30/06/2015

A Promessa da Rosa - Confira o 1º capítulo

Ficou com aquele gostinho de quero mais com os últimos posts sobre A Promessa da Rosa aqui no blog e na nossa página no Facebook? Então vem conferir um pedacinho desse livro que promete!

29/06/2015

Booktrailer: A Promessa da Rosa

Já conferiu o booktrailer do mais novo livro de Babi A. Sette


Para mais informações sobre o livro, acessem o site da autora.

25/06/2015

Entrevista: Babi A. Sette

1) Quem é Babi A. Sette? 
Romântica, sonhadora, intensa. Exigente, perfeccionista, detalhista, ou eu faço com o coração e alma ou nem me peça para fazer. Feliz, enquanto escrever eu serei feliz. Sou mãe de uma menina, de um gato, de um cachorro e dos meus personagens. 

2) Houve algum momento marcante durante a sua vida em que você colocou a carreira de escritora como um objetivo ou você sempre sentiu que esse era o caminho que você iria seguir?
Não. Não houve um momento. De certa maneira eu sempre soube que era isso que me faria feliz... escrever. Quando eu entendi que não era apenas escrever e sim, contar histórias através da escrita a coisa veia como uma erupção que não parou mais. É como se todas essas historias e personagens estivessem aí na boca do vulcão, apenas esperando a meu "click interno"para virem a tona. 

3) Quais foram as coisas mais difíceis em escrever e publicar "Entre o amor e o silêncio" e "A Promessa da Rosa"?
Acho que o maior desafio foi interno. Quando eu entendi que estava na hora de publicar (eu demorei uns dois anos para tomar essa decisão), as coisas aconteceram e ainda acontecem como eu acredito, sempre para o melhor. Sobre o processo de escrita; os meus livros são  bem intensos e eu vivo cada linha que escrevo, não acho que isso seja uma dificuldade, apesar dos desafios inerentes a trama, vejo todo o processo como algo verdadeiramente mágico, eu me curo escrevendo e dando vida aos personagens, descubro partes minhas que eu nem sabia que existiam.

4) "Entre o amor e o silêncio" foi muito bem recebido pela crítica em geral. Como você se sente com tamanha aceitação?
Se você me pedisse para colocar em uma palavra ela seria: gratidão.

5) Qual foi a sua principal inspiração para o livro "A Promessa da Rosa"? O que podemos esperar desse novo livro?
Eu vi uma cena de uma amante famosa, de rosas e de uma paixãoo avassaladora dessas que as pessoas se sentem capazes de matar ou morrer por ela. Reviravoltas, emoções... muitas. Uma história de superação e de amor.

6) Quando você constrói seus personagens, utiliza referências reais? Alguma característica sua, algum amigo, algum artista? Você consegue imaginá-los sendo interpretados por atores?
Sim e não rs. Uma mistura das duas coisas.
Sempre imagino atores, sempre vejo as cenas como em um filme. E sim, meus personagens recebem pitadas de pessoas reais, das minhas experiências...

7) Como você lida com as críticas sobre o seu trabalho?
Eu tento ver as criticas como algo que faz parte do processo d publicação. Nem sempre elas são positivas e quando é assim acho que é expressão de outra pessoa. Uma vez que eu publico o livro eu entrego ele ao Universo. E assim ela não é mais meu. Na verdade acho que nunca foi rs. Sei que toda a experiência humana é algo único e intransferível, e com a leitura isso talvez seja muito evidente, estamos lidando com a imaginação das pessoas, as histórias tem a capacidade de falar intimamente com os leitores. Olhando sobre esse prisma vejo que cada crítica seja ela positiva ou não é um reflexo dessa experiência individual, é muito mais sobre o leitor do que sobre a obra na minha opinião e isso é o que torna essa vida tão fascinante. Essa infinidade que cada um de nós é.  

8) Como é o seu processo criativo? Você costuma esquematizar o livro antes de escrever ou deixa a imaginação fluir?
Deixo fluir, se eu esquematizar acho que sou tão impulsiva, intensa e destronizada que isso me atrapalharia no lugar de ajudar, capaz que no fim eu tivesse tendo mais trabalho tentando organizar um esquema do que criando qualquer coisa, risos.

9) Você tem projetos para futuros livros em andamento?
Sim, estou escrevendo um romance histórico, do mesmo período da Promessa da rosa; é na verdade, o romance da irmã da Kathelyn, da Lilian.

10) Você tem alguma mensagem para os seus atuais e futuros leitores?
Quero agradecer de coração; são vocês que tornam esse sonho real; os personagens abracem também, sem vocês eles não estariam tão vivos. 

Lançamentos #50: Galera Record

Título: Naomi & Ely e a lista do não beijo
Autores: David Levithan e Rachel Cohn
Páginas: 256
Uma análise bem-humorada sobre relacionamentos. Naomi e Ely  são  amigos inseparáveis  desde pequenos. Naomi é irresistível, todos  que  cruzam  seu  caminho acabam se apaixonando. Mas ela sempre amou apenas o único cara que não pode ter: seu melhor amigo gay. E Ely é um conquistador barato que gosta de brincar com os sentimentos dos meninos até finalmente conseguir se apaixonar. Para preservar a amizade, criam a  lista  do não  beijo™  — a relação  de caras  que nenhum dos  dois pode beijar  em  hipótese  alguma. A  lista  do  não beijo™ protege  a amizade  e assegura que nada vá abalar as  estruturas da fundação  Naomi &  Ely. Até que... Ely beija o namorado de Naomi. E quando há amor, amizade e traição envolvidos, a reconciliação pode ser dolorosa e, claro, muito dramática.

 Título: A Fofa do Terceiro Andar
Autora: Cléo Busatto
Páginas: 144
Ana sempre foi uma criança alegre, saudável e... fofa. Ela nunca se incomodou em receber adjetivos, até notar que eles nem sempre serviam para ser legal com alguém. Conforme vai ficando  mais velha, por  mais que tente manter o sorriso  estampado no rosto, os apelidos e implicâncias começam a mexer com ela. O jeito é colocar para fora, nem que seja no caderno. E não é que ajuda? Agora Ana só precisa conseguir aplicar isso na realidade, o que não é tão fácil quanto parece. Primeiro  ela tem que descobrir o  que realmente a incomoda (e  não  o  que incomoda os outros) e então encontrar maneiras de trazer à tona a Ana confiante que se escondeu dentro dela. E que processo! A adolescência tem um tempo todo próprio,  e não  é  fácil acompanhar. Novos gostos, novas sensações, novo corpo... Ela segue redescobrindo a si e ao  mundo. E não faz isso sozinha. Além da Julia, sua amiga de infância, há outra pessoa que chega de mansinho... Francisco não é como os outros garotos que ela já conheceu. Ele enxerga o mundo de forma  diferente  e  começa a ensinar  Ana  a fazer  o  mesmo.  A focar nos  aspectos positivos, a ser gentil com si mesma e, principalmente, a não tentar se encaixar em um molde que não é o seu. Afinal, imagina como seria chato se o mundo fosse visto por todos da mesma forma?

23/06/2015

Resenha: A Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard

Título: A Rainha Vermelha
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas: 424
O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.

Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?

Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.




Vamos aos fatos: depois de tanta gente comentar a respeito de A Rainha Vermelha, é quase impossível não ficar com aquela curiosidade quase que mórbida para saber o que esse livro tem de tão especial, não é mesmo? Sem contar que a capa é uma daquelas que chamam a atenção e te fazem querer ter o livro na estante mesmo sem ter um pingo de noção sobre a sinopse. Eis que minha vontade de ler aumentou ainda mais quando vi que a história poderia ser considerada uma mistura de Game of Thrones, A Seleção e X-Men. Apesar de realmente ter entregado tudo que prometeu - desde a ação até as comparações feitas com histórias que gosto muito - e de ter me empolgado bastante, a minha expectativa foi mais uma vez a vilã da leitura. Terminei o livro com aquele gosto de quero mais.

Esta é a verdadeira distinção entre prateados e vermelhos: a cor do sangue. Esta única diferença os torna mais fortes, mais inteligentes e melhores que nós. p. 14
De tirar o fôlego. Eis uma frase que define bem o enredo de A Rainha Vermelha. Com diversas reviravoltas, somos apresentados a uma história em que a ação fica em primeiro plano e não deixa nada a desejar: a cada novo capítulo, algo diferente acontece e muda totalmente o rumo dos personagens. Essa foi uma das coisas que me deixaram muito empolgada, uma vez que há muito tempo procurava um livro voltando para o público jovem adulto que tivesse essa característica bem desenvolvida, já que a grande maioria dos livros que li que prometiam isso sempre focavam no romance e isso fazia com que todo um potencial fosse perdido e isso não aconteceu aqui, já que a autora conseguiu trabalhar bem com os elementos apresentados.

Como A Rainha Vermelha é um livro focado em injustiças e revoltas pela igualdade, a autora Victoria Aveyard faz com que esse seja o ponto principal do enredo e, com isso, o leitor cria um vínculo forte com a história e é por essa razão que quanto mais páginas você lê, mais você se envolve com ela e mais coisas você quer que aconteçam para resolver a situação em que os personagens estão inseridos. Você acaba se envolvendo tanto que torce para que tudo dê certo, sente a angústia de todos os momentos de dúvida e tensão e se surpreende demais com as reviravoltas. Isso e a narrativa fluida da autora fazem com que as 424 páginas que compõem o livro passem em um piscar de olhos.

Porém, tenho que admitir que fui conquistada por Mare, a protagonista. Ela é forte, ousada e determinada, mas, ao mesmo tempo, não temos uma personagem inatingível: através da narrativa em primeira pessoa, temos contato com suas dúvidas, inseguranças e também com toda a adrenalina gerada pela situação em que ela está envolvida. É uma personagem completa e isso realmente me encantou. Mas, no que diz respeito aos outros personagens, nenhum me convenceu o suficiente. Cal e Maven, que são os príncipes da história, não me cativaram em momento algum e isso fez com que o romance que foi proposto - ainda que esse não tenha sido o enfoque da história - não me despertasse maiores interesses. Mas, felizmente, a autora soube trabalhar bem em cima de todas as personalidades dos personagens secundários e isso fez com que eles também tivessem um papel importante dentro do enredo.

Você não é prateada. Seus pais são vermelhos, você é vermelha, seu sangue é vermelho.  p. 86
A única coisa que me decepcionou um pouco foi que a partir de certo momento as reviravoltas se tornaram um pouco óbvias para mim. Desde a metade do livro eu já sabia praticamente tudo que iria acontecer e aquele final surpreendente que eu tanto esperava não aconteceu. Mas isso não tirou o brilho do livro como um todo: por ser apenas o primeiro volume de uma trilogia, A Rainha Vermelha é muito satisfatório, uma vez que foge daquele estereótipo de que todo livro que inicia uma série precisa necessariamente ser apenas introdutório. Temos ação, romance, intrigas e todo o necessário para um enredo sensacional. A expectativa para que o próximo volume seja ainda melhor é grande (e muito difícil de controlar) devido ao potencial que a autora demonstrou nesse primeiro e ao cliffhanger deixado para os leitores. Essa série promete!

Trilogia The Red Queen
  1. A Rainha Vermelha
  2. Glass Sword (Lançamento nos EUA em fevereiro/16)
  3. Sem título

15/06/2015

Lançamentos #49: Novo Conceito

Título: Eu te darei o sol
Autora: Jandy Nelson
Páginas: 384
Noah e Jude competem pela afeição dos pais, pela atenção do garoto que acabou de se mudar para o bairro e por uma vaga na melhor escola de arte da Califórnia. Mal-entendidos, ciúmes e uma perda trágica os separaram definitivamente. Trilhando caminhos distintos e vivendo no mesmo espaço, ambos lutam contra dilemas que não têm coragem de revelar a ninguém. Contado em perspectivas e tempos diferentes, EU TE DAREI O SOL é o livro mais desconcertante de Jandy Nelson. As pessoas mais próximas de nós são as que mais têm o poder de nos machucar.


10/06/2015

Resenha: Elena - A Filha da Princesa, de Marina Carvalho

Título: Elena - A Filha da Princesa
Autora: Marina Carvalho
Editora: Galera Record
Páginas: 322
Este não é um conto de fadas comum. Sim, existe uma princesa. Não uma donzela, mas uma jovem moderna, preocupada com os problemas de seu tempo. Há também um príncipe. Só não espere que ele seja um perfeito cavalheiro. Afinal, uma pitada de bad boy nunca fez mal a nenhum herói. Elena, filha da princesa Ana — a brasileira que se tornou herdeira do trono da Krósvia —, já não é mais a menininha apaixonada pelo primo Luka, com quem deu o primeiro beijo aos 13 anos. Cresceu, namorou, viajou o mundo. Mas uma notícia surpreendente a faz voltar para casa... justamente quando obrigações familiares também exigem a presença de Luka. O reencontro é explosivo. Luka não estava preparado para adulta que a prima tímida se tornou. Uma mulher que sabe muito bem o quer. E quem quer.



Ah, Marina Carvalho... Você conseguiu. Tenho que confessar que estava um pouco receosa quanto a este livro, pois quem leu a minha resenha de Simplesmente Ana sabe que eu gostei do relacionamento de Ana e Alex e que eu estava em uma época muito propícia para gostar do conto de fadas moderno criado pela autora brasileira. Quando me falaram que teríamos um spin-off da história, com personagens diferentes e uma abordagem voltada para o New Adult, é claro que fiquei com medo, mas... Resolvi arriscar. E não é que deu certo?

O que vejo entre eles é um amor tão grande que desconfio ser único, impossível de haver outro igual, mesmo para mim. p. 23
Terceiro livro do ciclo que envolve a família real da Krósvia, aqui temos um foco em Elena, filha de Ana e Alex e tenho que confessar que meu envolvimento com a personagem e com a sua história demorou um pouco para acontecer. O grande motivo para isso acontecer foi que eu não queria me desapegar do casal protagonista dos outros dois livros e, mesmo sem me dar conta, me via querendo que o foco fosse para os dois de alguma forma e foi estranho vê-los como personagens secundários nesse livro. Mas, no final das contas, Elena conquistou espaço no meu coração.

Isso aconteceu porque a Elena é uma protagonista carismática. Determinada, corajosa, forte, com uma vontade inesgotável de fazer o bem para os outros. Ou seja, totalmente diferente do padrão da mocinha perfeita, mimada e irritante que passa a história inteira esperando ser resgatada por um príncipe. E isso tinha tudo para acontecer, uma vez que a protagonista foi criada dentro de uma família real, mas a autora Marina Carvalho conseguiu desenvolvê-la de forma com que ela ficasse real, imperfeita e isso foi o ponto chave para criar uma identificação com o leitor. Só isso já foi o suficiente para que eu mergulhasse de vez na história, afinal, protagonistas assim sempre me conquistam. Mas o que me cativou mesmo foi o romance.

Como eu disse lá no começo da resenha, a autora se propôs a criar um New Adult nessa nova história da família Markov. E tenho que admitir que perdi o fôlego com o romance entre Elena e Luka! Há uma tensão sexual enorme entre os dois e é impossível não ficar com aquela expectativa para que tudo dê certo. Para tornar o romance ainda mais cativante, a autora utilizou uma narrativa em primeira pessoa alternada entre os protagonistas e esse artifício foi essencial para que ficássemos ainda mais envolvidos com esse relacionamento, uma vez que deu oportunidade para que ambos os personagens fossem bem desenvolvidos. Sem contar que acabei me apaixonando pelo Luka também. <3

Quando olho nos olhos dele, enxergo as sombras que o atormentam. É difícil não me sensibilizar com o que vejo. Luka é um homem e tanto, mas suas dores, seus mistérios, derrubam o gigante sempre que ele baixa a guarda. p. 170
Alguns de vocês devem estar pensando: mas eu não li nenhum dos dois primeiros livros, será que vou conseguir ler Elena sem nenhum problema? Fiquem tranquilos: por ser um spin-off, o livro é independente dos dois primeiros e você consegue entende-lo sem problemas. Se você, assim como eu, leu Simplesmente Ana e De Repente Ana e adorou, pode ter certeza que agora você vai ficar ainda mais apaixonado por essa narrativa envolvente que a Marina Carvalho sempre nos oferece. Elena veio para surpreender. Vale a pena dar uma chance. 

Resenha: Livro das Sombras, de Cate Tiernan

Título: Livro das Sombras (Coven #1)
Autora: Cate Tiernan
Editora: Galera Record
Páginas: 208
Morgana Rowlands nunca se imaginou como algo além de uma garota sem graça de 16 anos, ainda mais se comparada à melhor amiga, a linda Bree. Porém, isso está prestes a mudar. Quando Cal, um veterano transferido de outra escola, entra na vida da garota, ela se vê imersa em um novo universo: o rapaz se revela um bruxo à procura de pessoas para montar um coven. A ligação entre eles é imediata e impossível de ser desfeita – só há um problema. Bree está perdidamente apaixonada por Cal. Será Morgana capaz de controlar seus sentimentos em prol da amizade ou a conexão entre eles é mais forte do que ela própria?



Sou apaixonada por livros que envolvem magia. Acho que isso é um pouco do efeito da geração que aprendeu a gostar de ler com Harry Potter, afinal, aprendemos a receber a magia como uma velha conhecida. É por isso que, sempre que um livro que tenha o tema é lançado, fico com vontade de ler, para ver se algum vai me surpreender a ponto de eu ter aquele sentimento bom de volta (quase sempre me decepciono, mas...). Livros das Sombras chegou exatamente com essa proposta: um mundo de magia prestes a ser descoberto. Só que, infelizmente, não foi tudo aquilo que eu esperava.

Daqui a alguns anos, olharei para trás e me lembrarei deste dia como o dia em que o conheci. Olharei para trás e me lembrarei do exato momento em que ele começou a fazer parte da minha vida. Vou me lembrar disso para sempre.
Vamos aos fatos: a autora Cate Tiernan não era uma autora que eu estava louca para conhecer a escrita. Lembro que quando o livro Amada Imortal (que faz parte de uma de suas séries de maior sucesso) foi lançado, vi muitas críticas a respeito de sua narrativa e isso me fez ficar um pouco receosa para ler os livros de sua autoria. Eis que Livro das Sombras é lançado – com essa capa que faz qualquer um querer lê-lo imediatamente de tão linda que é – e eu resolvi dar uma chance para a autora. No entanto, fiquei um pouco decepcionada ao descobrir que esse era mais um livro clichê do gênero e ainda por cima com um triângulo amoroso. Mas, aos poucos, a narrativa fluida de TIernan me conquistou e acabei envolvida com a história.

Por ser uma narrativa em primeira pessoa através do ponto de vista de Morgana, nossa protagonista, temos todos os conflitos internos que todos passam durante a adolescência, como insegurança, dúvidas e pouca autoestima, e tenho que confessar que isso me irritou um pouco, uma vez que isso a tornou mais uma personagem com as características clichês de livros Young Adult, ou seja, sem nenhum toque especial. Além disso, Cate Tiernan não a desenvolve muito bem – assim como a nenhum dos outros personagens, inclusive as outras partes do triângulo amoroso, Bree e Cal – e isso impede qualquer tipo de conexão mais forte com o leitor e até de querer que esse triângulo venha a ter algum desfecho interessante.

Porém, um dos pontos positivos foi a utilização da cultura Wicca para dar um contexto sobrenatural ao enredo. Sempre li vários livros que utilizavam o tema e é muito interessante porque sempre acabo aprendendo algo que não conhecia. Minha animação com isso estava grande, só que a autora também preferiu não aprofundar tanto o assunto, deixando-o apenas como plano de fundo para o desenvolvimento da história (leia-se: triângulo amoroso), o que foi muito frustrante. Passei páginas e mais páginas esperando por algo mais desenvolvido, que me surpreendesse, até porque essa seria uma grande salvação para o enredo. Só que isso simplesmente não acontece.

Ser um bruxo não é questão de escolha. Ou você é ou não é. Está no sangue.
O que fez com que eu conseguisse ter uma leitura proveitosa de Livro das Sombras foi a narrativa extremamente fluida de Cate Tiernan. Como o livro é pequeno – 208 páginas –, isso fez com que eu o lesse rapidamente, em questão de horas. Só que, infelizmente, o enredo pouco desenvolvido não me convenceu. Por ser o primeiro volume da trilogia Coven, isso é até justificado, uma vez que a autora tenta criar uma introdução para o que está por vir, só que faltou aquele toque que deixa o leitor sem fôlego, ansioso pelos próximos volumes. Ainda não sei se darei uma chance para o segundo livro, mas, se eu der, com certeza irei com quase nenhuma expectativa para que eu não tenha outra decepção. Uma pena. 

Resenha: Fator Nerd 2 - Missão Improvável, de Andy Robb

Título: Fator Nerd 2 - Missão Improvável
Autor: Andy Robb
Editora: Galera Record
Páginas: 304
Sim, quando se é um nerd, a vida tem um ritmo todo próprio. Quando se é um nerd apaixonado, então... Archie ainda não esqueceu Sarah. A menina é seu preciossssso Um Anel. Atraído para ela como um Gollum repugnante, ele tem zero força de vontade. Como se não bastasse, é só chegar perto da linda gótica para que as pernas do garoto enfraqueçam, o coração acelere e o suor invada seu rosto. Mais ou menos a mesma reação ao berro de um Nazgûl. Um pavor insano invade o coração do mais corajoso dos homens. Tudo bem, pelo menos seu Monólogo Interior o repreende e tenta mantê-lo na linha. Claro que é uma batalha perdida. Mais ou menos como enfrentar o Hulk sem um Mjolnir. Ou o Duende Verde sem fluido de teia. Boa sorte com isso! Sem saber como se comportar perto de Sarah ele decide entrar na cabine de Dr. Who mais próxima e sumir. Afinal, um fim de semana de RPG, com direito a orelhas de elfo e espadas de espuma, se aproxima. Com a ajuda de Clare, uma menina com ideias muito próprias, Archie acredita ter encontrado a solução para conseguir conquistar a eterna amada Sarah: Cíumes. Afinal, no cinema isso sempre funciona. Mas essa pequena mentirinha cria uma série de mal-entendidos, nem sempre divertidos.



Se vocês soubessem há quanto tempo eu estava esperando esse livro, entenderiam o quanto eu estou empolgada para escrever esta resenha. Fator Nerd – Contatos Imediatos do 1º Amor (resenha) foi um dos meus livros favoritos em 2013 e desde então estava em uma pilha de nervos para que o segundo volume fosse lançado. Não que o primeiro pedisse por uma continuação, mas eu me identifiquei tanto com a história escrita por Andy Robb que eu sentia aquela necessidade de ter um pouco mais daqueles personagens que tanto gostei. E não é que foi ainda melhor do que eu esperava?

Acho que eu deveria explicar uma coisa: desenvolvi alguns mecanismos de defesa que me ajudam a enfrentar a rotina diária. O primeiro foi o Monólogo Exterior ou ME. Adoraria poder dizer que é uma fusão bem treinada de controle da linguagem corporal e camuflagem psicológica, que me permite manter meus pensamentos escondidos atrás de uma fachada fria de indiferença, mas ele não é tão confiável assim. p. 10
Fator Nerd 2 – Missão Improvável me trouxe de volta aquele conforto que eu sinto quando leio infanto-juvenis. Não sei quanto a vocês, mas esse é um dos meus gêneros favoritos, uma vez que os personagens costumam ter um pouco mais de imaginação e isso nos leva por situações muito inusitadas ao longo de qualquer enredo. Bom, é claro que não seria diferente nesse livro, ainda mais quando estamos falando de nerds de 14 anos tentando se ajustar em um mundo que não parece ser feito para eles. De alguma forma ou de outra, todos nos identificamos com alguma coisa pela qual eles passam e é nesse ponto que mora toda a magia do livro.

Narrado em primeira pessoa por Archie, seguimos o mesmo modelo do livro anterior: temos o conflito entre o MI (Monólogo Interior – que são as coisas que ele pensa e mantêm para si) e o ME (Monólogo Exterior – aquilo que ele faz para agradar aos outros e não provocar desconfianças sobre o que seu MI pensa). Quem não tem esse mesmo conflito todos os dias da vida? Ainda mais na situação em que ele está: tentando conquistar a garota de quem gosta. É justamente isso que faz com que a identificação entre o leitor e o personagem ocorra e que um vínculo seja criado, o que faz com que você acabe torcendo para que tudo dê certo para Archie e seus amigos. Sem contar que os diálogos internos chegam a ser cômicos e dão uma dinâmica toda especial para a história.

Mas, uma coisa genial e que eu não me canso de ver em qualquer livro que seja, são as referências à cultura nerd em geral. Em Fator Nerd 2, temos referências ao Batman, Senhor dos Anéis, Dungeons & Dragons e muito mais. Ou seja: para quem conhece, essas referências vão fazer a leitura muito mais rica e legal, até porque é muito animador quando reconhecemos alguma. Mas, mesmo que você não reconheça, fique tranquilo: o autor Andy Robb conduz o leitor por elas de modo com que façam sentido, ou seja, não dá para ficar perdido. Meu objetivo, assim foi no livro anterior, é relê-los e entender todas as referências. Será que consigo?

A outra arma em minha armadura de autoproteção é o Monólogo Interior ou MI, que funciona de forma completamente independente de qualquer coisa que meu ME esteja fazendo. É a voz que ninguém mais consegue ouvir, a voz que me mantém com os pés no chão, que narra meu dia, que me aplaude quando sou cool e me repreende quando sou um idiota. O que parece acontecer na maior parte do tempo. p. 10
A minha única dúvida ao fechar Fator Nerd 2 – Missão Improvável foi: quando vou ter tempo para reler esses dois livros fantásticos? É incrível como Andy Robb te abduz para dentro do enredo e não te solta enquanto você não chega à última página e, quando isso acontece, você percebe que quer muito mais. É impossível não mergulhar de cabeça nas aventuras de Archie, Beggsy, Ravi e Matt (e até das garotas, por que não?). Ficaria muito feliz se essa série tivesse mais um livro (ou dez), mas por enquanto nenhum outro volume foi lançado. Pelo menos vai dar tempo de reler (e reler, reler, reler...). Fica a dica desses incríveis, maravilhosos, ÉPICOS livros. Mais do que recomendados.

Resenha: Dias Infinitos, de Rebecca Maizel

Título: Dias Infinitos
Autora: Rebecca Maizel
Editora: Galera Record
Páginas: 384
Cansada de passar seus infinitos dias perseguindo e matando vítimas inocentes, Lenah Beaudonte, uma poderosa vampira da era vitoriana, decide abandonar seu coven de comparsas decadentes e transformar-se em humana. Mas o ritual capaz de transformá-la é extremamente perigoso. É necessário que um vampiro se sacrifique por ela, e não só isso; Lenah precisará passar 100 anos hibernando.

Felizmente, Rhode, o grande amor da vida dela, resolve se sacrificar para realizar esse sonho. E a transformação é bem-sucedida. Após 592 anos, Lenah acorda em um corpo humano, na prestigiosa escola particular Wickham, em Massachusetts. Ela está completamente sozinha em outro século e precisa aprender a viver no mundo moderno, como uma adolescente comum. E justamente quando Lenah parece ter se adaptado à nova vida, feito novos amigos e até arrumado um namorado, o passado volta para assombrá-la. Seus ex-companheiros vampiros embarcam em uma caçada mortal para encontrá-la e capturá-la. Agora não só Lenah, mas todos que ama correm perigo. Será que ela conseguirá escapar e salvar os amigos sem revelar seu maior segredo?



Expectativa... É difícil quando ela nos pega de um jeito que não conseguimos mais nos livrar dessa sensação de espera, de que algo vai nos surpreender além do que a gente imagina. Pois bem. Essa era a minha relação com Dias Infinitos: vi muitas pessoas falando bem e falando que ele foge do clichê de livros de vampiros em geral. Vocês imaginam como eu fiquei, certo? Afinal, ter algo original no já tão esgotado tema “vampiros” é algo que atrai qualquer um que seja fã de histórias sobrenaturais. Mas, ao começar a leitura, já vi que não seria nada daquilo que prometia e logo nas primeiras páginas senti que seria uma decepção. E, infelizmente, foi exatamente o que aconteceu.

Eu te liberto...
Eu te liberto, Lenah Beaudonte.
Acredite... e seja livre. p. 9
Juro que eu tentei. Dei todas as chances possíveis para Dias Infinitos, mas ele não conseguiu me convencer. Sabem quando um livro não flui de jeito nenhum, mesmo com você lendo aos poucos, intercalando a leitura com outros livros e insistindo a cada capítulo que passa? Pois é. Tentativas não faltaram. Mas vamos aos fatos: que enredo arrastado! A autora Rebecca Maizel enrola tanto com as descrições desnecessárias que as 384 páginas que compõem o livro poderiam ser facilmente reduzidas para 200 (ou até menos). A todo momento você espera que algo surpreendente aconteça, mas esse momento simplesmente não aparece.

A originalidade prometida pela sinopse e pela indicação na capa é outra coisa que não aparece. Apesar da pequena diferença de termos uma vampira querendo a todo custo virar humana para voltar a sentir (sim, isso já foi tratado em outros livros, mas ainda assim é mais difícil encontrar do que o inverso, um humano tentando virar um vampiro) e das narrativas em espaços temporais diferentes (adoro quando esse artifício é utilizado pois nos dá uma visão maior do personagem), Dias Infinitos segue pelo mesmo caminho de sempre. Além de utilizar todos os clichês que os Young Adults costumam ter, tudo é extremamente previsível. Conseguimos antecipar cada cena que irá ocorrer com capítulos de antecedência e isso foi muito frustrante pois minhas expectativas de encontrar algo diferente estavam muito altas.

Além disso, a protagonista, Lenah, é uma personagem extremamente chata. Por ser uma narrativa em primeira pessoa, isso torna as coisas ainda mais complicadas, porque mesmo que a história seja chata, uma simpatia com um personagem sempre faz as coisas ficarem um pouquinho mais suaves e mais fáceis de serem lidadas, só que nem isso temos aqui. Sem contar que, por estar cansada de ver triângulos amorosos em livros do gênero, fiquei extremamente decepcionada com o fato de que nesse livro temos um quadrado amoroso. Todos muito óbvios e nenhum deles conseguiu conquistar de verdade – o único que tinha grande potencial para isso, o Rhode, não foi bem explorado, o que é uma grande pena.

Tudo valeu a pena? Não tivemos bons momentos? Você não está mais condenada ao sofrimento involuntário. Encontre paz na minha morte. Derrame lágrimas. Só existe liberdade agora. (...) Jamais esqueça, Lenah.
Maldito seja aquele que pena o mal. p. 36
Mas, pelo menos, o final trouxe alguma melhora para o enredo, pois seguiu um caminho diferente do que é esperado para um Young Adult clichê e isso me deixou um pouco surpresa. Só que isso não foi o suficiente para salvar o livro como um todo, pois a impressão ruim já tinha ficado. Dias Infinitos é o primeiro livro da série Vampire Queen, só que ele tem um final bem fechado e isso me deu um certo alívio, pois mesmo que não fosse, eu não conseguiria investir em outro livro da série. Infelizmente foi uma grande decepção. Não foi dessa vez que os vampiros voltaram com tudo para as minhas leituras habituais.

08/06/2015

Resenha: Cinderela Pop, de Paula Pimenta

Título: Cinderela Pop (Princesas Modernas #2)
Autora: Paula Pimenta
Editora: Galera Record
Páginas: 160
Cintia é uma princesa dos dias atuais: antenada, com opiniões próprias, decidida e adora música. Essa princesa pop morava com os pais em um castelo enorme de onde via toda a cidade. Todas as noites, ela olhava pela janela, de onde ficava admirando a vista e sonhando com um príncipe que ainda não conhecia. Porém, um dia, o castelo de Cintia desmoronou e com ele tudo à sua volta. Com a separação dos pais, ela vai morar com a tia, se afasta do pai e, principalmente, deixa de acreditar no amor. Ela só não contava com um detalhe… Havia mesmo um belo príncipe encantando em sua história. E tudo o que ele mais queria era descongelar o coração da nossa gata (nada) borralheira!



Como vocês já devem ter percebido, eu sou uma apaixonada por qualquer coisa que envolva contos de fadas. Sempre que há alguma adaptação, sou uma das primeiras a querer conferir o que aprontaram com as histórias que tanto gosto. A série Princesas Modernas, da tão querida pelo público brasileiro Paula Pimenta, é uma das que eu tenho mais curiosidade, afinal, como me surpreendi com o primeiro livro da saga, Princesa Adormecida (resenha), minhas expectativas para o restante da série aumentaram absurdamente e bom, vocês sabem que isso quase sempre e sinônimo de decepção. Eis que Cinderela Pop é lançado e... ME SURPREENDEU AINDA MAIS! É muito amor por esse livro. <3

Mas quem sabe, né? Às vezes uma pessoa especial pode estar bem na nossa frente e não conseguimos enxergar pelo fato de ela estar escondida atrás de um disfarce, fingindo ser quem não é...
Sabe aquele livro que, quanto mais você lê, mais você quer que as páginas se multipliquem porque ele está uma delícia? Cinderela Pop é um desses livros. Eu estava em uma baita de uma ressaca literária quando comecei a lê-lo e, quando vi, já tinha devorado todas as suas páginas em apenas duas horas. Isso aconteceu porque, por mais que o livro siga todos os clichês possíveis de um romance adolescente (uma garota, um garoto, adversidades, final feliz), a escrita da Paula Pimenta é tão fluida que as páginas voam e a história acaba te envolvendo, por mais que você já saiba tudo que vai acontecer ao longo do enredo.

Isso acontece principalmente quando os personagens me conquistam. A DJ Cinderela, ou Cíntia, seu nome verdadeiro, não é uma personagem tão bobinha quanto eu estava esperando que pudesse ser (a Cinderela é uma das princesas que menos gosto justamente por isso) e esse foi um dos motivos por eu ter gostado bastante dela e por essa releitura ter virado minha favorita da série. Já tinha uma forte impressão de que isso aconteceria pois há uma pequena participação da DJ em Princesa Adormecida e ela me conquistou no pequeno instante em que apareceu e a conhecer mais só fez o meu encanto aumentar.

E bom, tenho que confessar: sou uma apaixonada por romances água com açúcar, daqueles em que temos um mocinho romântico, com todas as qualidades possíveis. Eles sempre me deixam suspirando! O romance de Cinderela Pop é exatamente desse jeito e ainda temos, assim como no conto original, uma madrasta muito má e duas meias-irmãs que tiram qualquer um do sério e fazem de tudo para que as coisas deem errado no fim. Mas, por mais que eu sempre saiba que inevitavelmente tudo vai acabar do jeito que eu espero, é impossível não ficar torcendo página a página para que tudo acabe bem.

Como se fossem quadrinhos em preto e branco, a animação contava a história de uma princesinha que, em vez de sapato alto, usava All Star, pois seus pés doíam muito se calçasse outro tipo de sapato. Um dia, ela conheceu um príncipe. E a vida dela ficou colorida.
Está em um dia de tédio, com aquela ressaca literária? Eis um livro perfeito para te tirar disso! Cinderela Pop é aquele clichê que te envolve com uma escrita fluida e um romance que te deixa suspirando a cada página que passa. Sim, o livro faz parte da série Princesas Modernas, mas não se assustem: cada volume pode ser lido de forma independente, sem prejuízo algum para a leitura. Mas vale a dica: não espere algo original que vai mudar a forma como você vê o mundo, mas pode ter certeza de que ele vai te dar algumas horas de puro relaxamento. Uma delícia!