27/01/2015

Clube do Livro - Uma parceria entre amigos


Em uma conversa de blogueiros e amigos, logo na primeira semana de janeiro, criamos o ‘Clube do Livro’. O objetivo do grupo é escolher um livro em conjunto com os participantes e, após a leitura, debatermos sobre o mesmo. Além de podermos ler livros que queríamos ler há muito tempo, ler entre amigos nos dá ainda mais motivação para a leitura. Nem preciso dizer que isso também vai fazer com que eu leia livro que estão parados na minha estante há muuuuuuito tempo.

Ficou decidido que, todo dia 15 de cada mês será realizada uma votação para definir o livro do próximo mês. Lembrando que, caso não possa participar de uma leitura do mês, não tem problema, já que os tópicos serão mantidos no grupo para a “eternidade” e poderão continuar recebendo comentários.

Se você gostou, quer participar e ajudar a divulgar, é só solicitar a sua participação no grupo do Clube do Livro no Facebook. Lá você vai encontrar todas as direções necessárias para isso.

O primeiro livro escolhido foi "O Chamado Cuco", de Robert Galbraith (a.k.a. J. K. Rowling).

Créditos da Imagem: Tumblr Library Heaven

24/01/2015

Resenha: Por Lugares Incríveis, de Jennifer Niven

Título: Por Lugares Incríveis
Autora: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 336
Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, a garota se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.

Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.



Mudada para sempre. Não poderia usar palavras melhores do que a nossa protagonista Violet Markey usou durante o enredo para descrever o que eu sinto depois de ter lido esse livro. Estou há alguns dias tentando descobrir como vou escrever essa resenha, afinal, há muito tempo eu não encontrava uma obra que mexesse tanto comigo a ponto de me deixar chorando durante um dia inteiro sempre que eu lembrava de tudo que tinha acontecido. Ainda estou sem chão, tentando absorver toda a carga emocional de Por Lugares Incríveis. Talvez por isso a minha resenha saia tendenciosa demais (aquelas do tipo: “LEIA, POR FAVOR, LEIA!”), mas eu não consigo me controlar. QUE. LIVRO. INCRÍVEL.

- Sabe o que gosto em você, Finch? Você é interessante. Você é diferente. E consigo conversar com você. Não deixe isso subir à cabeça.
O ar parece carregado e elétrico, como se tudo – o ar, o carro, Violet e eu – fosse explodir caso alguém acendesse um fósforo. Mantenho os olhos na estrada.
- Sabe o que gosto em você, Ultravioleta Markante? Tudo. p. 173
Tenho a impressão que, mesmo se tivessem me contado o que acontece em cada página desse livro, Por Lugares Incríveis teria me conquistado da mesma forma. Esse é um daqueles livros que cada leitor vai ter uma experiência única, seja por ter passado por situações parecidas, seja por querer viver algo desse tipo ou por um simples envolvimento com o que os personagens estão passando. Quando um autor se propõe a fazer um livro sobre a vida e consegue colocar expor todos os sentimentos de qualquer pessoa em personagens – profundos ou fúteis – a ponto de parecer verossímil, é impossível não se envolver e não encontrar algum ponto em que você se identifique e é exatamente por isso que a trajetória de Violet e Finch se tornou tão especial para mim.

Como temos uma narrativa em primeira pessoa alternada entre os protagonistas, conhecemos um pouquinho de cada um e ouso dizer que, mesmo que não houvesse a identificação de quem era o narrador em todo início de capítulo, saberíamos de quem se trata porque Jennifer Niven conseguiu através da simplicidade dar uma voz característica a cada um deles: enquanto de um lado temos Finch, com seu jeito de perceber as coisas no ar e ser ao mesmo tempo reflexivo e profundo, mas também divertido e leve no seu jeito de ser e com isso é ele que consegue trazer a vontade de viver para Violet, que de outro lado, tem medo do que a vida lhe reserva depois que tudo virou ao avesso por causa da morte de sua irmã. Por causa dessa divergência de personalidades, Niven fez com que cada personagem encantasse o leitor de uma forma diferente e impressionassem ainda mais quando tinham algo em comum.


O desenvolvimento dos personagens foi o que mais me encantou. É incrível o quanto a autora conseguiu sair de um ponto em que tanto Violet quanto Finch eram extremamente crus e ir em direção a um final em que encontramos personagens complexos, muito mais profundos do que eles pareciam no começo do livro. Essa evolução, que me conquista quando aparece nos mais diversos livros, é marcante em Por Lugares Incríveis e com certeza foi o que mais me encantou ao longo na obra. É claro que a parte de conhecer lugares incríveis de Indiana (o estado dos Estados Unidos) também foi maravilhoso, afinal, o olhar mágico de Finch sobre tudo que foi visto encanta e inspira. Não posso negar: fiquei com vontade de conhecer mais o que as coisas ao meu redor também têm a oferecer e, se eu puder carregar um pouco da mágica de Finch comigo, isso com certeza vai fazer valer a pena.

Não preciso me preocupar com o fato de Finch e eu não termos filmado nossas andanças. Tudo bem não termos recolhido lembranças nem tido tempo de organizar tudo de um jeito que fizesse sentido pra outra pessoa.
O que percebo agora é que o que importa não é o que a gente leva, mas o que a gente deixa. p. 316
Quanto mais eu escrevo, mais eu sinto que não vou conseguir transmitir tudo que esse livro significou para mim. Eu terminei de ler Por Lugares Incríveis com a certeza de que eu deixei uma parte de mim no livro assim como Violet e Finch deixaram partes de si em todos os lugares que visitaram. Tenho que admitir que ainda não consegui superar a carga emocional que esse livro despejou em mim. Toda vez que eu lembro de tudo que os protagonistas passaram, sinto um misto de saudosismo, com aperto no coração e um amor incondicional. Jennifer Niven conseguiu criar uma obra que fala sobre amor, aceitação e principalmente sobre a vida. É por isso que, esse livro que é simples e tão grandioso ao mesmo, entrou para a minha seleta lista de favoritos. Simplesmente incrível. 

Por Lugares Incríveis já tem os direitos de adaptação comprados e o filme será estrelado por Elle Fanning. Não consigo controlar a minha ansiedade! <3

23/01/2015

Somos Todos Mentirosos

Olá pessoal!
É impossível não ter ouvido falar de Mentirosos: sendo um dos grandes lançamentos do segundo semestre de 2014 da Editora Seguinte, o livro está recebendo excelentes críticas e sendo muito comentado em todas as redes sociais por ser uma obra surpreendente.

Aproveitando a atmosfera do livro, convidamos alguns blogueiros para contar alguma mentira que eles já contaram algum momento da vida deles, afinal, quem nunca mentiu?
Vem conferir!

Resenha: Fique onde está e então corra, de John Boyne

Título: Fique onde está e então corra
Autor: John Boyne
Editora: Seguinte
Páginas: 224
Alfie Summerfield nunca se esqueceu de seu aniversário de cinco anos. Quase nenhum amigo dele pôde ir à festa, e os adultos pareciam preocupados - enquanto alguns tentavam se convencer de que tudo estaria resolvido antes do Natal, sua avó não parava de repetir que eles estavam todos perdidos. Alfie ainda não entendia direito o que estava acontecendo, mas a Primeira Guerra Mundial tinha acabado de começar. Seu pai logo se alistou para o combate, e depois de quatro longos anos Alfie já não recebia mais notícias de seu paradeiro. Até que um dia o garoto descobre uma pista indicando que talvez o pai estivesse mais perto do que ele imaginava. Determinado, Alfie mobilizará todas suas forças para trazê-lo de volta para casa.


John Boyne. Nome e sobrenome que sempre me arrepiam. Seus livros significam tanto para mim, que, não importa o que ele escreva: se algum dia ele resolver se aventurar pelos chick-lit ou então publicar sua lista de compras, com certeza serei a primeira da fila para ler (afinal, o segredo da genialidade dele pode estar em alguma coisa que ele come...). Não existe um único livro dele que eu tenha lido e que não tenha me comovido, que não tenha mexido pelo menos um pouquinho comigo. É claro que com Fique onde está e então corra não foi diferente: um livro simples, mas com uma lição de amor que emociona qualquer leitor. Este é mais um dos fantásticos livros do autor.

Pela melhor razão do mundo - ele explicou - Por amor. p. 30
Poucos autores conseguem usar fatos históricos para montar seus enredos tal como faz John Boyne, afinal, isso exige muita flexibilidade para que o a história não se torne maçante para aqueles que não estão familiarizados com o que está sendo abordado. Com seu toque de maestria, em Fique onde está e então corra ele nos leva pela Primeira Guerra Mundial, ao nos contar a história através da narrativa de Alfie Summerfield, um garoto que com apenas cinco anos viu seu pai partir para ser um combatente pelo seu país e que depois de quatro anos ainda alimenta a esperança de ver seu pai novamente. Apesar de já termos visto esses mesmos elementos no outro livro do autor – O menino do pijama listrado –, Boyne consegue dar um novo olhar e fazer uma história totalmente original.

O que faz isso acontecer é a sensibilidade empregada em Fique onde está e então corra, que com certeza é o ponto principal do livro. A história não é focada na guerra e sim em seus efeitos para aqueles que lutam e para aqueles ficam para trás. Boyne conseguiu pegar uma temática densa, triste e que provavelmente foi realidade para muitas famílias que viveram a época da Primeira Guerra Mundial e transformar em algo com o qual o leitor se envolve e cria um sentimento de empatia. Além disso, o desenvolvimento do enredo é fluido e segue um desenvolvimento gradual e crescente, chegando a seu ápice nos últimos capítulos, o que faz com que ninguém consiga parar de ler enquanto o livro não acabar.

A belíssima construção dos personagens, tanto do protagonista quanto dos secundários, também é um dos pontos altos do livro. Como Alfie, o protagonista, é uma criança de nove anos de idade que teve que amadurecer antes da hora por causa das circunstâncias da vida, temos momentos em que o menino enxerga a vida como um adulto e outros em que ele é tão vulnerável que só precisa que alguém cuide dele. Não tem como o leitor não se envolver diretamente com isso e se emocionar ao longo das páginas. Sem contar que os personagens secundários também são extremamente cativantes e fazem toda a diferença no final das contas.

Nada mais teria importância no mundo de hoje. Fique onde está e então corra - é o que ele fica repetindo e repetindo. Fique onde está e então corra. Não faz sentido. p.92
Se você nunca leu nenhuma obra do John Boyne, eis uma excelente forma de começar. Neste livro estão reunidas todas as características marcantes do autor: um enredo com um fato histórico como plano de fundo e muito bem desenvolvido, uma narrativa fluida e personagens muito cativantes. É impossível não se emocionar com a história de amor, de luta, de sobrevivência e de esperança que é Fique onde está e então corra. Leia com o coração aberto e a emocionante trajetória de Alfie Summerfield ficará para sempre com você.

PS.: Vocês terão que ler só para descobrir o que significa o título. Sim, é um desafio e sim, estou fazendo isso para que vocês leiam o quanto antes. LEIA! 

20/01/2015

Resenha: O Feitiço Azul, de Richelle Mead

Título: O Feitiço Azul (Bloodlines #3)
Autora: Richelle Mead
Editora: Seguinte
Páginas: 416
A atual missão da alquimista Sydney Sage fez com que ela revisse seus conceitos não só sobre os vampiros, mas também sobre a própria organização à qual pertence, responsável por esconder a existência dessas criaturas do resto da humanidade. Sydney acabou descobrindo um grupo dissidente que tinha muito em comum com os alquimistas, mas objetivos bem mais radicais. Certa de que seus superiores estão guardando segredos sobre essa facção paralela, ela contará com a ajuda do misterioso ex-alquimista Marcus Finch para tentar desvendá-los. Mas isso só será possível se ela conseguir escapar de uma ameaça ainda mais urgente; uma feiticeira cruel que suga a alma de jovens usuárias de magia. Enquanto isso, a garota luta contra os sentimentos cada vez mais fortes pelo rebelde vampiro Adrian Ivashkov. Há tabus e preconceitos milenares arraigados entre as duas raças, que representam um obstáculo enorme para esse relacionamento. Mas Adrian é persistente e é o único em quem ela confia para enfrentar as ameaças que se aproximam. Será que Sydney conseguirá se libertar do seu modo de vida e se render a esse romance?



Se eu ainda tinha algum receio com a série Bloodlines, O Feitiço Azul fez questão de pegar tudo, amassar como uma bola de papel e jogar fora. Eis que me encontro em uma situação de amor e ódio com aquela autora famosa por ser destruidora de corações: Richelle Mead. Todas as vezes que eu penso que ela vai estragar tudo que construiu até então, eis que ela renasce das cinzas e faz com que eu adore cada vez mais esse mundo de vampiros e alquimistas que ela criou. E sejamos sinceros: mesmo que a história ao redor esteja muito ruim, Mead tem uma maestria para criar personagens cativantes e por isso não tem jeito: é se apaixonar à primeira leitura. <3      

E, honestamente, eu já tinha perdido tempo demais com dúvidas e jogos. A única coisa que você aprende por ter constantemente a sua vida colocada em perigo é que é melhor você não desperdiçá-la.
Depois de ter sido completamente envolvida por O Lírio Dourado, não podia esperar menos de O Feitiço Azul do que um livro que fosse ainda melhor ou pelo menos do mesmo nível do que o volume anterior. Ainda assim, eis que Richelle Mead consegue me surpreender: neste terceiro livro da série Bloodlines, a autora deixa um pouco de lado toda a conspiração Strigoi e a missão de Sydney de proteger a princesa dos Moroi e explora temas que ficaram praticamente como coadjuvantes nos livros anteriores, como a magia e os questionamentos de Sydney sobre o que é verdade dentre as tantas coisas que ela foi obrigada a acreditar durante toda a sua vida.

Por causa disso, temos um enredo muito mais focado na protagonista e em seu desenvolvimento pessoal. Como já tinha dito na resenha de O Lírio Dourado, a Sydney vem evoluído a cada volume: enquanto em Laços de Sangue ela se encontra totalmente perdida e sua inocência faz com que seja manipulada como um boneco de pano, em O Feitiço Azul ela é mais proativa na história e está a caminho de tomar todas as rédeas da situação em que se encontra, o que faz desse livro o ápice de seu desenvolvimento até então. Como eu já me identificava muito com a Sydney, isso só fez com que meu envolvimento com a personagem aumentasse e com que a série me conquistasse de vez.

Mas é claro que esse não foi o único elemento que tornou O Feitiço Azul o meu livro favorito da série até então: também existe o Adrian. Ai, Adrian! *suspiros* Em O Lírio Dourado já tínhamos tido alguns pedacinhos do romance entre a Sydney e o Adrian, mas parece que foi nesse terceiro volume que ele finalmente chegou a um ápice: nenhum dos dois consegue resistir aos seus impulsos e todo aquele sentimento acaba vindo de uma forma avassaladora. Tenho que confessar que o Adrian me conquistou de vez e agora não tem mais saída, estou que nem todos os românticos de plantão que são fãs da série: torcendo para que isso dê certo de algum jeito, afinal, podemos esperar de tudo quando se fala em Richelle Mead.

Porém, uma coisa não mudou: a narrativa continua arrastada. Apesar de ser bem construída, ela ainda demora muito a se desenvolver e chegar a um ápice. Talvez essa seja uma característica da Richelle Mead, afinal, já são três livros que seguem esse mesmo modelo, mas ainda assim, para pessoas que preferem leituras mais dinâmicas como eu, isso é um obstáculo que precisa ser superado. Mas, ainda assim, com a sua capacidade de criar situações em que ficamos com o coração apertado, com cenas de ação que fazem valer a pena esperar e por ter essa flexibilidade de caminhar por meio de vários aspectos sobrenaturais, Mead ganha até mesmo o leitor mais exigente.

Você é a minha chama na escuridão. Nós afugentamos as trevas um do outro.
O Feitiço Azul com certeza foi o ápice da série Bloodlines até então. Richelle Mead conseguiu trabalhar com temas diferentes do que vinha trabalhando até então, o que só foi uma confirmação do quanto esse vasto mundo que ela criou pode ser explorado, e, por ser uma série grande (6 volumes), essa foi uma excelente alternativa para que os livros não ficassem maçantes. Apesar de alguns personagens importantes terem ficando como plano de fundo nesse livro para que isso acontecesse, a autora conseguiu desenvolver melhor a sua protagonista e fazer com que nos apaixonássemos ainda mais pelo bad boy de bom coração. Agora não tem jeito: depois daquele final, estou com as expectativas lá no alto para o que ainda série reserva. Ai, meu coração!

14/01/2015

Músicas que estão na minha lista de reprodução

Oi pessoal! Como vocês estão? Sentiram minha falta?
Tirei alguns dias de folga porque não tá dando: esse calor não é para qualquer um. Me levem para um cidade em que esteja frio, por favor! :(
Mas vamos começar 2015 falando sobre coisa boa: música! Nos últimos meses conheci várias coisas novas e algumas me conquistaram e estão em loop aqui no Spotify (nova paixão <3). 
Vem conferir quais são!

Vance Joy - Riptide: essa é uma daquelas músicas que nem todo mundo gosta. Para ser sincera, eu mesma não gostei na primeira vez em que ouvi. Mas em algum momento eu acabei percebendo que estava cantarolando a melodia e não teve outra: ouvi de novo e comecei a gostar, até que ela ficou entre as músicas mais reproduzidas das últimas semanas.