20/01/2015

Resenha: O Feitiço Azul, de Richelle Mead

Título: O Feitiço Azul (Bloodlines #3)
Autora: Richelle Mead
Editora: Seguinte
Páginas: 416
A atual missão da alquimista Sydney Sage fez com que ela revisse seus conceitos não só sobre os vampiros, mas também sobre a própria organização à qual pertence, responsável por esconder a existência dessas criaturas do resto da humanidade. Sydney acabou descobrindo um grupo dissidente que tinha muito em comum com os alquimistas, mas objetivos bem mais radicais. Certa de que seus superiores estão guardando segredos sobre essa facção paralela, ela contará com a ajuda do misterioso ex-alquimista Marcus Finch para tentar desvendá-los. Mas isso só será possível se ela conseguir escapar de uma ameaça ainda mais urgente; uma feiticeira cruel que suga a alma de jovens usuárias de magia. Enquanto isso, a garota luta contra os sentimentos cada vez mais fortes pelo rebelde vampiro Adrian Ivashkov. Há tabus e preconceitos milenares arraigados entre as duas raças, que representam um obstáculo enorme para esse relacionamento. Mas Adrian é persistente e é o único em quem ela confia para enfrentar as ameaças que se aproximam. Será que Sydney conseguirá se libertar do seu modo de vida e se render a esse romance?



Se eu ainda tinha algum receio com a série Bloodlines, O Feitiço Azul fez questão de pegar tudo, amassar como uma bola de papel e jogar fora. Eis que me encontro em uma situação de amor e ódio com aquela autora famosa por ser destruidora de corações: Richelle Mead. Todas as vezes que eu penso que ela vai estragar tudo que construiu até então, eis que ela renasce das cinzas e faz com que eu adore cada vez mais esse mundo de vampiros e alquimistas que ela criou. E sejamos sinceros: mesmo que a história ao redor esteja muito ruim, Mead tem uma maestria para criar personagens cativantes e por isso não tem jeito: é se apaixonar à primeira leitura. <3      

E, honestamente, eu já tinha perdido tempo demais com dúvidas e jogos. A única coisa que você aprende por ter constantemente a sua vida colocada em perigo é que é melhor você não desperdiçá-la.
Depois de ter sido completamente envolvida por O Lírio Dourado, não podia esperar menos de O Feitiço Azul do que um livro que fosse ainda melhor ou pelo menos do mesmo nível do que o volume anterior. Ainda assim, eis que Richelle Mead consegue me surpreender: neste terceiro livro da série Bloodlines, a autora deixa um pouco de lado toda a conspiração Strigoi e a missão de Sydney de proteger a princesa dos Moroi e explora temas que ficaram praticamente como coadjuvantes nos livros anteriores, como a magia e os questionamentos de Sydney sobre o que é verdade dentre as tantas coisas que ela foi obrigada a acreditar durante toda a sua vida.

Por causa disso, temos um enredo muito mais focado na protagonista e em seu desenvolvimento pessoal. Como já tinha dito na resenha de O Lírio Dourado, a Sydney vem evoluído a cada volume: enquanto em Laços de Sangue ela se encontra totalmente perdida e sua inocência faz com que seja manipulada como um boneco de pano, em O Feitiço Azul ela é mais proativa na história e está a caminho de tomar todas as rédeas da situação em que se encontra, o que faz desse livro o ápice de seu desenvolvimento até então. Como eu já me identificava muito com a Sydney, isso só fez com que meu envolvimento com a personagem aumentasse e com que a série me conquistasse de vez.

Mas é claro que esse não foi o único elemento que tornou O Feitiço Azul o meu livro favorito da série até então: também existe o Adrian. Ai, Adrian! *suspiros* Em O Lírio Dourado já tínhamos tido alguns pedacinhos do romance entre a Sydney e o Adrian, mas parece que foi nesse terceiro volume que ele finalmente chegou a um ápice: nenhum dos dois consegue resistir aos seus impulsos e todo aquele sentimento acaba vindo de uma forma avassaladora. Tenho que confessar que o Adrian me conquistou de vez e agora não tem mais saída, estou que nem todos os românticos de plantão que são fãs da série: torcendo para que isso dê certo de algum jeito, afinal, podemos esperar de tudo quando se fala em Richelle Mead.

Porém, uma coisa não mudou: a narrativa continua arrastada. Apesar de ser bem construída, ela ainda demora muito a se desenvolver e chegar a um ápice. Talvez essa seja uma característica da Richelle Mead, afinal, já são três livros que seguem esse mesmo modelo, mas ainda assim, para pessoas que preferem leituras mais dinâmicas como eu, isso é um obstáculo que precisa ser superado. Mas, ainda assim, com a sua capacidade de criar situações em que ficamos com o coração apertado, com cenas de ação que fazem valer a pena esperar e por ter essa flexibilidade de caminhar por meio de vários aspectos sobrenaturais, Mead ganha até mesmo o leitor mais exigente.

Você é a minha chama na escuridão. Nós afugentamos as trevas um do outro.
O Feitiço Azul com certeza foi o ápice da série Bloodlines até então. Richelle Mead conseguiu trabalhar com temas diferentes do que vinha trabalhando até então, o que só foi uma confirmação do quanto esse vasto mundo que ela criou pode ser explorado, e, por ser uma série grande (6 volumes), essa foi uma excelente alternativa para que os livros não ficassem maçantes. Apesar de alguns personagens importantes terem ficando como plano de fundo nesse livro para que isso acontecesse, a autora conseguiu desenvolver melhor a sua protagonista e fazer com que nos apaixonássemos ainda mais pelo bad boy de bom coração. Agora não tem jeito: depois daquele final, estou com as expectativas lá no alto para o que ainda série reserva. Ai, meu coração!

2 comentários:

  1. Nunca li nada da autora e ainda não compreendo a adoração que ela tem de seus leitores.rs Mas já tinha ouvido falar dessa série, porém, nunca li nada sobre. Não me interessei muito por ser uma série grande, tô fugindo de séries novas pra poder atualizar as que eu já comecei a ler :'( Mas definitivamente quero ler algo da Richelle ;}

    Beijos
    http://mon-autre.blogspot.com.br/

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  2. Eu ainda estou no último de Academia de Vampiros apesar de já saber como termina. Concordo que a narrativa da Richelle é arrastada pra caramba, mas vou ler essa série eu adoro o Dimitri e acho que ele e Rose se merecem, mas eu amo o Adrian e acho que ele merece um final feliz!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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