele compensa todos os defeitos que encontramos ao longo do livro. Por causa disso e dos fatores que citei ao longo da resenha, vale aquela dica: se você não leu A Desconstrução de Mara Dyer, o que você está esperando? Leia!

Resenha: O Livro dos Vilões

Título: O Livro dos Vilões
AutoresCecily Von Ziegesar, Carina Rissi, Diana Peterfreund e Fabio Yabu
Editora: Galera Record
Páginas: 320
Organizado da mesma forma que O livro das princesas – também com o esquema de dois populares autores nacionais, e dois nomes famosos do exterior – O livro dos vilões reúne estes autores para uma coletânea de contos sobre vilões icônicos dos contos de fadas. As irmãs de Cinderela? Malévola? Madrastas e lobos? Carina Rissi, Cecily Von Ziegesar, Diana Peterfreund e Fábio Yabu estão aqui com a mensagem: este não é um livro tão bonzinho quanto o seu antecessor. 



Ah, como eu adoro os vilões. Sempre tive uma queda pelo lado negro da força e muitas vezes isso não é valorizado – mas, sejamos sinceros, existe coisa mais engraçada do que um vilão irônico, sexy e bem humorado? Pensando nisso, é claro que eu tinha que ler O Livro dos Vilões, um livro que reúne quatro releituras de contos de fadas que já conhecemos (falarei deles separadamente), mas mostrando o outro lado da moeda. E com quatro autores tão prestigiados quanto Cecily Von Ziegesar, Carina Rissi, Diana Peterfreund e Fabio Yabu é claro que não poderia dar errado, não é mesmo?


  • #stepsisters – Sobre sapatos e selfies – Cecily Von Ziegesar

Esse foi meu primeiro contato com a autora da famosa série Gossip Girl. Infelizmente, não foi tão proveitoso como eu achava que iria ser: esse é de longe o pior conto de todo o livro.

Ceciliy Von Ziegesar nos propõe uma releitura de Cinderela, onde as duas irmãs más são gêmeas apaixonadas por sapatos e famosas no Instagram. Elas fazem de tudo para se aproveitar da inocência de Cindy. Esse enredo, juntamente com uma liquidação de sapatos, uma fada-madrinha gay e um príncipe não tão encantado assim e você tem uma preciosidade nas mãos, certo? Só que não.

A trama nem os personagens conseguiram convencer. Não sei o motivo de esse conto ter sido logo o primeiro do livro (talvez seja pelo peso do nome da autora), mas com certeza não foi uma boa escolha, visto que ele me desanimou completamente para o que eu encontraria nos próximos contos.

A autora poderia ter abordado a história que tinha em mãos de diversas maneiras, mas optou por seguir pelo clichê ao colocar as meias-irmãs más como fúteis e sem graça. Só que, infelizmente, Cindy seguiu pelo mesmo caminho, então o conto todo ganhou um ar sem graça, mesmo que tenha me feito rir em alguns momentos. Uma pena. :(

Sapatos bonitos só cabem em almas bonitas. #Louboutin. p. 46

  • Menina Veneno – Carina Rissi

Carina Rissi, SUA LINDA! Sinceramente, qualquer livro que essa moça escrever, pode me colocar na fila para comprar. Ela provavelmente deve ter algum tipo de magia, porque simplesmente não tem outra explicação para todas as coisas que ela escreve me ganharem desse jeito, minha gente!

Menina Veneno é o resumo de tudo que eu esperava para O Livro dos Vilões. Carina Rissi conseguiu pegar a trama de Branca de Neve, dar uma repaginada e fazer com que ela ficasse tão envolvente que mais uma vez eu me vi “do lado negro da força” – e isso é um grande feito, visto minha paixão pelo conto original. Para isso, ela narra a história de Malvina, uma modelo mundialmente conhecida, que acaba perdendo espaço em suas campanhas para sua enteada, Bianca. Bom, vocês já viram a competição que isso vai ser, não é?

Tudo ficou na medida certa no conto e isso fez com que o enredo ficasse tão fluido que, mesmo quando terminou, eu queria mais e isso aconteceu porque fiquei muito apegada por Malvina, a protagonista. Menina Veneno realmente me fez olhar pelos olhos da dita “personagem má” e ver como alguns vilões são apenas incompreendidos. Gostei tanto disso que eu acabei o conto querendo mais. A Carina Rissi bem que podia investir em um livro com esse enredo, faria SUCESSO!

Bianca podia se tornar a nova Menina Veneno, ganhar o coração do homem que eu queria, mas minha beleza... Não, ela não me colocaria sob sua sombra. Ninguém faria isso. Era tudo que eu tinha.
Sim, meu bem, você está certo. Foi naquele momento que decidi agir. Você é um bom observador. p. 99


09/10/2014

Resenha: Invisível, de David Levithan e Andrea Cremer

Título: Invisível
Autores: David Levithan e Andrea Cremer
Editora: Galera Record
Páginas: 322
Stephen passou a vida do lado de fora, olhando para dentro. Amaldiçoado desde o nascimento, ele é invisível. Não apenas para si mesmo, mas para todos. Não sabe como é seu próprio rosto. Ele vaga por Nova York, em um esforço contínuo para não desaparecer completamente. Mas um milagre acontece, e ele se chama Elizabeth. Recém-chegada à cidade, a garota procura exatamente o que Stephen mais odeia. A possibilidade de passar despercebida, depois de sofrer com a rejeição dos amigos à orientação sexual do irmão. Perdida em pensamentos, Elizabeth não entende por que seu vizinho de apartamento não mexe um dedo quando ela derruba uma sacola de compras no chão. E Stephen não acredita no que está acontecendo... Ela o vê! 


David Levithan é um daqueles caras de quem eu leria até a lista do supermercado. Ele conquistou esse lugar com Todo Dia, um livro que me marcou tanto a ponto de eu não conseguir ter palavras suficientes para escrever uma resenha sobre ele. Eis que, por causa desse fato, minhas expectativas para Invisível estavam absurdas, afinal, esse livro tinha todo o potencial para me marcar tanto ou até mais do que o primeiro livro que li do autor. Mas, infelizmente, não foi bem assim que aconteceu, porque, apesar de ter tudo para entrar na minha lista de favoritos, Invisível foi uma grande decepção.

Eu devia estar feliz. Na maior parte do tempo, estou. Na maior parte do tempo, feliz não é palavra suficiente para descrever como me sinto. Eu me perco em Stephen sem estar perdida.  Eu me encontro em Stephen quando nem sabia que esperava ser encontrada. p. 79
É sempre um risco quando dois autores se juntam para escrever um livro. Por ser um enredo só, tem que haver harmonia para que os dois o desenvolvam com o mesmo ritmo, para que o leitor não tenha uma leitura “picotada”. Esse era o meu grande receio com relação a Invisível, já que eu nunca havia lido absolutamente nada da autora Andrea Cremer e não sabia como seria a minha adaptação com a escrita dela. Mas, por ter Levithan no meio, ignorei esse receio e parti para a leitura.

As cem primeiras páginas do livro deram a impressão de que Invisível iria pelo mesmo caminho que Todo Dia: a invisibilidade e o autoconhecimento de Stephen ficam como plano de fundo, enquanto o relacionamento dele com Elizabeth ganha foco e provoca a transformação em sua vida. Até esse ponto, eu estava absolutamente apaixonada pelo enredo criado pelos dois autores. Porém eis que há uma reviravolta inesperada e, como vocês bem sabem, nem sempre isso é uma boa coisa.


Levithan e Cremer adicionaram elementos fantásticos na história e perderam o rumo inicial do livro, o que foi uma grande decepção para mim. Eles tiram o foco do relacionamento e o colocam em tentar descobrir o motivo de Stephen ser visível somente para Elizabeth e em tentar resolver essa situação. Só que os elementos adicionados não convenceram: o livro não só perdeu todo o potencial para ter um lado mais dramático e metafórico (com aquelas características de Todo Dia, como citei anteriormente), como acabou caindo no clichê, naquele mais do mesmo. Imaginem a minha frustração quando me dei conta disso?

Porém, por outro lado, uma das partes positivas do livro é a narrativa em primeira pessoa, tanto pelo ponto de vista de Stephen (que fica a cargo de Levithan), como pelo de Elizabeth (narrada por Cremer), que permite com que vejamos a situação como um todo e que faz com que todos os personagens sejam bem trabalhados, inclusive os secundários. Logo no começo me senti um pouco incomodada pela falta de harmonia entre as narrativas, porém, com o passar das páginas, os autores vão se ajustando e isso torna a narrativa extremamente fluida. Foi isso que fez com que eu lesse o livro muito rápido apesar de não gostar dos caminhos tomados por eles.

- Não é solidão, na verdade. Porque a solidão vem da ideia de que você pode estar envolvido no mundo, mas não está. Ser invisível é ser solitário sem o potencial de ser outra coisa além de solitário. Por isso, depois de um tempo, você se retira do mundo. É como se estivesse num teatro, sozinho na plateia, e tudo o mais estivesse acontecendo no palco. p. 106
Eu realmente não deveria ter esperado tanto quanto eu esperei de Invisível, mas, quando gostamos muito de um autor, é praticamente impossível que isso não aconteça. O livro realmente tinha um grande potencial, mas acabou caindo no clichê, o que foi muito frustrante para mim. O final ainda deixou espaço para uma continuação, o que me deixa receosa para o que ainda está por vir. Espero que, se realmente houver um próximo livro (pesquisei e não encontrei nada sobre), ele mude minha visão dessa história. Mas, por enquanto, o que resta é a minha decepção. 

08/10/2014

Resenha: Mentirosos, de E. Lockhart

Título: Mentirosos
Autora: E. Lockhart
Editora: Seguinte
Páginas: 272
Cadence vem de uma família rica, chefiada por um patriarca que possui uma ilha particular no Cabo Cod, onde a família toda passa o verão. Cadence, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat (os quatro "Mentirosos") são inseparáveis desde os oito anos. Durante o verão de seus quinze anos, porém, Cadence sofre um misterioso acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos, tentando juntar as lembranças sobre o que aconteceu.




Sabem quando um livro é tão bem falado que você simplesmente precisa saber o que é que ele tem de tão bom para tantas pessoas gostarem (mesmo aquelas com as opiniões mais divergentes entre si)? Pois é. Eis que Mentirosos é exatamente esse livro. Ganhei a prova dele no evento da Companhia das Letras juntamente com seus selos, Seguinte e Paralela, na Bienal de São Paulo e não consegui resistir: foi uma das minhas primeiras leituras quando cheguei em casa. E, honestamente, não esperava que Mentirosos fosse me surpreender tanto a ponto de eu não ter outra palavra para descrevê-lo além de FANTÁSTICO.

Eu era forte, mas agora sou fraca.
Eu era bonita, mas agora pareço doente.
É verdade que eu aguento terríveis enxaquecas desde o acidente.
É verdade que não aguento idiotas.
Gosto de distorcer significados. Percebe? Aguentar enxaquecas. Não aguentar idiotas. A palavra significa quase a mesma coisa nas duas frases, só que não.
Aguentar.
Você pode dizer que é o mesmo que “suportar”, mas não estaria cem por certo certo. p. 14
Mentirosos é um daqueles livros que, quanto menos você souber antes de ler, melhor. Por mais que algum detalhe possa parecer insignificante quando alguém te conta, o mesmo pode fazer um estrago enorme em sua futura leitura, já que o livro se desenvolve em cima deles. Seguindo esse sábio conselho, procurei me afastar de tudo que pudesse me contar a respeito do livro; para ser sincera, nem a sinopse eu li. Me deixei ser levada pela narrativa maravilhosa de E. Lockhart, e não teve outra: me envolvi de tal forma que eu não consegui parar de ler enquanto não virei a última página.

Isso aconteceu em grande parte pelo desenvolvimento gradual e inteligente do enredo. A cada nova informação, me via sedenta por mais e eu precisava continuar lendo para saber o que aconteceria a seguir. E, a cada nova informação, Mentirosos ficava ainda melhor, o que conferiu um ritmo crescente para o enredo (uma vez que ele me envolvia mais a cada página) e fluidez para a narrativa. Esse caminho tomado pela autora não só deu uma atmosfera de mistério e suspense para o livro, mas também fez com que ela tivesse tempo para trabalhar em cada aspecto da história, sem que nada fosse deixado de lado.

Porém, não posso negar que, apesar de tudo isso, o que me conquistou de vez foi a narrativa. E. Lochkart consegue confrontar o leitor de diversas maneiras expondo a angústia de Candence, a protagonista, e, por ser uma narrativa em primeira pessoa, isso fica ainda mais evidente. É sensacional a quantidade de sentimentos ela consegue transmitir, desde a perturbação da personagem até o amor mais arrebatador. Para dar essa característica marcante ao enredo, ela aposta nas frases metafóricas e de bastante efeito que dão intensidade para a história desses quatro amigos. Poucos autores conseguem lidar com temáticas tão densas e fazer delas originais como fez Lockhart.

O trabalho bem feito se estende aos personagens. Cada um foi muito bem delineado, desde os quatro que ganham mais destaque na história – Cadence, Johnny, Mirren e Gat – até a família Sinclair em geral. Todos têm seus mistérios e complexidades e isso dá humanidade e intensidade para cada um deles, além de fazer com que o leitor se emocione e se interesse em descobrir todas as suas peculiaridades e isso só contribui para que o livro seja ainda mais envolvente.

A vida parece bela nesse dia.
Nós quatro, os Mentirosos, sempre fomos.
Sempre seremos.
Independentemente do que acontecer quando formos para a faculdade, ficarmos mais velhos, construirmos nossas vidas; independentemente de eu e Gat estarmos ou não juntos. Independentemente de onde estivermos, sempre poderemos nos reunir no telhado de Cuddledown e olhar para o mar.
Essa ilha é nossa. Aqui, de certo modo, somos jovens para sempre. p. 150
Eu poderia falar muito mais, só que Mentirosos é uma experiência tão única que eu tenho medo de que qualquer coisa que eu diga vá além daquilo que é permitido para que vocês tenham a mesma leitura intensa que eu tive. E. Lockhart fez altas apostas com esse livro e felizmente ela conseguiu atingir todo o potencial que ele poderia ter. Angustiante, perturbador e intenso: Mentirosos é aquele livro que supera expectativas. Vou ser sincera com vocês: ele simplesmente ACABOU comigo e por causa disso entrou na lista de melhores de 2014. Então, só tenho um conselho: leiam o quanto antes! 

Observação: o lançamento oficial do livro é no dia 10 de outubro.

05/10/2014

Promoção: 2 anos do LiteRata

Outubro é mês de festa! Pois é, o aniversário do LiteRata está se aproximando e para que a data não passe em branco uma grande festa foi organizada. Vários blogs amigos se uniram e estão prontos para chamar os convidados. Como aqui quem ganha o presente é você, tudo o que precisa fazer é confirmar presença participando do nosso sorteio e cruzar os dedos!


Serão sorteados 7 Kits com 7 Livros cada, para participar é só preencher os formulários abaixo! A primeira entrada é livre e, para mais chances, preencha as outras opções.


04/10/2014

Você quer ser personagem do novo livro do Maurício Gomyde?



Você quer ser personagem do novo livro do Maurício Gomyde e ainda ganhar um LEV? É muito fácil! O autor, em parceria com 184 blogs, te dá essa oportunidade! \o/ É só participar da promoção e torcer muito para ser sorteado(a)!

ATENÇÃO! Confira as regras de participação com muito cuidado:
  1.  A promoção escolherá uma pessoa para participar da história do 6º livro do autor Maurício Gomyde, como já feito em duas outras oportunidades (nos livros "Ainda não te disse nada" e "Dias Melhores pra Sempre"). Além disso, a pessoa ainda ganha um LEV de presente.
  2. O sorteio ocorrerá dia 02/11/2014 - domingo, pelo Random.org.
  3. A personagem será do sexo feminino e, caso o sorteado seja uma pessoa do sexo masculino, ele poderá dedicar a personagem a alguém (esposa, namorada, amiga, irmã, etc.).
  4. Após o sorteio, o autor Maurício Gomyde entrará em contato com a ganhadora para uma entrevista (gostos pessoais, musicais, literários, cinematográficos, características físicas e de personalidade) e, assim, conseguir conceber a personagem que fará parte do novo romance.
  5. Para participar, você deve preencher o formulário abaixo e deixar o seguinte comentário nessa postagem: "Eu quero ser personagem do novo livro do Maurício Gomyde".
  6. Para ser um personagem E ganhar um LEV, o ganhador deve ser seguidor do autor em uma de suas redes sociais: instagram ou facebook.
  7. Todos os blogs participantes da promoção podem ser conferidos no site do autor.

02/10/2014

5 livros nacionais que estão na lista dos meus SUPER desejados

Qual leitor não tem uma lista enorme de desejados? Por mais que tentemos diminuí-la, a cada vez que compramos um livro, outros dois (ou mais) são adicionados a ela. Bom, eu não sou nem um pouco diferente. Mas é claro que eu tenho AQUELES livros que eu desejo acima de tudo e que estou esperando só encontrar uma oferta irresistível para comprar. <3
Então, resolvi colocar cinco desses livros aqui, vai que eu tenha um leitor super amoroso que resolva me dar de presente? HAHAHAHA Vem comigo! ;)

Título: Encontrada (Perdida #2)
Autora: Carina Rissi
Editora: Verus
Páginas: 476
Sofia está de volta ao século dezenove e mais que animada para começar a viver o seu final feliz ao lado de Ian Clarke. No entanto, em meio à loucura dos preparativos para o casamento, ela percebe que se tornar a sra. Clarke não vai ser tão simples quanto imaginava. As confusões encontram a garota antes mesmo de ela chegar ao altar e uma tia intrometida que quer atrapalhar o relacionamento é apenas uma delas. Além disso, coisas estranhas estão acontecendo na vila. Ian parece estar enfrentando alguns problemas que prefere não dividir com a noiva. Decidida, Sofia fará o que estiver ao seu alcance para ajudar o homem que ama. Ela não está disposta a permitir que nada nem ninguém atrapalhe seu futuro. Porém suas ações podem pôr tudo a perder, e Sofia descobre que a única pessoa capaz de destruir seu felizes para sempre é ela própria.

 Título: As batidas perdidas do coração
Autora: Bianca Briones
Editora: Verus
Páginas: 400
Viviane acaba de perder o pai. Com a mãe em depressão, ela se vê obrigada a assumir o controle da casa com o irmão mais novo. Rafael teve o pai assassinado há alguns anos e agora viu quatro pessoas de sua família, incluindo a única irmã, morrerem em um acidente de carro. Viviane pertence a uma classe social que ele despreza. Rafael é tudo o que ela sempre ouviu que deveria evitar. Eles são opostos, porém dividem a mesma dor. Jamais se aproximariam se a morte não os colocasse frente a frente, e agora, por mais que saibam que são completamente errados um para o outro, não conseguem evitar uma intensa conexão, que poderá salvá-los ou condená-los para sempre. As batidas perdidas do coração é uma história sobre perdas e como cada um lida com elas. É o encontro atormentado entre a dor e o amor. Com uma narrativa sexy, envolvente e repleta de música, este livro traz a última tentativa de duas pessoas arruinadas que, juntas, buscam desesperadamente se encontrar.